Credibilidade História da Bíblia


Material extraído da apostila “Suficiência e Autoridade das Escrituras” de Marcelo Berti e Vlademir Hernandes.

Artigo redigido por Vlademir Hernandes

Bom Proveito!

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Quanto à sua credibilidade histórica, o critério usado com a Bíblia deve ser o mesmo utilizado para avaliar qualquer outro manuscrito antigo.

Existem 4 critérios básicos de avaliação :

  1. Teste bibliográfico
  2. Teste das evidências internas
  3. Teste das evidências externas
  4. A arqueologia

O teste bibliográfico

É o exame da fidelidade na transmissão do texto através das suas diversas cópias.

Uma vez que não existem mais os documentos originais, avaliar a qualidade das cópias torna-se um aspecto fundamental para se verificar a qualidade do documento.

Evidências manuscritas do Novo Testamento:

O teste bibliográfico responde às suposições de que o Novo Testamento sofreu alterações intencionais para acomodar interesses.

Atualmente existem mais de 5.300 manuscritos gregos do Novo Testamento. Além desses, existem mais de 10.000 manuscritos da Vulgata Latina (versão antiga em latim) e pelo menos mais de 9.300 cópias de antigas versões.

Ao todo tem-se 24.000 cópias antigas de porções do Novo Testamento

Nenhum outro manuscrito antigo chega nem perto desse volume de cópias.

Em segundo lugar vem um documento grego chamado A Ilíada de Homero com 643 manuscritos.

Nenhum outro documento da antiguidade tem um intervalo tão pequeno entre as cópias e os originais (os manuscritos mais antigos são do quarto século –  cerca de 250 anos após terem sido escritos). Alguns pequenos fragmentos remontam a 125 dc – 25 anos após a obra original. Parece muito, mas se comparado com outros escritores clássicos é um intervalo insignificante. Um autor antigo, sobre o qual considera-se que sua obra conhecida atualmente é fiel, só existem cópias datadas de 1400 anos após sua morte. Homero (900 aC) tem fragmentos mais antigos datados de de 400 aC – 500 anos de hiato. A obra completa só foi copiada no século treze – após 1.200 Dc.

Existe alguma corrupção entre as cópias? Sim, existe. Existem algumas variações entre as cópias.

Estudiosos desses manuscritos tem calculado que o texto do novo testamento é 98,33% puro (Hort, Geisler e Nix, conforme Josh McDowell).

Frederik Kenyon (uma das maiores autoridades no campo da crítica textual do Novo Testamento) também é citado por Josh mcDowell como tendo afirmado que nenhuma doutrina fundamental da fé cristã depende de algum texto controvertido.

Além disso tudo, o Novo testamento é uma obra grandemente citada pelos primeiros autores cristãos em suas obras. Josh McDowell cita outro estudioso chamado David Dalrymple. Ele diz que já achou citações de todo o Novo Testamento em obras antigas, exceto 11 versículos.

A conclusão é que a credibilidade do Novo Testamento é maior que qualquer outro documento da antiguidade.

Evidências manuscritas do Antigo Testamento:

Ao contrário do Novo Testamento, o AT não dispõe dessa abundância de cópias.

Antes das descobertas do Mar Morto, o mais completo e antigo manuscrito hebraico do AT datava de 900 Dc – intervalo de mais de 1.300 anos do original.

Em 1947, com a descoberta arqueológica dos rolos do Mar Morto, da comunidade de Qumram, encontraram-se manuscritos anteriores à época de Cristo – diminuindo o hiato para menos de 400 anos.

Para avaliarmos a qualidade do texto do AT devemos avaliar os seus copistas.

Os Talmudistas (100-500 Dc)

Eram extremamente criteriosos no processo de gerar cópias do AT.

Suas regras eram:

1. Usar peles de Animais puros

2. preparado por um judeu para uso em uma Sinagoga.

3. Devem ser presas por um fio de pele de animal puro

4. Cada pele deve ter um número fixo de colunas que será mantido por todo o códice.

5. O comprimento de cada coluna não deve ser inferior a 48 nem superior a 60 linhas e a largura deve ter 30 letras.

6. Deve-se traçar inicialmente as linhas de toda a cópia, e se 3 palavras forem escritas sem linha, a cópia fica inutilizada.

7. A tinta deve ser preta, preparada de acordo com uma fórmula específica.

8. A cópia deve se basear em uma cópia autêntica (que passou por todos os rigores)

9. Não se pode escrever nenhuma palavra ou letra de memória. O escriba tem que tê-la visto diante de si.

10. entre cada consoante deve haver o espaço de um fio de cabelo.

11. Entre cada novo “parashah” ou capítulo deve haver o espaço de 9 consoantes.

12. Entre um livro e outro deve haver um espaço de 3 linhas.

13. O quinto livro de Moisés deve terminar exatamente no final de uma linha.

14. O copista deve estar vestido em trajes judaicos a rigor

15. Lavar o corpo todo antes de iniciar o trabalho.

16. não começar a escrever o nome de Deus com uma pena recém mergulhada na tinta.

17. Caso um rei se dirija a ele enquanto escrevendo o nome de Deus, este não deve dar atenção ao rei.

Ou seja, o processo de cópia era um ritual de extremo rigor e seriedade.

A idade de uma cópia talmudista não era uma vantagem para ela – ao contrário, poderia se tornar ilegível em alguns pontos com o tempo, e era então considerada imprópria, e guardada em um armário, existente em cada sinagoga, chamado Gheniza. Quando a Gheniza se enchia, as cópias defeituosas eram queimadas.

Isso explica a ausência de volumes de cópias do AT.

Após uma cópia ter sido conferida, os talmudistas a consideravam autêntica, tendo igual valor que qualquer outra cópia.

Um manuscrito talmudista mais antigo do livro de Isaías era de 980 DC. Quando esse foi comparado com os manuscritos do Mar Morto  (quase 1000 anos entre as cópias) verificou-se 95% de exatidão absoluta, e os outros 5% eram pequenos erros de ortografia. Nesses 1000 anos a mensagem não havia se corrompido!

Os Massoretas (500 – 900 DC)

Os Massoretas criaram um formato de edição e padronização para o texto hebraico.

Seu principal centro de atividades foi Tiberíades.

O texto produzido por eles é denominado texto Massorético. Esse texto recebeu uma sinalização vocálica, para garantir a correta pronúncia.

Atualmente, é o texto hebraico mais considerado como padrão para estudos.

Eles também eram extremamente zelosos na qualidade dos documentos produzidos.

Os Massoretas desenvolveram uma metodologia para garantir a qualidade das suas cópias:

Eles contavam quantas vezes cada letra do alfabeto aparecia em um livro.

Eles faziam cálculos minuciosos, como por exemplo:

a letra que ficava exatamente no meio do Pentateuco,

a que ficava exatamente no meio de todo o AT,

a palavra e a letra central de cada livro

lista de parágrafos que continham todas as letras do alfabeto

outros critérios de contagem e verificação

Seu objetivo era garantir que nenhuma palavra ou sinal massorético fosse perdido no processo de cópia.

A Septuaginta (285 – 246 AC)

Essa versão também testifica a autenticidade do AT.

Foi preparada durante o reinado de Ptolomeu Filadelfo, do Egito.

Ptolomeu era um grande incentivador da literatura

Em seu reinado foi inaugurada a Biblioteca de Alexandria – que por muito tempo foi uma das grandes maravilhas do mundo.

Seu nome também representado por LXX

Uma carta encontrada, cujo autor era Aristeu da corte de Ptolomeu, conta como a versão foi formada:

O bibliotecário de Ptolomeu, Demétrio, teria convencido Ptolomeu a traduzir para o grego a lei Judaica

Ptolomeu, então enviou uma delegação a Eleazar (Sumo sacerdote em Jerusalém)

Eleazar teria escolhido como tradutores 6 anciãos de cada tribo de Israel (72 anciãos ao todo)

OS 72 anciãos foram levados para a ilha de Faros, e em 72 dias completaram a tarefa de traduzir

A Septuaginta ajuda a confirmar a credibilidade na transmissão.

Os textos utilizados para traduzi-la levaram a uma tradução bem próxima do texto massoretico (hebraico) – as principais divergências da LXX estão no livro de Jeremias.

A Septuaginta junto com outras citações feitas em livros apócrifos de 300 aC comprovam que o texto hebraico que temos hoje é muito semelhante ao existente em 300 AC.

O Texto Samaritano (500 AC)

É um texto que contém o pentateuco – o pentateuco é um subconjunto desse texto

As variações entre o pentateuco samaritano e o massorético é bem insignificante.

Os Targuns

O significado básico de Targun é “interpretação”

São paráfrases e comentários sobre o Antigo Testamento.

Seu valor reside no fato de mostrar que os textos utilizados para os comentários são praticamente os mesmos existentes hoje

Alguns targuns:

Onquelos (60 AC) – contém o pentateuco

Jonatas bem Uzziel (30 AC) – contém livros históricos e os profetas

O Misná (200 DC)

Significado básico é “explicação e ensino”

Contém uma coleção de tradições orais

As citações utilizadas são bem semelhantes ao texto massorético

Os Guemarás (200 DC a 500 DC)

São comentários escritos em aramaico, e que cresceram em torno do misrá

Também contribuem para credibilidade do texto massorético

O Midraxe (100 ac – 300 DC)

São estudos doutrinários do AT.

As citações são também massoréticas.

A Hexapla (ou sêxtupla) (185-254 DC)

Foi uma harmonia do AT preparada por Orígenes em 6 colunas:

A LXX, tradução de Áquila, tradução de Símaco, tradução de Teodócio, o texto hebraico e uma transliteração para o grego.

O texto hebraico é também semelhante ao massorético.

O teste das evidências internas

Esse também averigua se há fraudes, erros ou mentiras deliberadas por parte dos escritores, em relação a fatos conhecidos.

Notar que dificuldades e problemas não solucionados não significam necessariamente erros. Um erro é uma discrepância que se verifica sem sombra de dúvidas.

Argumentos favoráveis ao NT:

Os escritores foram testemunhas oculares dos fatos, ou receberam os mesmos de antemão (Marcos e Lucas):

Lc 1:1  Visto que muitos houve que empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, 2  conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares e ministros da palavra, 3  igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem,

2Pe 1:16 ¶  Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade,

1Jo 1:3  o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.

At 2:22  Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis;

Jô 19:35  Aquele que isto viu testificou, sendo verdadeiro o seu testemunho; e ele sabe que diz a verdade, para que também vós creiais.

Lc 3:1 No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes, tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe, tetrarca da região da Ituréia e Traconites, e Lisânias, tetrarca de Abilene,2  sendo sumos sacerdotes Anás e Caifás, veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto.

At 26:24   Dizendo ele estas coisas em sua defesa, Festo o interrompeu em alta voz: Estás louco, Paulo! As muitas letras te fazem delirar! 25  Paulo, porém, respondeu: Não estou louco, ó excelentíssimo Festo! Pelo contrário, digo palavras de verdade e de bom senso. 26  Porque tudo isto é do conhecimento do rei, a quem me dirijo com franqueza, pois estou persuadido de que nenhuma destas coisas lhe é oculta; porquanto nada se passou em algum lugar escondido. 27  Acreditas, ó rei Agripa, nos profetas? Bem sei que acreditas. 28  Então, Agripa se dirigiu a Paulo e disse: Por pouco me persuades a me fazer cristão. 29  Paulo respondeu: Assim Deus permitisse que, por pouco ou por muito, não apenas tu, ó rei, porém todos os que hoje me ouvem se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias.

Não seria fácil inventar fatos e palavras de Jesus, quando tantas outras testemunhas oculares poderiam facilmente contradizê-los

Eles precisavam estar atentos também aos inimigos de Cristo, que poderiam contradizê-los facilmente, se manipulassem a verdade.

Ao contrário de temer, um ponto forte da pregação inicial dos apóstolos é o apelo confiante ao conhecimento dos ouvintes.

Dos 12 apóstolos, excetuando-se Judas, 10 foram assassinados por causa da mensagem que pregavam, e 1 (João) foi barbaramente torturado por ela.

É plausível crer que 11 pessoas estivessem dispostas a sacrificar suas próprias vidas para sustentar uma mentira deliberada?

O teste das evidências externas

Esse teste se propõe a averiguar se existem fontes externas que confirmam sua exatidão

Alguns exemplos:

Eusébio em sua obra História eclesiástica preserva escritos de Pápias, bispo de Hierápoles (130 dc):

“O ancião (apóstolo João) também costumava dizer o seguinte: Marcos, tendo sido intérprete de Pedro, escreveu fielmente tudo o que ele (Pedro) mencionava, fossem palavras ou obras de Cristo; todavia não o fez em ordem cronológica, pois não esteve ouvindo pessoalmente o Senhor nem o esteve acompanhando, mas mais tarde, como eu já disse, ele acompanhou Pedro. Dessa forma, então, Marcos não cometeu qualquer erro, tendo assim escrito algumas coisas à medida que ele , Pedro, mencionava, pois ele prestava toda atenção à isso, a fim de não omitir qualquer coisa que ouvisse, nem incluir qualquer afirmação falsa no que registrava.”

“Mateus registrou os oráculos na língua hebraica (aramaica)”

Irineu, bispo de Lion (180 DC)

Foi discípulo de João

Deixou por escrito sua credibilidade nos evangelhos:

“Tão firme é a base sobre a qual esses evangelhos repousam que os próprios hereges dão testemunho a favor desses livros, e tomando-os por base, cada um deles se esforça para estabelecer sua própria doutrina”

“O Verbo nos deu o evangelho em forma quádrupla, forma que se mantém coesa em um só espírito”

“Mateus divulgou o evangelho entre os hebreus na língua deles, enquanto Pedro e Paulo pregavam o evangelho em Roma”

“Marcos transmitiu por escrito a pregação de Pedro”

“Lucas, o seguidor de Paulo, pôs num livro o evangelho pregado por seu mestre”

“João escreveu seu evangelho quando vivia em Éfeso, na Ásia”

Clemente de Roma (95 DC)

Também usa as escrituras como confiáveis e autênticas

Inácio, bispo de Antioquia (entre 70 e 100 DC)

Foi martirizado por sua fé (jogado às feras no coliseu de Roma)

Conheceu todos os apóstolos, e foi discípulo de Policarpo, discípulo de João

Registrou sua credibilidade nas escrituras, a ponto de morrer pelo que elas continham

Policarpo (70-156 DC)

Discípulo de João

Sofreu martírio aos 86 anos de idade por sua devoção à cristo e às escrituras

Vários membros da sua igreja em Esmirna também foram martirizados por Antonio Pio

Foi queimado em uma fogueira

Flávio Josefo (historiador judeu – nascido em 37 DC)

Em sua obra Antiguidades, livro 18 capítulo 5 ele confirmam a história de João Batista e sua execução por Herodes Antipas.

(embora hajam diferenças apontadas por ele na causa da morte de João Batista)

Além disso tudo, o Novo Testamento é uma obra grandemente citada pelos primeiros autores cristãos em suas obras. Josh McDowell cita outro estudioso chamado David Dalrymple. Ele diz que já achou citações de todo o Novo Testamento em obras antigas, exceto 11 versículos.

A arqueologia

Nelson Glueck – renomado arqueólogo judeu- diz “Pode-se afirmar categoricamente que até hoje nenhuma descoberta arqueológica contradisse qualquer informação dada pela Bíblia”.

William F. Albright – reputado como um dos grandes arqueólogos da atualidade-

“Não pode haver dúvida alguma de que a arqueologia tem confirmado a historicidade substancial da tradição do Antigo Testamento”.

“Progressivamente o exagerado ceticismo para com a Bíblia foi sendo desacreditado”

“Uma descoberta atrás da outra tem confirmado a exatidão de incontáveis detalhes e tem feito com que a Bíblia receba um reconhecimento cada vez maior como fonte histórica”

“À medida que o estudo crítico da Bíblia for cada vez mais influenciado pela abundância de material recém-descoberto, vindo do antigo Oriente Próximo, observaremos um aumento crescente do respeito para com o significado histórico de passagens e detalhes atualmente negligenciados e menosprezados, tanto do antigo quanto do novo testamento”

Millar Burrow – Universidade de Yale

“Em muitos casos a arqueologia tem refutado as opiniões de críticos modernos. Ela tem demonstrado que essas opiniões repousam sobre pressuposições falsas e esquemas irreais e artificiais de desenvolvimento da história”

Exemplos de descobertas arqueológicas que confirmam a Bíblia:

Tabletes de Ebla:

Alguns críticos modernos têm proposto a “hipótese documentária” com base na qual afirmam que à época de Moisés, cerca de 1400 AC, ainda não havia qualquer conhecimento de escrita – portanto, Moisés não poderia ter escrito o Pentateuco.

Esses críticos afirmam também que o conteúdo da legislação do Pentateuco é muito avançado para essa época.

Por conta disso, eles têm refutado a autoria mosaica do Pentateuco, afirmando que esses documentos teriam sido obras fictícias escritas por alguém muito tempo depois.

Também tem sido refutada como histórica a vitória de Abraão sobre Quedorlaomer e os 5 reis mesopotâmeos descrita em Gênesis 14. Também têm sido consideradas lendárias as 5 cidades da planície mesopotâmia (Sodoma, Gomorra, Admá, Zeboim e Zoar)

Desde 1974 têm sido encontrados 17.000 tabletes de Ebla, no norte da Síria.

Ebla foi uma proeminente cidade antiga. No auge do seu poder em 2300 AC tinha 260.000 habitantes.

Foi destruída em 2250 AC.

Esses tabletes contém o registro de vários acontecimentos, costumes e códigos legais de Ebla.

Como as descobertas dos tabletes auxiliam a confirmar a Bíblia:

Os tabletes foram escritos quase 1000 anos antes de Moisés – o que prova que em uma idade bem anterior à de Moisés, havia escrita na região.

Os tabletes contém um código legal tão complexo quanto o do Pentateuco – o que combate a hipótese de os mesmos serem muito avançados para a época.

Os tabletes de Ebla citam as 5 cidades da planície mesopotâmia – confirmando sua historicidade.

O Túmulo de José

John Elder em seu livro “Profetas, Ídolos e escavadores” faz um interessante comentário:

“Nos últimos versículos de Gênesis lê-se sobre como José conjurou seus parentes a transportarem seus ossos para a terra de Canaã quando Deus viesse a restaurá-los à sua terra de origem. E em Josué 24:32 é narrado como seu corpo foi realmente transportado para a Palestina e sepultado em Siquém. Durante séculos houve um túmulo em Siquém reverenciado como o túmulo de José. Anos atrás, esse túmulo foi aberto. Achava-se ali um corpo mumificado de acordo com os costumes egípcios. E nesse túmulo, entre outras coisas, foi encontrada uma espada do tipo usado por oficiais egípcios.”.

Os Hititas

Os hititas são povos mencionados na Bíblia, mas sobre os quais não havia nenhuma outra fonte.

Por muito tempo, muitos achando que eles nunca existiram, taxavam os textos bíblicos que os citavam como sendo fantasiosos.

Recentes escavações arqueológicas têm confirmado a existência desse povo, confirmando a narrativa bíblica.

OS tabletes de Tell-El-Amarna

Esses tabletes confirmam muitos relatos bíblicos sobre o quadro da palestina à época da conquista de Canaã.

Em um dos tabletes, um governador de Jerusalém escreve ao faraó Akhnaton (1937 – 1366 AC) rogando ajuda egípcia contra os Hebreus que estavam invadindo a região.

Conclusão

Para concluir os 4 critérios de análise, consideremos a declaração de Josh McDowell:

“Depois de tentar refutar a historicidade e a validade das escrituras, cheguei à conclusão que elas são historicamente confiáveis.”

4 comentários sobre “Credibilidade História da Bíblia

  1. luciele

    otimo trabalho parabéns.mas gostaria de que podesse falar sobre as tradições e palavras de JESUS e sua credibilidade.Desde já sou grata pois sei que serei atendida

    1. Obrigado por sua pergunta. Vamos por partes:

      1. No período de Jesus, muitos, apesar de ver os milagres que Ele operava, não acreditavam Nele. Até entre os que criam, Jesus não se confiava a eles (Jo.2.23-25)

      2. No período apostólico, a credibilidade de Cristo continou a ser atacada pelos que não criam e defendida pelos apóstolos e pelos seus representantes. A carta de 1 João, úma das últimas cartas católicas (gerais, universais) apresenta uma defesa a opiniões sobre Cristo que não estavam em conformidade com o que Ele mesmo havia dito. Vale a pena ler Paulo, João e Hebreus e notar como a pessoa de Cristo foi defendida de opiniões divergentes.

      3. No período pós-apostólico (aquele período após a morte dos apóstolos e anterior à instituição da Igreja Romana como o parâmetro para a verdade – 375 d.C.) a credibilidade dos ensinos de Cristo foi bem debatida. Por não haver um cannon definido, as literaturas que falavam sobre Cristo eram diversas e ainda não havia consenso sobre que escritos deveriam ser considerados. Nesse período alguns problemas surgiram:
      a. Escritos pseudoepigráficos: Textos atribuídos a autores que não o redigiram. A intenção era buscar credibilidade para suas idéias com o nome de algum apóstolo ou personagem do passado com reconhecimento apostólico. Esse é o caso de livros como: Evangelho de Judas, Evangelho de Pedro, Apocalipse de Pedro, Atos de Tecla (que conta histórias sobre Paulo).
      b. Falsos profetas influentes: Esse é o caso de Marcião que tentou liderar de Roma um novo cristianismo desassociado do judaísmo. Sua postura era tão forte que rejeitou o VT e retirou do NT citacões. Sua afeição por Paulo, fez com que ele apenas considerasse alguns textos de Paulo e alguns trechos de Lucas como textos confiáveis para a teologia. Sua iniciativa não teve sucesso nem entre os cristãos que flertavam com essas possibilidades. Marcião é um caso de adulteração textual motivado por teologia e de criação de uma regra (cannon) de livros aceitos.
      c. Novas opções religiosas “cristãs”: Esse é o caso do gnosticismo “cristão”. Sob influência de ideologias pagãs (gregas), cultivaram novas visões sobre quem era Jesus e seus ensinamentos foram reconstruídos e adaptados à essas visÕes.

      4. No período católico: Com a ascensão do cristianismo como religião oficial do império romano, a palavra da Igreja tornou-se (aos poucos) regra (cannon) para a compreensão de Cristo. Nesse período aconteceu o que você mencionou: as pessoas criam pois a igreja dizia. Isso não significa (em si mesmo) um erro. O erro nasceu na perversão da palavra de Cristo para fins teológicos e práticos (que ainda acontece nas igrejas pós-reforma e evangélicas).

      5. Na reforma: Quinze séculos de domínio da Igreja Católica (como império e régula fides) os reformadores defenderam cinco pontos vitais para a fé cristã: Só a Graça (para salvação), Só pela fé (sem indulgências), Só as Escrituras (como regra de fé), Só Cristo (como salvador) e Glórias somente a Deus (e não a instituição). Aqui, o retorno às palavras de Jesus e dos ensinamentos apostólicos foi o norte, da prática e da fé. Entretanto, ainda aqui, perversões renasceram e se proliferaram. Pelágio havia introduzido no passado a idéia de que o homem nasce neutro e que o pecado passa a influenciá-lo a medida que vive sua vida. Influenciado por esse raciocínio e por rejeitar os ensinamentos dos reformadores Calvino, Zwinglio e Lutero, Jacob Armínio, afirmou uma teologia baseada na completa liberdade do ser humano em relação a salvação. Essa teologia foi rejeitada em três concílios históricos da igreja, chegou a ser banida da Holanda, mas aos poucos voltou e fixou-se em algumas regiões da Europa como a teologia fundamental. Tal teologia ainda é vista no círculo cristão dos nossos dias.

      6. No séc. XIX e XX: O desenvolvimento da teologia natural (sem revelação) proporcionou o nascimento do que chamamos teologia liberal, que por essência, estuda a Teologia (conhecimento de Deus) a partir das escrituras, mas não apenas nelas. O conhecimento de Deus também é expresso e estudado do ponto de vista filosófico. A reunião da filosofia e da teologia permitiu o desenvolvimento de diversas áreas do conhecimento teológico. Entretanto, o desapreço pela Revelação de Deus, produziu grandes teólogos que afirmavam a não credibilidade das escrituras como texto da parte de Deus. Associado a isso, o desenvolvimento da alta-crítica textual permitiu a imposição de diversas dúvidas sobre o texto que temos em mãos. Sua confiabilidade e consequentemente sua utilidade foram abaladas.

      7. Atualmente: a teologia é dividida em opinião se o que temos em mãos são de fato palavras de Cristo ou a imposição de terceiros para validarem suas próprias opiniões. Uma vez que Cristo não escreveu nada, e não temos nenhum escrito original em mãos para pesquisa (apenas cópias das cópias, das cópias….) a dúvida tem prevalecido em muito meios acadêmicos. Recentemente um ex-cristão, ex-pastor batista, ex-liberal e atualmente agnóstico com tendências a defender o gnosticísmo histórico escreveu diversos livros para por em cheque a credibilidade das palavras de Cristo. Seu esforço tem tido muito sucesso entre os não cristãos que já desprezavam a fé. Entretanto, os cristãos ortodoxos continuam onde sempre estiveram: Com Cristo e em Sua Palavra. Diversos escritores defensores da fé já saíram em defesa da fé, e também tem tido sucesso em suas empreitadas. Darel Bock, Daniel Wallace, Timothy Paul Jones, Craig Evans, Norman Geisler escreveram grandes livros sobre o assunto e merecem ser lidos.

      Em resumo, a igreja tem e teve seu papel na referência ao valor da palavra de Cristo, mas a credibilidade vem de Cristo mesmo. Se Ele é quem diz que é, deve ouví-lo.

      Sugiro que você leia o livro: “Fabriating Jesus“, Craig Evans, pois nesse livro ele apresenta uma base sólida para a compreensão da distoção da pessoa de Cristo pelos academicos dos nossos dias e os refuta de modo lógico e louvável. Caso não possa ler em inglês, leia o livro “Eu não tenho fé suficiente para ser ateu” Normam Geisler. Do ponto de vista filosófico, Geisler defende a pessoa de Cristo e sua credibilidade.

      Espero ter ajudado.

  2. Jaffi Junior

    Trabalho muito interessante. Gostei muito. Gostaria, também, que
    pudessem ser expostos alguns pensamentos de personagens importantes da história sobre o que significou a Bíblia, a Palavra de Deus para eles. Ficarei muito agradecido em receber a resposta em meu e-mail.

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