Considerações sobre a Autoria do Quarto Evangelho (2/3)


Evidências Externas

Tradicionalmente, teólogos agrupam citações dos Pais da Igreja como evidências para se compreender quem é o autor do evangelho. Como já demonstramos, são muitos os Pais da Igreja que citam, aludem ou defendem a autoria joanina do quarto evangelho.

A evidência histórica a partir do terceiro século (até fim do século XVIII) demonstra com clarividência que o autor do Quarto Evangelho é sem sombras de dúvida João, o discípulo a quem Jesus amava. As antigas versões (Sírias, Latinas e Coptas) existentes a partir do terceiro século já traziam informações sobre o seu autor. Alguns autores tendem a datar as antigas versões copta como provenientes de uma forma de texto já conhecida no segundo século[1], e portanto tal testemunho muito nos ajuda a considerar sobre a longa tradição da autoria joanina do Quarto Evangelho.

A. Evidências no Terceiro Século

Dionísio de Alexandria (†264), muito embora tenha procurado outro autor para o Apocalipse em função das dificuldades de interpretação do milenismo entre os alexandrinos, sempre assumiu que o autor do Quarto Evangelho era João. Orígenes (†254) defendia que João havia sido um dos últimos apóstolos[2] e em seu comentário ao Evangelho de João, evidência por todo o documento que João havia sido o autor do evangelho que comentava. Orígenes quando escrevia sobre a pessoa de Deus afirma:

No Evangelho Segundo João, “Deus é espírito e aqueles que o adoram devem o adrar em espírito e em verdade” [Jo 4:24][3]

Falando sobre a criação de todas as coisas, Orígenes também assegura:

Todas as almas e todas criaturas racionais, sejam santo ou não, foram formadas ou criadas, e todos essas, de acordo com sua própria natureza, são incorpóreas, mas embora incorpóreo, eles foram criados, no entanto, porque todas as coisas foram feitas por Deus através de Cristo, como João ensina de uma forma geral, no seu Evangelho, dizendo: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estaca com Deus, e o Verbo era Deus. O mesmo estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada foi feito” [Jo.1.1-3][4]

Clemente de Alexandria (†215), como se sabe, fora professor de Orígenes, e tal autor se refere como a tradição dos antigos presbíteros com alguma freqüência além de assumir que o apóstolo João, o último dos evangelistas, cheio do Espírito Santo, tinha escrito um Evangelho espiritual[5], como já temos demonstrado.

Contudo, é bem provável que o mais importante testemunho seja o de Irineu (†202)[6], que teria sido bispo em Lyon. Por ter sido discipulado por Policarpo, que teria sido discipulado por João, o seu testemunho remonta os períodos apostólicos. Ele cita em seus escritos, pelo menos, cem versos do Quarto Evangelho, diversas vezes com a observação “João, o discípulo do Senhor, diz”.  Ao falar sobre algumas dificuldades teológicas a respeito da criação, ele diz:

Seu próprio Verbo [Logos] é tanto adequada quanto suficiente para a criação de todas as coisas, assim como João, o discípulo do Senhor, declara a respeito Dela: “Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada foi feito.” [Jo. 1:3][7]

Irineu não apenas usa o evangelho com claras indicações da autoria, ele também nos oferece algumas informações sobre o seu autor:

Mais tarde, João, o discípulo do Senhor, que repousava sobre o peito, também escreveu um evangelho, enquanto ele residia em Éfeso, na Ásia[8]

Note que Irineu defende que o discípulo que havia se reclinado em Cristo na última ceia como João, argumento que é usado na análise de evidências internas para identificar o autor do evangelho. Irineu também defende que João teria escrito enquanto estava em Éfeso. Todas essas informações fornecidas por Irineu apontam com alguma segurança para a autoria joanina.

Contudo, é importante que se diga que o valor da opinião de Irineu se consolida com o fato de que é muito provável que seu testemunho tenha conexão como próprio apóstolo. É Irineu que descreve sua interação na infância com Policarpo, que havia sido discípulo de João:

Eu posso descrever o lugar em que o abençoado Policarpo costumava sentar-se quando ele discursava, como entrava e como saía, seu modo de vida, e sua aparência pessoal, e os discursos que detinha perante o povo, e como ele descreveria a sua interação com João e com os outros que tinham visto o Senhor, e sobre seus milagres,e sobre seu ensino, Policarpo, como os tendo recebido das testemunhas oculares da vida do Verbo, relatava todas essas coisas de acordo com a Escritura[9].

Ou seja, é bem provável que a afirmação de que João teria escrito o Quarto Evangelho feita por Irineu tenha respaldo do período apostólico. É justo pensar que Policarpo, por ter aprendido aos pés do apóstolo, falasse a Irineu que aprendeu a seus pés, sobre a autoria do Evangelho, e portanto, tal evidência parece extremamente forte. Um detalhe que demonstra a força dessa conexão entre Irineu e João, por intermédio de Policarpo, é a quantidade de esforços que se tem feito para desacreditá-la.

B. Evidências no Segundo Século

Outro Pai da Igreja que defende a autoria joanina do Quarto Evangelho é Teófilo de Antioquia (†181), na Síria. Teófilo cita o início do Quarto Evangelho como as palavras de João:

E, portanto, a Escritura ensina-nos, e dentre todo o homens inspirados, um deles, João, diz: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus” [Jo.1.1] demonstrando que a princípio Deus estava sozinho, e o Verbo estava nEle. Então ele diz: “O Verbo era Deus todas as coisas vieram à existência por intermédio dele, e sem ele não uma coisa que veio à existência”  [Jo.1.2][10]

É interessante notar que Teófilo não apenas defende a autoria joanina do Quarto Evangelho como também entende que as palavras iniciais do evangelho revelam a divindade de Cristo, deferente do que muitos teólogos contemporâneos seria capazes de admitir em tal período. Outro documento que parece contribuir para a autoria joanina é o Canon Muratoriano (≈170), que entre as linhas 9-34 apresenta que o autor do Quarto Evangelho é João, o apóstolo.

Outra evidência que merece nosso crédito é o Bispo Papias de Hierápolis na Frígia (†155), um discípulo imediato do apóstolo João[11], que foi responsável por um grande trabalho exegético nos quatro evangelhos. Papias tem o crédito de associação com Policarpo, na amizade o próprio João, e com “outras pessoas que tinham visto o Senhor”. Diz-se que Papias morreu na mesma época em Policarpo, mas mesmo isso é questionado. Tão pouco sabemos desse, cujos livros foram perdidos, e que se fossem recuperados, poderiam estabelecer o tributo contestado que se faz dele, como Apolo, era “um homem eloqüente e poderoso nas Escrituras”.

Essa conexão entre Papias e João (e talvez quem sabe com o próprio Senhor!) sugere que o valor e peso do seu testemunho seja altamente relevante. Nos fragmentos sobreviventes das obras de Papias (encontrado em obras de outros Pais da Igreja), ainda encontramos seguinte declarações como essa:

Se, alguma vez, qualquer homem que houvesse sido um seguidor dos presbíteros viesse, eu o interrogaria o que disseram os presbíteros: o que disse André, ou Pedro, ou Tomé, ou Tiago, ou João, ou Mateus, ou qualquer outro dos discípulos do Senhor; e o que diz Aristão, e o que diz João, o presbítero, que são discípulos do Senhor. Pois eu não suponho que obtenha tanto proveito dos livros quanto da palavra de uma voz viva e presente[12].

É interessante que em diversas das citações sobreviventes de Papias, João é descrito como o presbítero, e não como apóstolo. Entretanto, nessa citação ele parece nomear dois homens com o mesmo nome: um discípulo e outro presbítero João.  Muitos são as opiniões sobre o que isso de fato significa. Merril C. Tenney sobre esse fato diz:

Eusébio conclui que se tratava de duas pessoas diferentes e citava a existência de dois túmulos em Éfeso, os quais se dizia, no seu tempo, pertencerem a João. Visto que as obras de Papais não existem hoje, não se pode formar um juízo independente sobre o significado dessa afirmação. É possível que Eusébio tenha entendido mal. Não há razão para que um apóstolo não pudesse ser chamado de ancião e Papias podia simplesmente ter dito que, embora a maioria dos apóstolos não sobrevivessem ao seu testemunho oral, continuavam um ou dois deles até o seu tempo, como últimas testemunhas vivas daquelo que Jesus tinha dito e realizado[13].

A opinião mais conservadora a respeito da posição de Papias e das afirmações de Eusébio, geralmente está em acordo com Tenney, no sentido de que João poderia ter assumido, com o tempo, ambas as designações, apóstolo e ancião[14]. F.L. Cross defende essa posição por assumir que João escreveu esse evangelho mais tarde em sua vida, e por isso foi considerado como um ancião (gr. πρεσβύτερος – presbítero)[15]. Craig Bloomberg vai ainda um pouco mais além, e diz:

Se o idoso João ainda fosse o único apóstolo vivo na ocasião em que Papias escrevia, isso explicaria a inclusão de João em ambas as listas: a primeira referência uniria aos outros apóstolos (agora mortos), enquanto a segunda, a um colega presbítero na igreja de seu tempo. Essa é a interpretação mais comum do testemunho de Papias[16].

Carson, Moo, Morris, também parecem suportar a visão de Bloomberg, observe:

Parece que a distinção que Papias está fazendo em suas duas listas não é entre apóstolos e presbíteros da geração seguinte, mas entre os testemunhos da primeira geração e que haviam morrido(aquilo que disseram) e testemunhas da primeira geração que ainda viviam (aquilo que dizem). Aristão, então, pode ser vinculado a João não por que ambos são apóstolos, mas por que são da primeira geração de discípulos do Senhor. E isso dá força ao testemunho de Irineu, que diz que Papias, e não somente Policarpo, foi um ouvinte de João[17].

Robert Gundry complementa:

De ambas as vezes em que o nome de João aparece na afirmativa de Papias, aparece com ambas as designações de ancião e discípulo. Em contraste, embora Aristão seja denominado discípulo, não recebe o título de ancião, ao ser mencionado paralelamente com João. Esse fato frisa um único indivíduo chamado João. Papias queria deixar clara a identificação de um único João, ao reiterar a designação “ancião”, que acabara de usar em relação aos apóstolos, mas que omite agora em relação a Aristão[18].

Todas essas informações relatadas até aqui, indicam fortemente que o autor desse evangelho é João e que esse evangelho deveria estar pronto ainda na primeira metade do segundo século, uma vez que Papias já o havia usado (certamente antes de morrer) para produzir o seu material exegético. Entretanto, existe ainda um Papiro que pode ser datado antes disso. O famoso P52, conhecido como um dos papiros John Rylands, descoberto ainda no século passado é um fragmento que contém o trecho de João 18.31-33, 37-38 e é normalmente datado por volta do ano 125 d.C[19]. Sendo assim é impensável supor que tal evangelho tenha sido produzido em uma data posterior a essa. A menos que alguém imagine ter o original em mão, é seguro afirmar que o Evangelho lhe é bem anterior.

Outra evidência impede uma data mais tardia para o Quarto Evangelho, são algumas alusões a esse evangelho, ainda mais antigas que essas claras evidências, parecem sugerir que Evangelho tenha sido produzido ainda no primeiro século. Entre estas evidências indiretas o lugar mais importante deve ser atribuído às numerosas citações de textos do Evangelho que demonstra a sua existência e o reconhecimento de sua pretensão de formar uma porção dos escritos canônicos do Novo Testamento, logo no início do segundo século.

C. Evidências do Primeiro Século

Inácio de Antioquia (†98-117), que foi morto durante o período de Trajano, faz algumas citações do Quarto Evangelho, além de apresentar alguns pontos de vista teológicos similares aos de João, o que demonstra um conhecimento íntimo com o evangelho. Observe algumas citações de Inácio:

Assim, estando unidos concordantemente  e com  harmonioso amor, do qual Jesus Cristo é o Capitão e Guardião, fazeis, homem a homem, com o objetivo de tornar-se um único coro, de modo que, estando juntos, de acordo e na obtenção de uma perfeita unidade com Deus, vós podeis realmente ser uma sentimento com Deus, o Pai, e Seu Filho Amado Jesus Cristo nosso Senhor. Porque, diz ele, Santo Pai como Eu e Tu somos um, também eles sejam um em nós [Jo.17.11-12] [20].

Temos também como um médico o Senhor nosso Deus, Jesus Cristo, o Filho unigênito e Verbo, existente antes do início do tempo, mas que posteriormente também se tornou homem, da Virgem Maria. Por isso, “o Verbo se fez carne.” [Jo 1:14] Sendo incorpóreo, Ele estava no corpo, sendo impassível, Ele estava em um corpo passível; sendo imortal, Ele estava em um corpo mortal, sendo vida, Ele tornou-se sujeito à corrupção, para que pudesse libertar nossas almas da morte e da corrupção, curar-nos, e restaurar-nos a saúde, quando eles estavam doentes, com impiedade e maus desejos[21].

E Ele disse a Tomé: “Põe aqui o teu dedo nas marcas dos pregos, e chega cá a tua mão e põe-na no meu lado;” [Jo 20:27] e imediatamente eles acreditavam que ele era o Cristo. Por isso Tomé também lhe diz: “Meu Senhor e meu Deus” [Jo.20.28] [22].

Em nenhuma dessas declarações Inácio atribui a João, apenas usa expressões e conceitos conhecidos no quarto evangelho para apresentar seu ensino a outras pessoas. Ou seja, não se pode deixar de considerar a antiguidade de tal evangelho. Nos chama a atenção a forma como esse autor, além de usar o evangelho de João, ele tem clara visão da divindade de Cristo e a apresenta fundamentado em uma linguagem claramente emprestada do Quarto Evangelho, muito embora pertencesse a um período que os críticos da teologia cristã defendem que os cristãos não entendiam a Cristo como Deus.

Além desse testemunho, outros autores, como Carlos Osvaldo, defendem que Clemente (†c. 95) faz alusões ao Quarto Evangelho em suas obras, o que sugere que sua produção deva ser anterior a essa data[23]. Entretanto, outros autores sugerem que a data desse evangelho seja ainda mais antiga.

John Robinson é um desses autores que defende que a autoria do Quarto Evangelho é anterior a 70 d.C, e com base em João 5.2, defende que alguns aspectos da geografia da Jerusalém ainda existia no presente do autor. Nesse verso, o autor do evangelho diz: “ἔστι δὲ ἐν τοῖς ῾Ιεροσολύμοις ἐπὶ τῇ προβατικῇ κολυμβήθρα” (Existe em Jerusalém, próximo à Porta das Ovelhas, um tanque)[24]. Note que o autor não disse, existia um tanque, mas existe um tanque, o que sugere que o autor do evangelho falava de algo que ainda existia no período de produção do evangelho.

Hale também lança luz sobre a opinião de Robinson:

“Robinson insiste que todos os livros do Novo Testamento tiveram que ser escritos antes desta data, devido à ausência de uma referência explicita ao único acontecimento mais importante do primeiro século, depois da ressurreição de Jesus Cristo. Esse acontecimento foi a destruição de Jerusalém e do Templo pelos romanos, sob Tito, em 70 d.C[25]

Norman Geisler e Frank Turek também defendem uma data anterior ao ano 70 d.C. Segundo esses autores, seria impossível que um judeu que vivesse na Palestina, e tivesse andado com Cristo e visitado o Templo de Jerusalém, lugar que teria sido o centro da sua antiga vida religiosa, não mencionasse nem ao menos uma vez a queda do Templo, ainda mais, considerando que o próprio Jesus teria predito que isso aconteceria[26]. Considerando que o próprio Cristo, figura central no Quarto Evangelho, teria predito que o Templo não ficaria de pé, seria fundamental que João incluísse uma menção a esse fato como sinal do poder de Cristo como Profeta. Entretanto, tal falta de informação, ao menos sugere, que o evangelho tenha sido escrito antes do ano 70 d.C.

Outro detalhe normalmente esquecido pelas análises do evangelho é a clara previsão de Cristo sobre a morte de Pedro: “Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres. Disse isto para significar com que gênero de morte Pedro havia de glorificar a Deus” (Jo.21.18-19). Essa seria uma declaração necessária para ser fazer, uma vez que, mais uma vez, trata-se de uma clara profecia de Cristo sobre o martírio de Pedro. Outros alegam, como David Brown, que esse fato era plenamente conhecido e não precisaria ser apresentado[27], lógica que se aplicada a outras questões nos fazem perguntar por que então escrever um evangelho, se os fatos referentes a Cristo são tão conhecidos. Uma vez que um propósito apologético foi estabelecido para o livro, é de se esperar que João usasse essas informações para apresentar a história de Cristo.

Outros teólogos argumentam que uma data ainda no primeiro século, mas posterior a destruição do templo é mais plausível, como entre 80-90 d.C. Esse é o parecer de Carson, Moo, Morris, Champlin, Gundry, Ryrie, David Brown.

 

O que se pode concluir com a análise dessas evidências?

Diante das evidências históricas mencionadas podemos concluir que seria forçoso assumir que tal evangelho não viesse da pena de João, o apóstolo de Jesus Cristo. A unanimidade do testemunho dos Pais da Igreja, especialmente nos anos anteriores ao terceiro século, é forte evidência de que essa informação é verdadeira.

É também imperativo que esse evangelho tenha sido produzido ainda no primeiro século, considerando que autores como Inácio e Clemente que morreram perto do fim do primeiro século e início do segundo século, tenha aludido seu conteúdo.

Entretanto, a proposta de Robinson apoiada por Geisler e Turek, ainda que seja fortemente plausível, não parece definitiva, uma vez que o autor pudesse ter outro foco que não incluísse assinalar esses fatos históricos em seu evangelho. Assim, parece seguro assumir que o evangelho foi produzido por volta do fim do primeiro século.

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[1] Sobre mais informações sobre essa visão, ver Marcelo Berti, O que dizer da versão copta saídica?, publicado no Teologando (marceloberti.wordpress.com).

[2] Eusébio de Cesaréria, História Eclesiástica, VI.14,7

[3] Orígenes, De Princípiis, I, 1,1.

[4] Orígenes, Opt. Cit, I, 7, 1

[5] Eusébio, op. cit., VI, XIV, 7

[6] Broadus Hale sobre a aceitação da autoria joanina do Quarto Evangelho, diz: “Após Irineu, há uma linha ininterrupta de testemunhos de que João, um dos doze, foi o autor do quarto Evangelho” – Introdução ao Novo Testamento, pp.138.

[7] Irineu, Adv. Haer. , II, 2, n. 5

[8] Irineu, Opt. Cit. , III, 1, n. 2

[9] Eusébio de Cesaréia, História Eclesiástica, 5.20.5-6; IN: Arno Clement Gaebelein, The annotated Bible.

[10] Teófilo de Antioquia, To Autolycos, II, XXII

[11] Irineu, Adv. Haer, V, 33.5. Note que essa designação é negada por Eusébio de Cesaréia, III, 39.2. Há boas evidências para se acreditar que Eusébio estava errado em suas suposições sobre sobre Papias.

[12] Citação de Eusébio de Cesaréia, História Eclesiástica, III.39. IN: Broadus Hale, Introdução ao Novo Testamento, pp139.

[13] Merril C. Tenney, O Novo Testamento sua origem e análise. Pp.194.

[14] Aos que procuram informações sobre a defensores de que Papias fala de dois homens com nome de João, procure por S.P. Tregelles, New Testament Historic Evidence, p.47ss; Lightfoot, Essays on supernatural religion, pp.144ss; F.F. Bruce, Merece Confiança o Novo Testamento.pp68-9; Werner Georg Kümell, Síntese Teológica do Novo Testamento. Pp230-1;

[15] F.L Cross, em uma carta ao THE TIMES em 13 de fev., 1936; IN: F.F. Bruce, Merece confiança o Novo Testamento, pp.68.

[16] Craig Bloomberg, Jesus e os Evangelhos. Pp.227.

[17] Carson, Moo, Morris, Introdução ao Novo Testamento. Pp.160.

[18] Robert Gundry, Panorama do Novo Testamento, pp 110 – Nota de Rodapé (25).

[19] Essa data segue a definição do material de Crítica da UBS. Craig Evans defende uma data ainda mais antiga (Fabricating Jesus, pp.32), enquanto Carlos Osvaldo (Foco e Desenvolvimento, pp.153) e Carson, Moo, Morris (Introdução ao Novo Testamento, pp.196) defendem 130d.C. Seja como for, a evidência sugere que o evangelho seja mais antigo que a antiga escola de Tübingen imaginava.

[20] Inácio de Antioquia, Epistle to Ephesians, Cap. IV

[21] Inácio de Antioquia, Opt. Cit, Cap. VII

[22] Inácio de Antioquia, Epistle to Smyrnaeans, Cap. III

[23] Carlos Osvaldo Pinto, Teologia Bíblica do Novo Testamento. ­Material não publicado.

[24] John Robinson, Redating the New Testament, pp.227-278; IN: Carlos Osvaldo, Foco e Desenvolvimento do Novo Testamento, pp.152.

[25] Broadus Hale, Introdução ao Novo Testamento, pp.144

[26] Norman Geisler, Frank Turek, Não tenho fé suficiente para ser ateu. Pp.243.

[27] David Brown, The Gospel According to John.

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