04.11.08
Tradução comparada – 1João 1.1-3
Nesse artigo tenho a intenção de realizar uma comparação dos três primeiros versos da primeira epístola de João, entre o texto grego do novo testamento (WHO), minha tradução pessoal (TMB) e a versão das Testemunhas de Jeová, conhecida com Tradução do Novo Mundo (TNM). O objetivo para esse tipo de avaliação é apresentar a nítida alteração do texto grego para fins teológicos realizada pelos tradutores da TNM.
O texto grego utilizado nesse artigo é o texto de Westtcot e Hort[1], que segundo o prefácio da edição de 1963 das Escrituras Gregas Cristãs é o “famoso texto grego (…), que se harmoniza com os mais antigos manuscritos gregos“. Texto que também foi chamado de “texto autorizado” no mesmo prefácio. Como o objetivo não é uma discussão sobre crítica textual, vamos apenas ficar com a declaração da própria obra.
Sobre o texto da TNM, Ray C. Stedman diz o seguinte:
“Um exame detido, que vá além da aparência superficial de exegese, revela uma verdadeira trapalhada de fanatismo, preconceito e predisposição tendenciosa que viola todas as regras de criticismo bíblico e todos os padrões de integridade acadêmica“[2]
Anthony Hoekma atestou:
”A Tradução do Novo Mundo da Bíblia não é de modo nenhum uma tradução objetiva do texto sagrado para Inglês moderno, mas é em vez disso uma tradução tendenciosa na qual muitos dos ensinos peculiares da Watchtower Society são introduzidos sorrateiramente no texto da própria Bíblia[3]“
H.H. Rowley parece ser bem incisivo nesse assunto:
”A tradução é marcada por um literalismo empedernido que só vai exasperar qualquer leitor inteligente – se é que algum dos seus leitores é inteligente – e em vez de mostrar a reverência que os tradutores dizem ter pela Bíblia, é um insulto à palavra de Deus… este volume é um exemplo brilhante de como a Bíblia não deve ser traduzida[4]“
Vale lembrar que o texto em português da TNM é uma tradução do inglês, e por apenas essa condição não merece tanta credibilidade, como parece apresentar. Entretanto, como é grande o avanço dessa versão e da corrupção que ela promove, vale uma observação detalhada de sua sagacidade e entorpecimento mental que promove por ser explicitamente mal intencionada e malfadada em sua realização.
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1João 1.1

TMB O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam com respeito ao Verbo da Vida
TNM Aquilo que era desde [o] princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos observado atentamente e as nossas mãos têm apalpado, com respeito à palavra da vida
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Comentário
Nesse pequeno verso das escrituras podemos ver uma primeira distorção que poderia colocar em risco a concepção cristã da pré-existência de Cristo. Entretanto, a tradução é tão infeliz que não podemos ao certo compreender o que intencionavam os responsáveis por essa tradução.
Observe que o texto da TNM inicia com a seguinte declaração: “Aquilo que era desde [o] princípio“. Segundo essa leitura podemos supor que existe “algo” (não alguém) que existe desde o início. Na literatura joanina a expressão “ap`arxes” tanto pode apontar para a criação (Jo8.44; 1Jo.2.13) como para o início do cristianismo (Jo.15.27; 1Jo.2.7, 24). Assim, a versão TNM aponta para aquilo que existia desde o início do mundo (coexistente com Deus), ou do início do cristianismo. De qualquer modo, é preciso inferir que tal opção sugere que João teria ouvido, visto, observado e apalpado (observe o presente contínuo) algo que aponta para a palavra da vida.
Esse “objeto” que pode ser ouvido, visto, observado e apalpado é algo de tamanha importância que precisou ser apresentado como introdução de uma epístola. Que objeto seria esse que em nenhum outro lugar nas escrituras temos conhecimento? Seriam escritos do próprio Cristo?
O que vemos nesse texto é a inabilidade de um tradutor em adaptar um texto às suas convicções e produzir uma aberração. Por que não optou por descaracterizar a expressão “logôu tou zoês” (traduzido por palavra da vida) do fim da frase? Provavelmente por que seria explícito demais mexer com o texto dessa forma.
A verdade sobre a expressão “ho en ap` arxês” é que até poderia (em outro contexto) ter sido traduzida como “aquilo que era desde o princípio” visto que o pronome relativo “ho” pode ser traduzido como: aquilo, aquele, que, o que. Provavelmente, o tradutor mal intencionado, aproveita-se dessa brecha para inserir sua visão sobre o assunto na “tradução” que pretende realizar.
Entretanto, a regra geral do pronome relativo grego é que ele concorda em gênero e número com o substantivo ou pronome a que se refere. Eventualmente, é definido por um verbo, substantivo ou preposição que o governa (Mt.2.9; At.17.3; Rm.2.29). Se isso é verdadeiro, deveríamos esperar algum substantivo que fosse neutro e singular para que pudesse aceitar a opção neutra de “aquilo”. Entretanto, não encontramos no texto nehum substantivo neutro, o que torna infeliz a opção do débil tradutor desse texto. A grande pergunta, então, é: A que se refere o pronome relativo?
A sentença grega é montada com uma seqüência de mais três pronomes relativos acompanhados de verbos (no passado – perfeito e aoristo) que caracterizam o objeto de referência dos pronomes relativos. O que se pode esperar então é que, o pronome relativo que acompanha a expressão “que era desde o principio” faça referência ao “logôu tou zoês”, traduzido por Palavra da Vida pela TNM.
Se isto é verdadeiro, temos que considerar que a tradução TNM está equivocada, pois deveria ter sido traduzida do seguinte modo: “Aquela que era desde o princípio, a que temos ouvido, a que temos visto com os nossos olhos, a que temos observado atentamente e as nossas mãos têm apalpado, com respeito à palavra da vida“.
Desse modo, ao menos, a tradução teria mais coerência. Entretanto, qual é a razão para considerar a expressão “logôu tou zoês” como “Verbo da Vida”, ou em uma referência pessoal a Cristo?
A partir desse momento, temos que nos valer da literatura joanina[5]. No evangelho de João, vemos que o autor emprega uma expressão muito similar a encontrada em 1Jo.1.1 em referência ao Logos: “No princípio era o Verbo” (en arxê en hó lógos). Nessa expressão vemos que o mesmo verbo conjugado da mesma forma, o substantivo “princípio” no dativo no evangelho, e no genitivo na primeira epístola, detalhe que apresenta a única diferença entre as duas citações: a preposição. No evangelho João usa a preposição “en” ao passo que na primeira epístola utiliza a preposição “apó”[6].
Entretanto, nenhuma diferença significativa pode ser retirada dessa distinção, o que fortalece a opinião de que João faz uma referência pessoal ao nomear Cristo de Logos da Vida na introdução de sua carta. Por esta razão traduzi o termo como Verbo com letra maiúscula, pois dado o contexto literário do autor, não pode-se descartar sua terminologia.
Entretanto, essa não é a única razão que nos faz inferir na conceituação do Logos da Vida, como pessoal, pois os verbos, ouvir, ver, contemplar e apalpar parecem ser introdutórios aos problemas que serão abordados na epístola no que se refere a pessoa de Cristo. Um detalhe importe aqui é que o verbo apalpar (pselafáo) é mesmo verbo encontrado na narrativa de Lucas de uma das aparições de Cristo após a ressurreição (Lc.29.34).
A soma dessas observações parecem nos dar respaldo suficiente para compreendermos a expressão Logos da Vida como uma alusão a Cristo, o que tornaria todos os pronomes relativos masculinos e singular, diferente do que nota-se na versão TNM.
Portanto, conclui-se que a TNM é tendenciosa em sua pseudo-tradução nesse verso e suprime as evidências textuais e impõe ao texto suas convicções anti-cristãs.
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1João 1.2

TMB e a vida foi manifestada, nós vimos, testemunhamos e proclamamos a vós, a vida eterna que estava com Deus e foi manifestada a nós
TNM (sim, a vida foi manifestada, e nós temos visto, e estamos dando testemunho, e relatamos a vós a vida eterna que estava com o Pai e nos foi manifestada,)
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Comentário
Nesse verso não vemos uma tradução com evidências de alteração coordenadas pela teologia da igreja Testemunha de Jeová. Entretanto, temos uma observação a fazer:
- Verbos na sentença:
- Ver: O verbo para ver utilizado por João para ver é o verbo “oraö” no perfeito do indicativo ativo na primeira pessoa d plural. Isso significa que a ação relatada pelo autor não refere-se a algo que foi visto no passado e permanece sendo vista no presente, como sugere a expressão “temos visto” da TNM. Mas, refere-se a algo que aconteceu no passado, como a ARC, ACF, NVI e a BJ sugerem. Entretanto, é preciso lembrar que essa é a opção da ARA, também conceituada tradução.
- Dar Testemunho: O gerúndio da TNM não é uma opção agradável ao texto, até por que o verbo “marturéo” está no presente do indicativo ativo na primeira pessoa do plural, que traduzido literalmente fica “testemunhamos”. Não se pode dizer que a opção da TNM é uma afronta ao texto, mas que na sua busca ser idiomática, foi traduzida aos moldes dos atendentes de telemarketing.
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1João 1.3

TMB o que vimos e ouvimos vos anunciamos, a fim de que vós também tenhais comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo
TNM aquilo que temos visto e ouvido também vos estamos relatando, para que vós também possais ter parceria conosco. Além disso, esta parceria nossa é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo
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Comentário
Nesse verso vemos novamente o problema da identificação do pronome relativo. Nesse verso em especial, parece não haver necessidade para tornar novamente neutro o pronome relativo grego. Da mesma forma que não haveria necessidade para a tradução “temos visto” para o verbo “oraö” nem o gerúndio para o verbo anunciar (relatar).
Entretanto, esses mesmos detalhes já foram comentados e não há necessidade de fazê-los novamente. O que nos chama a atenção nesse verso em particular é o uso da palavra “parceria” no contexto relacionado a Deus a Jesus Cristo como tradução da palavra koinonia.
Não existe nada de errado em utilizar o termo “parceria” como tradução de koinonia. Aliás, o conceito de parceria faz parte do campo semântico da palavra em questão, como podemos perceber nesse verso: “fazendo sempre, com alegria, súplicas por todos vós, em todas as minhas orações, pela vossa cooperação no evangelho, desde o primeiro dia até agora” (Fp.1.4-5 – ARA). O termo em destaque é o a tradução do substantivo grego koinonia. Para esse termo a BJ traduziu nesse texto como “participação“, tornando ainda mais próxima a tradução do conceito apresentado pela TNM.
A pergunta que é levantada é: “A palavra ‘parceria’ comporta o significado do relacionamento estabelecido entre Deus e o cristão?” ou “Será que existe equivalência entre o relacionamento de Paulo com os cristãos de Filipos com o relacionamento estabelecido por Deus com seus filhos?“.
A opinião do autor desse artigo é que o termo “parceria” não é suficiente para representar o que João pretende expor sobre o relacionamento entre Deus e o homem. Muito embora o conceito de parceria faça parte do campo semântico de koinonia, ele não comporta o que João intenciona apresentar nesse verso.
Parceria sugere co-agência, co-participação, cooperação, conceitos que não podem ser aplicados ao início do relacionamento entre Deus e os cristãos. Quando Deus propõe-se a relacionar-se com o homens ele o faz por meio de alianças monérgicas, iniciadas, mantidas e dirigidas exclusivamente por Ele.
Nesse sentido, o relacionamento entre Deus e os cristãos nada tem de parceria, mas de recebimento, graça. A partir do momento que somos salvos podemos ser “cooperadores” (sunergós) com Deus (1Co.3.9) a medida que realizamos com Ele nosso ministério.
Se a intenção de João fosse apresentar algum conceito semelhante a esse, teria utilizado um termo semelhante a esse. É por essa razão que existem termos diferentes para situações diferentes. Se João utilizou o termo “koinonia” que quis dizer?
O termo koinonia, de uso raro na literatura de João (3x. 1Jo.13, 6, 7), pode descrever um relacionamento de proximidade, íntimo e pessoal. Esse termo já foi utilizado na LXX em um contexto de casamento como mais íntimo relacionamento entre seres humanos (3Mc.4.6). Mesmo embora, não exista correlação apropriada entre o relacionamento entre Deus e os homens e casamento, é de comum acordo que o casamento não um contrato de parceria, mas de relacionamento de proximidade e comunhão. Nesse sentido, podemos achar alguma equivalência entre ambos relacionamentos.
De alguma forma, os tradutores da TNM tem certa dificuldade com o termo “koinonia”, visto que é comum alterarem o sentido do termo. Observe o caso de At.2.42: “Eles continuavam a devotar-se ao ensino dos apóstolos e a partilhar [uns com os outros], a tomar refeições e orações“. É evidente nesse trecho que os tradutores resolveram retirar o conceito de convívio ou relacionamento que aponta “koinonia” para apontar um auxílio mútuo, que é apresentado no verso 44 com o termo “koinós” (cf. At.4.32).
Talvez o repúdio por um termo que expresse algum tipo de relacionamento de proximidade, intimidade e pessoalidade ligado ao termo grego “koinonia” seja a relação que esse termo tem com o Espírito Santo, que os TJ insistem em afirmar sua impessoalidade. Por duas vezes (ao menos) no NT vemos essa relação apresentada, observe o que Paulo diz: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2Co.13.14 – ARA; cf. Fl.2.1)
[1] Nesse artigo não vamos considerar os problemas textuais da versão de WHO, visto que a intenção é mostrar como a TNM é maliciosa. Não é intenção do autor deste artigo defender a sacralidade do texto de WHO, mas apontar a desgraça da versão TNM.
[2] Stedman, R.C., “The New World Translation of the Christian Greek Scriptures,” Our Hope 50; Julho, 1953.
[3] Hoekema, A., The Four Major Cults (Exeter: Paternoster, 1963)
[4] Rowley, H.H., “Jehovah’s Witnesses’ Translation of the Bible,” The Expository Times, Janeiro 1956.
Todas as citações acima foram encontradas no site: http://corior.blogspot.com/2006/02/traduo-do-novo-mundo-e-os-seus-crticos.html#n22 no dia 27/02/2008
[5] Muitos teólogos tem debatido a questão do termo Logos na literatura joanina, de modo que muitos não atribuem o termo a Cristo. Alguns até acreditam que o primeiro capítulo do evangelho de João (onde a teologia do logos é fundamentada) é um adendo posterior ao livro. Dentre esses há ainda quem diga que tal capítulo é uma espécie de hino cristão antigo que foi introduzido no texto do evangelho. Em grande parte a rejeição de alguns teólogos sobre a Teologia do Logos dá-se pelo fato de que em nenhum outro lugar na literatura joanina, ou neotestamentária Cristo é denominado como Logos. Esse assunto será pormenorizado em um artigo sobre esse assunto na seção de teologia de João. Por ora, fica a opinião do autor deste artigo, de que o primeiro capítulo do evangelho é parte integrante do texto do quarto evangelho e que não há razões objetivas para desacreditar o texto desse modo. É ainda convicção do autor, que 1Jo.1.1 é um reflexo de Jo.1.3.
[6]Diante dessa distinção, alguns comentaristas atestam que o primeiro verso da epístola (assim como toda ela) é obra de um imitador, visto que João não poderia confundir as duas preposições. Tal opinião não passa de uma grande tolice, visto não ter respaldo histórico ou teológico para tal. Essa opção, também será discutida com mais atenção em um artigo sobre a autoria joanina comum entre evangelho e a primeira epístola
Cognocibilidade de Deus em 1João
O conhecimento de Deus é sempre visto nas escrituras e por essa razão cativa seus leitores a um envolvimento mais intenso e profundo com esse Deus. O estudo da teologia própria não é só fascinante por apresentar características de Deus, detalhá-las e apresentar efetivamente nas escrituras, mas por abrir portas para uma forma de conhecimento que não se dá em conceitos, mas em experiência pessoal.
Talvez esse seja um ponto alto da concepção joanina sobre Deus exposto em sua primeira epístola: Deus pode ser conhecido pessoalmente, pois é possível existir um relacionamento entre um ser humano regenerado e seu Redentor. Entretanto, mais importante do que essa observação, é que para João essa cognicibilidade em Deus pode ser verifica como certeza. Observe: “Filhinhos, eu vos escrevi, porque conheceis o Pai” (2.14). Nesse texto, João apresenta de modo convicto que seus leitores primários já haviam estabelecido um relacionamento com Deus. O verbo que descreve essa certeza é “gnosko“, que pode contribuir em muito com nossa compreensão dessa afirmação joanina.
De modo geral, o termo em conceituação é visto nas escrituras como sinônimo de saber (oida) e normalmente traduzido como conhecer (Jo.8.32; 14.17; ), ou outros termos que representem o reconhecimento (1Jo.4.12; cf. Gl.4.9), ter conhecimento (Rm.2.18) ou entendimento (Jo.3.10; 8.43). Fora da literatura joanina, já foi utilizado (especialmente na LXX em tradução ao termo hebraico yadá) como um intercurso sexual (Mt.1.25; Lc.1.34), um uso particularmente incomum no novo testamento e estranho à literatura de João.
Na primeira epístola de João temos algumas indicações sobre o significado dessa expressão quando relacionada com Deus: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus” (4.7). Na relação entre o amor de Deus é que podemos notar alguma relação com a certeza do conhecimento de Deus, pois aquele que demonstra o amor que do Pai recebeu evidencia que é Filho Dele e tem um relacionamento pessoal com Deus. De uma forma mais simples, a prática cristã segundo Cristo evidencia (não promove) esse relacionamento com o Pai.
É possível, ainda, que essa expressão de conhecimento do Pai tenha estrita relação com o recebimento do ensino dos apóstolos: “Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus nos ouve[1]; aquele que não é da parte de Deus não nos ouve” (4.6). Em sua discussão sobre o problema do surgimento das heresias sobre Cristo que assolavam a comunidade primitiva a quem João endereçara sua carta, ele transparece com intensidade que esses “anticristos” teriam saído de meio da comunidade cristã, mas evidenciam com seu ensino pernicioso que nunca fizeram parte dessa comunidade (2.19). João chega a identificá-los como pessoas que negam o Pai e o Filho (2.22), e ainda são apresentados como pessoas que não tem o Pai por negarem o Filho (2.23). Pouco a frente João ainda incentiva os cristãos a não darem ouvidos para outras pessoas[2] com ensinos contraditórios (4.1) ao que ouviram do próprio João (2.20).
Dessa forma, João afirma que as pessoas que tem inclinação ao ensino dos apóstolos são pessoas que apresentam um relacionamento pessoal com Deus. Assim, esse conhecimento não é mero acúmulo de informações teológicas, mas a prática cristã saudável da busca pela vida com Deus. Por isso que é evidente na visão de João que aquele que não demonstra amor, não pode conhecer a Deus: “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (4.8). Isso não significa que essas pessoas não tem acesso a salvação, mas que por sua imaturidade não tem um relacionamento consistente estabelecido com Deus, ou que por sua falta de relacionamento com Deus permanecem em sua imaturidade.
Portanto, a possibilidade de experimentar com Deus um relacionamento, está aberto a todos os que creem em Cristo, são considerados como filhos, amados de modo especial por Deus, mas apenas os cristãos crescentes em maturidade é que tem desfrutado Dele. Evidência para isso é que a prática cristão é colocada como realce desse conhecimento experiencial (4.6-7). Alías, como João poderia perceber que dentre as pessoas que ele escreve ele teria convicção do seu conhecimento de Deus, se não pudesse observar?
[1] A expressão “nos ouve” parece estar ligado ao conceito plural de redação visto na introdução da epístola, que parece não apontar necessariamente a uma autoria coletiva, mas refletir o envolvimento, ensino e influência apostólico na conceituação da teologia cristã.
[2] Eu entendo particularmente que o uso de “pneuma” nos primeiros versos do capítulo 4 refere-se a outras pessoas e não a entidades espirituais, por algumas razões:
- Confissão: no verso 2 João aponta para um problema similar ao apresentado no capítulo 2: Esses espíritos não confessam que Jesus teria vindo em carne;
- Nominação: esse espírito é nominado como “espírito do anticristo” em consonância com a nomenclatura do capítulo 2 para os falsos mestres.
- Identificação: No verso 4 fica explícito que sua intenção é falar sobre “falsos profetas“, que falam da parte do mundo.
- Procedência: Esses falsos profetas, segundo o verso 5, procedem do mundo. Ora se a origem é natural não há por que esperar que sejam sobrenaturais esses espíritos.
- Correlação: no verso 6 João associa pessoas que escutam a mensagem dos apóstolos com o espírito da verdade, de modo que fica evidente que o uso do termo espírito pode ser usado para pessoas.
Temas teológicos em 1João
Primeira Epístola de João
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Vs |
TEXTO |
TEMA TEOLÓGICO |
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Capítulo 1 |
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1 |
O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam – isto proclamamos a respeito da Palavra da vida | Cristologia
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2 |
A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada | Cristologia:
Kerigma apostólico
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3 |
Nós lhes proclamamos o que vimos e ouvimos para que vocês também tenham comunhão conosco. Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo | Kerigma apostólico:
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4 |
Escrevemos estas coisas para que a nossa alegria seja completa | Kerigma apostólico:
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5 |
Esta é a mensagem que dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nele não há treva alguma | Kerigma apostólico
Dualismo Joanino
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6 |
Se afirmarmos que temos comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. | Dualismo Joanino
Vida Cristã:
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7 |
Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. | Teologia Própria
Vida Cristã
Cristologia
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8 |
Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. | Vida Cristã
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9 |
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. | Vida Cristã
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10 |
Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós | Vida Cristã
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Vs |
TEXTO |
TEMA TEOLÓGICO |
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Capítulo 2 |
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1 |
Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo | Destinatários
Objetivo da Escrita
Cristologia
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2 |
Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo | Cristologia
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3 |
Sabemos que o conhecemos, se obedecemos aos seus mandamentos | Vida Cristã
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4 |
Aquele que diz: “Eu o conheço”, mas não obedece aos seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele | Vida Cristã
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5 |
Mas, se alguém obedece à sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos nele | Vida Cristã
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6 |
aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou. | Vida Cristã
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7 |
Amados, não lhes escrevo um mandamento novo, mas um mandamento antigo, que vocês têm desde o princípio: a mensagem que ouviram. | Advertência apostólica
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8 |
No entanto, o que lhes escrevo é um mandamento novo, o qual é verdadeiro nele e em vocês, pois as trevas estão se dissipando e já brilha a verdadeira luz. | Advertência apostólica
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9 |
Quem afirma estar na luz mas odeia seu irmão, continua nas trevas. | Vida Cristã
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10 |
Quem ama seu irmão permanece na luz, e nele não há causa de tropeço. | Vida Cristã
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11 |
Mas quem odeia seu irmão está nas trevas e anda nas trevas; não sabe para onde vai, porque as trevas o cegaram | Vida Cristã
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12 |
Filhinhos, eu lhes escrevo porque os seus pecados foram perdoados, graças ao nome de Jesus. | Destinatários
Objetivo
Cristologia
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13 |
Pais, eu lhes escrevo porque vocês conhecem aquele que é desde o princípio. Jovens, eu lhes escrevo porque venceram o Maligno | Destinatários
Cristologia
Satanologia
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14 |
Filhinhos, eu lhes escrevi porque vocês conhecem o Pai. Pais, eu lhes escrevi porque vocês conhecem aquele que é desde o princípio. Jovens, eu lhes escrevi, porque vocês são fortes, e em vocês a Palavra de Deus permanece e vocês venceram o Maligno. | |
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15 |
Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele | Vida Cristã
Dualismo
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16 |
Pois tudo o que há no mundo – a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens – não provém do Pai, mas do mundo | Hamartiologia
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17 |
O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre | Dualismo
Vida cristã
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18 |
Filhinhos, esta é a última hora e, assim como vocês ouviram que o anticristo está vindo, já agora muitos anticristos têm surgido. Por isso sabemos que esta é a última hora | Escatologia
Eclesiologia
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19 |
Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos | Eclesiologia
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20 |
Mas vocês têm uma unção que procede do Santo, e todos vocês têm conhecimento | Vida Cristã
Teologia própria
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21 |
Não lhes escrevo porque não conhecem a verdade, mas porque vocês a conhecem e porque nenhuma mentira procede da verdade. | Eclesiologia
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22 |
Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho | Vida Cristã
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23 |
Todo o que nega o Filho também não tem o Pai; quem confessa publicamente o Filho tem também o Pai. | Vida Cristã
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24 |
Quanto a vocês, cuidem para que aquilo que ouviram desde o princípio permaneça em vocês. Se o que ouviram desde o princípio permanecer em vocês, vocês também permanecerão no Filho e no Pai. | Vida Cristã
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25 |
E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna | Vida Crista
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26 |
Escrevo-lhes estas coisas a respeito daqueles que os querem enganar | Objetivo da Escrita
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27 |
Quanto a vocês, a unção que receberam dele permanece em vocês, e não precisam que alguém os ensine; mas, como a unção dele recebida, que é verdadeira e não falsa, os ensina acerca de todas as coisas, permaneçam nele como ele os ensinou | Vida Cristã
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28 |
Filhinhos, agora permaneçam nele para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos envergonhados diante dele na sua vinda | Advertência apostólica
Cristologia – Escatologia
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29 |
Se vocês sabem que ele é justo, saibam também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele | Cristologia
Vida Cristã
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Vs |
TEXTO |
TEMA TEOLÓGICO |
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Capítulo 3 |
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1 |
Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu: sermos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! Por isso o mundo não nos conhece, porque não o conheceu | Teologia Própria
Vida Cristã
Dualismo
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2 |
Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é | Vida Cristã
Cristologia – Escatologia
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3 |
Todo aquele que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro | Vida Cristã
Cristologia
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4 |
Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei | Vida Cristã
Hamartiologia
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5 |
Vocês sabem que ele se manifestou para tirar os nossos pecados, e nele não há pecado | Cristologia
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6 |
Todo aquele que nele permanece não está no pecado. Todo aquele que está no pecado não o viu nem o conheceu | Vida Cristã
Dualismo
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7 |
Filhinhos, não deixem que ninguém os engane. Aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo | Vida Cristã
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8 |
Aquele que pratica o pecado é do Diabo, porque o Diabo vem pecando desde o princípio. Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo | Vida Cristã
Dualismo
Satanologia
Cristologia
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9 |
Todo aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado, porque a semente de Deus permanece nele; ele não pode estar no pecado, porque é nascido de Deus | Vida Cristã
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10 |
Desta forma sabemos quem são os filhos de Deus e quem são os filhos do Diabo: quem não pratica a justiça não procede de Deus, tampouco quem não ama seu irmão | Vida Cristã
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11 |
Esta é a mensagem que vocês ouviram desde o princípio: que nos amemos uns aos outros | Vida Cristã
Kerigma Apostólico
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12 |
Não sejamos como Caim, que pertencia ao Maligno e matou seu irmão. E por que o matou? Porque suas obras eram más e as de seu irmão eram justas | Vida Cristã
Satanologia
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13 |
Meus irmãos, não se admirem se o mundo os odeia | Vida Cristã
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14 |
Sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte | Vida Cristã
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15 |
Quem odeia seu irmão é assassino, e vocês sabem que nenhum assassino tem a vida eterna em si mesmo | Vida Cristã
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16 |
Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos | Cristologia
Vida Cristã
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17 |
Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus? | Vida Cristã
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18 |
Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade | Vida Cristã
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19 |
Assim saberemos que somos da verdade; e tranqüilizaremos o nosso coração diante dele | Vida Cristã
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20 |
quando o nosso coração nos condenar. Porque Deus é maior do que o nosso coração e sabe todas as coisas | Vida Cristã
Teologia Própria
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21 |
Amados, se o nosso coração não nos condenar, temos confiança diante de Deus | Antropologia
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22 |
e recebemos dele tudo o que pedimos, porque obedecemos aos seus mandamentos e fazemos o que lhe agrada | Vida Cristã
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23 |
E este é o seu mandamento: Que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo e que nos amemos uns aos outros, como ele nos ordenou. | Vida Cristã
Soteriologia
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24 |
Os que obedecem aos seus mandamentos nele permanecem, e ele neles. Do seguinte modo sabemos que ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu. | Vida Cristã
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Vs |
TEXTO |
TEMA TEOLÓGICO |
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Capítulo 4 |
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1 |
Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo | Vida Cristã
Eclesiologia
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2 |
Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus | Vida Cristã
Cristologia
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3 |
mas todo espírito que não confessa Jesus não procede de Deus. Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo. | Kerigma Apostólico
Escatologia
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4 |
Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo | Vida Cristã
Teologia Própria
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5 |
Eles vêm do mundo. Por isso, o que falam procede do mundo, e o mundo os ouve | Dualismo
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6 |
Nós viemos de Deus, e todo aquele que conhece a Deus nos ouve; mas quem não vem de Deus não nos ouve. Dessa forma reconhecemos o Espírito da verdade e o espírito do erro | Dualismo
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7 |
Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus | Dualismo
Vida Cristã
Teologia Própria
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8 |
Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor | Teologia Própria
Vida Cristã
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9 |
Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. | Teologia Própria
Cristologia
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10 |
Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados | Teologia Própria
Cristologia
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11 |
Amados, visto que Deus assim nos amou, nós também devemos amar uns aos outros | Teologia Própria
Vida Cristã
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12 |
Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor está aperfeiçoado em nós | Teologia Própria
Vida Cristã
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13 |
Sabemos que permanecemos nele, e ele em nós, porque ele nos deu do seu Espírito | Teologia Própria
Pneumatologia
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14 |
E vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo | Kerigma Apostólico
Cristologia
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15 |
Se alguém confessa publicamente que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus | Vida Cristã
Cristologia
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16 |
Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele | Teologia Própria
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17 |
Dessa forma o amor está aperfeiçoado entre nós, para que no dia do juízo tenhamos confiança, porque neste mundo somos como ele. | Escatologia
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18 |
No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor | Vida Cristã
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19 |
Nós amamos porque ele nos amou primeiro | Vida Cristã
Teologia Própria
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20 |
Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. | Teologia Própria
Vida Cristã
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21 |
Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão | Vida Cristã
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Vs |
TEXTO |
TEMA TEOLÓGICO |
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Capítulo 5 |
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1 |
Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus, e todo aquele que ama o Pai ama também o que dele foi gerado | Soteriologia
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2 |
Assim sabemos que amamos os filhos de Deus: amando a Deus e obedecendo aos seus mandamentos | Vida Cristã
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3 |
Porque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados | Vida Cristã
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4 |
O que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé | Vida Cristã
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5 |
Quem é que vence o mundo? Somente aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus | Vida Cristã
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6 |
Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo: não somente por água, mas por água e sangue. E o Espírito é quem dá testemunho, porque o Espírito é a verdade | Cristologia
Pneumatologia
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7 |
Há três que dão testemunho | |
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8 |
o Espírito, a água e o sangue; e os três são unânimes | |
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9 |
Nós aceitamos o testemunho dos homens, mas o testemunho de Deus tem maior valor, pois é o testemunho de Deus, que ele dá acerca de seu Filho. | Teologia Própria
Pneumatologia
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10 |
Quem crê no Filho de Deus tem em si mesmo esse testemunho. Quem não crê em Deus o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca de seu Filho | Vida Cristã
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11 |
E este é o testemunho: Deus nos deu a vida eterna, e essa vida está em seu Filho | Vida Cristã
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12 |
Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida | Vida Cristã
Cristologia
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13 |
Escrevi-lhes estas coisas, a vocês que crêem no nome do Filho de Deus, para que vocês saibam que têm a vida eterna | Objetivo da Escrita
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14 |
Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a vontade de Deus, ele nos ouvirá | Vida Cristã
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15 |
E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que temos o que dele pedimos | Vida Cristã
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16 |
Se alguém vir seu irmão cometer pecado que não leva à morte, ore, e Deus dará vida ao que pecou. Refiro-me àqueles cujo pecado não leva à morte. Há pecado que leva à morte; não estou dizendo que se deva orar por este | Hamartiologia
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17 |
Toda injustiça é pecado, mas há pecado que não leva à morte | Hamartiologia
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18 |
Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não está no pecado; aquele que nasceu de Deus o protege, e o Maligno não o atinge | Vida Crista
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19 |
Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do Maligno | Vida Cristã
Dualismo
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20 |
Sabemos também que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna | Cristologia
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21 |
Filhinhos, guardem-se dos ídolos | Vida Cristã
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Introdução à Cristologia em 1João
Nesse artigo, tenho apenas a intenção de apresentar as categorias do conhecimento teológico que são percebidas na primeira epístola de João no que se refere a Cristo. Posteriormente, cada tópico desse artigo será comentado apropriadamente.
Filho (uiós)
- 1.3: o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo
- 1.7: Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado
- 2.22: Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho
- 2.23: Todo aquele que nega o Filho, esse não tem o Pai; aquele que confessa o Filho tem igualmente o Pai
- 2.24: Permaneça em vós o que ouvistes desde o princípio. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis vós no Filho e no Pai
- 3.23: Ora, o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou.
- 4.10: Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados
- 4.14: E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo
- 5.9: Se admitimos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; ora, este é o testemunho de Deus, que ele dá acerca do seu Filho
- 5.11: E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho
Filho de Deus (uiós tou theou)
- 3.8: Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo
- 4.15: Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus
- 5.5: Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?
- 5.10: Aquele que crê no Filho de Deus tem, em si, o testemunho. Aquele que não dá crédito a Deus o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca do seu Filho
- 5.12: Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida
- 5.13: Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus
- 5.20: Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna
Filho Unigênito (uiós monogene)
- 4.9: Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele
Cristo (christós)
- 1.3: o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo
- 2.1: Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo
- 2.22: Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho
- 3.23: Ora, o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou
- 4.2: Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus
- 5.1: Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido
- 5.6: Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo; não somente com água, mas também com a água e com o sangue. E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade
- 5.20: Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna
Propiciação pelos pecados (hilasmos)
- 2.2: e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro
- 4.10: Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados
Humano
- 1.1: O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida
- 4.2: Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus
- 5.6: Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo; não somente com água, mas também com a água e com o sangue. E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é verdade
Divino
- 1.1: O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida
- 1.2: e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada
- 2.13: Pais, eu vos escrevo, porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos escrevo, porque tendes vencido o Maligno
- 4.3: e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo
- 5.11: E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho
- 5.20: Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna
Caráter
- 2.1: Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo
- 2.29: Se sabeis que ele é justo, reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele
- 3.5: Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado