Nossa Igreja Brasileira – Uma Análise (1/4)


Informações Gerais sobre o Livro

Livro: Nossa Igreja Brasileira

Autor: Ariovaldo Ramos

Editora: Hagnos (http://hagnos.com.br/)

Descrição da Editora: O livro apresenta uma visão recente da igreja brasileira. Analisa as tendências da igreja atual e dos desafios de ser cristão e igreja no contexto brasileiro e dá ao leitor a oportunidade de refletir sobre a essência bíblica e a Prática da igreja e de avaliar rumos para um desenvolvimento ministerial relevante dentro da sociedade contemporânea.

Introdução

Falar em “evangelicalismo” no Brasil é um desafio à ética, pois faltam nos palavras adequadas para descrever a atual situação do decadente evangelicalismo brasileiro. As palavras que eventualmente nos sobram, desafiam a instrução de Efésios 4.29 e o pudor necessário do seguidor de Jesus Cristo. Por isso, falar da “Nossa Igreja Brasileira” é um desafio demasiadamente grande, mas o pensador cristão Ariovaldo Ramos o tomou com maestria.

A linguagem simples, direta e polida do autor o permite ter acesso a diversos segmentos cristãos. Por sua reconhecida influência no meio evangélico, seu livro tem o apelo da autoridade da autoria. Por não ser novo no ambiente cristão tem uma visão ampla, e pode perceber detalhes que perseguem a igreja no Brasil do seu início à sua atual situação.

Em poucas palavras, o livro “Nossa Igreja Brasileira” é um excelente livro e leva o leitor a uma reflexão adequada sobre o estado atual da Igreja [protestante-evangélica] Brasileira. Por outro lado, o livro também traz as opiniões de seu autor sobre o tema (como era de se esperar), entretanto, nem sempre foram compatíveis com a proposta de Cristo para os cristãos e Sua Igreja. Entretanto, como o próprio autor assumiu (sobre a história da igreja no Brasil): “assumindo, porém, todos os riscos, eis a fala”.

Por isso, nesse artigo, tenho o desafio de, por um lado honrar o autor e sua análise, e por outro demonstrar o que entendo que as escrituras falam sobre os mesmos assuntos. Isso, nem de longe, é uma afronta ao raciocínio do autor, mas um honesto olhar sobre o modo como ele enxerga as deficiência da Igreja de acordo com o seu entendimento das escrituras.

Esse processo será feito em três diferente etapas:

(1) Em primeiro lugar, vamos observar como a visão do autor demonstra-se consistentemente acertada e como sua percepção abre portas para sua interpretação da situação;

(2) Então passaremos a observar as sugestões de acerto/melhoria que o autor oferece para os temas levantados;

(3) Finalmente, trataremos de observar algumas questões levantadas pelo autor, que chamaria de pontos de atenção, pois, particularmente tenho severas discordâncias com o mesmo.

Com essa proposta, pretendo levar o leitor a refletir sobre “Nossa Igreja Brasileira” do ponto de vista do Autor do Livro, das Escrituras, sob meu modo de entendê-la, objetivando propostas alternativas para a decadente forma do evangelicalismo brasileiro dos nossos dias.