04.11.08

Tradução comparada – 1João 1.1-3

Enviado em 1João, Testemunha de Jeová, Tradução tagged , , , , , , , às 4:54 pm por Marcelo Berti

Nesse artigo tenho a intenção de realizar uma comparação dos três primeiros versos da primeira epístola de João, entre o texto grego do novo testamento (WHO), minha tradução pessoal (TMB) e a versão das Testemunhas de Jeová, conhecida com Tradução do Novo Mundo (TNM). O objetivo para esse tipo de avaliação é apresentar a nítida alteração do texto grego para fins teológicos realizada pelos tradutores da TNM.

O texto grego utilizado nesse artigo é o texto de Westtcot e Hort[1], que segundo o prefácio da edição de 1963 das Escrituras Gregas Cristãs é o “famoso texto grego (…), que se harmoniza com os mais antigos manuscritos gregos“. Texto que também foi chamado de “texto autorizado” no mesmo prefácio. Como o objetivo não é uma discussão sobre crítica textual, vamos apenas ficar com a declaração da própria obra.

Sobre o texto da TNM, Ray C. Stedman diz o seguinte:

Um exame detido, que vá além da aparência superficial de exegese, revela uma verdadeira trapalhada de fanatismo, preconceito e predisposição tendenciosa que viola todas as regras de criticismo bíblico e todos os padrões de integridade acadêmica[2]

 Anthony Hoekma atestou:

 ”A Tradução do Novo Mundo da Bíblia não é de modo nenhum uma tradução objetiva do texto sagrado para Inglês moderno, mas é em vez disso uma tradução tendenciosa na qual muitos dos ensinos peculiares da Watchtower Society são introduzidos sorrateiramente no texto da própria Bíblia[3]

 H.H. Rowley parece ser bem incisivo nesse assunto:

 ”A tradução é marcada por um literalismo empedernido que só vai exasperar qualquer leitor inteligente – se é que algum dos seus leitores é inteligente – e em vez de mostrar a reverência que os tradutores dizem ter pela Bíblia, é um insulto à palavra de Deus… este volume é um exemplo brilhante de como a Bíblia não deve ser traduzida[4]

 Vale lembrar que o texto em português da TNM é uma tradução do inglês, e por apenas essa condição não merece tanta credibilidade, como parece apresentar. Entretanto, como é grande o avanço dessa versão e da corrupção que ela promove, vale uma observação detalhada de sua sagacidade e entorpecimento mental que promove por ser explicitamente mal intencionada e malfadada em sua realização.

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1João 1.1

TMB          O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam com respeito ao Verbo da Vida

TNM          Aquilo que era desde [o] princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos observado atentamente e as nossas mãos têm apalpado, com respeito à palavra da vida

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Comentário

Nesse pequeno verso das escrituras podemos ver uma primeira distorção que poderia colocar em risco a concepção cristã da pré-existência de Cristo. Entretanto, a tradução é tão infeliz que não podemos ao certo compreender o que intencionavam os responsáveis por essa tradução.

Observe que o texto da TNM inicia com a seguinte declaração: “Aquilo que era desde [o] princípio“. Segundo essa leitura podemos supor que existe “algo” (não alguém) que existe desde o início. Na literatura joanina a expressão “ap`arxes” tanto pode apontar para a criação (Jo8.44; 1Jo.2.13) como para o início do cristianismo (Jo.15.27; 1Jo.2.7, 24). Assim, a versão TNM aponta para aquilo que existia desde o início do mundo (coexistente com Deus), ou do início do cristianismo. De qualquer modo, é preciso inferir que tal opção sugere que João teria ouvido, visto, observado e apalpado (observe o presente contínuo) algo que aponta para a palavra da vida.

Esse “objeto” que pode ser ouvido, visto, observado e apalpado é algo de tamanha importância que precisou ser apresentado como introdução de uma epístola. Que objeto seria esse que em nenhum outro lugar nas escrituras temos conhecimento? Seriam escritos do próprio Cristo?

O que vemos nesse texto é a inabilidade de um tradutor em adaptar um texto às suas convicções e produzir uma aberração. Por que não optou por descaracterizar a expressão “logôu tou zoês” (traduzido por palavra da vida) do fim da frase? Provavelmente por que seria explícito demais mexer com o texto dessa forma.

A verdade sobre a expressão “ho en ap` arxês” é que até poderia (em outro contexto) ter sido traduzida como “aquilo que era desde o princípio” visto que o pronome relativo “ho” pode ser traduzido como: aquilo, aquele, que, o que. Provavelmente, o tradutor mal intencionado, aproveita-se dessa brecha para inserir sua visão sobre o assunto na “tradução” que pretende realizar.

Entretanto, a regra geral do pronome relativo grego é que ele concorda em gênero e número com o substantivo ou pronome a que se refere. Eventualmente, é definido por um verbo, substantivo ou preposição que o governa (Mt.2.9; At.17.3; Rm.2.29). Se isso é verdadeiro, deveríamos esperar algum substantivo que fosse neutro e singular para que pudesse aceitar a opção neutra de “aquilo”. Entretanto, não encontramos no texto nehum substantivo neutro, o que torna infeliz a opção do débil tradutor desse texto. A grande pergunta, então, é: A que se refere o pronome relativo?

A sentença grega é montada com uma seqüência de mais três pronomes relativos acompanhados de verbos (no passado – perfeito e aoristo) que caracterizam o objeto de referência dos pronomes relativos. O que se pode esperar então é que, o pronome relativo que acompanha a expressão “que era desde o principio” faça referência ao “logôu tou zoês”, traduzido por Palavra da Vida pela TNM.

Se isto é verdadeiro, temos que considerar que a tradução TNM está equivocada, pois deveria ter sido traduzida do seguinte modo: “Aquela que era desde o princípio, a que temos ouvido, a que temos visto com os nossos olhos, a que temos observado atentamente e as nossas mãos têm apalpado, com respeito à palavra da vida“.

Desse modo, ao menos, a tradução teria mais coerência. Entretanto, qual é a razão para considerar a expressão “logôu tou zoês” como “Verbo da Vida”, ou em uma referência pessoal a Cristo?

A partir desse momento, temos que nos valer da literatura joanina[5]. No evangelho de João, vemos que o autor emprega uma expressão muito similar a encontrada em 1Jo.1.1 em referência ao Logos: “No princípio era o Verbo” (en arxê en hó lógos). Nessa expressão vemos que o mesmo verbo conjugado da mesma forma, o substantivo “princípio” no dativo no evangelho, e no genitivo na primeira epístola, detalhe que apresenta a única diferença entre as duas citações: a preposição. No evangelho João usa a preposição “en” ao passo que na primeira epístola utiliza a preposição “apó”[6].

Entretanto, nenhuma diferença significativa pode ser retirada dessa distinção, o que fortalece a opinião de que João faz uma referência pessoal ao nomear Cristo de Logos da Vida na introdução de sua carta. Por esta razão traduzi o termo como Verbo com letra maiúscula, pois dado o contexto literário do autor, não pode-se descartar sua terminologia.

Entretanto, essa não é a única razão que nos faz inferir na conceituação do Logos da Vida, como pessoal, pois os verbos, ouvir, ver, contemplar e apalpar parecem ser introdutórios aos problemas que serão abordados na epístola no que se refere a pessoa de Cristo. Um detalhe importe aqui é que o verbo apalpar (pselafáo) é mesmo verbo encontrado na narrativa de Lucas de uma das aparições de Cristo após a ressurreição (Lc.29.34).

A soma dessas observações parecem nos dar respaldo suficiente para compreendermos a expressão Logos da Vida como uma alusão a Cristo, o que tornaria todos os pronomes relativos masculinos e singular, diferente do que nota-se na versão TNM.

Portanto, conclui-se que a TNM é tendenciosa em sua pseudo-tradução nesse verso e suprime as evidências textuais e impõe ao texto suas convicções anti-cristãs.

 

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1João 1.2

 

TMB          e a vida foi manifestada, nós vimos, testemunhamos e proclamamos a vós, a vida eterna que estava com Deus e foi manifestada a nós

TNM          (sim, a vida foi manifestada, e nós temos visto, e estamos dando testemunho, e relatamos a vós a vida eterna que estava com o Pai e nos foi manifestada,)

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Comentário

Nesse verso não vemos uma tradução com evidências de alteração coordenadas pela teologia da igreja Testemunha de Jeová. Entretanto, temos uma observação a fazer:

  1. Verbos na sentença:
    1. Ver: O verbo para ver utilizado por João para ver é o verbo “oraö” no perfeito do indicativo ativo na primeira pessoa d plural. Isso significa que a ação relatada pelo autor não refere-se a algo que foi visto no passado e permanece sendo vista no presente, como sugere a expressão “temos visto” da TNM. Mas, refere-se a algo que aconteceu no passado, como a ARC, ACF, NVI e a BJ sugerem. Entretanto, é preciso lembrar que essa é a opção da ARA, também conceituada tradução.
    2. Dar Testemunho: O gerúndio da TNM não é uma opção agradável ao texto, até por que o verbo “marturéo” está no presente do indicativo ativo na primeira pessoa do plural, que traduzido literalmente fica “testemunhamos”.  Não se pode dizer que a opção da TNM é uma afronta ao texto, mas que na sua busca ser idiomática, foi traduzida aos moldes dos atendentes de telemarketing.

 

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1João 1.3

TMB          o que vimos e ouvimos vos anunciamos, a fim de que vós também tenhais comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo

TNM          aquilo que temos visto e ouvido também vos estamos relatando, para que vós também possais ter parceria conosco. Além disso, esta parceria nossa é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo

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Comentário

Nesse verso vemos novamente o problema da identificação do pronome relativo. Nesse verso em especial, parece não haver necessidade para tornar novamente neutro o pronome relativo grego. Da mesma forma que não haveria necessidade para a tradução “temos visto” para o verbo “oraö” nem o gerúndio para o verbo anunciar (relatar).

Entretanto, esses mesmos detalhes já foram comentados e não há necessidade de fazê-los novamente. O que nos chama a atenção nesse verso em particular é o uso da palavra “parceria” no contexto relacionado a Deus a Jesus Cristo como tradução da palavra koinonia.

Não existe nada de errado em utilizar o termo “parceria” como tradução de koinonia. Aliás, o conceito de parceria faz parte do campo semântico da palavra em questão, como podemos perceber nesse verso: “fazendo sempre, com alegria, súplicas por todos vós, em todas as minhas orações, pela vossa cooperação no evangelho, desde o primeiro dia até agora” (Fp.1.4-5 – ARA). O termo em destaque é o a tradução do substantivo grego koinonia. Para esse termo a BJ traduziu nesse texto como “participação“, tornando ainda mais próxima a tradução do conceito apresentado pela TNM.

A pergunta que é levantada é: “A palavra ‘parceria’ comporta o significado do relacionamento estabelecido entre Deus e o cristão?” ou “Será que existe equivalência entre o relacionamento de Paulo com os cristãos de Filipos com o relacionamento estabelecido por Deus com seus filhos?“.

A opinião do autor desse artigo é que o termo “parceria” não é suficiente para representar o que João pretende expor sobre o relacionamento entre Deus e o homem. Muito embora o conceito de parceria faça parte do campo semântico de koinonia, ele não comporta o que João intenciona apresentar nesse verso.

Parceria sugere co-agência, co-participação, cooperação, conceitos que não podem ser aplicados ao início do relacionamento entre Deus e os cristãos. Quando Deus propõe-se a relacionar-se com o homens ele o faz por meio de alianças monérgicas, iniciadas, mantidas e dirigidas exclusivamente por Ele.

Nesse sentido, o relacionamento entre Deus e os cristãos nada tem de parceria, mas de recebimento, graça. A partir do momento que somos salvos podemos ser “cooperadores” (sunergós) com Deus (1Co.3.9) a medida que realizamos com Ele nosso ministério.

Se a intenção de João fosse apresentar algum conceito semelhante a esse, teria utilizado um termo semelhante a esse. É por essa razão que existem termos diferentes para situações diferentes. Se João utilizou o termo “koinonia” que quis dizer?

O termo koinonia, de uso raro na literatura de João (3x. 1Jo.13, 6, 7), pode descrever um relacionamento de proximidade, íntimo e pessoal. Esse termo já foi utilizado na LXX em um contexto de casamento como mais íntimo relacionamento entre seres humanos (3Mc.4.6). Mesmo embora, não exista correlação apropriada entre o relacionamento entre Deus e os homens e casamento, é de comum acordo que o casamento não um contrato de parceria, mas de relacionamento de proximidade e comunhão. Nesse sentido, podemos achar alguma equivalência entre ambos relacionamentos.

De alguma forma, os tradutores da TNM tem certa dificuldade com o termo “koinonia”, visto que é comum alterarem o sentido do termo. Observe o caso de At.2.42: “Eles continuavam a devotar-se ao ensino dos apóstolos e a partilhar [uns com os outros], a tomar refeições e orações“. É evidente nesse trecho que os tradutores resolveram retirar o conceito de convívio ou relacionamento que aponta “koinonia” para apontar um auxílio mútuo, que é apresentado no verso 44 com o termo “koinós” (cf. At.4.32).

Talvez o repúdio por um termo que expresse algum tipo de relacionamento de proximidade, intimidade e pessoalidade ligado ao termo grego “koinonia” seja a relação que esse termo tem com o Espírito Santo, que os TJ insistem em afirmar sua impessoalidade. Por duas vezes (ao menos) no NT vemos essa relação apresentada, observe o que Paulo diz: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2Co.13.14 – ARA; cf.  Fl.2.1)


 

[1] Nesse artigo não vamos considerar os problemas textuais da versão de WHO, visto que a intenção é mostrar como a TNM é maliciosa. Não é intenção do autor deste artigo defender a sacralidade do texto de WHO, mas apontar a desgraça da versão TNM.

[2] Stedman, R.C., “The New World Translation of the Christian Greek Scriptures,” Our Hope 50; Julho, 1953.

[3] Hoekema, A., The Four Major Cults (Exeter: Paternoster, 1963)

[4] Rowley, H.H., “Jehovah’s Witnesses’ Translation of the Bible,” The Expository Times, Janeiro 1956.

Todas as citações acima foram encontradas no site: http://corior.blogspot.com/2006/02/traduo-do-novo-mundo-e-os-seus-crticos.html#n22 no dia 27/02/2008

[5] Muitos teólogos tem debatido a questão do termo Logos na literatura joanina, de modo que muitos não atribuem o termo a Cristo. Alguns até acreditam que o primeiro capítulo do evangelho de João (onde a teologia do logos é fundamentada) é um adendo posterior ao livro. Dentre esses há ainda quem diga que tal capítulo é uma espécie de hino cristão antigo que foi introduzido no texto do evangelho. Em grande parte a rejeição de alguns teólogos sobre a Teologia do Logos dá-se pelo fato de que em nenhum outro lugar na literatura joanina, ou neotestamentária Cristo é denominado como Logos. Esse assunto será pormenorizado em um artigo sobre esse assunto na seção de teologia de João. Por ora, fica a opinião do autor deste artigo, de que o primeiro capítulo do evangelho é parte integrante do texto do quarto evangelho e que não há razões objetivas para desacreditar o texto desse modo. É ainda convicção do autor, que 1Jo.1.1 é um reflexo de Jo.1.3.

[6]Diante dessa distinção, alguns comentaristas atestam que o primeiro verso da epístola (assim como toda ela) é obra de um imitador, visto que João não poderia confundir as duas preposições. Tal opinião não passa de uma grande tolice, visto não ter respaldo histórico ou teológico para tal. Essa opção, também será discutida com mais atenção em um artigo sobre a autoria joanina comum entre evangelho e a primeira epístola

Cognocibilidade de Deus em 1João

Enviado em 1João, Teologia Própria tagged , , , , às 2:55 pm por Marcelo Berti

O conhecimento de Deus é sempre visto nas escrituras e por essa razão cativa seus leitores a um envolvimento mais intenso e profundo com esse Deus. O estudo da teologia própria não é só fascinante por apresentar características de Deus, detalhá-las e apresentar efetivamente nas escrituras, mas por abrir portas para uma forma de conhecimento que não se dá em conceitos, mas em experiência pessoal.

Talvez esse seja um ponto alto da concepção joanina sobre Deus exposto em sua primeira epístola: Deus pode ser conhecido pessoalmente, pois é possível existir um relacionamento entre um ser humano regenerado e seu Redentor. Entretanto, mais importante do que essa observação, é que para João essa cognicibilidade em Deus pode ser verifica como certeza. Observe: “Filhinhos, eu vos escrevi, porque conheceis o Pai” (2.14). Nesse texto, João apresenta de modo convicto que seus leitores primários já haviam estabelecido um relacionamento com Deus. O verbo que descreve essa certeza é “gnosko“, que pode contribuir em muito com nossa compreensão dessa afirmação joanina.

De modo geral, o termo em conceituação é visto nas escrituras como sinônimo de saber (oida) e normalmente traduzido como conhecer (Jo.8.32; 14.17; ), ou outros termos que representem o reconhecimento (1Jo.4.12; cf. Gl.4.9), ter conhecimento (Rm.2.18) ou entendimento (Jo.3.10; 8.43). Fora da literatura joanina, já foi utilizado (especialmente na LXX em tradução ao termo hebraico yadá) como um intercurso sexual (Mt.1.25; Lc.1.34), um uso particularmente incomum no novo testamento e estranho à literatura de João.

Na primeira epístola de João temos algumas indicações sobre o significado dessa expressão quando relacionada com Deus: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus” (4.7). Na relação entre o amor de Deus é que podemos notar alguma relação com a certeza do conhecimento de Deus, pois aquele que demonstra o amor que do Pai recebeu evidencia que é Filho Dele e tem um relacionamento pessoal com Deus. De uma forma mais simples, a prática cristã segundo Cristo evidencia (não promove) esse relacionamento com o Pai.

É possível, ainda, que essa expressão de conhecimento do Pai tenha estrita relação com o recebimento do ensino dos apóstolos: “Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus nos ouve[1]; aquele que não é da parte de Deus não nos ouve” (4.6). Em sua discussão sobre o problema do surgimento das heresias sobre Cristo que assolavam a comunidade primitiva a quem João endereçara sua carta, ele transparece com intensidade que esses “anticristos” teriam saído de meio da comunidade cristã, mas evidenciam com seu ensino pernicioso que nunca fizeram parte dessa comunidade (2.19). João chega a identificá-los como pessoas que negam o Pai e o Filho (2.22), e ainda são apresentados como pessoas que não tem o Pai por negarem o Filho (2.23). Pouco a frente João ainda incentiva os cristãos a não darem ouvidos para outras pessoas[2] com ensinos contraditórios (4.1) ao que ouviram do próprio João (2.20).

Dessa forma, João afirma que as pessoas que tem inclinação ao ensino dos apóstolos são pessoas que apresentam um relacionamento pessoal com Deus. Assim, esse conhecimento não é mero acúmulo de informações teológicas, mas a prática cristã saudável da busca pela vida com Deus. Por isso que é evidente na visão de João que aquele que não demonstra amor, não pode conhecer a Deus: “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (4.8). Isso não significa que essas pessoas não tem acesso a salvação, mas que por sua imaturidade não tem um relacionamento consistente estabelecido com Deus, ou que por sua falta de relacionamento com Deus permanecem em sua imaturidade.

Portanto, a possibilidade de experimentar com Deus um relacionamento, está aberto a todos os que creem em Cristo, são considerados como filhos, amados de modo especial por Deus, mas apenas os cristãos crescentes em maturidade é que tem desfrutado Dele. Evidência para isso é que a prática cristão é colocada como realce desse conhecimento experiencial (4.6-7). Alías, como João poderia perceber que dentre as pessoas que ele escreve ele teria convicção do seu conhecimento de Deus, se não pudesse observar?

 


[1] A expressão “nos ouve” parece estar ligado ao conceito plural de redação visto na introdução da epístola, que parece não apontar necessariamente a uma autoria coletiva, mas refletir o envolvimento, ensino e influência apostólico na conceituação da teologia cristã.

[2] Eu entendo particularmente que o uso de “pneuma” nos primeiros versos do capítulo 4 refere-se a outras pessoas e não a entidades espirituais, por algumas razões:

  • Confissão: no verso 2 João aponta para um problema similar ao apresentado no capítulo 2: Esses espíritos não confessam que Jesus teria vindo em carne;
  • Nominação: esse espírito é nominado como “espírito do anticristo” em consonância com a nomenclatura do capítulo 2 para os falsos mestres.
  • Identificação: No verso 4 fica explícito que sua intenção é falar sobre “falsos profetas“, que falam da parte do mundo.
  • Procedência: Esses falsos profetas, segundo o verso 5, procedem do mundo. Ora se a origem é natural não há por que esperar que sejam sobrenaturais esses espíritos.
  • Correlação: no verso 6 João associa pessoas que escutam a mensagem dos apóstolos com o espírito da verdade, de modo que fica evidente que o uso do termo espírito pode ser usado para pessoas.

Temas teológicos em 1João

Enviado em 1João, Teologia de João tagged , , , às 2:53 pm por Marcelo Berti

Primeira Epístola de João

 

Vs

TEXTO

TEMA TEOLÓGICO

Capítulo 1

1

O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam – isto proclamamos a respeito da Palavra da vida Cristologia

  • § Eterno (pré-exisitente)
  • § Humano
  • o Audível
  • o Visível
  • o Palpável
  • o Logos

2

A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada Cristologia:

  • § Manifestação da vida
  • § Vida eterna
  • § Divino (estava com o Pai)
  • § Revelação de Deus

 

Kerigma apostólico

  • § Cristo visto pessoalmente
  • § Cristo como centro do Kerigma e testemunho

3

Nós lhes proclamamos o que vimos e ouvimos para que vocês também tenham comunhão conosco. Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo Kerigma apostólico:

  • § Centrado nas obras realizadas por Cristo e no seu ensino
  • § Com objetivo de que outras pessoas tenham comunhão com os apóstolos
  • § A comunhão dos apóstolos é com o Pai e o Filho.

4

Escrevemos estas coisas para que a nossa alegria seja completa Kerigma apostólico:

  • § Objetivo era a alegria completa

5

Esta é a mensagem que dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nele não há treva alguma Kerigma apostólico

  • § Originada em Cristo
  • § Destinada a cristãos
  • § Conteúdo:
  • o Deus é Santo (luz)
  • o Deus é isento de mácula (trevas)

Dualismo Joanino

  • § Referente a Deus: Luz e Trevas= Santidade x Pecado

6

Se afirmarmos que temos comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Dualismo Joanino

  • § Referente a vida cristã: Aplicação do conceito de Luz e Trevas.

 

Vida Cristã:

  • § Mentir = não praticar a verdade
  • § Ter comunhão exige verdade

7

Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Teologia Própria

  • § Deus está na luz

 

Vida Cristã

  • § Andar em luz gera unidade entre irmãos

 

Cristologia

  • § Sangue como purificação
  • § Resultado do andar na luz e ter comunhão

8

Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Vida Cristã

  • § Não estamos sem pecados
  • § Quem acredita nisso a si mesmo se engana
  • § Aquele que acredita nessa mentira não está na verdade

9

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. Vida Cristã

  • § Confissão dos pecados pressupões pecado
  • § Deus perdoa o pecado e purifica de toda injustiça o cristão confesso

 

  • o Portanto, sua fidelidade exige seu perdão e sua purificação do crente confesso
  • § Deus é justo no perdão e na purificação
  • o Se é justo é por que seu perdão e purificação é um débito que tem a suprir
  • o Portanto, sua justiça demanda sua intervenção perdoadora e purificadora

10

Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós Vida Cristã

  • § Dizer-se isento de pecado é blasfêmia; não há quem não peque.

 

Vs

TEXTO

TEMA TEOLÓGICO

Capítulo 2

1

Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo Destinatários

  • § Filhinhos: Possivelmente cristãos “gerados” por João

 

Objetivo da Escrita

  • § Para que seus leitores não pequem

 

Cristologia

  • § Intercessor junto ao pai [parákletos]
  • § Justo
  • § Disponível ao cristão que peca

2

Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo Cristologia

  • § Cristo e a propiciação pelos pecados
  • § É possível que o plural sugira ações

3

Sabemos que o conhecemos, se obedecemos aos seus mandamentos Vida Cristã

  • § A obediência é a primeira evidência de conhecer a Cristo.
  • § Ela provê certeza ao cristão

4

Aquele que diz: “Eu o conheço”, mas não obedece aos seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele Vida Cristã

  • § A afirmação não é suficiente
  • § Obediência é exigência
  • § O que contradiz sua afirmação com a conduta [hipócrita] não tem a verdade

5

Mas, se alguém obedece à sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos nele Vida Cristã

  • § O amor de Deus é aperfeiçoado na obediênica

6

aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou. Vida Cristã

  • § O verdadeiro cristão não é hipócrita: fala o que vive
  • § O verdadeiro cristão conforma seu modo de viver com a forma com que Cristo viveu

7

Amados, não lhes escrevo um mandamento novo, mas um mandamento antigo, que vocês têm desde o princípio: a mensagem que ouviram. Advertência apostólica

  • § A mensagem é a mesma, não trata-se de outra mensagem, por isso não é novo mandamento [mesmo evangelho]

8

No entanto, o que lhes escrevo é um mandamento novo, o qual é verdadeiro nele e em vocês, pois as trevas estão se dissipando e já brilha a verdadeira luz. Advertência apostólica

  • § Mas é nova a mensagem no que diz respeito a santificação

9

Quem afirma estar na luz mas odeia seu irmão, continua nas trevas. Vida Cristã

  • § Ódio a outros cristão é evidência de vida em pecado

10

Quem ama seu irmão permanece na luz, e nele não há causa de tropeço. Vida Cristã

  • § O amor aos irmãos é a segunda evidência de vida em comunhão com Deus
  • § No cristão que ama não encontra-se causa de tropeço para outros cristãos.

11

Mas quem odeia seu irmão está nas trevas e anda nas trevas; não sabe para onde vai, porque as trevas o cegaram Vida Cristã

  • § O cristão odioso está sem comunhão com Deus e anda em pecado.
  • § Está cego e desorientado por causa da convivência com o pecado, ou com um ambiente pecaminoso.

12

Filhinhos, eu lhes escrevo porque os seus pecados foram perdoados, graças ao nome de Jesus. Destinatários

  • § Filhinhos.

 

Objetivo

  • § Escreve a seus “filhos” por que os pecados deles foram perdoados

 

Cristologia

  • § O nome de Cristo é o responsável pelo perdão

13

Pais, eu lhes escrevo porque vocês conhecem aquele que é desde o princípio. Jovens, eu lhes escrevo porque venceram o Maligno Destinatários

  • § Pais: Por que conhecem a Cristo
  • § Jovens: Por que venceram o maligno

 

Cristologia

  • § Pré-existente

 

Satanologia

  • § Satanás,o diabo foi denominado como “o maligno” [aquele cuja essência é o mal]

14

Filhinhos, eu lhes escrevi porque vocês conhecem o Pai. Pais, eu lhes escrevi porque vocês conhecem aquele que é desde o princípio. Jovens, eu lhes escrevi, porque vocês são fortes, e em vocês a Palavra de Deus permanece e vocês venceram o Maligno.  

15

Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele Vida Cristã

  • § O cristão não deve amar ao mundo nem o que está no mundo. Quem ama o mundo não tem o amor de Deus.
  • § O amor ao mundo é antagônico ao amor do Pai.

Dualismo

  • § Mundo x Deus

16

Pois tudo o que há no mundo – a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens – não provém do Pai, mas do mundo Hamartiologia

  • § Cobiça da carne
  • § Cobiça dos olhos
  • § Ostentação de bens [soberba da vida]
  • § Procede do mundo
  • § São antagônicas a Deus

17

O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre Dualismo

  • § Mundo + cobiça x Deus

 

Vida cristã

  • § Aquele que faz a vontade do Pai tem uma vida que permanece para sempre.

18

Filhinhos, esta é a última hora e, assim como vocês ouviram que o anticristo está vindo, já agora muitos anticristos têm surgido. Por isso sabemos que esta é a última hora Escatologia

  • § Estamos na última hora;
  • § Próximos a chegada do anti-cristo

 

Eclesiologia

  • § Falsos mestres na igreja são chamados anti-cristos.

19

Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos Eclesiologia

  • § Falsos mestre saem da própria igreja
  • § Mas, nunca fizeram parte da igreja
  • § O fato de saírem da igreja [pregação de nova doutrina] explicita que nunca foram cristãos [dos nossos]

20

Mas vocês têm uma unção que procede do Santo, e todos vocês têm conhecimento Vida Cristã

  • § Todos os cristãos tem uma unção da parte de Deus [unção pelo Espírito Santo]
  • § Os cristãos a quem destinou-se essa carta, haviam sido instruídos e por isso tinham conhecimento

 

Teologia própria

  • § Deus é Santo

21

Não lhes escrevo porque não conhecem a verdade, mas porque vocês a conhecem e porque nenhuma mentira procede da verdade. Eclesiologia

  • § Nenhuma heresia sai das escrituras. Elas provém da deturpação movida por corações perversos.

22

Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho Vida Cristã

  • § Qualquer um pode opor-se a Cristo, basta negar que Jesus é o Cristo.
  • § Qualquer um pode ser um anti-cristo, basta negar o Pai e o Filho

23

Todo o que nega o Filho também não tem o Pai; quem confessa publicamente o Filho tem também o Pai. Vida Cristã

  • § Negar o Filho implica em não ser salvo
  • § Confissão pública a confirma

24

Quanto a vocês, cuidem para que aquilo que ouviram desde o princípio permaneça em vocês. Se o que ouviram desde o princípio permanecer em vocês, vocês também permanecerão no Filho e no Pai. Vida Cristã

  • § Demanda-se cuidado por manter a mensagem original intacta e com o cristão
  • § Essa é a garantia de que nós permanecemos no Filho e no Pai

25

E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna Vida Crista

  • § A vida eterna é uma promessa feita pelo Pai.

26

Escrevo-lhes estas coisas a respeito daqueles que os querem enganar Objetivo da Escrita

  • § Alerta a cristãos fiéis para que saibam quem são os que deturpam a fé

27

Quanto a vocês, a unção que receberam dele permanece em vocês, e não precisam que alguém os ensine; mas, como a unção dele recebida, que é verdadeira e não falsa, os ensina acerca de todas as coisas, permaneçam nele como ele os ensinou Vida Cristã

  • § A unção de Deus permanece no Espírito Santo
  • § Esses cristãos não eram carentes de ensino (cf. 2.20).
  • § A unção é verdadeira (não produz a mentira)
  • § Essa unção ensina o cristão a respeito de todas as coisas referentes a salvação
  • § Por isso devemos permanecer em Cristo como ele mesmo havia ensinado

28

Filhinhos, agora permaneçam nele para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos envergonhados diante dele na sua vinda Advertência apostólica

  • § Permanecer em Cristo é garantia de não sermos envergonhados em sua volta.

 

Cristologia – Escatologia

  • § Cristo se manifestará
  • § Cristo voltará

29

Se vocês sabem que ele é justo, saibam também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele Cristologia

  • § Cristo é justo

 

Vida Cristã

  • § Quem pratica a justiça testifica que é nascido de Cristo.

 

Vs

TEXTO

TEMA TEOLÓGICO

Capítulo 3

1

Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu: sermos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! Por isso o mundo não nos conhece, porque não o conheceu Teologia Própria

  • § O amor de Deus é grande
  • § Adotou-nos como filhos
  • § Nem Deus nem seu amor é conhecido pelo mundo

 

Vida Cristã

  • § Somos amados pelo grande amor de Deus
  • § Somos chamados de filhos dele.
  • § O mundo não nos conhece como tal

 

Dualismo

  • § Deus x Mundo

2

Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é Vida Cristã

  • § Somos filhos de Deus
  • § Mas não somos como seremos [santificação em processo]
  • § Alvo final: Cristo [apenas com intervenção divina]
  • § Seremos como Cristo apenas quando ele se manifestar
  • § O veremos como ele é

 

Cristologia – Escatologia

  • § Cristo voltará [manifestar]. O objetivo da 2ª. Vinda é sermos como ele é: PUROS.
  • § Transformação final dos pecadores
  • § Manifestação visível e real

3

Todo aquele que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro Vida Cristã

  • § Quem mantém essa esperança purifica-se

 

Cristologia

  • § Cristo é isento de pecado [puro]

4

Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei Vida Cristã

  • § Quem peca é transgressor da Lei e passível de suas punições

 

Hamartiologia

  • § Pecado = Transgressão da Lei de Deus

5

Vocês sabem que ele se manifestou para tirar os nossos pecados, e nele não há pecado Cristologia

  • § O objetivo da 1ª. vinda de Cristo era para tirar nossos pecados (manifestou)
  • § Cristo foi isento de pecados

6

Todo aquele que nele permanece não está no pecado. Todo aquele que está no pecado não o viu nem o conheceu Vida Cristã

  • § Quem está em Cristo não está no pecado.
  • § Quem está no pecado não conheceu a Cristo

 

Dualismo

  • § Pecado x Permanência com Cristo

7

Filhinhos, não deixem que ninguém os engane. Aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo Vida Cristã

  • § Justos praticam justiça e se identificam com Cristo que Justo é.

8

Aquele que pratica o pecado é do Diabo, porque o Diabo vem pecando desde o princípio. Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo Vida Cristã

  • § Pecadores provém do Diabo.

 

Dualismo

  • § Pecado x Justiça
  • § Deus x Diabo
  • § Cristo x Diabo [do princípio sem pecado e pecador desde o princípio]

 

Satanologia

  • § O Diabo é a origem do pecador e possuidor do mesmo
  • § Ele é pecador desde o princípio

 

Cristologia

  • § Objetivo da 1ª. vinda: destruir as obras do Diabo

9

Todo aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado, porque a semente de Deus permanece nele; ele não pode estar no pecado, porque é nascido de Deus Vida Cristã

  • § Quem é nascido de Deus não pratica o pecado
  • § Tem a semente de Deus
  • § Não pode estar no pecado

10

Desta forma sabemos quem são os filhos de Deus e quem são os filhos do Diabo: quem não pratica a justiça não procede de Deus, tampouco quem não ama seu irmão Vida Cristã

  • § Se praticamos a justiça e amamos os irmãos somos de fato cristãos.

11

Esta é a mensagem que vocês ouviram desde o princípio: que nos amemos uns aos outros Vida Cristã

  • § Devemos amar os cristãos

 

Kerigma Apostólico

  • § Os apóstolos, desde o início da proclamação do evangelho, atestam que os cristãos devem amar uns aos outros

12

Não sejamos como Caim, que pertencia ao Maligno e matou seu irmão. E por que o matou? Porque suas obras eram más e as de seu irmão eram justas Vida Cristã

  • § Obras más são como evidência de pertencer ao Maligno.
  • § Justos podem sofrer injustamente

 

Satanologia

  • § Satanás é o dono daquele que realiza obras más.

13

Meus irmãos, não se admirem se o mundo os odeia Vida Cristã

  • § Não é surpresa que o mundo nos odeia, pelo menos não deveria ser.

14

Sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte Vida Cristã

  • § Certeza pessoal da salvação = amar irmãos
  • § Quem não ama não é salvo.

15

Quem odeia seu irmão é assassino, e vocês sabem que nenhum assassino tem a vida eterna em si mesmo Vida Cristã

  • § O ódio é próprio do assassino
  • § Assassinos não tem a vida eterna em si mesmos

16

Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos Cristologia

  • § Jesus é a demonstração final do amor
  • § Cristo sacrificou-se pelos cristãos
  • § É o exemplo final de cristianismo: Amor e doação da vida.

 

Vida Cristã

  • § Devemos seguir o exemplo de Cristo no amor e na auto-doação pelos irmãos.
  • § Essas são características do verdadeiro cristão.

17

Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus? Vida Cristã

  • § A verdadeira vida cristã exige intervenção, ação em direção as necessidades do irmão necessitado
  • § Se alguém se diz cristão e tem condições, mas não ajuda seu irmão, neste o amor de Deus não permanece.

18

Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade Vida Cristã

  • § A vida cristã autêntica deve ser vivida em ação e em verdade.

19

Assim saberemos que somos da verdade; e tranqüilizaremos o nosso coração diante dele Vida Cristã

  • § A demonstração do amor aos irmãos e a auto-doação é evidência suficiente para termos certeza da salvação pessoal.

20

quando o nosso coração nos condenar. Porque Deus é maior do que o nosso coração e sabe todas as coisas Vida Cristã

  • § Cristãos verdadeiros podem ter momentos de culpa e dúvida de sua fé.
  • § Mas pode ser tranqüilizado quando sabe que é da verdade (ama os irmãos, se doa aos irmãos).
  • § Deus nos permite termos convicção sobre nossa posição com ele.

 

Teologia Própria

  • § Deus é maior que todas as situações conflitantes da fé
  • § Deus é maior que todos os dilemas pessoais
  • § Deus é onisciente, sabe todas as coisas.

21

Amados, se o nosso coração não nos condenar, temos confiança diante de Deus Antropologia

  • § Coração como centro intelectual
  • § Visão bem hebraica da humanidade.

22

e recebemos dele tudo o que pedimos, porque obedecemos aos seus mandamentos e fazemos o que lhe agrada Vida Cristã

  • § Oração vista como petição
  • § A garantia do recebimento de uma petição é sua conformidade com a obediência e boas obras.
  • § Realizar boas obras e obediência tem focos diferenciados

23

E este é o seu mandamento: Que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo e que nos amemos uns aos outros, como ele nos ordenou. Vida Cristã

  • § Os mandamentos fundamentais dos quais se exigem do cristão é:
  • o Crer no nome de Cristo
  • o Amar uns aos outros
  • § Isso é uma ordem.

 

Soteriologia

  • § Salvação apenas pelo nome de Cristo.

24

Os que obedecem aos seus mandamentos nele permanecem, e ele neles. Do seguinte modo sabemos que ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu. Vida Cristã

  • § Viver em obediência aos mandamentos é prova de que permanecemos em Deus e Deus em nós.
  • § O Espírito é o modo que sabemos que ele permanece em nós.

 

Vs

TEXTO

TEMA TEOLÓGICO

Capítulo 4

1

Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo Vida Cristã

  • § Não podemos dar crédito a qualquer um
  • § Devemos examiná-los para saber se eles são da parte de Deus.
  • § Devemos tomar cuidado, pois existem muitos falsos profetas.

 

Eclesiologia

  • § Existem falsos profetas que assolam a igreja
  • § Eles devem ser reconhecidos como tal, após exame.

2

Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus Vida Cristã

  • § O exame é simples: basta que ele reconheça que Cristo veio em carne.
  • § Isso é evidência de procedência confirmada

 

Cristologia

  • § Cristo veio em carne, foi humano.

3

mas todo espírito que não confessa Jesus não procede de Deus. Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo. Kerigma Apostólico

  • § A proclamação apostólica envolveu o aspecto da escatologia que apresenta o anticristo.

 

Escatologia

  • § O espírito do anticristo virá no futuro
  • § O espírito do anticristo já está no mundo
  • § Seu ensino deturpa a pessoa de Cristo
  • § Ele não procede de Deus

4

Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo Vida Cristã

  • § Somos de Deus por que ele está em nós
  • § Por isso somos habilitados a vencer os falsos profetas.

 

Teologia Própria

  • § Deus é maior que o espírito do anticristo.

5

Eles vêm do mundo. Por isso, o que falam procede do mundo, e o mundo os ouve Dualismo

  • § Mundo x Deus

6

Nós viemos de Deus, e todo aquele que conhece a Deus nos ouve; mas quem não vem de Deus não nos ouve. Dessa forma reconhecemos o Espírito da verdade e o espírito do erro Dualismo

  • § O que procede do mundo é ouvido pelo mundo.
  • § Os que procedem de Deus são ouvidos pelos que conhecem a Deus
  • § Quem não conhece a Deus não ouve quem Dele procede.
  • § Espírito da Verdade x Espírito do Erro

7

Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus Dualismo

  • § Amor e Ódio
  • § Deus x Diabo

 

Vida Cristã

  • § Se procedemos de Deus devemos amar, pois o amor procede Dele.
  • § Quem ama procede de Deus e o conhece

 

Teologia Própria

  • § O amor procede de Deus

8

Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor Teologia Própria

  • § Deus é amor; amor é sua essência.

 

Vida Cristã

  • § Quem não ama não conhece a Deus

9

Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Teologia Própria

  • § Deus é o emissor do Filho
  • § Deus manifestou seu amor com o envio do Filho
  • o Direção: para o mundo
  • o Objetivo: Para que os cristãos pudessem viver por meio de Cristo.

 

Cristologia

  • § Cristo é a manifestação do amor de Deus
  • § Cristo é o Filho Unigênito

10

Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados Teologia Própria

  • § Deus é a causa primeira do amor
  • § O amor de Deus foi exercido antes que pudéssemos saber de sua existência
  • § Pecadores são foco do amor de Deus.

 

Cristologia

  • § Cristo foi enviado da parte de Deus como propiciação pelos nossos pecados.

11

Amados, visto que Deus assim nos amou, nós também devemos amar uns aos outros Teologia Própria

  • § O amor de Deus é a referência para o amor entre os cristãos.
  • o Incondicional
  • o Proveniente
  • o Previdente
  • o Sacrificial

 

Vida Cristã

  • § Devemos amar os cristãos como Deus nos amou

12

Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor está aperfeiçoado em nós Teologia Própria

  • § Deus não pode ser visto
  • § Deus permanece entre os cristãos que demonstram amor uns para com os outros
  • § Seu amor pode ser aperfeiçoado nos relacionamentos

 

Vida Cristã

  • § Devemos crescer em proximidade com os irmãos para sermos aperfeiçoados no amor de Deus

13

Sabemos que permanecemos nele, e ele em nós, porque ele nos deu do seu Espírito Teologia Própria

  • § Deus é aquele que concede o Seu Espírito

 

Pneumatologia

  • § O Espírito é a garantia da nossa permanência em Deus e de Deus em nós.

14

E vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo Kerigma Apostólico

  • § O Filho foi enviado para ser o Salvador do mundo
  • § Ele foi visto e testemunhado assim.

 

Cristologia

  • § O Filho foi enviado para ser o Salvador do mundo

15

Se alguém confessa publicamente que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus Vida Cristã

  • § Confissão pública testifica sobre a permanência de Deus no confesso e do mesmo em Nele.

 

Cristologia

  • § Jesus é o Filho de Deus
  • § Isso atesta sua divindade

16

Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele Teologia Própria

  • § Deus é amor
  • § Seu amor por nós pode ser conhecido e confiado

17

Dessa forma o amor está aperfeiçoado entre nós, para que no dia do juízo tenhamos confiança, porque neste mundo somos como ele. Escatologia

  • § É possível ter confiança no dia do Juízo, se o amor de Deus está aperfeiçoado entre os cristãos.
  • § Viver escatológico: Neste mundo somos como ele.

18

No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor Vida Cristã

  • § Amor e Medo são antagônicos
  • § Medo produz tormento
  • § Quem tem medo não está aperfeiçoado no amor.

19

Nós amamos porque ele nos amou primeiro Vida Cristã

  • § Somos habilitados a demonstrar amor pelo fato que fomos alvo do amor de Deus

 

Teologia Própria

  • § Deus amou primeiro o pecador, não o inverso.

20

Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Teologia Própria

  • § Deus não pode ser visto

 

Vida Cristã

  • § Afirmação desassociada com prática é mentira
  • § Amar ao irmão é evidência do amor a Deus

21

Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão Vida Cristã

  • § Amar a Deus é um mandamento em igualdade com o amar aos irmãos.
  • § Amar aos irmãos é conseqüência do amor a Deus.

 

Vs

TEXTO

TEMA TEOLÓGICO

Capítulo 5

1

Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus, e todo aquele que ama o Pai ama também o que dele foi gerado Soteriologia

  • § Crer quem Jesus é o Cristo é suficiente para ser nascido de Deus
  • § Todo aquele que ama foi gerado da parte de Deus

2

Assim sabemos que amamos os filhos de Deus: amando a Deus e obedecendo aos seus mandamentos Vida Cristã

  • § O amor a outros cristãos é visto pelo amor a Deus e a obediência aos seus mandamentos

3

Porque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados Vida Cristã

  • § Definição de amor ao próximo: Obediência aos mandamentos de Deus
  • § Seus mandamentos não são pesados.

4

O que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé Vida Cristã

  • § Aquele que crê que Jesus é o Cristo vence o mundo.
  • § A fé é a nossa vitória

5

Quem é que vence o mundo? Somente aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus Vida Cristã

  • § Só vence o mundo quem crê que Jesus é o Filho de Deus

6

Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo: não somente por água, mas por água e sangue. E o Espírito é quem dá testemunho, porque o Espírito é a verdade Cristologia

  • § Cristo veio como humano e morreu como tal
  • § Água = Batismo?
  • § Sangue = Sacrifício?

 

Pneumatologia

  • § O Espírito testifica a vinda de Cristo em carne.
  • § O Espírito é a verdade

7

Há três que dão testemunho  

8

o Espírito, a água e o sangue; e os três são unânimes  

9

Nós aceitamos o testemunho dos homens, mas o testemunho de Deus tem maior valor, pois é o testemunho de Deus, que ele dá acerca de seu Filho. Teologia Própria

  • § O testemunho de Deus tem mais valor
  • § Ele testifica sobre seu Filho

 

Pneumatologia

  • § Equiparação funcional com Deus Pai.

10

Quem crê no Filho de Deus tem em si mesmo esse testemunho. Quem não crê em Deus o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca de seu Filho Vida Cristã

  • § O crente tem em si mesmo o testemunho de que o Filho veio em carne
  • § O que não crê, torna Deus é mentiroso, por que Deus dá esse testemunho

11

E este é o testemunho: Deus nos deu a vida eterna, e essa vida está em seu Filho Vida Cristã

  • § Deus é o doador da vida eterna
  • § A vida está em Jesus Cristo

12

Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida Vida Cristã

  • § Só há vida eterna em Cristo

 

Cristologia

  • § Vida eterna apenas por intermédio de Cristo

13

Escrevi-lhes estas coisas, a vocês que crêem no nome do Filho de Deus, para que vocês saibam que têm a vida eterna Objetivo da Escrita

  • § Para que os cristãos saibam que tem a vida eterna

14

Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a vontade de Deus, ele nos ouvirá Vida Cristã

  • § Podemos nos aproximar de Deus com confiança
  • § Deus promete que ouvirá as orações que forem feitas de acordo com sua vontade.

15

E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que temos o que dele pedimos Vida Cristã

  • § Se Deus nos ouve, sabemos que receberemos o que pedimos

16

Se alguém vir seu irmão cometer pecado que não leva à morte, ore, e Deus dará vida ao que pecou. Refiro-me àqueles cujo pecado não leva à morte. Há pecado que leva à morte; não estou dizendo que se deva orar por este Hamartiologia

  • § Existem diferentes tipos de pecados
  • o Para morte: por esse nem devemos orar pelo transgressor
  • o E não para morte: Devemos orar e Deus dará vida ao que pecou
  • § Isso significa em pesos diferentes para pecados (nada de graça barata)

17

Toda injustiça é pecado, mas há pecado que não leva à morte Hamartiologia

  • § Qualquer espécie de injustiça é uma violação da lei de Deus
  • § Mas existem pecados que não levam a morte

18

Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não está no pecado; aquele que nasceu de Deus o protege, e o Maligno não o atinge Vida Crista

  • § Quem é nascido de Deus não pode não ser salvo
  • § Esse está protegido por Deus
  • § O Diabo não o pode atingir

 

19

Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do Maligno Vida Cristã

  • § Dadas as informações sobre a certeza da vida eterna, estamos certos que somos de Deus
  • § O mundo todo está debaixo do poder do Diabo

 

Dualismo

  • § Deus x Diabo
  • § Cristãos x Mundo todo

20

Sabemos também que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna Cristologia

  • § Filho de Deus veio ao mundo
  • § Nos deu entendimento para que conheçamos a Jesus Cristo o Verdadeiro
  • § Jesus Cristo é o Verdadeiro Deus e a Vida Eterna

21

Filhinhos, guardem-se dos ídolos Vida Cristã

  • § Guardar-se dos ídolos.

 

Introdução à Cristologia em 1João

Enviado em 1João, Cristologia tagged , , , às 2:40 pm por Marcelo Berti

Nesse artigo, tenho apenas a intenção de apresentar as categorias do conhecimento teológico que são percebidas na primeira epístola de João no que se refere a Cristo. Posteriormente, cada tópico desse artigo será comentado apropriadamente.

Filho (uiós)

  • 1.3: o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo
  • 1.7: Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado
  • 2.22: Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho
  • 2.23: Todo aquele que nega o Filho, esse não tem o Pai; aquele que confessa o Filho tem igualmente o Pai
  • 2.24: Permaneça em vós o que ouvistes desde o princípio. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis vós no Filho e no Pai
  • 3.23: Ora, o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou.
  • 4.10: Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados
  • 4.14: E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo
  • 5.9: Se admitimos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; ora, este é o testemunho de Deus, que ele dá acerca do seu Filho
  • 5.11: E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho

 Filho de Deus (uiós tou theou)

  • 3.8: Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo
  • 4.15: Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus
  • 5.5: Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?
  • 5.10: Aquele que crê no Filho de Deus tem, em si, o testemunho. Aquele que não dá crédito a Deus o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca do seu Filho
  • 5.12: Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida
  • 5.13: Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus
  • 5.20: Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna

 Filho Unigênito (uiós monogene)

  •  4.9: Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele

 Cristo (christós)

  • 1.3: o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo
  • 2.1: Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo
  • 2.22: Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho
  • 3.23: Ora, o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou
  • 4.2: Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus
  • 5.1: Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido
  • 5.6: Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo; não somente com água, mas também com a água e com o sangue. E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade
  • 5.20: Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna

 Propiciação pelos pecados (hilasmos)

  • 2.2: e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro
  • 4.10: Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados

 Humano

  • 1.1: O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida
  • 4.2: Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus
  • 5.6: Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo; não somente com água, mas também com a água e com o sangue. E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é  verdade

 Divino

  • 1.1: O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida
  • 1.2: e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada
  • 2.13: Pais, eu vos escrevo, porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos escrevo, porque tendes vencido o Maligno
  • 4.3: e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo
  • 5.11: E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho
  • 5.20: Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna

 Caráter

  • 2.1: Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo
  • 2.29: Se sabeis que ele é justo, reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele
  • 3.5: Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado