Reconheça quem é o seu Senhor


O segundo passo é o reconhecimento de quem é o nosso Dono e Senhor. Quando estávamos mortos em nossos delitos e pecados (Ef.2.1-3), o que nos governava era o pecado (Rm.6.17) e a ele éramos submissos. Contudo, em Cristo Jesus nós fomos feitos servos da Justiça (Rm.6.17-18). Agora, livres do pecado, nós fomos feitos servos de Deus (Rm.6.22), declarados justos (Rm.5.1), santificados (1Co.1.2) e preparados para a realização de boas obras (Ef.2.10). Por essa razão, devemos submeter nossa vida ao serviço Daquele que nos tirou das trevas para sua maravilhosa luz (1Pe.1.9), para realizar Sua Vontade.

Nosso modelo nessa tarefa é o de Jesus Cristo que mesmo sendo Deus (Jo.1.1), se esvaziou, assumiu a forma humana (Fl.2.4-5), foi identificado como Servo (Jo.13.1ss) Sofredor (Is.53), foi obediente até a morte e morte de Cruz, e em tudo isso procurou realizar a vontade de Deus: “De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo.6.40). Ao realizar sua Missão, Jesus foi feito Senhor e Cristo (At.2.36), e tem toda a autoridade no céu e na terra (Mt.28.18). Assim, Aquele que nos comissiona, é o mesmo que nos serve de exemplo. Ele quer que façamos o que Ele fez.

A.    Toda Autoridade:

Ter toda a autoridade trata da suprema e infinda autoridade total de Cristo, e o termo empregado aqui pode ser entendido como controle pleno (Jo.10.18), direito (2Ts.3.9) e poder (Mc.1.27). Ou seja, Aquele que nos ordena é Aquele que tem toda Autoridade, Poder, que está em posição de comando e, portanto tem direito para ordenar. Ou seja, Cristo é a Autoridade e que exerce autoridade por potencial e direito, visto ter a mais alta posição e privilégios no Reino do qual é o Rei.

B.    Céu:

A autoridade de Cristo é reconhecida no céu. O termo grego usado aqui é usado em outros lugares no NT como uma referência ao céu físico (Lc.16.17), ou espiritual (Ef.1.3; Cl.4.1) ou até mesmo em uma referência indireta a Deus (Mc.11.30). Aqui, temos por certo tratar-se de sua Autoridade nas regiões celestiais, o lugar mais excelso da manifestação de Deus. Assim, O reconhecemos como o Logos que existe desde o princípio (Cl.1.17), que estava com Deus e que é Deus (Jo.1.1), O Supremo Sumo-Sacerdote (Hb.3.1), perfeito para sempre (Hb.7.28), superior a todos e a tudo (Hb.1.2), a imagem do Deus invisível (Cl.1.15), a expressão exata do Ser de Deus (Hb.1.3), criador de todas as coisas (Jo.1.2; Cl.1.16). Sendo que Cristo é quem Ele é, por que razão ele precisaria ter toda autoridade na Terra?

C.    Terra:

A verdade é que Cristo tem sua autoridade reconhecida desde antes da fundação do mundo, mas na sua encarnação essa autoridade foi demonstrada à humanidade de forma irrevogável (Mt.7.29; 9.6; 10.1; Mc.1.27; 11.27-33;  Lc.4.32; 36; Jo.5.26-27; 10.17-18; 17.1-2). Isso indica que Cristo evidencia tal autoridade entre os homens por meio do Seu ministério público, por Seus atos poderosos, por Sua morte e ressurreição (At.2.22-36). Ou seja, além do domínio e do governo de Cristo sobre toda a terra e céu (que é o fundamento da ordem evangelística) Ele ainda demonstrou tal autoridade como prova e corroboração em Seu ministério. Portanto, tal mandamento é visto pela “autoridade de posição e direito” e pela “autoridade demonstrada”, que ratifica ainda o mais importante grau da ordem anunciada.

D.    Princípio:

Assim, nesse texto reconhecemos dois aspectos fundamentais para a Evangelização: (1) Como servos de Deus a disposição de Jesus Cristo, nós somos comissionados, enviados a esse mundo para fazermos discípulos, levarmos o evangelho por Aquele que tem toda a Autoridade no Ceú, ou seja, nosso Senhor (1Co.8.6; Ef.4.5). Entretanto, Jesus Cristo também é feito nosso Modelo, pois sua Autoridade Eterna fora demonstrada em Seu ministério terreno. Assim, tal como Cristo, teríamos autoridade concedida por Deus (Jo.1.12) demonstrada em autoridade no ministério para Deus. Logo, a ação evangelística, como fundamentada na autoridade de Cristo, é uma demonstração do “poder-autoridade” de Deus por meio da construção da autoridade (moral) com o “poder-autoridade” concedida por Deus.

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