05.26.09
Set Me Free
Encontrei por acaso esse vídeo, mas gostei muito…
05.25.09
A busca pela Verdade
A busca pela verdade em qualquer aspecto, profundidade, grau ou relação é a busca de todo ser humano cognitvamente consciente. Não conheço nenhum ser humano que no exercício de suas faculdades mentais tenha a intenção de manter-se em obscuro sobre algo que lhe intriga o conhecimento. Tenho sérias razões para duvidar que exista algum ser humano nessa condição (Mesmo os que não concordarem com o que acabei de dizer, evidenciam por fato, que por se preocuparem com a verdade não podem associar-se com informações que não lhe pareçam verdadeiras).
Entretanto, a busca pela verdade é um processo que perdura por toda a existência: Penso, logo existo, tenho dúvidas e quero saber a verdade. A informação disponível nesse processo é importante, mas não é determinante, pois ela é analisada a partir dos pressupostos, que funcionam como guias para o processo.
De fato, a informação, as evidências deveriam sempre ser suficientes para a conclusão. Contudo, não é isso o que sempre acontece. Quão comumente vemos pessoas com as mesmas informações em mãos chegarem a conclusões antagônicas. A questão nesse caso não é a evidência, mas a análise da evidente.
Como toda análise de evidencia é um processo cognitivo, consciente e pessoal, podemos perceber que elas estão sujeitas à interpretação pessoal. Toda interpretação, por sua vez, é regida por um conjunto de regras pressupostas que acabam por orientar, guiar e eventualmente determinar a conclusão auferida pela análise das evidências.
Portanto, é fato que toda busca pela verdade é pressuposicional.
Tipos de pressupostos:
Existem alguns tipos de pressupostos:
- Racionais: Fruto do processo cognitivo que, depois de acurada investigação chega a conclusão que torna-se norte nos processos investigativos posteriores. Esse é o caso do acadêmico que após grande investimento de tempo e análise chega a um veredicto que acredita ser verdadeiro. Isso, por outro lado, não garante que sua conclusão seja verdadeira, ou que outras pessoas com opiniões diferentes estão erradas, significa apenas, que sua busca pela verdade percorreu a investigação de tal modo que possa tornar-se convicto de algo.
- Lógicos: Fruto do processo cognitivo, entretanto não necessariamente investigativo, mas epistemológico. Trata da conclusão alcançada pelo arbitrar lógico do conhecimento disponível. Esse é o caso do filósofo, que apesar de não ter disponível o acesso à evidências investigativas, consegue auferir sua conclusão de modo que não fira
- Naturais: Fruto da convicção pessoal ainda não confrontada pela pesquisa ou desenvolvimento epistemológico. É o caso da pessoa cuja convicção é fundada sobre pouca evidência, ou evidência nenhuma. Não trata-se do resultado de pesquisa ou lógica, mas da simples opinião pessoal. O resultado desse tipo de pressuposição é que ela leva, invariavelmente à convicção cega.
Com isso, não definimos a impossibilidade de um pressuposto ser parte de mais de uma opção. Por exemplo, os pressupostos racionais também podem ser lógicos, e o inverso também é verdadeiro. Entretanto, não é possível que nenhum dos dois seja ao mesmo tempo natural, uma vez que este exclua a investigação e a lógica.
Implicações
O grande risco ao determinar para si mesmo um pressuposto não investigativo ou não verdadeiramente lógico é que esse pressuposto será guia orientador determinante quando seu portador passar à ocasião da investigação ou desenvolvimento verdadeiramente lógico. Por isso, a confrontação pessoal pressuposicional é fundamental no período investigativo, pois se isso não acontecer apropriadamente, é possível que a leitura das evidências disponíveis sofram tendências para as quais elas mesmas não apontam, ao passo que as evidências evidentemente contrárias serão minimizadas, ou até mesmo negligenciadas.
Entretanto, todo processo de estruturação de um pressuposto é antecedido por um ato da vontade, pois, apesar de todo apetite se mover em direção do apetecível, é o fim em fazê-lo que será determinante. Assim, pressuposto e motivo confundem-se no processo investigativo de tal modo, que se não for identificado e devidamente separado, pode comprometer o resultado final da investigação.
A verdade sobre a humanidade é que os pressupostos são naturais à sua constituição cognitiva. E, até que se possa desenvolver suas conclusões pessoais pela investigação e/ou pelo exercício da verdadeira lógica, todo ser humano é dotado de pressupostos naturais motivados pela preferência pessoal. E por isso, se o processo investigativo não for um processo de auto-confrontação, não será um processo de busca pela verdade, mas de busca pela confirmação das opiniões pessoais.
Portanto, a busca pela verdade deveria ser uma busca de auto-identificação com a verdade e auto-confrontação pelas evidências que levam à verdade. Caso isso seja observado, é possível nortear-se em direção à verdade e chegar a conhecê-la.
Bom, ao menos essa é meu pressuposto investigativo fundamental.
05.08.09
Princípios de Crítica Textual de Johannes Bergmann
Johannes Bergmann é atualmente professor no Seminário Bíblico Palavra da Vida em Atibaia-SP. É coordenador do departamento de Novo Testamento do programa de pós-graduação. Também leciona Grego, Exegese do NT e Teologia Bíblica do NT. É Th.M em Teologia e doutorando em Teologia e co-autor do livro Noções do Grego Bíblico dom Lourenço Stelio Rega.
Entretanto, embora os credenciais acadêmicos desse professor sejam suficientes para falar sobre sua capacidade crítica, ele é melhor reconhecido por sua vida pessoal com Deus. Com espiritualidade contagiante esse professor tem conduzido seus alunos em matérias técnicas a devoção a nosso Deus e Pai.
Tive o privilégio de ter aulas com esse professor durante uma semana intensa de estudos de crítica textual e pude notar de perto sua inteligência e sabedoria para lidar com a questão, mas o que mais me deixou perplexo foi sua capacidade de levar-nos à devoção em uma matéria tão técnica (e eventualmente árida).
Bom, abaixo transcrevo parte de suas orientações aos alunos de Crítica Textual do programa de mestrado do SBPV. Os princípios apresentados abaixo, são proveinentes do material: Guia para determinar o Texto Original (Crítica Textual) de autoria de Johannes Bergmann.
Bom Proveito!
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O texto grego do NT aparece em milhares de manuscritos antigos, seja em forma íntegra ou em partes. Com esse respaldo a Bíblia é, na literatura universal, o livro da antiguidade mais confiável que existe.
Quando algum texto bíblico chega a apresentar leituras diferentes em manuscritos que o contém, faz-se necessário um estudo das testemunhas do texto para descobrir qual é, provavelmente, o texto original. Para isso, uma ciência-arte chamada “crítica textual” elaborou uma metodologia de trabalho que avalia criteriosamente evidências “externas”, “internas” e “intrínsecas”. Essa metodologia é apresentada a seguir.
A. Evidências externas
- Reconhecer as leituras: com a ajuda do aparato crítico do NT grego, as diferentes leituras (tanto a do texto quanto as variantes) são identificadas e traduzidas. Diferenças entre elas devem ser analisadas e entendidas, assim como as suas implicações no significado do texto.
- Reconhecer as testemunhas: Para cada leitura são identificadas as testemunhas que a respaldam:
- Classificar as testemunhas: Numa tabela, cada leitura (com a sua respectiva tradução) é apresentada com as testemunhas que a respaldam, agrupadas por “tipo” ou “família” de texto. As testemunhas a serem consideradas são:
- papiros (identificados por P1, P2, P3, etc.)
- unciais (manuscritos maiúsculos, identificados por ³, A, B, C,… , D, Q, C, Y,…, 048, 0234, etc.),
- minúsculos (identificados por ²1, ²13, 1, 6, etc.),
- lecionários (usados nas liturgias dos cultos, identificados por l 59, l 60, l 68, etc.),
- versões antigas (especialmente it, vg, syr, cop, arm, geo, eth), e
- os pais da igreja (identificados pelo nome).
- Avaliar as testemunhas: Os critérios para avaliar as testemunhas são:
- Data: Neste sentido, o que interessa não é tanto a antigüidade de determinados manuscritos, mas a antigüidade do texto que essas testemunhas representam. O texto mais antigo estará mais próximo do original. [Analisa-se célula por célula]
- Qualidade: as testemunhas que respaldam cada variante não devem apenas ser contadas; mais importante do que a quantidade é a qualidade dos manuscritos que apóiam certa leitura.
- Distribuição geográfica: quanto maior a distribuição geográfica das testemunhas em favor de determinada leitura, maior a probabilidade de que essa leitura seja a original. [Análise por filas]
- Solidariedade genealógica dentro de cada tipo (família) de texto: quanto mais “sólido” (unânime) o testemunho da família de texto, melhor a leitura. [Análise por colunas]
- Escrever uma conclusão provisória, baseada nas evidências externas: Para cada leitura, citar em forma resumida as evidências externas que a respaldam, avaliando sempre o peso de cada argumento. Qual será a melhor opção? Por que? Quais seriam as vantagens dessa opção? Apoiar a resposta com argumentos conclusivos.
B. Evidências internas
- Para descobrir possíveis alterações na transmissão do texto, escreve-se as diferentes leituras, junto com as palavras mais próximas, em caracteres unciais (maiúsculas), uma variante debaixo da outra, em scriptio continua, i.e. sem separar entre as palavras. [Cuidado com abreviações, S=C, etc.]
- Procurar evidência de alterações não-intencionais [cf. Paroschi, 33-5, 93-6]:
- na separação das palavras, devido à scriptio continua,
- confusão ótica de letras semelhantes (incl. abreviações, cf. 1Ts 2.7),
- homoiarkton (começo de linha semelhante) ou homoioteleuton (final de linha semelhante),
- haplografia (escreveu-se uma única vez o que deveria ter sido escrito duas vezes, cf. 1Ts 2.7),
- ditografia (escreveu-se duas vezes o que deveria ter sido escrito uma vez só),
- confusão acústica de letras (iotacismo, cf. Rm 5.1),
- erros de memória, inversão na ordem de letras ou palavras, colocando sinônimos, inserindo palavras de passagens paralelas (cf. Ef 5.9),
- erros de juízo, inserindo no texto acréscimos que outro escriba tinha colocado na margem, etc.
- Procurar evidência de alterações intencionais (tentativas de “melhorar” o texto) [Paroschi, 78, 96-102]:
- correções de gramática,
- ortografia (cf. Rm 4.8 NA),
- crase,
- glosas (acréscimo de explicações),
- harmonia com passagens paralelas,
- harmonia com a LXX (em citações do AT),
- doutrina (cf. Mt 24.36),
- história e geografia,
- estilo, etc.
- Aplicar os “cânones” da crítica textual para avaliar as evidências:
- Dar preferência à leitura que melhor explica a origem das demais;
- Dar preferência à leitura mais difícil, pois escribas tinham a tendência de “melhorar”/ explicar o texto [lectio difficilior potior];
- [Cuidado: o seguinte “cânon”; é duvidoso!] Dar preferência à leitura mais breve, pois escribas [supostamente!] tiveram a tendência de acrescentar, mais do que abreviar o texto [brevior lectio potior].
- Examinar a evidência intrínseca:
- Qual leitura é mais coerente com o contexto imediato?
- Qual leitura é mais coerente com o estilo, o vocabulário e o propósito do escritor?
- Qual leitura é mais coerente com a teologia do escritor?
- Procurar evidência de alterações não-intencionais [cf. Paroschi, 33-5, 93-6]:
- Escrever uma conclusão provisória, baseada nas evidências internas: Citar em forma resumida, para cada leitura, as evidências internas que a respaldam. Qual será a melhor opção? Por que? Quais são as vantagens dessa opção? Apoiar a resposta com argumentos conclusivos.
C. Conclusão
Escrever uma conclusão final: Considerando ambas as conclusões provisórias (passos 5 e 11), decidir qual leitura provavelmente é a “original”. Fundamentar a conclusão, repetindo os argumentos externos e internos em favor da mesma.
05.04.09
Agnóstico Interrompido – Bart Ehrman
Esse é mais um vídeo de Ehrman no Colbert Report. Nesse vídeo o apresentador mostra-se muito preparado para conversar com Ehrman e acaba por “destruir” sem querer (ou querendo, sabe-se lá) as investidas de Ehrman.
Essa seria a ocasião em que o autor lançaria o livro Jesus Interrupted.
Veja o vídeo:
Bart Ehrman | The Colbert Report
Esse teólogo que se auto-intitula agnóstico, é atualmente a maior voz na defesa de que as Escrituras não tem credibilidade histórica. Ele é o autor do livro “O que Jesus disse o que Jesus não disse? – Quem mudou a bíblia e por quê?”, lançado no Brasil em 2006.
Com o sucesso desse livro, promovido por algumas revistas (pseudo)científicas, chegou a ser o livro mais comprado nmo Brasil, de acordo com a revista Veja e alcançou popularidade entre os interessados no assunto.
Na ocasião da publicação desse livro, ele participou de uma entrevista com Colbert onde ele expressa muito bem seu ponto de vista: não há credibilidade. Entretanto, o entrevistador o deixa sem palavras em algumas ocasiões.
É um vídeo que vale a pena ser visto.
Alvo Esportes 2008
Esse vídeo é uma compilação de alguns bons momentos do Alvo Esportes em 2008.
O Alvo Esportes é uma iniciativa evangelística do Ministério Pesca da IBCU.
Veja o Vídeo.
Streeball Legends I
Esse foi o primeiro evento de evangelização com basquete realizado na IBCU.
Nessa ocasião o ex-atleta Adilson, que foi um dos grandes nomes do basquetebol brasileiro, deu seu testemunho de conversão e a mensagem do Evangelho foi exposta pelo Fernandão, também ex-jogador de basquete e Missionário dos Atletas em Ação.
StreetBall Legends II
StreetBall Legends é uma iniciativa evangelistica da Igreja Batista Cidade Universitária para levar o evangelho ao mundo do Basquete de Rua de Campinas. Esse vídeo é um “preview” do que foi o evento.
Na ocasião o atleta profissional Zé Maria, que já foi jogador da seleção brasileira de futebol e de outros grandes times na Europa (Inter) testemunhou sobre sua conversão e o evangelho foi apresentado pelo Fernando Leite.
Veja o Vídeo
Testemunho do Adilson
Adilson foi um dos grandes atletas do basquetebol brasileiro. Antes de vir a falecer no fim de 2008, participou conosco em uma ação evangelística com atletas do basquete em Campinas.
O seu testemunho é impactante. Espero que este possa também desafiá-lo e edifiça-lo.
Veja o vídeo.
Evangelismo 011 1406
Esse vídeo é retrata de modo exagerado o que se chama evangelismo em nossos dias. É uma sátira a idéia de a conversão à uma determinada igreja resolve os problemas pessoais (financeiros) do novo adepto.
Veja o filme…
Evangelismo Irritante
Esse vídeo trata de uma sátira aos que transformam a evangelização em algo irritante. A idéia é comparar um atendente de tele-marketing insistindo para “vender” um “cartão de crédito” que garanta a vida eterna. Tal cartão tem vantagens fantásticas… Veja o vídeo.