Quem é Jesus?


Introdução

Após uma apresentação como essa certamente você está surpreso. Em primeiro lugar pelo belo programa que assistiu. Em segundo lugar, sobre algumas verdades a respeito de Jesus que provavelmente você não conhecia. Apesar de ser uma figura histórica muito conhecida, o grande foco da mídia sobre Sua pessoa está relacionado a possíveis controvérsias e aparentes contradições.

A figura de Jesus Cristo é conhecida sob diferentes primas, muitas vezes controversos e incompatíveis. Isso o torna pouco conhecido de fato. A verdade sobre sua pessoa e missão são praticamente esquecidas. O pouco que se conhece sobre Ele é suficiente para apresentá-lo como difuso. Mas, talvez isso tenha alguma explicação: Vivemos em um mudo diverso, plural étnica e religiosamente.

Pluralismo Étnico e Religioso

Se pudéssemos definir a realidade do mundo em que vivemos em poucas palavras, diríamos que ele é DIVERSO. A interação e integração de diferentes culturas têm produzido conceitos interessantes na nossa sociedade. O crescimento no conhecimento de outras culturas tem acrescentado a experiência humana. Vemos hoje a redução da discriminação ideológica e religiosa. Tem aberto portas para a identificação das razões por traz das práticas culturais distantes da nossa realidade. Tem nos permitido aceitar as diferentes visões de mundo produzidas pelas diversas culturas. Tem nos tornados aptos a compreender a relatividade de princípios sociais, educacionais, ideológicos, religiosos. Hoje, somos mais tolerantes com as diferentes opiniões que o fomos no passado. Isso nos possibilitou aceitarmos as pessoas com diferenças ideológicas com mais facilidade. Isso nos permitiu conviver com pessoas com menos barreiras. Isso é muito positivo.

Essa realidade abriu portas para que diferentes culturas apresentassem diferentes propostas religiosas (A definição que temos aqui para religião é: a incansável busca humana em retomar seu relacionamento com Deus ou alcançá-lo por esforço próprio ou mérito). Esse fato descortinou propostas infindáveis de busca da paz interior, do bem estar, de estar em paz consigo mesmo, do esteja bem com sua família, do tenha dinheiro no bolso e seja feliz, ame as vacas e adore 279 diferentes deuses e transcenda espiritualmente até Deus.

Várias Respostas para poucas perguntas

O resultado dessa pluralidade religiosa é que hoje nós temos mais respostas que perguntas sobre a realidade da nossa existência e possibilidade de relacionamento com Deus. As questões intrínsecas sobre a realidade da vida humana e da possibilidade de relacionamento com Deus são as mesmas, mas as respostas são mais diversas. Contudo, nossa capacidade de tolerar todas as opções de resposta nos impossibilitou de avaliarmos com profundidade as respostas oferecidas. Pois se o fizéssemos, perceberíamos não apenas as similaridades sociais, morais entre as diferentes religiões, mas as nítidas divergências entre uma e outra.

Ou seja, é impossível que todos estejam corretos ao mesmo tempo. As gritantes divergências nos remetem ao questionamento sincero sobre a verdade tal como ela é. Talvez seja exatamente isso o que te surpreende nesse programa: A verdade sobre Jesus Cristo exposta, sem maquiagem, sem tentativas de esconder a realidade. Mas diante da realidade do nosso mundo, por que Jesus seria diferente das outras opções?

Por que Jesus seria diferente?

Uma vez que somos tolerantes, reconhecemos as diversas respostas, por que aceitaríamos a verdade sobre Jesus Cristo? Por que deveríamos aceitar a verdade a respeito dele? Por que deveríamos conhecê-lo? Por que Ele é, definitivamente, a resposta certa para as questões mais importantes da humanidade e da possibilidade de Relacionamento entre Deus e o homem.

Quem é Jesus?

A pergunta a essa altura é pertinente. Como sabemos, existem muitas respostas para essa pergunta. Vamos conhecer algumas delas.

Pela “Voz do Povo”:

É comum encontramos alguns conceitos sobre Jesus na “Voz do Povo“. Mas, já é consenso que a voz do povo, não é a voz de Deus. Em entrevistas, documentários, vemos muitas afirmações sobre Jesus que auxiliam a construção de um pseudoconceito a seu respeito. E baseando-se nisto, muitas pessoas criam suas próprias visões sobre quem teria sido ele:

  • Um homem sábio – Vox Populi;
  • Fundador de uma grande religião – Vox Populi
  • Um grande mestre moral – Espiritismo;
  • Governador Espiritual da Terra – Espiritismo;
  • Um Rabino Especial – Judeus Messiânicos;
  • Um Profeta – Islâmicos;
  • Um homem espiritualmente evoluído;

O que parece, diante dessas evidências, é que não há dúvidas quanto a sua existência ou sua humanidade. Parece consenso entre muitos que Jesus de fato viveu na Palestina durante as três primeiras décadas do nosso calendário. Que ele morreu em uma cruz, foi um grande professor, profeta, mestre moral.

Pelos Apóstolos:

Contudo, seria sábio começar essa pesquisa orientando-se para aquele que estiveram próximos a Jesus durante seu ministério público.  Vamos observar algumas afirmações sobre Jesus:

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” Jo.1.1-3

“Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poderHb.1.1-4

 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;  pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste” – Cl.1.15-17

porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade” – Cl.2.9

“aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” – Tt.2.13

Aqui as declarações são bem diferentes. A visão daqueles que viveram na mesma época que Jesus o vêem com outro olhos. Ao que se percebe, parece consenso entre eles que Jesus seja considerado como Deus. Cada escritor definiu com seus próprios termos, mas apontaram ao mesmo fato. O que torna Jesus diferente de qualquer outro “líder espiritual” é que Ele mesmo é Deus.

Por Ele mesmo:

Talvez você seja bem crítico e esteja pensado: “Muito bom. Mas todas as afirmações são de terceiro. Jesus nunca fez qualquer declaração sobre esse assunto. Ele jamais quis levar esse título”. A princípio posso concordar com você. Nenhuma das afirmações foram feitas por Ele, mas isso não garante a validade do argumento.Nenhum dos nossos políticos se autodenominam corruptos, embora muitos deles seja. Contudo, esse não é o caso com Jesus, pois Ele mesmo fez essas declarações. Observe:

a fim de que todos honrem o Filho do modo por que honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou” – Jo.5.23

Onde está teu Pai? Respondeu Jesus: Não me conheceis a mim nem a meu Pai; se conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai” – Jo.8.29

E quem me vê a mim vê aquele que me enviou” – Jo.12.45

A identificação de Jesus, entre o Filho (ele mesmo) e o Pai (Deus) é muito clara. É baseado nessa unidade essencial que Ele afirma: “Eu e o Pai somos um” (Jo.10.31). Quem conhece a Jesus, conhece a Deus que o enviou. É muito claro e específico. Mas talvez isso não seja suficiente. Então observe suas Obras:

Alguns foram ter com ele, conduzindo um paralítico, levado por quatro homens. E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o eirado no ponto correspondente ao em que ele estava e, fazendo uma abertura, baixaram o leito em que jazia o doente. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados. Mas alguns dos escribas estavam assentados ali e arrazoavam em seu coração: Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus? E Jesus, percebendo logo por seu espírito que eles assim arrazoavam, disse-lhes: Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso coração? Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda? Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados — disse ao paralítico: Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa.. Então, ele se levantou e, no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus, dizendo: Jamais vimos coisa assim!” – Mc.2.3-12

Agora, se ainda assim você acredita que Jesus não declarou-se como Deus, observe:

Ele, porém, guardou silêncio e nada respondeu. Tornou a interrogá-lo o sumo sacerdote e lhe disse: És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito?  Jesus respondeu: Eu sou, e vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu” – Mc.14.61-62

 Qual sua Missão?

É impossível ler as páginas do NT e não notar a Posição Exaltada de Jesus Cristo, é como andar às margens do mar em uma manhã ensolarada e não notar a existência do sol. É como tampar o sol com a peneira. Jesus Cristo é Senhor (Deus) Exaltado. Mas, qual seria o propósito de sua vida.

A vida de Cristo foi norteada objetivo que traçou para ela. Ele deixara sua Glória, esvaziando-se do exercício pleno de suas perfeições, fez-se homem, viveu as desventuras e falências da humanidade, mas sem nunca ter cometido uma afronta sequer Àquele que o enviou para simplesmente MORRRER. Observe:

 “pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” – Fl.2.6-8

Estando Jesus para subir a Jerusalém, chamou à parte os doze e, em caminho, lhes disse: Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte.” – Mt.20.18

porque ensinava os seus discípulos e lhes dizia: O Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, e o matarão; mas, três dias depois da sua morte, ressuscitará” – Mc.9.31

E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo. Isto dizia, significando de que gênero de morte estava para morrer” – Jo.12.32-33

mas Deus, assim, cumpriu o que dantes anunciara por boca de todos os profetas: que o seu Cristo havia de padecer” – At.3.18

A Missão de Cristo é simples: DEIXAR SUA GLÓRIA PARA VIVER COMO HOMEM E MORRER COMO O PIOR DELES.

 


Qual a Razão de Sua Missão?

Mas, por que razão, Deus deixaria sua Glória para viver como homem e morrer como o mais vil deles? Qual seria a intenção de Deus ao enviar seu filho para morrer em uma cruz? Vamos observar.

Remover o Pecado como separação entre Deus e o homem

Pecado é uma palavra de significado simples, mas que tem sido ignorada por diversas causas, mas todas ligadas a suposta “liberdade” da religiosidade que inibe a vontade dos homens. Contudo, por maiores que sejam as frentes para acabar com o uso do termo “pecado”, isso não isenta sua realidade.

O que é pecado então? É tudo aquilo que você pensa, fala ou faz que esteja em desconformidade com o caráter de Deus. Ou seja, o pecado pode ser completo em um simples pensamento. Você pode estar se perguntando: “Espere aí. Até posso aceitar que um pensamento possa ser um pecado. Mas existe uma diferença entre um pensamento e uma ação, não existe?!?“. Quando pensamos em conseqüência, em uma relação de causa e efeito imediata, podemos dizer que sim. Um assassino é bem mais visível que alguém que tenha pensamentos de morte em relação a outra pessoa. Por esta razão, o assassino tem conseqüências diretas e imediatas a suas ações em relação a convivência com outros seres humanos. O mesmo não acontece socialmente com aquele que simplesmente pensou, ou por um lapso de controle gritou: “Vou te matar“. Contudo, quando pensamos em que ambas atitudes são orientados contra Deus, vemos por outro prisma. Em ambos os casos, o que vemos é um mal orientado contra Deus. Existe um princípio simples para compreender esse fato. Acompanhe comigo:

  • 1. O grau da gravidade da ofensa depende do nível de dignidade do ofendido;
  • 2. O Pecado é uma ofensa direta a infinitude da dignidade de Deus;
  • 3. Logo, a culpa do homem é infinita, e para supri-la exige uma satisfação infinita;

Ou seja, não existe um pecado menor do que outros: Todos são dignos de eterna punição.  Esse é o seu quadro em relação a Deus, devedor, passível de eterna punição, pecador separado do Deus eternamente Digno e Santo.  Ou seja, não existe como nós suprirmos a esse débito que temos. Aqui temos o primeiro grande problema da vida humana:

  • 4. Se isto é verdade, o homem nunca poderá supri-la, pois é finito;
  • 5. Assim, apenas Deus pode sanar essa dívida. Mas a culpa não é de Deus, mas do homem. Logo, Deus não deve pagá-la.
  • 6. Ou seja, o homem deveria pagar, mas não pode. Deus poderia, mas não deve. Segue-se que é necessário um Homem-Deus, pois como homem deve, e como Deus pode. Por que “o que não é assumido não é redimido“.

Cristo, Deus-Homem, é o único habilitado a remover o problema do pecado como separação entre o homem e Deus. Esta é a razão que torna Cristo tão peculiar, pois não há outra opção, não outro caminho. Observe:

Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” – 2Co.5.21

Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também Cristo, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida” – Hb.2.14-15

 “Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” – Rm.5.7-8

E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” – At.4.12

Um comentário sobre “Quem é Jesus?

  1. GISELIO BATISTA

    Jesus, Como homem “Humanidade” encontramos várias definições para ele. Podemos chama-lo de maior mestre, maior lider, maior professor, grande profeta, um grande psicologo, pois ninguém entendeu ou entende as pessõas, como Jesus entendeu. Ele foi o desejado de todos os justos do Antigo testamento, é o desejado das nações. Dentro de um contexto histórico, é o marco divisor, a história se divide em: AC e DC.
    Mas..para falar do Cristo. Divino ” ou seja sua deidade”. ai é diferente, ele é antes de todas as coisas, nada se fez sem ele. A questão filho de Deus, filho do homem é apenas para sua hUmanidade. Porque em sua divindade ele é Deus.

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