Testemunha de Jeová

Essa série de artigos nasce em uma época em que estou sobrecarregado de trabalho e por isso não se faz uma série tão completa como deveria ser. Minha intenção é sistematizar a Cristologia das Testemunhas de Jeová e demonstrar biblicamente suas incoerências escriturísticas. Entretanto, o leitor irá perceber que não fiz todas as considerações possíveis, e isso acontece mais por falta de tempo do que de informação. Em função dessa mesma falta de tempo, também convidei outros blogueiros para escreverem sobre o assunto, pois assim os artigos podem ficar prontos mais rápido e com melhor qualidade. Assim, os artigos terão sempre indicação do autor com alguma referência sobre ele.

Abaixo passo a considerar alguns possíveis ataques TJ`s à Cristologia Reformada baseado em textos neotestamentários. A intenção é realizar uma análise breve, objetiva e clara sobre os textos em questão. Entretanto, os artigos nem sempre serão assim, pois as controvérsias merecem ser expostas com suas obscuridades iluminadas. Os artigos serão postados com o nome dos seus autores, pois nem todos são do autor deste blog.

A Cristologia conforme as escrituras

A acusação normal dos Testemunhas de Jeová é que as escrituras nunca apresentam a Jesus Cristo como Deus. Para eles, os textos neotestamentários que afirmam que Jesus é Deus, são texto mal compreendidos ou mal traduzidos. Mas, será isso verdadeiro? Será que existem razões para crermos que a cristologia do Novo Testamento suporta as credenciais da teologia Testemunha de Jeová? É isso que observamos aqui.

1. Jesus é [um] deus? (Jo.1.1)

Segundo os Testemunhas de Jeová, dDois argumentos favorecerem essa ileitura

  1. TRADUÇÃO: O texto de Jo.1.1 se bem traduzido deveria trazer exatamente essa leitura.
  2. FONTES ANTIGAS: Uma versão antiga (copta) teria traduzido o texto desse modo, evidenciando assim que esse é o modo que esse texto deveria ser traduzido.

Por isso, vamos observar essa questão de ambos pontos de vista em diversos artigos que seguem abaixo:

a. O que dizer da Gramática Grega?

Será que as acusações gramaticais e teológicas feitas pelas Testemunhas de Jeová são verdadeiras? Existe fundamento gramatical para suas declarações? Que dizer do texto como um todo? Abaixo tentamos responder satisfatoriamente a essas perguntas.

  1. A ausência de artigo no grego koiné
  2. O uso anarto de Theós no Novo Testamento
  3. O que é um predicado nominativo pré-verbal?
  4. Como devemos compreender o texto de Jo.1.1-3?

b. O que dizer da versão copta saídica?

O argumento das Testemunhas de Jeová é que a versão copta saídica, que foi produzida por volta do terceiro século, representa o modo correto de como  o texto grego de Jo.1.1c deve ser traduzido, pois a lingua copta saídica foi o primeiro idioma para o qual o NT foi traduzido que trazia a o artigo indefinido em sua gramática.

Mas, será que essa afirmação está correta? Existem outras evidêncas que poderiam ser consideradas nessa questão? Os tratados teológicos dos primeiros cristãos poderiam ser considerados nesse levantamento de evidências? (caso queira esses artigos em PDF, clique aqui).

  1. O que dizer da versão copta saídica? (Introdução e esboço)
  2. Introdução
  3. O que dizer do idioma copta?
  4. O que dizer das versões antigas do Novo Testamento?
  5. Como os Pais da Igreja de tradição latina citaram e interpretaram Jo.1.1?
  6. Como os Pais da Igreja de tradição síria citaram e interpretaram Jo.1.1?
  7. Como os Pais da Igreja de tradição grega citaram e interpretaram Jo.1.1?
  8. O que dizer da tradução da versão copta saídica?

2. Quem é o Deus unigênito? (Jo.1.18)

A Tradução do Novo Mundo (TMN) é a versão adaptada do Novo Testamento que os Testemunhas de Jeová consideram a Palavra de Deus. Suas traduções em muitos casos de cristologia é absolutamente tendenciosa, mas em João 1.18 isso não acontece. Por isso, analisá-lo será excelente para nosso estudo.

A questão da tradução do Novo Testamento é acometida de diversas dificuldades que se iniciam com a seguinte pergunta: Que texto grego iremos traduzir? O texto grego utilizado para produção da  TMN é o texto de Westtcot e Hort (WH) [1], que segundo o prefácio da edição de 1963 das Escrituras Gregas Cristãs é o “famoso texto grego (…), que se harmoniza com os mais antigos manuscritos gregos“. Texto que também foi chamado de “texto autorizado” no mesmo prefácio. De modo interessante, o texto de WH, traz a expressão  “monogenes theós” (unigênito Deus) que a TMN, por saber que se refere a Cristo, deixou a expressão em letras minúsculas.

Nessa seção de artigos, vamos considerar a forma original do texto, sua tradução e interpretação.

a. O que dizer do problema textual de Jo.1.18?

O modo como esse texto foi concebido e traduzido na história tem sido muito diverso e por isso, trataremos desses assunto com cautela.

  1. Introdução
  2. Identificando as Evidências
  3. Posições Conhecidas
  4. Análise das Evidências
  5. Conclusão

Para o texto integral, clique aqui. Para o texto em PDF, clique aqui.

b. O que dizer da tradução de Jo.1.18?

Uma vez identificada a leitura do texto, é fundamental tratarmos de como esse texto deve ser traduzido.

Em construção

Em construção

Próximos Artigos:

Tradução e Interpretação de textos

Jesus cometeu um erro de gramática? (João 8.58)
Jesus e o Pai são um mesmo? (Jo.10.30ss)
Por que Jesus não corrigiu Tomé? (Jo.20.28)
Quem é Deus sobre todos? (Rm.9.5)
Jesus e Jeová (Rm.14.11 + Fl.2.10-11 = Is.45.23)
Jesus é igual a Jeová? Como? (Fl.2.6)
Mas Jesus não é o primeiro a ser criado? (Cl.1.14-16)
O que dizer de Cl.2.9?
Jesus é Deus e Senhor? (Tt.2.13; 1Pe.1.1, 11; 2Ts.1.13; 1Co.1.13)
O que é  o que é desde o princípio? (1Jo.1.1-4)
Quem é o Verdadeiro Deus e a Vida Eterna? (1Jo.5.20)
Jesus é Criado? (Ap.3.14)

Nomes atribuídos a Cristo – Seria ele Divino?

Filho de Deus
Filho Unigênito
Cristo (Messias)
Filho do Homem
Alfa e Ômega
Logos
Senhor
Primogênito

Prerrogativas Divinas de Cristo

Nos evangelhos sinóticos
Na Teologia Paulina
Na Teologia Joanina

O primeiro uso de Θεὸς é uma clara referência à Pessoa do Deus Pai e é anartro em grego. Entretanto, acompanha o artigo definido em copta: “pnoute”. A expressão “μονογενὴς Θεὸς” é uma clara declaração em referência a Cristo. No texto grego essa expressão também não traz artigo, nem para “μονογενὴς” nem para “Θεὸς”, mas a versão copta saídica traz o artigo definido aqui: “pnoute pShre”. Diante disso temos que nos perguntar: Como um mesmo tradutor diria que o Verbo é um deus em Jo.1.1c e o chamaria de O Deus em Jo.1.18[1]?



[1] Landers afirma que a pergunta citada é lógica, mas faz parte da lógica invertida. Para ele, uma vez que a opção um deus é a correta ele entende que o artigo definido de Jo.1.18 é uma referência àquele que é um deus. Entretanto, sua opinião não faz o menor sentido, pois não corresponde ao que a versão copta está a afirmar em Jo.1.18. A verdade é que o artigo indefinido pode ser entendido qualitativamente, enquanto o artigo definido tem sido entendido apenas como tal. Ou seja, para que Landers esteja certo é necessário realizar um adendo à gramática copta, sugerindo que o artigo definido pode ser lido como indefinido. O que não faz o menor sentido, pois em um idioma onde ambos os artigos são disponíveis, se o tradutor quisesse usar um artigo indefinido em Jo.1.18 ele o teria usado.

24 Comentários »

  1. JOÃO C. VILELA disse,

    JÁ PESQUISEI E ESTUDEI A RESPEITO DOS TJS E NÃO VI NADA ERRADO EM RELAÇÃO A BÍBLIA , MAS OS CATÓLICOS E EVANGÉLICOS ESTÃO TOTALMENTE FORA —– (POSSO MOSTRAR ISSO SE FOR DO SEU INTERESSE)

    • Marcelo Berti disse,

      João,

      Com os Católicos não estou preocupado, mas por favor mostre como os evangélicos estão totalmente fora. Quem sabe nós não concordamos em alguma coisa.

      Abs,
      Marcelo

  2. VANESSA disse,

    DEUS,É AMOR NÓS ESTAMOS AQUI PARA FELAR DO AMOR DE DEUS E NÃO PARA
    SABERMOS MAIS DO QUE OUTROS, POIS DEUS CAPACITA SEUS ESCOLHIDOS,JESUS ESTÁ VOLTANDO E VEM PARA JULGAR O MUNDO E BUSCAR SUA IGREJA,NÃO VAMOS PERDER TEMPO,VAMOS FALAR DO AMOR DE DEUS ,ESSE É O MAIOR MINISTÉRIO, O AMOR,QUE SUPERA TODAS AS COISAS.DEUS ABENÇÕE A TODOS.

    • Marcelo Berti disse,

      Vanessa,

      Muito obrigado por todos os seus comentários. Todos os comentários são bem vindo no Teologando.

      Eu concordo com você que Deus é amor, inclusive já escrevi sobre isso. Leia o artigo A relação entre o amor agápe e Deus em 1João.

      Também concordo com você que temos que falar sobre o amor de Deus, e você pode perceber que esse é o ministério que desenvolvo em Campinas, veja na página do Ministério Pesca.

      Também concordo com você que temos que falar sobre esse amor, e procuro fazer isso sempre que posso.

      Mas, tenho que lembrá-la que os apóstolos combateram ensinos incorretos ensinados por hereges por todas as suas epistolas, e eu entendo que o ensino dos Testemunhas de Jeová sobre Jesus Cristo é uma antiga heresia do terceiro e quarto século da era Cristã: O arianismo. Os Pais da Igreja foram incansáveis para apresentar o erro de Ário, e acredito que esse mesmo equívoco tem que ser respondido de acordo com as escrituras.

      Mas, reforço que não faço isso em demérito a nenhum testemunha de Jeová, muito embora muitos fiquem ofendidos. Faço isso para defender as escrituras.

      Agora, preciso demonstrar minha completa falta de concordância com seu apelo à ignorância. Não estamos querendo saber mais uns que os outros, estamos buscando aprender mais para compreender melhor o que as escrituras ensinam. Gostaria que vcê lembrasse do exemplo de Apolo, que Atos 18.24-25 diz que era “eloquente e poderoso nas escrituras. Era ele instruido no caminho do Senhor, e sendo fervoroso de espírito falava e ensinava com precisâo a respeito de Jesus“, mas ele tinha um grande defeito: Ele conhecia apenas o batismo de Joâo.

      Por essa razão ele ensinava seus discípulos que o Messias estava por vir, e por isso Paulo teve que corrigir seus adeptos (At.19.1-7) e ensiná-los adequadamente.

      Mas, o que mais me impressiona em Apolo é que, quando ele foi abordado por dois missionários Áquila e Priscila e foi instruído corretamente sobre Jesus Cristo (At.18.26), ele aceitou a sugestão, mudou de idéia e quando quis ir para outras regiões, foi indicado por Priscila e Áquila aos irmãos da Acaia e exerceu seu ministério de modo mais adequado e eficaz: “com grande poder convencia publicamente os judeus, provando por meio das Escrituras que Jesus é o Cristo” (At.19.28).

      Por isso, diferente de vc acredito que informações corretas auxiliam a apresentação correta do Evangelho. Em um evangelho diferente do que o que é apresentado nas escrituras deve ser considerado anátema (maldito -Gl.1.8), pois não é a verdade de Jesus Cristo.

      Nesse quesito, entendo que os TJ apresentam um evangelho falso, pois apresentam a Jesus Cristo como um tipo de divindade, como se houvessem vários deuses. Em Jo.1.1 eles afirma que Jesus é um deus, contrariando o texto sagrado.

      Por isso escrevo sobre o assunto.

      Espero tê-la esclarecido.
      Marcelo Berti

      • JOÃO C.VILELA disse,

        MANDAMENTOS SAGRADOS DE DEUS QUE CATÓLICOS E EVANGÉLICOS (TODOS), NÃO CUMPREM!

        Jesus Disse: “A Tua Palavra É a Verdade”

        O PRIMEIRO MANDAMENTO

        · MAT. 22:37,38,39,40: “JESUS DISSE-LHE…: DISSE-LHE: “‘TENS DE AMAR A JEOVÁ ( JAVÉ ou IAHWEH ), TEU DEUS, DE TODO O TEU CORAÇÃO, DE TODA A TUA ALMA E DE TODA A TUA MENTE.’ 38 ESTE É O MAIOR E PRIMEIRO MANDAMENTO.

        · (BÍBLIA DE JERUSALÉM – CATÓLICA ) ISAÍAS 44:6 A 8 “Assim diz Iahweh, o rei de Israel, Iahweh dos Exércitos, o seu redentor: EU SOU O PRIMEIRO E O ÚLTIMO, FORA DE MIM NÃO HÁ DEUS.

        · LUCAS 4:8 Em resposta, JESUS DISSE-LHE: “ESTÁ ESCRITO: ‘É a Jeová, teu Deus, que tens de adorar e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado.’”

        A PREGAÇÃO DE CASA EM CASA

        “DE CASA EM CASA.” Jesus levou a mensagem do Reino diretamente às pessoas, ensinando-as publicamente e em suas casas. (Mt 5:1; 9:10, 28, 35)

        Ao enviar seus primeiros discípulos a pregar, ELE OS INSTRUIU: “Em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, PROCURAI NELA QUEM É MERECEDOR.” (Mt 10:7, 11-14) É RAZOÁVEL QUE TAL ‘PROCURA’ INCLUIRIA IR ÀS CASAS DAS PESSOAS, ONDE OS ‘MERECEDORES’ ACATARIAM A MENSAGEM E OS DISCÍPULOS

        Numa ocasião posterior, Jesus “indicou outros setenta E OS ENVIOU, AOS DOIS, NA SUA FRENTE, A CADA CIDADE E LUGAR AONDE ELE MESMO ESTAVA PARA IR”.

        “Onde quer que entrardes NUMA CASA, dizei primeiro: ‘Haja paz nesta casa.’” — Lu 10:1-7.

        A QUESTÃO DO SANGUE

        ELES ACEITAM E DOA SANGUE, IGUINORANDO OUTRO MANDAMENTO SAGRADO DE DEUS ESCRITO NA BÍBLIA!
        ORDENA-SE AOS CRISTÃOS QUE ‘SE ABSTENHAM DE SANGUE’.
        ATOS DOS APOSTOLOS 15:28, 29: “Pareceu bem ao ESPÍRITO SANTO E A NÓS MESMOS não vos acrescentar nenhum fardo adicional, EXCETO AS SEGUINTES COISAS NECESSÁRIAS: de persistirdes em abster-vos de coisas SACRIFICADAS A ÍDOLOS, E DE SANGUE, E DE COISAS ESTRANGULADAS [OU: ABATIDAS SEM SE DEIXAR ESCOAR O SANGUE], e de fornicação. Se vos guardardes cuidadosamente destas coisas, prosperareis. Boa saúde para vós!” (Neste texto, o comer sangue é igualado à idolatria e à fornicação, coisas em que não devemos desejar empenhar-nos.)

  3. Alba Bloechliger disse,

    A vida de um animal está no seu sangue. Por esta razão, os servos de Deus antes da lei de Moisés (Gênesis 9:4), durante a lei de Moisés (Levítico 17:12), e sob a lei de Cristo (Atos 15:19-29) foram proibidos de comer sangue. Os animais que comemos devem ser deixados sangrar adequadamente, isto é, ter seu sangue escoado depois de sua morte. E esse sangue não deverá nunca ser usado como uma parte de nossa alimentação.

    Atos 15 é muito claro sobre o que Deus proibia: imoralidade sexual, idolatria, e comer sangue. Um seguidor de Cristo não deverá, nunca, sequer considerar a prática da fornicação (1 Coríntios 6:12-20) ou da idolatria (note Apocalipse 2:14-15; 2:20; 1 Coríntios 10:14-22). Pelo mesmo raciocínio, não deverá em nenhuma circunstância comer sangue.

    As Testemunhas de Jeová ensinam que estes textos proíbem transfusões de sangue. Isto é incorreto. É difícil imaginar alguém realmente pensando que está comendo sangue enquanto recebe uma transfusão. O pensamento por trás da proibição de comer sangue é a idéia de que a vida está no sangue. Por isso, comer sangue é profanar a vida que o sangue representa. Mas as transfusões têm o propósito de preservar a vida. Portanto, elas representam o extremo oposto do comer sangue.

    As transfusões são lícitas, mas comer sangue não é. (por Gary Fisher)

    PARABÉNS PELO BLOG! Que muitas pessoas consigam aceitar as verdades biblicas através de seus estudos aqui postados,para a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.
    Fraterno abraço

    • Marcelo Berti disse,

      Alba,

      Embora tenha algumas discordâncias com Gary Fischer sobre a questão da alimentação, como já demonstrei no comentário anterior, a opinião dele é válida para esse debate. Isso demonstra que, diferente do que supõe João, existem cristãos que pensam como ele.

      Isso é mais uma demonstração de como ele está equivocado em suas declarações.

      Um grande Abraço,
      Marcelo Berti

  4. jorge Araújo disse,

    Olá Marcelo td bem! Eu sou Cristão aluno de teologia no seminário teológico Presbiteriano, nesse semestre estamos estudando manuscritologia com um dos melhores professores do novo testamento do Brasil, Rev. Moisés Bezerril.

    Então estive acompanhado o debate com o vc e o João, que me parece ser testemunha de Jeová. Eu o entendo, pois eles são alienados do conhecimento teológico. Sua tentativa é ótima quem sabe ele não reflita e lei a bíblia! E talvez ele descubra que o nome Jeová não existe no original e que foi um apelido que eles deram a Deus!

    Um abração.

    • Marcelo Berti disse,

      Jorge,

      Muito obrigado por sua participação.

      Espero que seus estudos com Rev. Moisés Bezerril sejam proveitosos.

      Também espero que pessoas como o João possam reavaliar suas convicções.

      Um grande abraço,
      Marcelo Berti

    • JOÃO C. disse,

      O NOME DE DEUS

      Visto que você esta fazendo teologia

      Se estiver errado me corrija, e me mostre os erros por favor.

      Se o nome Jeová (ou Javé) e um apelido, por que e que ele esta em quase todas as bíblias?

      Estaria todas essas bíblias erradas?

      · A BÍBLIA SAGRADA TRADUZIDA POR JOÃO F. DE ALMEIDA, na versão da Imprensa Bíblica Brasileira: O Nome de Jeová aparece em Êxodo 6:2, 3. Veja também Gênesis 22:14; Êxodo 17:15; Juízes 6:24; Ezequiel 48:35. (Mas se esta e outras traduções empregam “Jeová” em diversos lugares, por que não ser coerente em usá-lo em todos os lugares onde aparece o Tetragrama no texto hebraico?)

      · A Bíblia Sagrada traduzida por João F. de Almeida, edição revista e corrigida: O nome Jeová se encontra em Gênesis 15:2, 8; Êxodo 34:6; Salmo 83:18; Isaías 12:2. Veja também Jeremias 32:17; Ezequiel 34:30, 31; Amós 9:8.

      · Bíblia Sagrada traduzida por Matos Soares (8.a edição): Um comentário ao pé da página sobre Êxodo 6:3 diz: “O meu nome Adonai. O texto hebreu diz: O meu nome Javé ou Jeová. Adonai é como lêem os Hebreus para não pronunciar o nome inefável Jeová.”

      · Bíblia Mensagem de Deus: O nome Javé (Jeová) aparece nas Escrituras Hebraicas, também em notas ao pé da página sobre textos das Escrituras Gregas Cristãs, começando com Mateus 1:21.

      · Diaglott Enfatizada (em inglês), de Benjamin Wilson: O nome Jeová aparece em Mateus 21:9 e em outros 17 lugares nessa tradução das Escrituras Gregas Cristãs.

      Obs:

      Qual é a forma correta do nome divino — Jeová, Iahweh ou Javé?
      Ninguém hoje pode saber com certeza como era pronunciado originalmente em hebraico. Por que não? O hebraico bíblico era escrito originalmente apenas com consoantes, sem vogais. Quando a língua era de uso diário, os leitores proviam facilmente as devidas vogais. Com o tempo, porém, os judeus chegaram a ter a idéia supersticiosa de que era errado dizer em voz alta o nome pessoal de Deus, de modo que usavam expressões substitutas. Séculos mais tarde, os eruditos judeus desenvolveram um sistema de pontos para indicar que vogais usar ao se ler o hebraico antigo, mas puseram as vogais das expressões substitutas em volta das quatro consoantes que representam o nome divino. Assim, perdeu-se a pronúncia original do nome divino.
      Muitos eruditos favorecem a grafia “Iahweh”, ou “Javé”, mas é incerta e há desacordo entre eles. Por outro lado, “Jeová” (ou “Jehovah”, na grafia antiga) é a forma desse nome que é mais prontamente reconhecida, pois tem sido usada por séculos em português.
      J. B. Rotherham, na Bíblia Enfatizada (em inglês) usou a forma Yahweh em todas as Escrituras Hebraicas. Entretanto, mais tarde, em Studies in the Psalms, usou a forma “Jehovah” (“Jeová”). Ele deu a seguinte explicação: “JEHOVAH — O emprego desta forma inglesa do nome Memorial . . . na presente versão do Saltério não provém de qualquer dúvida quanto à pronúncia mais correta, como sendo Yahwéh; mas unicamente da evidência prática, pessoalmente selecionada, do desejo de se manter em contato com o ouvido e o olho públicos numa questão desta espécie, em que a coisa principal é o fácil reconhecimento do nome Divino tencionado.” — (Londres, 1911), p. 29.
      Após considerar várias pronúncias, o professor alemão Gustav Friedrich Oehler concluiu: “Deste ponto em diante eu uso a palavra Jeová, porque, na verdade, este nome agora se tornou mais comum no nosso vocabulário, e não pode ser suplantado.” — Theologie des Alten Testaments, segunda edição (Stuttgart, 1882), p. 143.
      O jesuíta erudito Paul Joüon diz: “Nas nossas traduções, em vez da (hipotética) forma Yahweh, temos usado a forma Jéhovah . . . que é a forma literária convencional usada em francês.” — Grammaire de l’hébreu biblique (Roma, 1923), nota ao pé da p. 49.

      A maioria dos nomes muda até certo ponto quando passa de uma língua para outra. Jesus nasceu judeu, e seu nome era talvez pronunciado Ye·shú·a‛ em hebraico, mas os escritores inspirados das Escrituras cristãs não hesitaram em usar a forma grega do nome, I·e·soús. Na maioria dos outros idiomas, a pronúncia é ligeiramente diferente, mas usamos livremente a forma comum em nossa língua. O mesmo se dá com outros nomes bíblicos. Como podemos, pois, mostrar o devido respeito por Aquele a quem pertence o mais importante nome dentre todos? Seria por nunca dizermos ou escrevermos o seu nome por não sabermos exatamente como era pronunciado originalmente? Ou, antes, seria por usarmos a pronúncia e a grafia que são comuns no nosso idioma, ao passo que falamos bem Daquele a quem pertence o nome, bem como por nos comportarmos quais adoradores dele de um modo que lhe traga honra?

      abraços

      J.C.VILELA

      • Marcelo Berti disse,

        João,

        Tenho que apresentar duas grandes frustrações com o seu texto:

        1. USO NÃO REVELADO DO CRTL+C, CTRL+V: Imagino que o Tompson Rogério Vieira tenha a mesma opinião que você, ao menos é o que parece quando leio as opiniões dele em http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20071124204238AA0MEaO . O mais interessante é que ele o fez há dois anos atrás.Não sei por que as pessoas que entram no Teologando utilizam tanto o recurso crt+c, crtl+v sem adimitir. Não há qualquer problema em usar material de pessoas melhor preparadas, mas não faça isso dizendo que o material é seu: é desonesto.
        2. RETÓRICA DA FALSIDADE: O argumento, se o que você disse é verdade, então essas todas essas bíblias (traduções, versões) estão erradas. Todo TJ tem um manancial de versões que trazem outras versões da bíblia que traduzem como eles determinados textos, e sempre se voltam para eles quando são questionados (veja a lista que o Rubens postou no artigo Tradução Comparada 1João 1.1-3. além de ser um ctrl+c, ctrl+v o argumento que ele usa é igual ao seu). O argumento é sempre o mesmo… Por que alguém já usou essa opção ela não pode ser falsa. Isso não faz sentido. É uma fuga desesperada para evitar responder uma pergunta que não se sabe, ou não se consegue responder. Defenda-se sem fugir do assunto.

        Portanto, solicito que se você postar algo de outra pessoa no Teologando, seja honesto e notifique. Se for contra argumentar o que foi escrito aqui, não o faça com a retória da falsidade.

        Abs,
        Marcelo Berti

  5. jorge Araújo disse,

    Meu caro João em primeiro lugar quero pedir desculpa pela forma que me expressei em relação a sua pessoa ou o seu pensamento Teológico, mais infelizmente não posso concorda com o caro amigo. Eu estudo os originais e nele, e quando se faz uma tradução para o português observamos que algumas traduções que temos hoje não é fiel aos originais. Por exemplo, o texto que vc citou em Êxodo 6.2 e 3 no original esta o tetragrama (YHWH) que é um dos nomes pactuais de Deus traduzido como Adonai ou SENHOR. Simples assim. Então eu reafirmo com segurança que nos originais não tem a palavra JEOVÁ. ok?!

    Procure um professor de Hebraico e tire suas duvidas em relação o que estou afirmando, pois a minha intenção é de lhe esclarecer, pois não podemos ficar bitolados apenas em uma forma de pensar. Tenha a mente mais critica e pergunte. Você falou que todas as traduções estão erradas você já parou para pensar nessa possibilidade que muitas estão equivocadas nas suas traduções? Pense…

    Um abração João.

    • Marcelo Berti disse,

      Jorge,

      Muito obrigado por sua participação no Teologando mais uma vez.

      Suas colocações correm o risco de serem interpretadas como simplistas demais. O tetragrama (YHWH) é traduzido como Senhor, mas Adonai é um outro termo hebraico que o judeus usava para não falar o nome de Deus, que segundo eles era uma violação de Ex.20.7.

      A grande questão é que o texto hebraico, quando foi escrito, as vogais não foram acrescidas ao texto, apenas as consoantes.

      Em um outro comentário, já assinalei:Como os judeus não pronunciavam essa palavra, não se sabe ao certo qual é o modo correto de pronunciar as quatro consoantes YHWH. Quando acresceram as vogais (sinais massoréticos) ao texto consonantal para facilitar a leitura e para preservar a não pronuncia do nome de Deus (uma questão de respeito), os massoretas inseriram as vogais da palavra adonai. O objetivo era simples: Quando o leitor chegasse ao tetragrama, ele não pronunciaria o nome de Deus, mas Adonai. Contudo, a partir da inserção dos sinais massoréticos, muitos tem tentado supor como seria a pronúcia correta do tetragrama com as vogais de Adonai. Com isso, muitas opções surgiram: Jeová, Javé, Yaweh, entre outras“.

      Mais uma vez, recomendo o artigo Jeová não existe. Como artigo de Blog, o trabalho não é exaustivo, mas é visual e facilita a compreensão.

      Um grande abraço,
      Marcelo Berti

    • amisenchrist disse,

      Bom dia a todos ! Acabo de ver o assunto , e estou de acordo com Marcelo Berti e Jorge Araujo . Justo por confirmar com Jorge, também sou estudante de teologia , hebraico e grego também. Agora tenho acompanhado bem de perto João as Tjs , e realmente se tu eres temente a Deus, sugiro que busque realmente a verdade, pois ela é realmente como a Bíblia diz; “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertara”( Jn 8.32). João tu conheces a passagem bíblica:Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. (Gl 1.8) “Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”(Gl 1.9). Ai está, o que tu me dizes João, se descobres que as Tjs te ensinam doutrinas não adequadas e nem de acordo com a Bíblia; quer dizer que : não estão bem no que ensinam e tu esta perdendo sua vida e vida eterna . Por exemplo, na tradução do novo mundo ( TNM) no Novo Testamente, podemos ler aproximadamente 237 vezes a palavra Jeová, porém em grego antigo e mesmo no grego moderno, nos textos originais não encontramos o Tetragrama “YHWH” mas sim a palavra “THEOS” , um outro exemplo da ( TNM) 1 Pe 1.25, vcs usam a Palavra Jeova onde esta escrito em grego Senhor ” τὸ δὲ ῥῆμα “κυρίου” μένει εἰς τὸν αἰῶνα. τοῦτο δέ ἐστιν τὸ ῥῆμα τὸ εὐαγγελισθὲν εἰς ὑμᾶς”. Isto o que fazem tem nome a Bíblia chama de “ANATEMA”. Como nosso amigo Jorge Araujo disse , busque um bom professor de hebreu, mas também um bom de grego antigo. Nós, penso eu ; que Marcelo Berti e Jorge Araujo e outros mais, não queremos julgar , tão pouco desprezar as Tjs, queremos apenas esclarecer através dos contextos sitemáticos da teologia que a condulta jeovista não está de acordo com a Bíblia. Vcs estão se perdendo dentro da própria sabedoria humana, e vc sabe o que Deus fala a respeito disto. Esta semana , estiveram em minha porta João 2 Tjs , falamos por meia hora e foi o suficiente para me dizeram: ” NÃO CONSEGUIMOS TRANSMITIR PARA VC A MENSAGEM DE JEOVA”, e depois me fizeram uma propósta, dizendo: Será que poderiamos enviar um ancião para discutir contigo ? Eu disse : Ok , mas venham vcs também juntas e assim discutiremos sobre o assunto. Não estou querendo dizer que sei tudo ou mais do que os outros, porque se o digo isto estarei mentindo e por conseguinte pecando. Marcelo Berti já vi que muitas pessoas estão te elogiando pelo seu Blog , e te digo que não fazem isso por um acaso , meu amigo parabéns pelo seu trabalho. Há algum tempo venho estudando seitas e heresias, é lamentavel o saber que existem pessoas que trasnformam a verdade de Nosso Pai Celeste e mentira para conveniencia própria. Em breve estarei também com um blog no ar. Não moro no Brasil , fazem sete anos que vivo na europa e por aqui , é bem pior o nivel e abominações com relação à palavra de Deus. Deus abençoe cada vez mais o seu trabalho. Abraço..

      • JOÃO C. disse,

        BOA TARDE!
        Amisenchrist

        ESTOU AGUARDANDO AS SUA EXPLICAÇÕES SOBRE AS “NOSSAS CRENÇAS” OU DOUTRINAS QUE NÃO SE ARMONIZA COM A BÍBLIA.
        CASO SEJA DO SEU INTERESSE MANDE DIRETO NO MEU E-MAIL: ( kausiang@hotmail.com)

        abraços
        e que a paz esteja com todo

  6. Prezados,Atos 15:28,29 não diz que devemos nos abster-se de “sangue animal”!
    O texto é claro ao dizer que devemos nos abster dentre outras coisas, “de sangue” sem especificar algum tipo especifico. Otexto não poderia ser mais claro. As Testemunhas de Jeová pesquisaram este assunto e a emoção indiciplinada não é uma característica delas.

    Usava-se sangue como tratamento médico na antiga Roma no tempo de Jesus ?

    O naturalista Plínio (contemporâneo dos apóstolos) e o médico Areteu, do segundo século, relatam que o sangue humano era um dos tratamentos da epilepsia. Tertuliano escreveu posteriormente: “Considerai aqueles que, com sede cobiçosa, num espetáculo da arena, pegam sangue fresco de criminosos iníquos . . . e o levam correndo para curar sua epilepsia.” Ele os contrastou com os cristãos, que ‘nem mesmo tinham o sangue dos animais em suas refeições . . . Nos julgamentos dos cristãos, oferecei-lhes chouriços cheios de sangue. Estais convictos, naturalmente, de que [isso] . . . lhes é ilícito’. Assim, os cristãos primitivos preferiam correr o risco de morrer a tomar sangue.

    Os cristãos não precisavam guardar o código dado a Moisés, mas era ‘necessário’ que eles ‘persistissem em abster-se de sangue..” (Atos 15:22-29) Os apóstolos não estavam apresentando um mero ritual ou um regulamento dietético. O decreto estabelecia normas éticas fundamentais.

    • Marcelo Berti disse,

      Rubens,

      Como de costume, você como TJ não leu o texto. O contexto afirma que Tiago fala de sangue de animais. Na TNM lemos: “mas escrever-lhes que se abstenham das coisas poluídas por ídolos, e da fornicação, e do estrangulado, e do sangue“. Estrangulado? O que é isso, uma declaração para não estrangular pessoas? Não é uma restrição alimentar: Aninais estrangulados ou sufocados. E o sangue? Será que Tiago tinha em mente o uso médico do sangue? Certo que não, até por que não temos nenhuma evidência contextual que nos informe disso. Se Plínio, Areteu falaram sobre o assunto não me interessa, mas, até onde sei Tertuliano não defendeu a abstinencia ao uso médico do sangue, mas interpretou a expressão “sangue” como uma referência ao assassinato, quando falava sobre o infanticídio pagão (Apologia IX): “É suficiente dizer que, neste lugar não foi preservado para o adultério ea fornicação ao cargo de sua própria honra entre a idolatria e o assassinato: sobre o interdito [At.15.28] e o “sangue” devem compreender que ele fala muito mais sobre do sangue humano“.

      Sobre o contraste entre cristãos e gentios, “que nem mesmo tinham o sangue de animais em suas refeições” (Apologia IX), fica evidente que Tertuliano também entendia que At.15.28 falava sobre sangue de animais, e não transfusão de sangue, ou seu uso médico. Não concorda?!

      Essa interpretação também foi apresentada no Teologando pela declaração da Alba Bloechliger, citando Gary Fisher. Não tenho qualquer dificuldade com essa interpretação, só entendo que a dieta dos cristãos foi um assunto revisistado pelo Apóstolo Paulo que ampliou a restrição alimentar de At.15 em Rm.14 e Cl.2. Por isso, reafirmo: “É interessante notar que quando o evangelho avançou as fronteiras judaicas a questão da alimentação tornou-se uma questão secundária, muito embora os judeus ainda ficassem escandalizados com as práticas gentílicas. Note que, na opinião de Paulo “nenhuma cousa é em si impura, salvo para aquele que assim a considera” (Rm.14.14). Entretanto, para que a comunhão pudesse ser mantida entre judeus e gentios, Paulo também precisou ensinar os gentios a se comportarem adequadamente perante os judeus (Rm.14.13-15“.

      Abs,
      Marcelo

  7. Rubens disse,

    “Portanto, das três acusações, nenhuma delas se mostrou verdadeira.”

    Será mesmo ?

    Prezado Marcelo Jesus disse que a “palavra de Deus é a verdade”.João 17:17. E não a opinião de alguém.

    Os textos Biblicos mostram que o Nome de Deus é muito importante.
    Não é de admirar que é o nome que aparece mais do que QUALQUER OUTRO NOME nas Escrituras.

    Prezado Marcelo, você afirmou o seguinte sobreo Nome Divino no N.T :

    “nos textos originais não encontramos o Tetragrama “YHWH” mas sim a palavra “THEOS” ” Prezado, de onde tirou ESTA IDÉIA ABSURDA ?

    Não existem originais. E os mais antigos mss em Grego CONTÉM SIM O NOME DE Deus.

    http://ccat.sas.upenn.edu/rak//lxxjewpap/4QLevB.jpg

    http://ccat.sas.upenn.edu/rak//lxxjewpap/PFou848.jpg

    O súbito desaparecimento do Nome Jeová no novo testamento EM CÓPIAS POSTERIORES é um alerta para a critica textual. Deve ser entendido que homens como Jerônimo e outros removeram o Nome “no atacado” em apenas uma geração. A TNM é acusada aqui nesta página de ser “paráfrase” …se este é o caso , por que preocupa tanto os críticos e teologos ao ponto de postarem um infindável numero de páginas contra a Tradução do Novo Mundo ?

    Quando o Sr afirma que o Nome de Deus não aparece nos originais. Sem perceber comete um erro básico. É por isso que devemos recorrer a Bíblia e não a opinião pessoal a fim de saber quem está flando a verdade!

    • Marcelo Berti disse,

      Rubens,

      Apenas três comentários:

      1. Você está equivocado. Eu nunca disse: “nos textos originais não encontramos o Tetragrama “YHWH” mas sim a palavra “THEOS“. Quem disse isso foi o amisenchrist. Portanto, leia melhor e com atenção.
      2. Você está supondo errado: Nos manuscritos do novo testamento, nenhum manuscrito traz o tetrgrama. Os dois exemplares que você cita são da Septuaginta. Portanto, sua suposição continua sem fundamento.
      3. Você usou a lógica invertida: Não há súbito desaparecimento do tetragrama nos manuscritos do NT, há ausência. Isso não é um desafio para a Crítica Textual, isso é um desafio para TNM que insere no texto o que ele não tem.

      Sobre críticos e teólogos estarem contrários a TNM, é simples: Se é paráfrase ou não, é uma tradução orientada por uma teologia não ensinada pelos apóstolos, nem por seu seguidores. Por isso ela tem muitos críticos.

  8. Prezado João ,

    Tenho enviado-te uma mensagem direto a teu e-mail pessoal .
    O que gostarias de saber ?

  9. Prezado Rubens ,

    O problema das Tjs é que, fazem os estudos biblicos , usando antes da Bíblia , as literaturas da Torre de Vigia. Com relação às supostas 3 acusações que escreves um pouco mais a cima, dizendo que as fiz, eu digo ; não estou acusando ninguém, apenas falei o que realmente mostra a Bíblia. Uma pergunta para ti ;que defende tanto a doutrina das Tjs . Qual foi o propósito, biblicamente falando, do Velho Testamento para o povo de Israel ?

  10. Marcelo Berti disse,

    João,

    Muito obrigado por sua participação no Teologando.

    Você fez três considerações sobre a falta de prática dos evangélicos e católicos. Para cada uma de suas considerações, farei minhas considerações.

    1. O Primeiro Mandamento

    Por alguma razão, muitos Testemunhas de Jeová afirmam que evangélicos e católicos não cumprem esse mandamento. Eu até posso concordar que do ponto de vista prático muitos cristãos e católicos (e Testemunhas de Jeová) não cumprem esse mandamento, mas não posso responder por todos eles.

    Conceitualmente, os evangélicos (os que creem no evangelho) não apenas compreendem essa verdade como buscam cumprí-la. Esse verso faz parte da confissão de Fé dos Cristãos e Católicos. O último grupo mencionado tem diversas dificuldades teológicas e práticas relacionadas aos santos da igreja, muito embora, conceitualmente essa declaração faça parte de sua confissão de fé.

    Já os evangélicos, apesar de todas as suas diferente linhas de interpretação, esquisitices, erros e problemas, não tem qualquer problema com a aceitação desse princípio como o principal mandamento. Aliás, diga-se de passagem, não conheço qualquer igreja evangélica que não afirme isso.

    Agora, deixe-me perguntar: Você acredita que só por que os Testemunhas de Jeová tem esse princípio como confissão de fé eles o cumprem cabalmente em suas vidas? Você tem a infante idéia de que todos os TJ cumprem à risca esse mandamento em todas as áreas de suas vidas? Se você pensa assim, sinto muito, você deve ser ou cego ou muito ingênuo.

    Devo acrescentar que essa sua acusação não tem qualquer fundamento e portanto foi descartada.

    2. A Pregação de Casa em Casa

    Não sei de onde você tirou essa idéia. Muitos evangélicos também fazem isso. Isso não é exclusividade dos Testemunhas de Jeová: Os Mórmons fazem isso também.

    Agora, se você acredita que a pregação de casa em casa é um mandamento, acho que você precisa ler Atos com mais atenção. As primeiras pergações (At.2, 3) foram feitas no Templo, Paulo usava as sinagogas (At.9.20-22; 13.5), local de oração (At.16.13), prisão (At.16.30), Areópago (At.17) , Felipe fez enquanto caminhava (At.8), Apolo o fez por meio de debates (At.18, 19). Ou seja, o modo de levar o evangelho na igreja primitiva era muito mais deverso do que apenas de casa em casa, muito embora possa ter acontecido em algumas ocasiões

    Se você ler com atenção 1Co.9.15-27, você irá perceber que Paulo fez de TUDO para levar o evangelho. Ele mesmo disse: “Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns. Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele” (1Co.9.22-23). O modo como se leva o evangelho, segundo as escrituras e não ao dogma TJ, é diverso e recomendado para que assim seja.

    Ou seja, se pregar de casa em casa é um mandamento, PAULO é culpado por não tê-lo feito como modo de evangelização em seu ministério missionário.

    Agora, se você disser que Pregar de casa em casa é um modo de cumprir Mt.28.19-20, estamos na mesma página e posso garantir: muitos evangélicos não o fazem mesmo. Muitos cristãos são engajados com esse ministério e portanto, sua segunda acusação é novamente infundada.

    3. A questão do Sangue

    Essa concepção errônea acompanha os TJ a muitos anos, e pode-se dizer que isso chega a ser vital para a sua doutrina.

    Vamos ler Atos 15.18, 19: “Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas cousas essenciais: Que vos abstenhais das cousas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas”

    Considerando que a orientação tem pano de fundo judaico, a que se refere a restrição? Certamente à alimentação que incluísse sangue em sua composição: Ou seja, carne de animais mal passada.

    Por que razão discutir-se-ia esse assunto em um Concílio na ocasião? Vamos analisar o contexto: Em Atos, vemos a igreja (que havia iniciado em Jerusalém, por meio de judeus a partir da pregação do Messias que era judeu) alcançar outras nações. O caso de Cornélio (At.10) foi tão inesperado que Pedro teve que prestar contas aos seus irmãos em Jerusalém e justificar sua iniciativa de levar o evangelhos além das fronteiras de Jerusalém (At.11.1-18). É interessante notar a conclusão da Igreja na ocasião: “E, ouvindo eles estas cousas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus dizendo: logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para a vida”. Se lido com atenção, notar-se-á que existia na Igreja Primitiva judaica um pensamento equivocado sobre a Graça de Deus, apesar de Cristo ter ordenado a seus discípulos a irem a todas as nações (Mt.28.20).

    Com esse avanço da Igreja e as missões paulinas ao redor do mundo (At.13-14), a igreja de Jerusalém entrou em conflito sobre o que fazer com os novos convertidos, pois os judeus convertidos (especialmente os fariseus convertidos) entendiam que o cumprimento dos mandamentos mosaicos eram requeridos para a salvação (At.15.1; 5 – note a ênfase sobre a circuncisão).

    Após a examinação apostólica, Tiago defendeu que não se deveriam perturbar os gentios que se convertem a Deus, mas que mantenham alguns quesitos mosaicos para a manutenção da comunhão entre judeus e gentios. Entre esses pontos essenciais três fatos foram apresentados: (1) Idolatria; (2) Imoralidade; (3) Alimentação (At.15.20; 28).

    Esses três quesitos eram abomináveis para os judeus, que mesmo após convertidos, tinham grande dificuldades. A idolatria sempre foi ensinada no NT como um pecado sério, pois seria uma violação do primeiro mandamento (1Jo.5.21). A imoralidade foi severamente advertida para os cristãos, quer gentios (Ef.4.17-19) quer judeus (Tg.4.1-4).

    Entretanto, a questão da alimentação foi revisitada pelos apóstolos. Observe o que Paulo diz em Romanos 14.2-3: “Um crê que de tudo pode comer, mas o débil come legume; quem come não despreze ao que não come; e o que não come não julgue o que come, por que Deus o acolheu” (veja também: Cl.2.16-17).

    É interessante notar que quando o evangelho avançou as fronteiras judaicas a questão da alimentação tornou-se uma questão secundária, muito embora os judeus ainda ficassem escandalizados com as práticas gentílicas. Note que, na opinião de Paulo “nenhuma cousa é em si impura, salvo para aquele que assim a considera” (Rm.14.14). Entretanto, para que a comunhão pudesse ser mantida entre judeus e gentios, Paulo também precisou ensinar os gentios a se comportarem adequadamente perante os judeus (Rm.14.13-15). Ou seja, a ordem de At.15, em Rm.14.21 é apresentada como uma sugestão de bom convívio.

    Portanto, se hoje não temos irmãos judaicos próximos a nós, não temos a restrição alimentar judaica sobre nós. Ou seja, mais uma vez, você tornou mandamento aquilos que as escrituras não afirmam como tal em sua totalidade.

    Portanto, das três acusações, nenhuma delas se mostrou verdadeira.

    Um grande abraço,
    Marcelo Berti

  11. JOÃO C. disse,

    OBRIGADO PELO SEU COMENTÁRIO
    QUE A PAZ ESTEJA COM VOCE E TODA A SUA FAMÍLIA E AMIGOS

    NA SUA OPINIÃO QUAL E O NOME DE DEUS?
    E QUEM E QUE DEU (OU APELIDOU) DEUS DE JEOVÁ?

  12. Marcelo Berti disse,

    João,

    Seu comentário já foi enviado ao Jorge para que possa se posicionar.
    Para minha opinião, leia o meu comentário feito à Fátima Fleron no artigo Conceito de Redenção no Novo Testamento.

    Abs,
    Marcelo Berti


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