Crítica Textual 1Jo.1.5


Evidências

[ἀγγελία] Alex: (א*) (IV)  א2 (VII) A (V) B (IV) Biz: Byz VM: WH TIS8 TR Scrivener TMRobertson-Pierpont ARA ARC ARF NVI

[ἐπαγγελία] Alex: C (V) P (XI )33 (IX) 81 (1044) 323 (XI) 1241 (XII) copsa(ms) (III/IV) copbo (III/IV) Ocid: 614 (XIII) 630 (XIV) 1505 (XII) Biz: mss Ind: 69 945 1739 VM: TR Stephanus

[ἀγάπη τῆς ἐπαγγελίας] Alex: א1 (VI/V)Ψ (VIII/IX)

ANÁLISE DA EVIDÊNCIA EXTERNA:

As leituras ficam assim divididas: (1) essa é a mensagem que da parte dele ouvimos; (2) essa é a promessa que da parte dele ouvimos; (3) esse é o amor da promessa que da parte dele ouvimos.  Assim sendo, vamos analisar as evidências que dispomos.

1.      Data:

A.     A evidência encontrada aponta para o IV século.

B.     As versões coptas atestam uma data até no III século.

C.     A mais posterior das três é vista a partir do IV século.

D.     PARECER: A segunda evidência é favorecida no quesito data.

2.      Qualidade:

A.     A presença da leitura do Sinaíticus (א), Alexandrino (A)  e do Vaticanus (B) em favor da primeira variante reforça sua qualidade. Vale ser dito que a vasta maioria de manuscritos minúsculos bizantinmos favorecem essa leitura

B.     A leitura (mista) de C e uma parte dos manuscritos minúsculos bizantinos não parece superar a primeira evidência.

C.     A leitura corrigido do Sinaítico aqui, ao invés de acrescer valor a essa variante, desfavorece a primeira..

D.     PARECER: A primeira evidência é favorecida, ainda que a leitura do Sinaítico fique dividida..

3.      Distribuição Geográfica:

A.     A falta de evidências aqui é algo a considerar. O que temos disponível aponta para um texto não muito diverso, contemplando apenas Alexandria e a região Bizantina.

B.     A segunda leitura além do alcance da primeira tem evidências no texto Ocidental.

C.     Exclusivamente Alexandrina..

D.     PARECER: Não é muito sólida a definição nesse quesito, pois as evidências são escassa. Entretanto, há vantagem para a segunda leitura aqui.

4.      Solidariedade Genealógica:

A.     Não há solidariedade. Entretanto, a maioria Bizantina está favorecida aqui e as consideradas melhores leituras Alexandrinas favorecem essa leitura.

B.     O texto Ocidental é sólido em favor da segunda evidência.

C.     Não há solidariedade.

D.     PARECER: Nenhum conclusão pode ser auferida aqui além do descrédito da terceira variante.

5.      Parecer Pessoal:

Até aqui a segunda leitura parece ser a leitura mais favorável, muito embora essa decisão não possa ser auferida com facilidade ou grande grau de certeza até aqui.

 

ANÁLISE DA EVIDÊNCIA INTERNA:

 

1.      Scripto Contínua :

A.      ΚαIαUτηEστIνHαγγελIαHνAκηκoαμενAπαUτοU

B.      ΚαIαUτηEστIνHEπαγγελίαHνAκηκoαμενAπαUτοU

C.      ΚαIαuτηEστIνHAγAπητHςEπαγγελIαςHνAκηκoαμενAπαUτοU

 

2.      Alterações não-intencionais:

A.     Não se pode atribuir as variantes à scripto contínua.

B.     Não parece ser um erro homoiarkon, homoioteuton, haplografia ou de ditografia.

C.     Não parece ter sido um problema de audição/acústica.

D.     Também não parece um erro de juízo.

E.     Não parece a ocasião em que a memória poderia ser responsável pela variante.

 

3.      Alterações intencionais:

A.     Não parece um erro de gramática.

B.     Não parece um erro de ortografia.

C.     Não parece um caso de geografia, história ou estilo.

D.     Não é uma crase, glosa ou tentativa de harmonia com outra passagem na LXX ou de outro lugar no NT.

E.     Certamente não é o caso de problema teológico.

 

4.      Cânones

A.     Que leitura explica as demais?

i.      Se ἀγγελία era a leitura original, é possível que alguém procurasse acertar o substantivo com o uso verbal no contexto anterior (ἀπαγγέλλομεν – 2x) acrescendo uma preposição ao mesmo.

ii.      O mesmo não poderia ser dito dessa variante, pois a remoção da preposição parece não ser necessária aqui, até por que pouco à frente o mesmo termo é utilizado (2.25).

iii.      O acréscimo de ἀγάπη aqui não parece nada natural ao texto, e provavelmente uma adaptação da segunda variante.

iv.      PARECER: É possível que a primeira leitura seja a responsável pelas demais.

 

B.     Qual é a leitura mais difícil? A terceira.

 

C.     Qual é a leitura mais curta? A primeira.

 

5.      Evidências Intrínsecas

A.     Qual é a leitura mais coerente com o contexto imediato?
A primeira.

B.     Qual é a leitura mais coerente com o estilo, vocabulário e o propósito do escritor?
As duas primeiras são possíveis, mas considerando a ocasião em que aparece, a primeira é favorecida.

C.     Qual é a leitura mais coerente com a teologia do autor?
Indiferente

PARECER FINAL:

A terceira leitura é certamente a menos provável. Já a disputa entre ἀγγελία e ἐπαγγελία é bem acirrada. Entretanto, considerando o contexto, onde o foco está sobre o que foi ouvido e ao anúncio dessa verdade, tendo a preferir a leitura ἀγγελία.

NOTA CONCEITO: {B}