10.05.09
Ortodoxia Eclético-Racional
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No que se refere ao cristicismo no NT, há uma escola chamado ecleticismo racional, que defende que cada caso é um caso a ser analisado individualmente. Normalmente são favorávesis ao Texto Crítico (TC) e normalmente favoráveis às alexandrinas, por sua antiguidade e qualidade do material. Entre esses, existem os cristão verdadeiros que adotam esse modo de crítica e defendem suas posições com a preocupação de compreender e defender a fé.
Esses, em oposição à Velha Ortodoxia e à Nova Escola, defendem que a leitura “Deus Unigênito” é a leitura original e que, como essa expressão não acontece em nenhum lugar no NT foi harmonizada com tantas outras que trazem “Filho Unigênito” (Jo.3.16, 18; 1Jo.4.19). Nesse caso, tanto a leitura original (Deus) como a variante (Filho) teria sido produzida por cristãos.
A.T. Robertson defende essa opinião:
“Os melhores manuscritos antigos (Aleph, B, C, L) lêem monogenes theós (Deus Unigênito) que indubitavelmente é a leitura verdadeira do texto. Provavelmente algum escriba teria alterado para ‘ho monogenes huiós’ para suavizar a crua declaração da deidade de Cristo e para harmonizar com Jo.3.16[15]”
Entretanto, o modo como se traduz o texto com essa variante é foco de constante ataque. Tanto Ehrman, quanto Pickering tem suas opiniões sobre a impossibilidade de que a fraseologia “μονογενής θεός” seja de fato joanina. Ou seja, os que adotam essa leitura ainda têm apresentar de modo claro e convincente sua defesa gramatical para que essa leitura possa ser aceita. Para quem está nessa posição, tem obrigação dobrada: além do dilema textual, tem que entrar em um debate gramatical.
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O que se pode dizer até aqui é que, independente da leitura adotada, teólogos liberais, agnósticos e cristãos tem sua opinião sobre o que aconteceu com o texto. Mais interessante do que isso é os motivos estampados na defesa da Velha Ortodoxia e da Nova Escola são antagônicos: o primeiro rejeita a leitura com “θεός” por que é uma corrupção aparentemente gnóstica, enquanto o segundo a rejeita por ser uma leitura muito ortodoxa.
A verdade é que o consenso nesse texto é: esse é um dilema de difícil resolução. Por essa razão, vamos observar as evidências para considerar qual das opiniões supracitadas parece mais adequada.