06.22.09
Uma breve exposição das visões históricas do ensino de Cristo
Recentemente fui perguntado sobre a credibilidade das escrituras. A pessoa que me fez a pergunta gostaria de saber como as palavras de Jesus foram recebidas e apresentadas em diferentes períodos da história.
Como não tenho condições de responder a essa pergunta satisfatoriamente, resolvi fazer uma breve apresentação em diferentes períodos históricos sobre a credibilidade das palavras de Cristo.
Bom, vamos por partes:
1. No período de Jesus, muitos, apesar de ver os milagres que Ele operava, não acreditavam Nele. Até entre os que criam, Jesus não se confiava a eles (Jo.2.23-25)
2. No período apostólico, a credibilidade de Cristo continou a ser atacada pelos que não criam e defendida pelos apóstolos e pelos seus representantes. A carta de 1 João, úma das últimas cartas católicas (gerais, universais) apresenta uma defesa a opiniões sobre Cristo que não estavam em conformidade com o que Ele mesmo havia dito. Vale a pena ler Paulo, João e Hebreus e notar como a pessoa de Cristo foi defendida de opiniões divergentes.
3. No período pós-apostólico (aquele período após a morte dos apóstolos e anterior à instituição da Igreja Romana como o parâmetro para a verdade – 375 d.C.) a credibilidade dos ensinos de Cristo foi bem debatida. Por não haver um cannon definido, as literaturas que falavam sobre Cristo eram diversas e ainda não havia consenso sobre que escritos deveriam ser considerados. Nesse período alguns problemas surgiram:
a. Escritos pseudoepigráficos: Textos atribuídos a autores que não o redigiram. A intenção era buscar credibilidade para suas idéias com o nome de algum apóstolo ou personagem do passado com reconhecimento apostólico. Esse é o caso de livros como: Evangelho de Judas, Evangelho de Pedro, Apocalipse de Pedro, Atos de Tecla (que conta histórias sobre Paulo).
b. Falsos profetas influentes: Esse é o caso de Marcião que tentou liderar de Roma um novo cristianismo desassociado do judaísmo. Sua postura era tão forte que rejeitou o VT e retirou do NT citacões. Sua afeição por Paulo, fez com que ele apenas considerasse alguns textos de Paulo e alguns trechos de Lucas como textos confiáveis para a teologia. Sua iniciativa não teve sucesso nem entre os cristãos que flertavam com essas possibilidades. Marcião é um caso de adulteração textual motivado por teologia e de criação de uma regra (cannon) de livros aceitos.
c. Novas opções religiosas “cristãs”: Esse é o caso do gnosticismo “cristão”. Sob influência de ideologias pagãs (gregas), cultivaram novas visões sobre quem era Jesus e seus ensinamentos foram reconstruídos e adaptados à essas visões.
4. No período católico: Com a ascensão do cristianismo como religião oficial do império romano, a palavra da Igreja tornou-se (aos poucos) regra (cannon) para a compreensão de Cristo. Nesse período aconteceu o que você mencionou: as pessoas criam pois a igreja dizia. Isso não significa (em si mesmo) um erro. O erro nasceu na perversão da palavra de Cristo para fins teológicos e práticos (que ainda acontece nas igrejas pós-reforma e evangélicas).
5. Na reforma: Quinze séculos de domínio da Igreja Católica (como império e régula fides) os reformadores defenderam cinco pontos vitais para a fé cristã: Só a Graça (para salvação), Só pela fé (sem indulgências), Só as Escrituras (como regra de fé), Só Cristo (como salvador) e Glórias somente a Deus (e não a instituição). Aqui, o retorno às palavras de Jesus e dos ensinamentos apostólicos foi o norte, da prática e da fé. Entretanto, ainda aqui, perversões renasceram e se proliferaram. Pelágio havia introduzido no passado a idéia de que o homem nasce neutro e que o pecado passa a influenciá-lo a medida que vive sua vida. Influenciado por esse raciocínio e por rejeitar os ensinamentos dos reformadores Calvino, Zwinglio e Lutero, Jacob Armínio, afirmou uma teologia baseada na completa liberdade do ser humano em relação a salvação. Essa teologia foi rejeitada em três concílios históricos da igreja, chegou a ser banida da Holanda, mas aos poucos voltou e fixou-se em algumas regiões da Europa como a teologia fundamental. Tal teologia ainda é vista no círculo cristão dos nossos dias.
6. No séc. XIX e XX: O desenvolvimento da teologia natural (sem revelação) proporcionou o nascimento do que chamamos teologia liberal, que por essência, estuda a Teologia (conhecimento de Deus) a partir das escrituras, mas não apenas nelas. O conhecimento de Deus também é expresso e estudado do ponto de vista filosófico. A reunião da filosofia e da teologia permitiu o desenvolvimento de diversas áreas do conhecimento teológico. Entretanto, o desapreço pela Revelação de Deus, produziu grandes teólogos que afirmavam a não credibilidade das escrituras como texto da parte de Deus. Associado a isso, o desenvolvimento da alta-crítica textual permitiu a imposição de diversas dúvidas sobre o texto que temos em mãos. Sua confiabilidade e consequentemente sua utilidade foram abaladas.
7. Atualmente: a teologia é dividida em opinião se o que temos em mãos são de fato palavras de Cristo ou a imposição de terceiros para validarem suas próprias opiniões. Uma vez que Cristo não escreveu nada, e não temos nenhum escrito original em mãos para pesquisa (apenas cópias das cópias, das cópias….) a dúvida tem prevalecido em muito meios acadêmicos. Recentemente um ex-cristão, ex-pastor batista, ex-liberal e atualmente agnóstico com tendências a defender o gnosticísmo histórico escreveu diversos livros para por em cheque a credibilidade das palavras de Cristo. Seu esforço tem tido muito sucesso entre os não cristãos que já desprezavam a fé. Entretanto, os cristãos ortodoxos continuam onde sempre estiveram: Com Cristo e em Sua Palavra. Diversos escritores defensores da fé já saíram em defesa da fé, e também tem tido sucesso em suas empreitadas. Darel Bock, Daniel Wallace, Timothy Paul Jones, Craig Evans, Norman Geisler escreveram grandes livros sobre o assunto e merecem ser lidos.
Em resumo, a igreja tem e teve seu papel na referência ao valor da palavra de Cristo, mas a credibilidade vem de Cristo mesmo. Se Ele é quem diz que é, devemos ouví-lo.
Sugiro a leitura do livro: “Fabriating Jesus“, Craig Evans, pois nesse livro ele apresenta uma base sólida para a compreensão da distoção da pessoa de Cristo pelos academicos dos nossos dias e os refuta de modo lógico e louvável. Caso não possa ler em inglês, recomendo o livro “Eu não tenho fé suficiente para ser ateu” Normam Geisler. Do ponto de vista filosófico, Geisler defende a pessoa de Cristo e sua credibilidade.
Espero ter ajudado.
06.19.09
A Cabana – Abrigo para Alma ou Barraco Teológico?
Por Carlos Osvaldo Cardoso Pinto
—————————
Resenha de A Cabana, de William Paul Young.
Publicado em 2008 pela Editora Sextante, tradução de The Shack, publicado por Windblown Media em 2007.
—————————
Esta resenha incorpora elementos do original inglês e da tradução em português, visando destacar elementos positivos e negativos do livro. Seu título ficará evidente ao longo da leitura. Um subtítulo poderia ser Jó contra Mackenzie Allen Phillips.
A Cabana já vendeu mais dois milhões de cópias mundo afora, está em listas de mais vendidos no Brasil, e foi um sucesso surpreendente, inclusive para seu autor, que em entrevistas declarou que seu propósito original era instruir seus próprios filhos (6). É, assim, um fenômeno literário sem paralelo nos dias atuais e deu ao seu autor uma projeção mundial que poucos autores conseguem no seu primeiro livro. Também em suas entrevistas Paul Young (ele prefere ser chamado pelo segundo nome) indica que há um quê de auto-biográfico no livro (“Eu sou Mack e Mack é eu”). Presumo que, como ele não perdeu nenhum de seus filhos, apenas suas lutas espirituais estejam refletidas na difícil peregrinação de Mack (cf. a contra-capa da EI). Apesar da informação constante em seu site sobre uma série de tragédias experimentadas por sua família maior, o leitor, e particularmente o resenhista, se pergunta se e como um filho de missionários poderia identificar-se com o filho de um bêbado e espancador doméstico. Talvez essas informações surjam quando Young escrever de novo ou algum biógrafo descubra e relate sua vida emocional (as cartas enviadas ao seu site www.windrumors.com).
Para não estragar a leitura dos que ainda pretendem ler o livro, farei um mini-resumo. Mack, o personagem central, é casado com Nan e eles têm cinco filhos. Durante um passeio, a filha mais nova, Missy, é raptada e, depois de investigações, dada por morta, ainda que seu corpo jamais tenha sido encontrado. Esse evento precipita em Mack uma violenta crise que ele chama de A Grande Tristeza. Depois de algum tempo, recebe um bilhete convidando-o a voltar à cabana onde vestígios de sangue de sua filha tinham sido achados. Relutante, resolve ir ao local onde tem um encontro com ninguém menos do que o Deus trino. O restante do livro narra os diálogos entre Mack e as três pessoas da Trindade, bem como a transformação interior desse homem. O final, relativamente previsível, relata o retorno de Mack à sua família e as mudanças experimentadas como resultado de seu encontro com Deus.
Leia a resenha completa de A Cabana
por Carlos Osvaldo Cardoso Pinto
Reitor – Seminário Bíblico Palavra da Vida
TEXTO EXTRAÍDO DE: sbpvcremblog.wordpress.com
Jesus e a Mitologia – Rudolf Bultmann
Uma Apreciação Crítica do livro de Rudolf Bultmann
(Parte 1)
O livro de Rudolf Bultmann Jesus Cristo e Mitologia é uma coletânea de palestras proferidas em diversas faculdades e universidades, muita delas situadas no continente norte-americano.[1] A obra é concisa, mas explica e defende importantes pontos da hermenêutica da desmitologização,[2] proposta por Bultmann, em sua abordagem do Novo Testamento. Dentro disso, questões como escatologia, mito e história, existencialismo filosófico e revelação são tratadas pelo autor.
No primeiro capítulo do livro (p. 11-18), procura-se mostrar a concepção, tanto de Jesus quanto da comunidade cristã primitiva, de que o reino de Deus se constituía num grande drama cósmico escatológico, que traria o julgamento sobre os injustos e inauguraria o novo tempo de felicidade para os justos. Tal perspectiva é entendida por Bultmann como mitológica e antiga, portanto, totalmente incompreensível para o homem moderno, o qual possui uma concepção de mundo científica e enxerga os eventos como uma relação de causa e efeito. Assim, ele propõe a necessidade e possibilidade de se interpretar o significado mais profundo por trás das concepções mitológicas da pregação neotestamentária, a fim de que esta continue a ser relevante para o homem moderno.
Sem dúvida, é importantíssima a percepção de Bultmann acerca da distinção entre a cosmovisão da época dos autores bíblicos e da era moderna. Qualquer método hermenêutico bíblico que se preze, precisa compreender o abismo histórico, científico e cultural interposto entre o leitor moderno e o autor bíblico. Além disso, o autor destaca com propriedade a necessidade de se perceber qual a relevância da mensagem do Novo Testamento para o mundo de hoje. Isto, certamente, é uma resposta à escola da “história das religiões”, a qual por meio do método histórico-crítico se preocupava em compreender o passado sem dar importância ao seu relacionamento com o presente.[3] Ele demonstra sensibilidade e perspicácia, ao questionar o uso meramente ético da mensagem de Jesus e, também, em reconhecer que há algo mais na pregação do reino de Deus além de sua redução ao evangelho social. Tais observações confrontam diretamente o liberalismo teológico, especialmente as propostas de Schleiermacher, Ritschl e Harnack que reduziram o cristianismo à ética do amor e justiça, e à preocupação com questões sociais.[4]
Em contraparte, a ligação direta que o autor faz do conceito de reino de Deus escatológico de Jesus com os círculos judaicos de sua época requer consideração. A única distinção que Bultmann faz entre as duas perspectivas escatológicas, diz respeito aos detalhes das descrições apocalípticas, presentes nos escritos judaicos, mas ausentes na mensagem de Jesus. Com exceção disto, para Bultmann, Jesus “não deixou de participar da expectação escatológica de seus companheiros”.[5] Porém, o autor falha em não observar que há diferenças profundas por trás das semelhanças superficiais.
Uma delas é a perspectiva exclusivista refletida nos escritos apocalípticos judaicos, pós-exílicos, a respeito do reino de Deus como pertencente a Israel e que promove sua soberania sobre as demais nações (Ver Assunção de Moisés 10.8-10; Jubileu 15.31; 31.7-17). Enquanto isso, o reino de Deus proclamado por Jesus requer o arrependimento e confiança nas boas novas do reino por parte de todos, sejam judeus ou gentios (Mc 1.15; 10.15; Lc 5.27-32). Os próprios filhos naturais do reino poderão ficar fora dele, ao passo que muitos gentios entrarão e participarão de seu banquete (Mt 8.11-12).
Outro exemplo que revela uma diferença marcante entre o judaísmo e a mensagem de Jesus é o conceito messiânico. Para o judaísmo, o Messias possui um caráter fortemente político (cf. Salmos de Salomão 17.21ss; 4 Edras 7.26ss; Apocalipse de Baruque 72ss), em nada se assemelhando ao Servo Sofredor, proclamado e vivenciado por Jesus, que dá a sua vida como resgate de muitos (Mt 20.28; Mc 8.29-31; 10.45).
O significado da mitologia desenvolvido por Bultmann, ainda no primeiro capítulo, requer avaliação e crítica. Especialmente, por igualar a visão mitológica antiga com a cosmovisão bíblica:
A mitologia … Crê que o mundo e a vida humana têm seu fundamento e seus limites em um poder que está mais além de tudo aquilo que podemos calcular ou controlar. A mitologia fala deste poder de forma inadequada e insuficiente, porque o considera um poder humano. Fala de deuses, que representam o poder situado mais além do mundo visível e compreensível…
Tudo o que acontece é igualmente válido para as concepções mitológicas que se dão na Bíblia.
Os evangelistas, inclusive João, não parecem retratar a vida e obra de Jesus de Nazaré em termo míticos ou simbólicos. Sua preocupação é mostrar que são testemunhas reais ou pesquisadores de um evento que se deu no tempo e espaço, passível de constatação humana. Lucas, no início de seu evangelho, ressalta que sua obra é fruto de investigação cuidadosa acerca dos fatos ocorridos durante a vida, morte e ressurreição de Jesus (Lc 1.1-4). João mostra que a visão humana do primeiro século não era exclusivamente mitológica como Bultmann afirma, pois, diante do anúncio acerca da ressurreição de Jesus pelos discípulos, Tomé demonstra um ceticismo digno do homem moderno (Jo 20.24-25) e só crê quando se depara com o fato diante de seus olhos (20.26-29).
No Novo Testamento, a Primeira Carta de João tem como um dos focos principais refutar a perspectiva mitológica do gnosticismo incipiente e, para isso, o apóstolo descreve Jesus como um ser humano histórico, capaz de ser visto, ouvido e apalpado (1 Jo 1.1-4). Quando Paulo afirma a ressurreição física de Cristo, não deixa espaço para a idéia de mito, mas, fundamenta este fato no testemunho de várias pessoas que se encontraram com o Jesus ressurreto (1 Co 15.3-8). Igualar a perspectiva mítica de religiões antigas à cosmovisão do kerygma bíblico é um equívoco grotesco.
No segundo capítulo do livro (p. 19-28), o autor desenvolve o significado da escatologia neotestamentária, traçando paralelos e distinções entre o pensamento bíblico e o grego. Como resultado, Bultmann destaca que dentro do pensamento escatológico cristão se encontra a concepção de que este mundo carece de valor, por causa da maldade humana e devido ao juízo iminente de Deus. Assim, os homens são chamados ao arrependimento e ao cumprimento da vontade de Deus, na expectativa da felicidade futura e eterna, após a morte, que trará liberdade do pecado e comunhão serena com Deus. Para o autor do livro, tal perspectiva é entendida como mitológica, cujo sentido mais profundo significa estar aberto ao futuro de Deus para cada ser humano, o qual será de juízo para aqueles que se prendem a este mundo e não se abrem ao futuro divino.
A desmitologização da escatologia bíblica implica em ver o reino escatológico em seu início na vinda de Jesus e como um acontecimento presente. Assim, Bultmann entende que tanto Paulo, de modo parcial, e João, de maneira radical, iniciaram este processo hermenêutico em seus escritos. No capítulo seguinte (p. 29-35), de modo mais específico, propõe-se a demonstração da diferença entre a visão bíblica, que cria em milagres mediante a intervenção direta do sobrenatural sobre o mundo natural, e a perspectiva moderna que busca compreender os acontecimentos do mundo de forma racional, indagando a respeito de suas causas e recorrendo aos resultados das diversas ciências.
O autor chega à conclusão de que é necessário abandonar a visão de mundo mitológica bíblica, a fim de perceber a importância de seu sentido mais profundo, o qual consiste num chamado ao homem moderno para que abandone toda a segurança em suas próprias capacidades e recursos científicos e se disponha a encontrá-la somente em Deus. Assim, diante da invisibilidade e incompreensibilidade de Deus no âmbito do mundo e pela razão humana, a fé consiste em estar aberto para encontros existenciais e pessoais com Deus, o qual permanece um mistério.
As observações e propostas de Bultmann nestes dois capítulos, resumidos acima, mostram-se deficientes em alguns pontos. Primeiramente, não se pode dizer que Paulo e João iniciaram o processo de desmitologização da pregação escatológica de Jesus, pois, ainda que enxergassem certos acontecimentos ocorridos com Cristo e a partir de sua ressurreição como cumprimento das esperanças proféticas, isso não os levou a descartar a cosmovisão bíblica de milagres e da ação do sobrenatural neste mundo. É verdade que para Paulo a ressurreição de Cristo marcava o início da era escatológica (1 Co 15.20-23; 2 Tm 1.10), mas seu cumprimento pleno é visto, ainda, como futuro, na segunda vinda dele e na ressurreição/transformação dos que lhe pertencem (1 Co 15.23, 50-57; cf. 2 Tm 4.1; Tt 2.13). Já participamos dos últimos dias, mas ainda não completamente. Portanto, a citação de 1 Coríntios 15.54 pelo autor do livro,[6] como indicação de uma compreensão paulina do cumprimento presente das expectativas escatológicas, é totalmente inadequada e fora de contexto, já que Paulo faz este pronunciamento diante de algo que ainda está por se cumprir, não como uma realidade completamente presente (tóte genésetai ho lógos ho gegramménos, katepóthe ho thánatos eis nîkos).
Além disso, a suposta desmitologização radical de João, interpretando o julgamento e ressurreição escatológicos como ocorridos totalmente na ressurreição de Jesus (“Para João, a ressurreição de Jesus, Pentecostes e a parousia são um só e mesmo acontecimento”[7]), conforme defende Bultmann, não pode ser sustentada diante de um exame mais acurado da escatologia joanina. Por exemplo, no evangelho há a menção da ressurreição futura no “último dia” (Jo 6.39-40, 44, 54) e de um juízo ainda por se dar no “último dia” (Jo 12.48). Na primeira Epístola, a parousia é um acontecimento futuro que se aguarda com esperança, não um evento concretizado no passado (1 Jo 3.2-3).
Outro ponto baixo, dos dois últimos capítulos resumidos, se dá quando o autor busca explicar o significado de fé na proclamação neotestamentária. Sem dúvida, ele acerta em dizer que fé implica em deixar a confiança em si mesmo e depositá-la exclusivamente em Deus (cf. Gl 3.1-13). Todavia, a fé na pregação bíblica não se perfaz simplesmente num abandono abstrato da própria seguridade para se lançar num encontro existencial com o divino, mas, requer, também, atitudes específicas como a confissão de que os pecados pessoais ofendem a santidade de Deus e afastam o ser humano dele, além da confiança na salvação oferecida por Ele, em sua infinita graça, mediante seu Filho, que torna possível a reconciliação entre o homem e Deus (Rm 3.9-26; Ef 2.1-18).
Portanto, a fé não subentende o abandono da razão, como propõe Bultmann, mas o uso desta para entender a mensagem clara e inteligível do evangelho, depositando a confiança em tal mensagem. A mudança de vida mediante a fé em Cristo se caracteriza pela compreensão da verdade e uma transformação radical no modo de pensar, conforme o ensino paulino (Ef 4.17-24). Ainda que Deus seja incompreensível, Ele é cognoscível e sua ação redentora pode ser vista na história humana mediante a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo (Rm 5.8; Hb 1.1; 1 Jo 4.9-16).
_____________________________
[1] BULTMANN, Rudolf. Jesus Cristo e Mitologia. São Paulo: Novo Século, 2003. p. 7.
[2] Idem. p. 37
[3] HASEL, Gerhard. Teologia do Antigo e Novo Testamento. São Paulo: Academia Cristã, 2007. p. 329-330.
[4] Ver síntese do pensamento destes teólogos em OLSON, Roger. História da Teologia Cristã. São Paulo: Vida, 2001. p. 557-568.
[5] BULTMANN, Rudolf. Op cit. p. 12.
[6] BULTMANN, Rudolf. Op cit. p. 26.
[7] BULTMANN, Rudolf. Op cit. p. 27.
05.25.09
A busca pela Verdade
A busca pela verdade em qualquer aspecto, profundidade, grau ou relação é a busca de todo ser humano cognitvamente consciente. Não conheço nenhum ser humano que no exercício de suas faculdades mentais tenha a intenção de manter-se em obscuro sobre algo que lhe intriga o conhecimento. Tenho sérias razões para duvidar que exista algum ser humano nessa condição (Mesmo os que não concordarem com o que acabei de dizer, evidenciam por fato, que por se preocuparem com a verdade não podem associar-se com informações que não lhe pareçam verdadeiras).
Entretanto, a busca pela verdade é um processo que perdura por toda a existência: Penso, logo existo, tenho dúvidas e quero saber a verdade. A informação disponível nesse processo é importante, mas não é determinante, pois ela é analisada a partir dos pressupostos, que funcionam como guias para o processo.
De fato, a informação, as evidências deveriam sempre ser suficientes para a conclusão. Contudo, não é isso o que sempre acontece. Quão comumente vemos pessoas com as mesmas informações em mãos chegarem a conclusões antagônicas. A questão nesse caso não é a evidência, mas a análise da evidente.
Como toda análise de evidencia é um processo cognitivo, consciente e pessoal, podemos perceber que elas estão sujeitas à interpretação pessoal. Toda interpretação, por sua vez, é regida por um conjunto de regras pressupostas que acabam por orientar, guiar e eventualmente determinar a conclusão auferida pela análise das evidências.
Portanto, é fato que toda busca pela verdade é pressuposicional.
Tipos de pressupostos:
Existem alguns tipos de pressupostos:
- Racionais: Fruto do processo cognitivo que, depois de acurada investigação chega a conclusão que torna-se norte nos processos investigativos posteriores. Esse é o caso do acadêmico que após grande investimento de tempo e análise chega a um veredicto que acredita ser verdadeiro. Isso, por outro lado, não garante que sua conclusão seja verdadeira, ou que outras pessoas com opiniões diferentes estão erradas, significa apenas, que sua busca pela verdade percorreu a investigação de tal modo que possa tornar-se convicto de algo.
- Lógicos: Fruto do processo cognitivo, entretanto não necessariamente investigativo, mas epistemológico. Trata da conclusão alcançada pelo arbitrar lógico do conhecimento disponível. Esse é o caso do filósofo, que apesar de não ter disponível o acesso à evidências investigativas, consegue auferir sua conclusão de modo que não fira
- Naturais: Fruto da convicção pessoal ainda não confrontada pela pesquisa ou desenvolvimento epistemológico. É o caso da pessoa cuja convicção é fundada sobre pouca evidência, ou evidência nenhuma. Não trata-se do resultado de pesquisa ou lógica, mas da simples opinião pessoal. O resultado desse tipo de pressuposição é que ela leva, invariavelmente à convicção cega.
Com isso, não definimos a impossibilidade de um pressuposto ser parte de mais de uma opção. Por exemplo, os pressupostos racionais também podem ser lógicos, e o inverso também é verdadeiro. Entretanto, não é possível que nenhum dos dois seja ao mesmo tempo natural, uma vez que este exclua a investigação e a lógica.
Implicações
O grande risco ao determinar para si mesmo um pressuposto não investigativo ou não verdadeiramente lógico é que esse pressuposto será guia orientador determinante quando seu portador passar à ocasião da investigação ou desenvolvimento verdadeiramente lógico. Por isso, a confrontação pessoal pressuposicional é fundamental no período investigativo, pois se isso não acontecer apropriadamente, é possível que a leitura das evidências disponíveis sofram tendências para as quais elas mesmas não apontam, ao passo que as evidências evidentemente contrárias serão minimizadas, ou até mesmo negligenciadas.
Entretanto, todo processo de estruturação de um pressuposto é antecedido por um ato da vontade, pois, apesar de todo apetite se mover em direção do apetecível, é o fim em fazê-lo que será determinante. Assim, pressuposto e motivo confundem-se no processo investigativo de tal modo, que se não for identificado e devidamente separado, pode comprometer o resultado final da investigação.
A verdade sobre a humanidade é que os pressupostos são naturais à sua constituição cognitiva. E, até que se possa desenvolver suas conclusões pessoais pela investigação e/ou pelo exercício da verdadeira lógica, todo ser humano é dotado de pressupostos naturais motivados pela preferência pessoal. E por isso, se o processo investigativo não for um processo de auto-confrontação, não será um processo de busca pela verdade, mas de busca pela confirmação das opiniões pessoais.
Portanto, a busca pela verdade deveria ser uma busca de auto-identificação com a verdade e auto-confrontação pelas evidências que levam à verdade. Caso isso seja observado, é possível nortear-se em direção à verdade e chegar a conhecê-la.
Bom, ao menos essa é meu pressuposto investigativo fundamental.
04.27.09
Declaração de Fé
1. Bibliologia
Creio que a Bíblia é a Palavra de Deus (Rm.3.2: “de Deus” é um genitivo de origem), a manifestação especial do Ser, dos Propósitos e das Obras de Deus de forma proposicional, sendo eficaz em promover a redenção (Rm.1.16-l7), inspirada verbal e totalmente por Ele (2Tm.3.16; Mt.5.17-18; Mt.22.42-44, IIPe.1.20-21), que utilizou homens (Mt.1.22, 2.15; IIPe.1.20-21) em plena posse de suas faculdades (ICo.1.14-16), movidos pelo Espírito (IPe.1.10-11; IIPe.1.20-21) proporcionando um texto fidedigno e sem erros nas palavras dos escritos originais, o qual salvaguardou durante séculos, como autoridade inegociável.
2. Teologia Própria
Creio que Deus é Vivo (Jr.10.10; Jo.5.26; Rm.8.11; ITs.1.9), Espírito (Dt.4.15; Jo.4.24; ITm.1.17), Eterno (Sl.90.2; Hb.10.1-12), Pessoal (Rm.8.28; Rm.11.33-36), Soberano (Ex.15.18; Ex.18.11; Dt.4.39; Sl.24.1, 93.1, 95.3, 96.10; Dn.6.26; Mt.6.10; Rm14.11; Ap.19.6) Auto-existente (Ex.3.14; Jo.5.26), subsistindo em três pessoas distintas (Pai, Filho e Espírito; Gn.1:1,2; 1:26,27; Mt. 3:16; Mt.28:19,20; Jo.14:16; IICo.13:13), Criador (Gn.1.1, 26, 27; Ne.9.6; Sl.24.1; Mt.19.4) Atemporal e Imutável (Sl.102.27; Jó.42.2; Hb.6.17; Tg.1.17), Onisciente (Is.40.28; Rm.11.33; Hb.4.13), Onipotente (Jr.32.17; Sl.115.3; Mt.19.26) Onipresente (Sl.39.7-10; Jr.22.23-24), Santo (Ex.15.11; Lv.19.2; Is.6.3; Hc.1.13; IJo.1.15; Ap.4.8), Justo (Ed.9.15; Ne.9.3; Sl.11.4-7, 119.137, 145.17; Jr12.1; Jo17.25; IITm.4.8; IJo.2.29), Reto (Sl.25.8), Amor (Is.54.10; Jo3.16; Jo17.23; Rm8.31-32, 38), Misericordioso (IPe.1.3, 2.10) e Gracioso (Gn.6.8; Sl.51.1; Jo.1.16; Rm.3.24, 5.2, 11.5; Ef.2.8; IICo.12.9; IIPe.3.18). Este Deus revela-se ao homem de duas formas, proposicional (cf. Bibliologia) e não proposicional, sendo que a segunda se subdivide em três, a provisão divina (At.14.15-17; At.17.24-27), a natureza (Sl.19.1-6; Rm.1.19-20) e a consciência humana (Rm2.14-15), sendo assim acessível (Sl.145.18; Jo.14.6; Hb.4.16; Tg.4.8). Este, por sua Soberania, é plenamente Hábil a exercer decretos com propósitos, executando Sua Vontade em toda Sua Criação em conformidade com Seu Plano preestabelecido (Ef.1.11).
3. Cristologia
Creio que Jesus é o Cristo prometido em todo o Velho Testamento (Gn.3.15; Sl.16.8, 22.1, 7; Is.52.3-12), Preexistente com Deus desde a Eternidade passada (Jo.1.1-2, 8.58, 17.5), Co-participante ativo na Criação do Mundo (Jo.1.3, 10; ICo.8.6; Cl.1.16; Hb1.1-3), Filho de Deus (Mt.4.3, 16.16-17; Jo.5.17, 22, 17.1, 20.28; Gl.4.4; Fp.2.6), acima de Tudo e Todos (Ef.1.21; Hb.1.4), nascido em sua encarnação (Mt 26:12; 8:24; 21:18; Lc 22:44; 1 Co 15:3; Jo 4:6), virginalmente (Is.7.14; Mt 1:18; Lc.1.27) de Maria (Mt 2:11, 12:47; Lc.1.27) e concebido pelo Espírito Santo (Mt.1.18), como homem (Mt.1.1; Jo.8.40; At.2.22; Rm5.15; ICo.15.21; ITm.2.5) sem detratar sua Divindade (Mt.1.17, 3.17, 8.29; Jo.1.1, 10: 28, 30, 17.21; Hb.1.8, 13.8; Ap.1.8), esvaziando-se de Sua Glória e do exercício pleno de Sua Soberania assumindo forma de Servo (Jo.17.1, 5; Fp.2.5-7; Hb.12.2) sem cometer qualquer pecado (Is.53.9; Jo.4.34, 8.12, 46; Lc.1.35; At 3:14; Hb.4.15; IPe2.22, 3.18; IJo.3:5), e realizou a expiação pelos pecados do mundo (IJo1.22) através de sua morte (Jo 10:17,18; ICo 5:7; IPe 3:18), ressuscitou (Mt 28:5,8,9; Lc 24:34; Jo 20:16; 20:26,29; IITm 2:8) subiu aos céus (At.1.8, Ef.4.8-10) e voltará (At.1.11; ITs.4.13-18; Ap.21.1-8; 22.1-5).
4. Pneumatologia
Creio no Espírito Santo como Pessoa (Jo.14.26; Rm8.14, 16) Inteligente (Rm 8:27; ICo.2.10-11), possuindo Emoções (Ef.4.20; Rm 15:30; Is 63:10) e Volição (ICo.12.11). Creio ainda Nele como Deus (Jo.14.16; At 5:34; Rm.8.15; ICo.6.11; IICo.3.17), fato demonstrado pelas perfeições que lhe são Atribuídas, como Onisciência (ICo.2.10-11), Onipresença (Sl.139.7-10), Onipotência (Gn.1.2; Lc.1:35), Verdade (IJo.5.6), Santidade (Lc.11.13), Vida (Rm8.2) e Sabedoria (Is.40.13) e testemunhada por suas obras, tais como a Criação (Gn.1.2), Inspiração (IIPe.1.21), Convencer o homem do juízo, justiça e pecado (Jo.16.8-11), Regenerar o homem (Jo.3.5-6; IICo.5.17; Tt.3.5), Consolar (Jo.14.16), Interceder (Rm.8.26-27) e Santificar (IITs.2.13), Habitação no homem (Jo.14.16-17; ICo.6.19; Ef.2.21-22) Batismo (1Co 12:12,13).
5. Satanalogia
Creio que Satanás seja um ser espiritual (Ef.6.11-12), criado (Ez.28.14), pertencente a classe dos anjos e querubins (Ez.28.14) e que era a mais exaltada das criaturas angelicais (Ez.28.12), possuindo Intelecto (IICo.11.3), Emoções (Ap.12.17) e Vontade (IITm.2.26). Creio que este seja homicida (Jo.8.44), mentiroso (Jo.8.44), acusador (Ap.12.10) e adversário (IPe.5.8), de grande poder (Is.14.15-20), embora possua limitações em termo de ação, pelo fato de ser criatura, não podendo atuar nos cristãos (Tg.4.7) e sendo limitado pelo próprio Deus (Jó.1.12). Contudo, atua diretamente na história, cegando entendimento dos homens (IICo.4.4), retirando a semente lançada em seus corações (Lc.8.12), para que cheguem ao pleno conhecimento da verdade. Também atua na vida do crente o tentando a mentir (At.5.3), acusando e difamando (Ap.12.10), dificultando seu trabalho (ITs.2.18), tentando à imoralidade (ICo.7.5) e levanta perseguições contra os crentes (Ap.2.10).
6. Angelologia
Creio nos anjos como criação divina (Cl.1.16), antes da criação do mundo (Jó.38.6-7) e em santidade (Jd.6), possuindo Intelecto (IPe.1.12), Emoções (Lc.2.13) e vontade (Jd.6), como seres espirituais (Hb.1.14) que não se reproduzem (Mc.12.25), não morrem (Lc.20.36), são distintos dos seres humanos (Sl.8.4-5) e inferiores a Cristo (Hb.1.4, 6), mesmo possuindo grande poder (IIPe.2.11). Creio que estes ministram aos crentes os ajudando (Hb.1.14), envolvidos com as respostas às suas orações (At.12.7), encorajando nas horas do perigo (At.27..23-24). Creio que ministram aos descrentes anunciando (Gn.19.13; Ap.14.6-7) e aplicando o juízo divino (At.12.23).
7. Antropologia
Creio no homem como Criado por Deus (Gn.1.27; 2., 21-23; Is.17.7; 43.7, 45.9,12; Jr.1.5; Sl 100.3; 139.13-16) à Sua Imagem e semelhança (Gn.1.27) e por culpa da queda e do pecado (Gn.3.1-7; Rm.3) sofre em sua fragilidade (Gn.3.16-19, 6.3; Sl.9.20; 39.5, 6, 11; 49.12,20; 62.9; 90.5; 103.14-16; 144.4), finitude (Gn.6.3; Gn.20.3), depravação total (Jo.5.42; Rm.7.18. 8.7; Ef.4.’8; IITm.3.2-4; Tt.1.15; Hb.3.12) e incapacidade total em agradar a Deus (Jo.3.5, 8.34; Rm.7.18, 24, 8.7, 8; ICo.2.14), necessitando de redenção por estar debaixo do pecado (Rm.3.1-10, 21-23) e a justificação por meio da fé (Rm.3.28, 5.1-2), para ser reconciliado com Deus (Rm.5.10-11).
8. Eclesiologia
Creio na Igreja como Corpo vivo de Cristo (Ef.1.22-23, 4.4, 12, 15-16; Cl.1.18), distinta de Israel (Rm.3.20, 28; 11.11-24; Ef.2.15-16), embora participe de suas bênçãos (Rm.11.11-24). Creio que, no Corpo de Cristo todos os cristãos devem realizar sua vocação (Mt.28.19-20; Ef.4.1-3, 6) no exercício dos distintos dons (ICo.12.28-30; Ef.4.10-16) preservando a unidade do Corpo “único” no Espírito (Ef.4.3-4). Creio que este Corpo tem ordenanças claras, como o batismo (Mt.28.20; At.2.41, 8.38, 10.47, 16.33, Rm.6 Hb.9.10) e a Ceia do Senhor (Mt 26:26-29; Mc 14:22-25; Lc 22:15-20; At.20.7; 1 Co 11:23-25), e propósito de Glorificar a Deus.
9. Soteriologia
Creio que o homem, por causa da queda (Gn.3) necessita ser redimido. Por isso Deus ao permitir a possibilidade de queda, pelo fato de ter criado a árvore do conhecimento do bem e do mal, toma sobre si a responsabilidade da redenção, anunciada desde a queda (Gn.3.15). Assim inicia-se a história da redenção, onde Deus estabelece os meios a fim de que o homem possa ser reconciliado com Deus. Creio que Deus em Sua Soberania estabelece propósitos os quais se propõe a cumprir (Ef.1.11; Jó.42.2; Sl.115.3), tais como a eleição de Israel como povo pactual (Gn.12.1-3), e a rejeição deste (Is.1.9, 10.22-23; Os.1.9-10; Rm 9.30-31). Creio ainda que Deus decretou livre (Is.14.24, 27; Jó.23.13; Is.46.9-10) eterna (Ef.3.10-11; 1Tm.1.9; Tt.1.2) sabiamente (Ef.1.11; 2Tm.2.13; Rm.11.33-34) com o objetivo sendo sua Glória (Rm.11.36; Rm.16.27; Ap.1.6) a Cruz como sendo parte de seus propósitos anunciados desde Velho Testamento (Gn.3.15; 12.1-3; 15; 17; Dt.10.15; Ex.19.4-6; Dt.17.15-15; Ex.12; 15; 2Sm.7; Is.52.13-53.12; Mq.5.2-3; Sl.85.28-37; Sl. 123.11-12; Sl.2.6; Sl.45.6-7; Sl.89.27-29; Dn.7.13-14; Is.9.6; Jr.23.3-6; Sl.45.5; Sl.110.3.4; Zc.3.8; Zc.6.12). Creio que Cristo morreu em substituição pelo pecador (Lv.1.2-4; 16.20-22; 17.11; Is.53.6, 12; Mt.20.28; Mc.10.45; Jo.1.29; 11.50; Rm.5.6-8; 8.32; 2Co.5.14, 15, 21; Gl.2.20; 3.13; 1Tm.2.6; Hb.9.28; 1Pe.2.24), promovendo redenção (conceito de redenção: terra – Lv.25.25, 47, 48; parente – Rt.3.9; cf. Os.3.15; Is.43.3, 10-14; escravo Ex.21-1-6; Dt.15.15-17; informações gerais: Ex.13.12; 21.28; 30.12; Nm.18.15-17; Sl.130.8; Is.59.20; sangue: Hb.9.22 cf. Lv.17.11; Ap.5.9, 10; idéia de compra: Mt.13.44, 46; 14.15; Mc.6.36; Lc.9.13; Gn.41.57, 42.5, 7; Dt.2.6; 1Co.6.20; 1Co.7.23; Gl.3.13; mediante alto-preço 2Pe.2.1), efetuando plena libertação (Mt.20.28) e reconciliação (Rm.5.10; 11.15; 2Co.5.18-21; Ef.2.16; Cl.1.20-21)sendo entregue por Deus como propiciação (Jo.3.36; Rm.1.18-32; Ef.2.3; 1Ts.2.16; Ap.6.16; 14.10, 19; 15.1, 7; 16.1; 19.15; 1Jo.2.1-2; Rm.3.25; 1Jo.4.10; Ex.25.17-22; Lv.16.14.15;) pelos pecados do mundo inteiro (IJo.1.22). Assim, creio que o sacrifício de Cristo é suficiente para todo o homem (IITm.2.6), sendo eficiente a muitos que crêem (Rm.5.19). Creio na eleição incondicional (Gn.12.1-3; Lv.8; Dt.7.6, 14.2; 1Sm.17.1-12; Sl.33.12; Is.8.14 (cf.1Pe.2.8); 41.8, 9; 42.1; 43.20, 21; 65.9, 22; Mt.22.14; 24.22; 24.24; Mc.3.13-19; 13.27; Lc.18.7; Jo.1.13; 6.37, 44, 65; 10.29; 15.16, 19; 17.2, 6, 9, 12, 24; At.2.39; 13.48; 18.27; Rm.8.28-30; Cap.9; Cap.11; 16.13; 1Co.1.27-30; Gl.1.5-16; Ef.1.3-6, 11; 2.8-10; Cl.3.12; 1Ts.1.4; 2Ts.2.13; 3.2; Tt.1.1; 1Tm.1.9; 2Tm.2.10; Tg.1.18; 1Pe.1.2-5; 5.13; 2Pe.1.10; Ap.17.14), para salvação (1Ts.5.9; 2Ts.2.13); restrita em seu alcance (Mt.22.14; At.13.48), independente da vontade do homem (Jo.1.13; Rm.9.16), precedente a obediência, a santificação e ao exercício da fé (Ef.1.3; Rm.8.29; 1Pe.1.2; Rm.9.11-12) realizada em amor (Ef.1.4-5), fundamentada na graça não meritória (Ef.2.8; Ef.1.5-7), e na Soberania (1Co.1.26-29; Tg.1.18; Rm.9.20, 21)e implica no chamamento eficaz (Rm.8.28; Rm.9.23-24; 1Co.1.24) e na preterição (Rm.9.18; Rm.9.22; Rm.11.7-8; Jo.12.39; 1Pe.2.8; Pv.16.4; 2Pe.2.12; Jd.4; Jo.8.43-44; Rm.9.17). Creio piamente na responsabilidade humana (Ef.1.13) não como autonomia mas como liberdade restringida (Rm.6). Creio que Deus, em Sua Soberania salva aos que crêem (ICo.1.21).
10. Escatologia
Creio que haverá o Arrebatamento (ITs.4.13-18; cf. At..1.11; Ap.21.1-8; 22.1-5), onde os que em Cristo morreram serão ressuscitados (ITs.4.16), ou seja, cristãos, em um evento único, indivisível (ICo.15.52) e que haverá um encontro com Cristo nos ares (ITs.4.17). Creio que após esse evento se iniciará a Grande Tribulação, sendo esta a Septuagésima semana de Daniel (Dn.9). Esse período será de 7 anos (Mt. 24.14; Mc.13.14,19; Dn.9.27; Ap.11.2-3, 12.6,14, 13.5). Durante esse tempo o Anticristo atuará de maneira devastadora sobre a terra (Dn.7.8; IITs.2.3-4), haverá, ainda, um levantamento militar contra Israel, antecedendo a Batalha do Armagedom. Por outro lado, a igreja, que foi assunta aos céus, passará por um tempo de julgamento (Rm.14.10; Ico.3.10-15; IICo.5.10), e festa (Ap.19.7,9). Creio que a segunda volta de Cristo será pessoal, visível e corpórea (Zc.14.1-5; Mt.16.27; At.1.11; Ap.1.7), tendo por objetivo instaurar o Reino já iniciado anteriormente. Neste tempo, o Anticristo e o Falso Profeta, serão jogados no lago de fogo (IITs.2.8; Ap.19.19-20) e Satanás será preso por Mil Anos (Ap.20.1-3). Creio que, é nesse momento que os santos de todas as eras ressuscitarão para reinar com Cristo, durante o período de prisão de Satanás (Jó.19-25-27; Is.26.19; Dn.12.2-3; Ap.20.4). Então se dará início o Milênio (IISm.7.10-16; Is. 2.1-5, 32.1-5; Zc.14.9; Ap.20.1-4). Ao fim do Milênio, Satanás será solto (Ap.20.7-10). Neste tempo ele sairá ao derredor da terra com o propósito de encontrar e seduzir pessoas a se rebelarem contra o Rei. Todo o exercito, porém, será destruído, e Satanás finalmente será lançado no Lago de Fogo e Enxofre. Creio que após esse evento, haverá O Grande Trono Branco (Ap.20.11-15) que será o julgamento das pessoas que morreram sem Cristo, a fim de serem condenadas a passar a eternidade no lago de fogo (Ap.20.11-15). Após sua realização, tomará lugar a eternidade com bênçãos infindas para os salvos e tormento para os perdidos (Ap.21.1-8; 22.1-5).
02.11.09
Uma reflexão à Teologia do Processo
Reflexão do autor do blog ao texto de Norman Geisler.
——————————————————–
“Um movimento de grande alcance, talvez o maior movimento, na teologia contemporânea é a teologia do processo. Formas de metafísica de processo que ressaltam a imanência de Deus num mundo em evolução foram propostas durante os trinta primeiros anos deste século[1]“.
A colocação de Geisler aqui aponta para o mais importante foco da Teologia do Processo, o fato da imanência de Deus [o que inclui sua relação com a humanidade] e um mundo em evolução [que inclui seu relacionamento com um criador].
A idéia por traz da nomenclatura a reflete. Observe que todo processo é cronológico, inda que seja retroativo. Portanto é certo que dinâmica do relacionamento exclusivamente imanente de Deus em relação a um mundo em evolução acontece em um processo contínuo e intercambiável de alterações no relacionamento e no caráter, tanto de um como de outro. Segue-se que, em conformidade com o progresso da humanidade e de sua visão de Deus, há uma adaptação do caráter e do relacionamento do Deus com suas criaturas. Logo, toda a estrutura primária da teologia sustenta-se por trás de sua nomenclatura: Teologia do Processo.
Precursores
Heráclito: Cria em um Logos imutável por trás e além do mundo mutável. Autor da declaração: “Um homem não poderia colocar o pé duas vezes no mesmo rio, pois outras águas, e ainda outras, sempre estariam fluindo” (500 a.C). Aqui há apenas a declaração de um processo contínuo na natureza que impossibilita uma mesma situação ser revista ou re-experimentada.
Crátio: Discípulo de Heráclito, sofista, cético o suficiente para descrer de sua própria existência, chegou a conclusão de que ninguém jamais pisa em um rio. Neste caso, além da afirmação processual, nota-se um problema existencial, como um acréscimo depreciador da realidade.
Platão: É difícil afirmar sua relação com a evolução do pensamento processista, mas uma de suas importantes considerações são refletidas na teologia do processo. A bipolaridade de Deus, como mutável e inconstante.
Hegel: Influenciado por um “conceito linear cristão de história” somado a uma dialética desenvolvida a partir da “síntese pós-Kantiana de tese e antítese na experiência humana[2]” criou uma espécie de “panteísmo dialético“. Isso tornou Deus preso as estipulações temporais: “Deus está num processo histórico“.
Hebert Spencer + Herbert Spencer: Expandiu a hipótese biológica darwiniana numa filosofia da evolução cósmica. Atribuiu a Deus a característica de um criativo criador de criadores com um ímpteo vital, ou força vivencial.
Alfred North Whitehead
“Alfred North Whithead (1861 – 1947), matemático britânico, logicista e filósofo é bem conhecido pelo seu trabalho em lógica matemática e filosofia da ciência. Em colaboração com Bertrand Russell, ele escreveu o marcante livro de três volumes Principia Mathematica (1910, 1912, 1913) e contribuiu significativamente para a lógica e metafísica do século vinte[3]“.
Principais eventos na vida de Whitehead:
- (1861) Nasceu em 15 de Fevereiro em Ramsgate, Ilha de Thanet, Kent, Inglaterra.
- (1880) Entrou no Trinity College, Cambridge, com bolsa de estudos em Matemática.
- (1884) Eleito como Fellow in Mathematics no Trinity.
- (1891) Casou com Evelyn Wade.
- (1903) Eleito como Fellow of the Royal Society como resultado do seu trabalho em álgebra universal.
- (1910) Mudou para University College London.
- (1914) Apontado como Professor de Matemática Aplicada no Imperial College of Science and Technology.
- (1924) Apontado como Professor de Philosophy no Harvard University.
- (1931) Eleito como Fellow of the British Academy.
- (1937) Retirou-se de Harvard.
- (1945) Premiado por Mérito.
- (1947) Morre em 30 de Dezembro em Cambridge, Massachusetts, USA[4].
Segundo o Standford Encyclopedia of Philosophy sua vida pode ser dividida em três períodos, onde o terceiro é dedicado ao desenvolvimento filosófico do sistema de compreensão metafísica que foi posteriormente denominado “Filosofia do Processo“. Uma de suas máximas conhecidas é esta: “Todo objeto da vida real pode ser entendido como uma série semelhantemente construída de eventos e processos“. Essa afirmação tornou-se posteriormente o norte do clássico livro Process and Reality (1929).
Teologia de Whitehead:
Em princípio vale a consideração de que a estrutura ideológica de Whitehead nasce no progresso de estudo matemático e metafísico da realidade. Portanto, sustenta-se como mais como filósofo teísta que teólogo. Porém é visto como paneteísta, embora já tenha sido relacionado como panteísta de desenvolvimento, ou deísmo infinito ou teísmo neoclássico. Norman Geisler supõe que lhe caiba adequadamente o rótulo de bipolarista.
Aqui cabe uma rápida nota de distinção entre as terminologias:
- Panteísmo: é uma doutrina que identifica o universo (em grego: pan,tudo) com Deus (em grego: theos). Etimologicamente falando, o panteísmo sustenta a idéia da crença em um Deus que vive em tudo, complementa e coexiste pacificamente com Universo.
- Paneteísmo: É uma doutrina que diz que o universo está contido em Deus (ou nos deuses), mas Deus (ou os deuses) é maior do que o universo. É diferente do panteísmo (pan-teísmo), que diz que Deus e o universo coincidem perfeitamente (ou seja, são o mesmo).
- Deísmo: É uma postura filosófico-religiosa que admite a existência de um Deus criador, mas rejeita a idéia de revelação divina. É uma doutrina que considera a razão como a única via capaz de nos assegurar da existência de Deus, rejeitando, para tal fim, o ensinamento ou a prática de qualquer religião organizada.
- Teísmo: sustenta a existência de um deus (contra o ateísmo), ser absoluto transcendental (contra o panteísmo), pessoal, vivo, que atua no mundo através de sua providência e o mantém (contra o deísmo). No teísmo a existência de um deus pode ser provada pela razão, prescindindo da revelação; mas não a nega.
O Caráter Geral da Filosofia de Processo de Whitehead:
O ponto central da Filosofia de Whithead é a seguinte afirmação: “a realidade não é estática e substancial, mas, sim, dinâmica e em processo. Aquilo que é real, inclusive Deus, não é composto de essências imutáveis, mas, sim, de atividades mutaveis[5]“.
As modificações de Whitehead e Hartshorne feitas por John Cobb:
Alterações:
- Conceito Clássico da Bipolaridade de Deus: Conceito da Unidade de ação, como homem;
- Conceito do Alvo da Origem Subjetiva das coisas: Não mais Deus, mas a própria entidade como fim em si.
- Conceito de da vida Deus: Não mais como Entidade, mas como Pessoa una.
- Conceito da Pessoalidade de Deus: Deus não é uma entidade, mas é como uma sociedade de entidades e sua preensão de todas as entidades anteriores é idêntica do Seu passado. [há sucessão imutável em sua personalidade]
- Conceito da Consciência de Deus: Por ser um pessoa em uma sociedade de entidades idênticas em relação ao tempo, não experimenta a perda de identidade, pois é consciente em todo processo.
- Conceito da Eternidade de Deus: Deus permanece como um Ato Eterno e Imutável.
As Contribuições de Nelson Pike e Schubert Ogden à Teologia do Processo:
A fundamentação de Whitehead para a concepção da posterior teologia do processo foi basicamente filosófica. Entretanto, Pike e Ogden introduziram suas conclusões ao estudo de dimensão bíblica.
Pike foi responsável por destacar o contraste entre conceitos da teologia tradicional de um Deus além das limitações do tempo (eterno) e o conceito de um processo de um Deus temporal. Nesse ponto há uma abertura para a apresentação da mutabilidade de Deus, embora não seja aqui que isto aconteça.
Ogden ultrapassa Pike na sistematização filosófica do conceito do teísmo tradicional sobre Deus, para evidenciar a vialbilidade de uma teologia de processo mais relacional. Aqui sim a mutabilidade em Deus parece ser estabelecida.
Objeções de Pike a um Deus Tradicional Infinito:
A concepção tradicional da Imutabilidade de Deus depende de sua Atemporalidade, Perfeição e Onisciência (tal como exposto no fim do documento). E é neste contexto que Pike intenta objetar:
- Se Deus é Atemporal Ele não é Presciente: Alguns textos apresentam a Deus como capaz de prever o Futuro (Rm.8.29; 1Pe.1.2). Porém, não há futuro para quem não está inserido no Tempo. Se Deus é atemporal, o tempo é um eterno e único agora, assim Ele não prevê ou antevê, mas apenas vê. Aqui nota-se um dilema: Ou Aceitamos uma concepção “bíblica” de Deus e rejeitamos a concepção grega ou o inverso.
- Se Deus é Atemporal Ele não Criou o Universo: Se Deus é Atemporal não pode agir no tempo, portanto não teria criado. Contudo, as escrituras apresentam uma criação sendo realizada no Tempo. Portanto, um Deus Atemporal não poderia ter Criado um Universo Temporal. Deus torna-se, então, criador, temporal e mutável.
- Se Deus é Atemporal Ele não uma Pessoa Completa: Uma pessoa completa está sujeita a corresponder intelectual, emocional e volitivamente a pessoas. Contudo, o conceito de Atemporalidade implica em Imutabilidade, que por sua vez aponta para alguém que não pode mudar de opinião, de sentimento e de vontade. Tornar-se-ia imóvel. Portanto, um ser que não possa compadecer-se, e que por certo é impassível de tal sentimento, é menos pessoal que aqueles que assim se procedem.
- Se Deus é Temporal é mais digno de Adoração: Se Deus pode compadecer-se de mim, mudar de opinião, vontade, Ele é mais capaz de interagir com a humanidade e por isso ser mais digno de adoração. Por que razão dedicar-se em clamor a um Deus que não Muda e não se Compadece?
- Se Deus é Atemporal Ele não está de acordo com sua Revelação: Se Deus é Atemporal, Ele é Imutável. Contudo as Escrituras apresentam suas mudanças em resposta a orações (Js.10), ou arrependimento dos homens (Jn.3) ou por causa da maldade humana (Gn.6). Algumas construções lingüísticas apresentam um conceito muito próximo a Temporalidade (Sl.90.2). As expressões como “pelos séculos dos séculos” (Ap.20.10) o evidenciam.
- Conclusão de Pike: “Concluirei que a doutrina da atemporalidade não de ser incluída num sistema de Teologia Cristã“. Platão é a origem da doutrina da atemporalidade, “Mas Platão não era cristão – nem posso pensar em qualquer razão porque um cristão deva aceitar o julgamento de Platão sobre esta questão“. Deus torna-se então temporal e mutável
Argumentos Lógicos em prol da Imutabilidade de Deus[6]:
-
Argumento da Temporalidade
Para que uma mudança possa existir, deve existir um “antes” e um “depois”. Para que um “antes” e um “depois” existam é necessário uma cronologia. Para que a cronologia exista, é necessário que o objeto da mudança seja um ser temporal. Logo, não se pode aplicar mudanças a Deus (Deus é eterno, atemporal Jo.17.5; 1Tm.1.9).
-
Argumento da Perfeição
Uma mudança pode ser para “melhor” e para “pior”. Se não existe diferença não existe mudança. Ou algo necessário é acrescentado ou algo necessário é perdido. Mas Deus é perfeito. A perfeição de Deus implica em que Ele seja “ausente de ausências“, ou seja Deus é completo.
-
Argumento da Onisciência:
Quando alguém muda de idéia, é por que recebeu uma nova informação que anteriormente não conhecia. Contudo, Deus é onisciente, conhecedor dos infinitos fins das infinitas possibilidades. Ele conhecia a situação. Sendo assim, as situações mudaram e demandaram uma atitude diferente.
[1] pp.195
[2] A Ideologia por traz da Filosofia humana foi descrita pela dialética de Hegel na sistematização do argumento da TESE: “Toda tese terá uma antítese, que formará uma síntese“. Esse progresso conceitual influi e dirige diretamente no processo da construção ideológica da Filosofia. Isso é observado nos nossos dias: A modernidade [tese] como filosofia genérica, serviu como retaliação absolutista de crenças (com grande crescimento do Ateísmo), mas foi confrontada por outra Ideologia, a pós-modernidade [antítese], que tornou-se a retaliação relativista dos absolutos (com a expansão do sincretismo e do ecumenismo).
[3] Fonte: http://plato.stanford.edu/entries/whitehead/
[4] Idem.
[5] pp.197
[6] Fundamentado na exposição de Tomas de Aquino e no Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia (Geisler e Howe).