06.19.09
A Cabana – Abrigo para Alma ou Barraco Teológico?
Por Carlos Osvaldo Cardoso Pinto
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Resenha de A Cabana, de William Paul Young.
Publicado em 2008 pela Editora Sextante, tradução de The Shack, publicado por Windblown Media em 2007.
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Esta resenha incorpora elementos do original inglês e da tradução em português, visando destacar elementos positivos e negativos do livro. Seu título ficará evidente ao longo da leitura. Um subtítulo poderia ser Jó contra Mackenzie Allen Phillips.
A Cabana já vendeu mais dois milhões de cópias mundo afora, está em listas de mais vendidos no Brasil, e foi um sucesso surpreendente, inclusive para seu autor, que em entrevistas declarou que seu propósito original era instruir seus próprios filhos (6). É, assim, um fenômeno literário sem paralelo nos dias atuais e deu ao seu autor uma projeção mundial que poucos autores conseguem no seu primeiro livro. Também em suas entrevistas Paul Young (ele prefere ser chamado pelo segundo nome) indica que há um quê de auto-biográfico no livro (“Eu sou Mack e Mack é eu”). Presumo que, como ele não perdeu nenhum de seus filhos, apenas suas lutas espirituais estejam refletidas na difícil peregrinação de Mack (cf. a contra-capa da EI). Apesar da informação constante em seu site sobre uma série de tragédias experimentadas por sua família maior, o leitor, e particularmente o resenhista, se pergunta se e como um filho de missionários poderia identificar-se com o filho de um bêbado e espancador doméstico. Talvez essas informações surjam quando Young escrever de novo ou algum biógrafo descubra e relate sua vida emocional (as cartas enviadas ao seu site www.windrumors.com).
Para não estragar a leitura dos que ainda pretendem ler o livro, farei um mini-resumo. Mack, o personagem central, é casado com Nan e eles têm cinco filhos. Durante um passeio, a filha mais nova, Missy, é raptada e, depois de investigações, dada por morta, ainda que seu corpo jamais tenha sido encontrado. Esse evento precipita em Mack uma violenta crise que ele chama de A Grande Tristeza. Depois de algum tempo, recebe um bilhete convidando-o a voltar à cabana onde vestígios de sangue de sua filha tinham sido achados. Relutante, resolve ir ao local onde tem um encontro com ninguém menos do que o Deus trino. O restante do livro narra os diálogos entre Mack e as três pessoas da Trindade, bem como a transformação interior desse homem. O final, relativamente previsível, relata o retorno de Mack à sua família e as mudanças experimentadas como resultado de seu encontro com Deus.
Leia a resenha completa de A Cabana
por Carlos Osvaldo Cardoso Pinto
Reitor – Seminário Bíblico Palavra da Vida
TEXTO EXTRAÍDO DE: sbpvcremblog.wordpress.com