Sobre a Atitude do Evangelista


Ao cristão também é necessário alguns cuidados de ordem não espiritual que fazem diferença na ocasião da pregação do evangelho. Seguem algumas sugestões obtidas pela prática da evangelização.

A.    Perceba a diferença entre o Insistente e o Persistente:

Uma coisa é ser persistente, outra insistente e muitas vezes nós nos perdemos nessa definição. Todos devemos persistir na proclamação do evangelho, afinal essa é nossa missão. Contudo, devemos entender quando o pecador não quer aceitar a mensagem do evangelho. A salvação é uma decisão pessoal e se o pecador decide por não querer, devemos saber respeitar essa atitude sem desistir de levar o evangelho. Isso significa que devemos aprender a sermos adequados em nossa comunicação, além de mantermos nossos joelhos dobrados em oração por essas pessoas.

B.    Evite ser o “chato”:

Algumas pessoas confundem evangelização com perturbação. As escrituras nos ensinam a levar o evangelho, seja oportuno ou não (2Tm.4.2), mas não nos orienta a sermos inconvenientes. Paciência e dedicação são melhores características para o cristão.

C.    Aproveite oportunidades:

Não perca oportunidades de levar o evangelho, antes “faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério” (2Tm4.5). Nós nunca saberemos quanto tempo teremos para anunciar o evangelho para outras pessoas antes que elas partam.

D.    Esteja preparado para tomar iniciativa:

A pró-atividade é uma obrigação do cristão (Mt.28.19) e por isso devemos estar preparados. Essa iniciativa pode ser uma pergunta, uma história, ou qualquer outra situação, mas devemos estar preparados.

E.    Uso o relativismo a seu favor e não contra você:

Em um mundo relativista, verdades absolutas não são bem vistas. Por isso, é interessante invertermos o diálogo no momento em que somos abordados por uma proposta relativista: Ao invés de defendermos nossa opinião, devemos perguntar sobre a opinião do nosso inquisidor.  Esse exercício ajuda a demonstrar a nosso alvo evangelístico que além de ele acreditar em uma verdade (qualquer que seja) normalmente eles não estão bem certos de qual seja ela.

F.    Evite rotular pessoas:

Quando rotulamos pessoas criamos um pré-conceito sobre quem ela é e o que ela faz. Eventualmente tais rótulos nos afastam das pessoas, mesmo que não sejam anunciados. Assim, é importante para o cristão evitar, ao máximo, rotular pessoas.

G.    Não ignore um questionamento:

Em algumas ocasiões somos abordados com questões que não parecem importantes, nem relevantes quando se fala no evangelho. Entretanto, a pessoa que faz o questionamento, salvo por motivação maldosa, tem uma dúvida que precisa ser sanada. Nosso objetivo nesse caso é ajudar essa pessoa a encontrar uma resposta ao seu questionamento. Quando a questão é legítima, mas afasta o cristão da mensagem do evangelho, ele deve ter bom senso em responder sem perder o foco de apresentar a mensagem.

H.    Não ofenda a religiosidade dos outros:

No dia 12 de Outubro de 1995 um pastor da Universal chutou uma santa em um dos programas da sua instituição. Seu ato é lembrado até hoje como um desacato a outras confissões. Católicos até hoje carregam certa resistência a cristãos em função daquele ato. Assim, o que menos queremos é criar esse tipo de imagem e situação e com isso dificultar a proclamação do evangelho.

I.    Evite não admitir estar errado:

Alguns não cristãos tem sérios problemas com o passado negro da igreja e acreditam que as negligências/usurpações papais do passado invalidam o cristianismo. Outros acreditam que a ir a igreja pressupõe nunca mais cometer um erro. Seja como for, se estiver errado, não demore em admitir, pois isso é uma verdadeira demonstração de vida transformada em transformação. Sobre os problemas históricos do cristianismo, seria interessante demonstrar que todas as vezes que o cristianismo histórico fez algo desprezível ele foi contra os fundamentos da mensagem de Cristo. Tente fazer o inquisidor perceber que sua preocupação é com a mensagem de Cristo, não com a tradição da igreja.

J.    Não seja o “Dono da Verdade”:

Um dos problemas do cristianismo é os cristãos se entendem como portadores da verdade, quando na verdade são propagadores da Verdade anuncia (Jo.17.17) e encarnada, Jesus Cristo (Jo.14.6). Nós não somos donos da verdade, somos propagadores. Aos orgulhosos de plantão, sempre recomendamos a humildade e o reconhecimento de que sem Cristo estaríamos na mesma situação desprovida de graça que aqueles a quem evangelizamos estão. A figura de um mendigo a orientar outro a encontrar a comida é apropriada para descrever o trabalho do cristão.

3 comentários sobre “Sobre a Atitude do Evangelista

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  2. Heloisa Lima

    Francis Schaeffer tem uma frase muito interessante sobre nossa atitude ao tentar evangelizar as pessoas:

    “Deixe sempre espaço para a pessoa se retirar com dignidade. Lembre-se que você não está tentando vencer uma discussão, mas procurando ganhar uma pessoa, alguém feito à imagem de Deus. Não tente impor seus argumentos. Se é essa a sua abordagem, vc só vai conseguir mexer com o orgulho da pessoa e tornar ainda mais difícil para ela ouvir o que vc tem a dizer”.

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