O Papel e Significado das Genealogias em Gênesis


“As genealogias bíblicas são numerosas, mas ainda assim são, provavelmente, as porções mais freqüentemente ignoradas da Bíblia. A maioria das pessoas acha que as genealogias não são interessantes e difíceis de aplicar às circunstâncias atuais[1]

A princípio não podemos ignorar esse fato: As genealogias não são interessantes a muitos leitores das escrituras, e de fato, são difíceis de serem aplicadas a nossa vida com Deus. Por outro lado, o Deus que se revela nessas páginas das escrituras deve ter um propósito com tal inclusão, e por isso observamos tais porções com zelo e sabedoria.

O primeiro grande obstáculo à mente moderna sobre a validade das escrituras repousa sobre as genealogias de Gênesis, não por serem extensas ou aparentemente repetidas ou repetitivas, mas por conterem afirmações de longevidade invejáveis aos adeptos da cosmética antiidade. Ao considerar sobre as genealogias de Genesis, John Millan afirma:

5 Os dias todos da vida de Adão foram novecentos e trinta anos; e morreu (…) 8 Todos os dias de Sete foram novecentos e doze anos; e morreu (…) 11 Todos os dias de Enos foram novecentos e cinco anos; e morreu (…) 14 Todos os dias de Cainã foram novecentos e dez anos; e morreu (…) 17 Todos os dias de Maalalel foram oitocentos e noventa e cinco anos; e morreu (…) 20 Todos os dias de Jarede foram novecentos e sessenta e dois anos; e morreu (…) 23 Todos os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos (…) 27 Todos os dias de Metusalém foram novecentos e sessenta e nove anos; e morreu (…) 31 Todos os dias de Lameque foram setecentos e setenta e sete anos; e morreu.

A ordem seguida na genealogia é interessante: Gerar, viver e morrer. Essa relação da existência humana é certamente bem retratada por essas genealogias. O uso recorrente do verbo morrer (heb. muwth) relembra com clareza a recomendação de Yahweh sobre a certeza da morte, caso Adão desobedecesse. Todos os descendentes de Adão, com possível exceção de Enoque, morreram fruto da desobediência de Adão. Todos estão fadados a esse destino.

Contudo, as descrições de tempo observadas levantam sérias dúvidas quanto ao relato de Moisés. Note que o personagem com menor idade narrado viveu 365 anos! Aos olhos da nossa concepção de longevidade esses dados são plenamente incompatíveis com a realidade da humanidade. Por isso, algumas teorias foram anunciadas para compreender esses dados.

A. A visão mais literal

A visão mais literal, em geral preza pela validade numérica e conceitual das genealogias, entretanto, muitas propostas foram feitas para Gn.5, observe:

  1. Lutero sugeriu que a longevidade dos patriarcas anti-diluvianos se dava em função de uma melhor dieta combinada com um corpo mais saudável em função de pouco tempo da entrada do pecado[2]. Contudo, essa visão causa severos problemas para a compreensão da vida tal como está, sem contar no alto grau especulativo da proposta. Outro detalhe é que, se o tempo da raça humana deteriora com o tempo em função da presença do pecado, hoje deveríamos viver muito menos do que temos vivido, sem contar no caso de culturas que, por meio do desenvolvimento higiênico e sanitário, aumentaram sua expectativa de vida nos últimos anos, o que contraria a proposta de Lutero.
  2. Calvino entende o registro final de tempo depende do tempo total em que os patriarcas viveram juntos[3]. Segundo essa interpretação Adão teria vivido 130 anos (v.3) e sua família/tribo 930 anos (v.5) Entretanto, Derek Kidner opõe-se veementemente à essa conclusão, pois “Enoque e Noé são exceções fatais para a teoria, pois os dois são claramente retratados como indivíduos até o fim[4]”.
  3. Clyde Francisco cita a Lista de Reis Sumérios que chegou até nós através de Berossus, um historiador grego. Nessa lista encontram-se 10 dignitários do período anti-diluviano e um dentre eles, à semelhança de Enoque, não morre. De modo interessante, esse mesmo documento demonstra que a longevidade desses homens era ainda maior que as apresentada por Moisés. Para Clyde, existe alguma relação entre o relato de Moisés e tal documento, embora não possa determinar qual, ou quão grande teria sido tal influência. Segundo ele, “não há nenhuma forma de provar que os patriarcas não viveram tanto tempo quanto o Velho Testamento diz que viveram (…) Certamente os escritores bíblicos não adicionaram ou subtraíram anos das genealogias que receberam. As idades registradas refletem o contexto da tradição quando as fontes foram compostas”. A proposta de Clyde embora nobre, por preservar a literalidade do texto é fundamentada na edição do mesmo e na dependência de um texto que não temos como saber se Moisés teve acesso, ou até mesmo à tradição do mesmo.
  4. Derek Kidner reconhece a existência de proposições similares a de Moisés relativas a longevidade de seres humanos do passado, mas ao contrário de Francisco, ele não as toma como interdependentes, mas como demonstração de que, por meio de diferentes autores antigos, um fato pode ter sido registrado. Observe o que diz: “Só podemos dizer que os períodos de duração da vida devem ser entendidos literalmente. Talvez valha a pena pensar que o nosso índice comum de crescimento não é o único que se pode conceber; e também que várias raças tem tradições de longevidade primitiva que poderiam provir de reminiscências autênticas[5]”.
  5. James Ussher entendeu que os anos apresentados em Gênesis de 5 a 11 são literais e conseguintes, e concluiu que Adão teria vindo a existir em 4004 anos antes de Cristo. O pressuposto fundamental dele é que as genealogias são completas e não tem lacunas. Esse modo de interpretação é provavelmente o mais rejeitado dentre todas as propostas.
  6. Willian Henry Green demonstra que as genealogias bíblicas normalmente apresentam lacunas, como essa apresentada em Gn.5. Segundo ele, essa genealogia foi intencionalmente arranjada, em função da clara estrutura existente. Em relação às genealogias de Gn.5-11, ele atesta que “cada genealogia inclui dez nomes, sendo Noé o décimo depois de Adão, e Terá o décimo de Noé. Todo fim tem um pai tendo três filhos, como no caso da genealogia Canita (4.17-22). A genealogia de Sete (cap.5) culmina no sétimo membro Enoque, que andou com Deus, e ele não era, mas Deus o tomou para is. A genealogia Canita também culmina no sétimo membro, Lameque, que era polígamo, vingativo e cheio de arrogância[6]”. Esse tipo de arranjo certamente favorece a idéia de que a intenção não foi uma genealogia cronológica, mas referencial.
  7. John White Comb sugeriu que a longevidade dos seres humanos estava ligada com as diferentes condições climáticas do período anti-diluviano, baseado na idéia de um dossel de vapor de água que protegia a terra da física e geneticamente nociva radiação solar. Concordam com essa proposta Fazale Rana, Hugh Ross e Richard Deem.
  8. Outros já sugeriram que as medidas de tempo não são necessariamente as mesmas que temos hoje, e que é possível que o termo “anos” fosse compreendido como “meses”. Assim, os 969 anos seriam 969 meses, ou cerca de 81 anos, o que tornaria compreensão do texto muito mais aceitável. Contudo, se esse esquema fosse adotado para todos os casos, Enoque teria apenas 5 anos (ou 65 meses) de idade quando gerou Matusalém. Sobre esse tipo de tratamento, Kidner também diz: “É igualmente infrutífera a idéia de que as unidades de tempo podem ter mudado de sentido. Além de produzir novas dificuldades nos versos 12, 15, 21, falha completamente na cronologia pormenorizada que se acha entre 7.6 e 8.13[7]”. Essa proposta tornaria a proposta de Gn.6.3 em um absurdo.
  9. Fazale Rana acredita que os anos dos personagens apresentados em Gn.5 são literais em função da assertiva divina em 6.3, que afirma que em função da maldade recorrente na humanidade, Deus resolveu reduzir a vida do ser humano a 120 anos. Ele também defende que o avanço da bioquímica pode sugerir modos pelos quais Deus pode ter permitido seres humanos viverem tanto tempo. Segundo Rana, “cientistas descobriram diversos distintivos bioquímicos que ou causam, o são associados com, o envelhecimento. Mesmo uma pequena alteração na química celular pode ser responsável pelo envelhecimento, ou em alguns casos, aumentar a expectativa de vida cerca de 50%[8]. Essas descobertas apontam para diversas possibilidades pelas quais Deus permitiu a longevidade e então alterou a expectativa da vida humana – simplesmente alterando a bioquímica humana[9]”.
  10. Norman Geisler se opõe a proposta de Calvino em função de que linhas familiares não geram ou morrem, nem podem ser definidas por “tiveram filhos e filhas”. Rejeita a noção de que o termo anos aqui teria outra conotação, como sugerida por outros comentarista. Entretanto, ele concorda com Rana e defende que Gn.6.3 define que o termo anos, não pode ser considerado de outro modo. Também defende que após o dilúvio o tempo de vida do homem decresceu, como Gn.6.3 afirmou. Também concorda com Clyde e Kidner ao defender que as escrituras não são as únicas a apresentarem seres humanos com tamanha longevidade. Entretanto, a proposta de Geisler é que os anos devem ser considerados como anos lunares de 360 dias[10].

Embora possam existir outras proposições literais, podemos compreender como se comportam aqueles que optam por uma cronologia literal: Tentam tratar do texto como um todo e não deixar lacunas hermenêuticas para trás, mas fundamentalmente, tratam dos números como dados reais. Entretanto, isso não significa necessariamente que todos sejam favoráveis à versão numérica do texto massorético, mas que são favoráveis ao sentido literal do valor numérico. Sobre as diferentes leituras desse texto falaremos com mais detalhes mais à frente.

B. A visão mais simbólica:

A proposta mais simbólica, em geral, toma os valores numéricos com significados diferenciados. Por exemplo, Waltke sugere que o arranjo literário dessa passagem não pode ser um acaso[11], ao passo que Plaut atesta que essa passagem demonstra uma predileção para o simbolismo numérico[12]. Andrew Kvasnica atesta que “essas opiniões estão relacionadas a prevalência dos números 7 e 10, conhecidos respectivamentes em diversos textos do Oriente Médio Antigo por sua perfeição e plenitude. A lista de 10 nomes em Gn.5 levou muitos a ver uma indubitável e deliberada construção de nomes para se enquadrar no esquema de um padrão de 10 gerações[13]”.

Existem diversas outras propostas simbólicas, mas o que se precisa observar é que, independente do proponente, o fundamento essencial é a consideração não literal dos números, seja pela conexão com a “numerologia” antiga, ou com suposições aleatórias, as idéias sempre giram em torno de valores não numéricos aos números ou à estrutura do texto.

C. Uma proposta literal/simbólica:

Essa proposta é uma adaptação dos dois primeiros modos de interpretação. Kvasnica sugere que tal modo de interpretação toma a estrutura como literal, mas os números relativos à longevidade como organizada mediante um padrão numérico. Ou seja, não trata-se de número exato de anos, mas de um arranjo numérico. Por exemplo, a semelhança de Clyde Francisco, os proponentes dessa teoria entendem que existe uma relação entre a Lista dos Reis Sumérios, porém, estabelecem um arranjo literário para obra como um padrão para o entendimento de Gênesis. Como, aparentemente, a alguns textos sumérios tem predileção pelo número 60, muitos proponentes iniciaram com esse número, embora, muitas outras propostas tenham sido feitas[14].

É importante dizer que tal proposta é uma alternativa frágil, uma vez que não é possível determinar que tipo de influência, se é que existiu alguma, dos antigos textos sumérios nos textos de Moisés. Muito embora alguns comentaristas, como Wenham[15], achem a matemática interessante, são muitos os comentaristas que rejeitam suas conclusões[16].

Outro detalhe importante é que não parece prudente submeter o entendimento das escrituras a outras literaturas antigas muito provavelmente não relacionadas. Essa iniciativa, embora seja realizada por pessoas altamente capazes, sugere que o sentido do texto é devido a interpretações de textos que não se sabe se os leitores originais tiveram acesso. Sem contar que o modo interpretativo desses documentos não é unânime ou sem conflito. Portanto, é seguro afirmar que tal proposta não é aceitável, embora difundida e aceita em alguns círculos teológicos.

D. A visão mítica:

Essa é a visão menos honesta com o texto, pois considera que os nomes tem alguma significância, mas os números são mitos. Considerando que outros textos antigos continham números ainda maiores que os encontrados em Gênesis (cf. 18.000; 36.000), Joseph Jacobs entende que ele são adaptações dos relatos míticos antigos[17]. Westtermann prefere optar por uma declaração de grande antiguidade, e portanto, descarta o valor numérico dos mesmos[18]. Seja como for, não importam os números usados, o que se quer dizer é que eles viviam mais que seus descendentes atuais e que o decréscimo do tempo demonstra a falência da raça humana.

Contudo, se esse fosse a intenção de Moisés ele poderia ter usado essas palavras, mas ele não o fez. Os números devem ter um significado mais específico do que o vago valor assumido por esses que entendem que trata-se de um relato real de detalhes míticos.

Conclusão:

Antes de qualquer conclusão plausível, é importante considerar alguns detalhes sobre as genealogias apresentada nas escrituras:

  1. Propósito: É digno de nota que as genealogias bíblicas não foram escritas para uma análise cronológica como supôs James Ussher. Também é importante dizer que a genealogia de Gn.5 não é uma genealogia completa e que foi arranjada literariamente para conter uma sequência de 10 gerações (Gn.5.3-), com ênfase especial no sétimo descendente (Enoque, Lameque) sendo que o último sempre gerava três filhos. Esse arranjo por outro lado não atesta seu simbolismo ou sentido mitológico, mas que diante das informações que dispunha, o autor organizou-as cronologicamente sem ocupar-se em oferecer uma genealogia completa. Isso deve-se ao objetivo do autor, que não era remontar exaustivamente a linhagem da humanidade, mas demonstrar a formação de diferentes povos em função de diferentes personagens históricos. Observe a declaração de Millan sobre o assunto: “Biblical genealogies fall into three main categories according to their purpose:  familial, legal-political, and religious. Familial (or domestic) genealogies were primarily concerned about inheritance and privileges of firstborn sons.  Legal-political genealogies are primarily centered on claims to a hereditary office, but other examples include establishing ancestry for land organization, territorial groupings, and military service.  Religious genealogies were primarily used to establish membership in the Aaronic and Levitical priesthoods.  The function of a genealogy largely determines its structure and organization.  In each of these cases, there is little reason or need to give a complete listing of names since it is ancestry, not the actual number of generations that is important[19]”.
  2. Linguagem: Para compreender esse fato é importante recorrer à distância da linguagem moderna e àquela usada em Gênesis. Por exemplo, em nosso idioma nós temos termos como avô, pai, tio, primo entre diversos outros para descrever relações familiares. Contudo, o termo hebraico para “filho” (hb. Ben) poderia ser entendido como filho, neto, bisneto ou até mesmo descendente. Do mesmo modo, o termo hebraico para “pai” poderia significar pai, avô e até mesmo progenitor. Tome por exemplo Gn28.13: “Eu sou o SENHOR, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaque”. Note que Abraão não era pai Jacó, mas avô. Do mesmo modo, o termo “gerou” (hb. Yalad), não implica necessariamente na produção de um novo ser, mas na relação familiar existente entre eles. Assim, não se deve tomar como determinante a relação entre os substantivos ligados por tal verbo.
  3. Abrangência: Outra percepção importante é que os nomes apresentados são geralmente os mais importantes. A existência da declaração “teve filhos e filhas” demonstra que muitos personagens históricos não foram apresentados na genealogia. Portanto, deve se considerar que Moisés, diante das informações que possuía, não apresentou todas, mas optou por apresentar somente as que eram relevantes para sua obra.

Tendo dito isso, podemos afirmar que as propostas que tendem ao mito não devem ser consideradas como válidas, uma vez que reduzem as escrituras a literaturas sem valor. Já as mais simbólicas são tão diversas em proposição e análise que seria difícil manter por todo o Pentateuco o mesmo critério de interpretação. A opção mais mista, entre o simbólico e o literal parece uma alternativa covarde que não assume nem uma nem outra opção.

Considerando as limitações de uma Genealogia, podemos assumir com segurança que a leitura literal é preferida em relação às outras. Isso não significa que não se tenha dificuldades com a mesma, mas que, dentre as dificuldades hermenêuticas, é a que apresenta mais plausibilidade escriturística. Diante da diversidade de opiniões sobre o assunto do ponto de vista literal, deve-se dizer que as opções de Calvino, Lutero, Ussher, Clyde e a que defende uma nova leitura quantitativa para o termo ano, devem ser desconsideradas por não serem plausíveis. Já as opções que tendem a uma visão mais científica (Comb, Rana) devem ser analisadas com mais critério e objetividade, embora sejam particularmente interessantes e não sejam excluam outras opções hermenêuticas. No que se refere à comparação com textos sumérios antigos, a similaridade revela não a dependência de Moisés aos mesmos, mas a declaração de fatos verdadeiros (e exagerados) concebidos por outros autores antigos.

Portanto, entendo que a Genealogia de Gn.5 tem um papel mais descritivo que cronológico, cuja ênfase não é a definição de gerações, mas declaração de ascendência. O contraste entre a genealogia do cap.4 e 5 servem para demonstrar a distinção entre o povo eleito e as outras nações, que paulatinamente pervertiam os ideais divinos estabelecidos na criação.


[1] MILLAN, John, The Genesis Genealogy. (http://www.reasons.org/genesis-genealogies).

[2] LUTERO, Martinho, The Creation: A Commentary on the First Five Chapters of the Book of Genesis. Pp.449. IN: KVASNICA, Andrew P., The Ages of the Antediluvian Patriarchs In Genesis 5. (http://bible.org/article/ages-antediluvian-patriarchs-genesis-5#P18_3332).

[3] CALVINO, João, Commentary on Genesis. (http://www.ccel.org/ccel/calvin/calcom01.html).

[4] KIDNER, Derek, Gênesis – Introdução e Comentário. pp.78

[5] IDEM, Ibid.

[6] GREEN, Willian Henry, Are there gaps in the biblical genealogies? (http://www.reasons.org/are-there-gaps-biblical-genealogies).

[7] KIDNER, Derek, Gênesis – Introdução e Comentário. pp.78.

[8] Simon Melov et al., “Extension of Life Span with Superoxide Dismutase/Catalase Mimetics,” Science 289 (2000), 1567-69. Judith Campisi, “Aging, Chromatin, and Food Restriction—Connecting the Dots,” Science 289 (2000), 2062-63. “Science Switched Sides: Part 1,” Facts for Faith 1 (Q1 2000), 29. Hugh Ross, The Genesis Question: Scientific Advances and the Accuracy of Genesis (Colorado Springs: NavPress, 1998), 119-21.

[9] FAZALE, Rana, ROSS, Hugh, DEEM, Richard, Long life spam: “Adam lived 930 years and then died”. (http://www.reasons.org/long-life-spans-adam-lived-930-years-and-then-he-died).

[10] GEISLER, Norman, HOWE, Thomas, Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia. Pp.44.

[11] WALTKE, Bruce K., Genesis, 114. IN: KVASNICA, Andrew P., The Ages of the Antediluvian Patriarchs In Genesis 5. (http://bible.org/article/ages-antediluvian-patriarchs-genesis-5#P18_3332).

[12] PLAUT, W. Gunther, The Torah: A Modern Commentary: Genesis, 55. IN: KVASNICA, Andrew P., The Ages of the Antediluvian Patriarchs In Genesis 5. (http://bible.org/article/ages-antediluvian-patriarchs-genesis-5#P18_3332).

[13] KVASNICA, Andrew P., The Ages of the Antediluvian Patriarchs In Genesis 5. (http://bible.org/article/ages-antediluvian-patriarchs-genesis-5#P18_3332).

[14] IDEM.

[15] Wenham, Genesis 1-15, 133.

[16] Hasel, “The Meaning of the Chronogenealogies of Genesis 5 and 11,” 65. Esse autor entende que a relação parece forçada..

[17] JACOBS, Joseph, “Chronology” – Jewish Encyclopedia,  66-67. IN: KVASNICA, Andrew P., The Ages of the Antediluvian Patriarchs In Genesis 5. (http://bible.org/article/ages-antediluvian-patriarchs-genesis-5#P18_3332).

[18] WESTERMANN, Genesis 1-11: A Commentary, 354. IN: KVASNICA, Andrew P., The Ages of the Antediluvian Patriarchs In Genesis 5. (http://bible.org/article/ages-antediluvian-patriarchs-genesis-5#P18_3332).

[19] GREEN, Willian Henry, Are there gaps in the biblical genealogies? (http://www.reasons.org/are-there-gaps-biblical-genealogies).