Solução Divina para o homem


Nós normalmente falamos sobre um PLANO DA SALVAÇÃO, principalmente quando estamos envolvidos na tarefa de anunciar o evangelho. O uso do termo “plano” é muito interessante, pois reconhece que alguém teve que organizar e planejar o que se propôs a cumprir. Ora, se Deus é o Arquiteto de tal projeto, reconhecemos que Ele o estabeleceu por completo, e que, por sua Graça e Soberania o executou na história. Segue-se que confirmamos que a Evangelização nasce em Deus, que Arquitetou o Plano da Salvação.
As Escrituras falam de uma Economia de Redenção. A palavra Economia, utilizada em referência a Redenção, deriva da palavra grega “oikonomia” que significa administração, mordomia. Ou seja, Deus administra historicamente a Redenção dos homens. Logo, Deus estabeleceu um Plano para a salvação dentro da história do homem e pretende levá-lo a cabo. O ápice dessa história é Jesus Cristo, que morreu por nós para que nós pudéssemos viver com Deus.

A.    Significados da Morte de Cristo:

Ainda que a Morte de Cristo não possa ser resumida em uma ou duas frases, podemos facilmente considerar quatro significados principais para essa Obra: (1) A morte de Cristo foi em substituição dos pecadores; (2) foi uma redenção para os pecados; (3) uma reconciliação do homem para com Deus; (4) e uma propiciação pelo pecado.

a.    Em lugar dos Pecadores: Neste ponto é válido recordar algumas verdades: (1) Quando o homem caiu e se afastou de Deus, ficou em débito eterno para com Deus; (2) Contudo, a única maneira de o homem pagar por essa dívida, era sofrendo eternamente a penalidade fixada pela transgressão; (3) É também importante perceber que, o cumprimento dessa penalidade, é o que Deus deveria exigir por uma questão de justiça, e teria exigido, se não tivesse agido com amor e compaixão do pecador. Assim, nota-se que o homem, por si só não poderia resolver seu problema ou pagar sua dívida diante de Deus, a não ser que um substituto fosse providenciado, o que está fora do alcance do homem conseguir. Contudo, está dentro do Plano Histórico de Deus conceder esse Substituto. Isso é observado desde Gn.3.15, como já observamos. E, de fato, Deus designou um substituto na pessoa de Jesus Cristo para tomar o lugar do homem, e este substituto expiou o pecado e obteve eterna redenção para o homem.

i.    Conceito: Na Teologia esse aspecto da morte de Cristo é chamada de “Expiação Vicária”, que pode ser entendida como “Substituição Penal”. E não é sem provas que se admite essa realidade, pois “a Bíblia certamente ensina que os sofrimentos e a morte de Cristo foram vicários, e vicários no sentido mais estrito da palavra, que Ele tomou o lugar dos pecadores, e que a culpa deles lhes foi imputada e a punição que mereciam foi transferida para Ele” (Louis Berkhof, 346) [Lv.1.2-4; 16.20-22; 17.11; Is.53.6, 12; Mt.20.28; Mc.10.45; Jo.1.29; 11.50; Rm.5.6-8; 8.32; 2Co.5.14, 15, 21; Gl.2.20; 3.13; 1Tm.2.6; Hb.9.28; 1Pe.2.24 ].

ii.    Definição: “Cristo é o substituto proposto legalmente por Deus para assumir o débito moral do homem em seu lugar, de modo que pôde providenciar um benefício eterno para este, para que o homem não tivesse mais que suportar o fardo da condenação do pecado”. Nosso texto base é obviamente 2Co.5.14, 15, 21.

b.    Para Redenção dos Pecados: A redenção é um aspecto da morte de Cristo sobre a cruz, que é ligado ao pecado e restrito em seu significado. Como substituição tem o sentido de assumir a culpa, a redenção tem sentido de pagar essa culpa assumida. Ou seja, a redenção é aplicada no que diz respeito ao pecado e o débito que ele causa, que pode apenas ser pago com sangue (Hb.9.22 cf. Lv.17.11). Logo, para que o preço de pecado pudesse ser pago, era necessário derramamento de sangue de um Cordeiro sem máculas. Essa era exigência colocada na história da redenção, que tem seu significado completo em Cristo (Jo.1.29; cf. Is.53.9; 1Pe.2.21-22).

i.    No Antigo Testamento: No Antigo Testamento podemos perceber que o sentido de redenção é aplicado, não somente a pessoas, mas também a posses, como terras e animais (Lv.25.25, 47, 48). A idéia expressa nesse contexto é de prover liberdade através do pagamento de um resgate. Ou seja, um preço era pago em dinheiro, em conformidade com a Lei, para comprar novamente uma propriedade que necessitasse ser libertada ou resgatada (Nm.3.51; Ne.5.8). E a partir deste uso, o termo no Antigo Testamento é usada normalmente com um senso de libertação, embora o idéia de pagamento esteja presente.

1.    Deus: Deus é visto como o Redentor de Israel, pois é aquele que provê Libertação para seu povo. Em Dt.9.26 temos uma bela demonstração desse fato: “Ó Soberano Senhor, não destruas o teu povo, tua própria herança! Tu o redimiste com a tua grandeza e o tiraste da terra do Egito com mão poderosa“. Como podemos observar, Deus é visto pelo escritor sagrado como “Aquele que Liberta“. Redenção aqui é vista exatamente neste sentido, e a história da saída do povo do Egito é a prova definitiva desse sentido (2Sm.7.23).

2.    Homem endividado: O Velho Testamento também apresenta a figura do homem endividado que poderia hipotecar seus bens para conseguir pagar o que estava devendo. Se porventura, ainda não fosse suficiente ele poderia hipotecar sua força, suas habilidades como um escravo até que sua dívida fosse paga: “Depois de haver-se vendido, haverá ainda resgate para ele” (Lv.25.48). Um irmão poderia, se tivesse condições, redimi-lo, mas não era o que normalmente aconteceria. Outra maneira de redimir esse homem seria se ele herdasse subitamente uma propriedade para, então, pagar sua dívida. Contudo, existe ainda outra possibilidade, e essa merece nossa atenção: É a figura do Redentor Parente.

3.    Redentor Parente: O redentor parente seria alguém com capacidade para remi-lo, e que se “preocupasse suficientemente por ele, a ponto de responsabilizar-se pelas dívidas e as solvesse, então poderia ser libertado”. Um exemplo desse caso é o De Boaz, que agiu como Redentor Parente, da família de Noemi, que resgatou a Rute (Rt.3.9; cf. Os.3.15; Is.43.3, 10-14). A figura do Redentor Parente, prefigura a idéia da encarnação de Cristo, como nosso Redentor Humano, em resgate da Humanidade.

ii.    No Novo Testamento: No NT as figuras do VT são utilizadas em apresentação da morte de Cristo. Quatro termos poderiam ser empregados aqui para descrever essa ação de Deus em Cristo:

1.    Agorazö: A idéia expressa por esse vocábulo é de comprar (Mt.13.44, 46; 14.15; Mc.6.36; Lc.9.13; cf. LXX Gn.41.57, 42.5, 7; Dt.2.6) Este vocábulo é aplicado à soteriologia neotestamentária de maneira interessante. Observe o texto de 1Co.6.20: “Por que fostes comprados por preço” (cf. 1Co.7.23). A idéia presente neste texto aponta para uma compra de alto valor. Assim, podemos concluir que essa compra implicou no pagamento de um preço alto (2Pe.2.1), que é o sangue do próprio Messias (Ap.5.9, 10) e deságua diretamente no serviço daquele que foi comprado em benefício do comprador (1Co.6.19, 20; 7.22, 23).

2.    Lytróö: É um termo muito utilizado no NT e significa basicamente que o redimido é desatado e liberto. Mas isso ocorre apenas quando é recebido o pagamento do preço do resgate. Assim, por meio do pagamento, o redimido é desatado e está livre. Mt.20.28 testemunha esse fato: “tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (cf. LXX: Ex.30.11-16; Lv.25.31, 32; Nm.2.46-51; NT: Lc.1.68; 2.38; 24.21; Tt.2.14; Hb.9.12; 1Pe.1.18,19). Eventualmente o termo vem acompanhado de uma preposição, como “apolutróö”. Seu significado é basicamente redenção, seguindo mesmo rumo do verbo em pauta (Lc.21.28; Rm.8.23; Ef.4.30 – prisma escatológico; Rm.3.24; Ef.1.7, 14; Cl.1.14; Hb.9.14 – prisma de libertação de incrédulos; 1Co.1.30 – sentido geral).

3.    Lýö: O termo significa basicamente soltar, e por isso NT vemos o termo sendo aplicado em diversas ocasiões, tais como desatar a sandália (Mc.1.7; Lc.3.16; Jo.1.27; At.13.25; At.7.33 em relação a Ex.3.5), soltar o filhote da jumenta (Mt.21.2; Mc.11.2, 4-5; Lc.19.30-31, 33), soltar as cadeias de Paulo (At.22.30), desatar as ataduras de Lázaro (Jo. 1 1 .44), entre outros. Na verdade, o termo em paute é utilizado com quatro sentidos básico: (1) Libertar, Desligar, e é aplicado a Anjos (Ap.9. 14-15) e a Satanás (Ap.20.3, 7); (2) Em Lc.13 15-16 Jesus apresenta o conceito de libertar alguém de um problema espiritual (doença), que neste caso trata-se de um espírito de enfermidade. Sentido semelhante é visto em Mc.7 35; (3) Quebrar, desfazer (At.13.43), destruir (At.27.41); (4) Soltar, livrar da morte e do pecado (At.2.24; Ap.1.5) Em At.2.24 vemos que a ressurreição de Jesus rompeu os grilhões da morte, e em Ap.1.5 que o seus sangue nos libertou dos nossos pecados (cf.Ap.5.9; 7.14).

4.    Rýomai: O termo ryomai aparece 15x em todo o NT, sendo que 7x refere-se a citações do VT, mas ele todos os casos Deus é o Libertador. Uma única vez o termo faz referência a Obra de Deus na Salvação, conforme apresentada por Paulo em sua Epístola aos Colossensses: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Cl.1.13). A ênfase aqui é sobre a libertação moral do homem, por que “Império das Trevas” ilustra a situação de pecado que o homem vivia antes da libertação efetuada por Deus, por meio de Jesus Cristo. Contudo, podemos nos lembrar de Rm.11.26 e 1Ts.1.10 como textos que expressão a expectativa escatológica do cristão.

iii.    Conceito: Portanto, deve ser observado que a doutrina da redenção mostrada pelo NT é um cumprimento completo da verdade mostrada em sombras no AT, de que há um sentido em que o preço é pago, mas o escravo não é necessariamente liberto  (que é o estado de todos por quem Cristo morreu que ainda não são salvos) e que, por uma realização mais profunda e abundante da redenção, o escravo pode ser solto e liberto (que é o estado de todos que são salvos). A relação dos não salvos com a verdade de que, pela sua morte, Cristo pagou o preço do resgate, é crer no que está declarado como verdadeiro. A relação dos salvos com a verdade de que, por sua morte, Cristo liberta, é reconhecer essa liberdade maravilhosa e, então, pela rendição de si mesmo, tornarem-se escravos voluntários do redentor. Se Cristo deu sua vida por mim, o mínimo que posso fazer é dar a minha a ele.

c.    Reconciliar o Mundo com Deus: A idéia de reconciliação é completamente neotestamentária, e só pode ser real por meio da Obra de Cristo. A reconciliação é necessária pelo fato de que o homem sem salvação vive em uma relação de inimizade e hostilidade com Deus (Rm.5.9, 10;  cf. 2Co.5), e, como inimigos de Deus está plenamente passível de sofrer a manifestação de Sua Ira. Contudo, o cenário não assim deixado, pois vemos que Deus propõe uma resolução para esse problema por meio da morte do Senhor Jesus (Rm.5.10). Assim, fomos aproximados a Deus, pois Cristo mudou completamente nosso estado anterior de inimizade e substituiu por um de Justiça e de completa harmonia com Deus (2Co.5.18-20; cf. Rm.5.10; 11.15; 2Co.5.18-21; Ef.2.16; Cl.1.20-21).

d.    Satisfazer a Ira de Deus: Como já foi demonstrado anteriormente, Deus demonstra sua Justa Ira para com o pecado (Jo.3.36; Rm.1.18-32; Ef.2.3; 1Ts.2.16; Ap.6.16; 14.10, 19; 15.1, 7; 16.1; 19.15), de forma que, qualquer que seja a atitude desse Deus absolutamente Santo contra o pecado, é completamente justo e aceitável, pois, devido a seu caráter Santo, não pode deixar impune o mal, nem tão pouco fingir que ele não existe, ou que não tem importância. Por sua Justiça e Santidade deve puni-lo. Contudo, em Cristo é providenciada uma oferta “propiciatória” e assim a Ira de Deus contra o pecado é apaziguada. Logo, pode-se dizer que a Morte de Cristo, além de Substitutiva, Redentora, Reconciliadora, é também Propiciatória, pois satisfaz a Ira de Deus pelo pecado (1Jo.2.1-2; Rm.3.25; Hb.9.5a).

B.    Conseqüências da Morte de Cristo:

Diante dos principais significados da Obra de Cristo a nosso favor é necessário demonstrar que tal Obra tem conseqüências diretas àqueles que são beneficiados por ela.

a.    Justificação: A Justificação não é apenas uma das conseqüências da Obra de Cristo a nosso favor, mas um tema doutrinário central na Salvação e fundamental para a essência do cristianismo. Tal importância é expressa pelo próprio vocábulo: “JUSTIFICAR”, que carrega o sentido de declara justo diante de Deus”. Isso não significa que uma pessoa, ao ser declarada justa, seja absolutamente sem falhas ou completamente justa no seu proceder, mas que a partir desse momento ela é Posicionalmente Justa, ou livre de culpa do pecado. “A justificação é o pronunciamento do juiz justo de que o homem em Cristo é justo; mas esta justiça é uma questão de relacionamento, e não de caráter ético” (LADD, George Eldon, Teologia do Novo Testamento. pp. 414). Como Deus não é apenas o legislador, mas o Justo Juiz (2Tm.4.8; Tg.5.9), o sentido forense da expressão está completo. Mas é válido demonstrar que, diante do Juiz, o justificado tem acesso pela fé a esta graça (Rm.5.2; 9.30), desfruta de um relacionamento de paz com Deus (Rm.5.1) e implica na demonstração de uma conduta concernente com a Nova Posição (Rm.6.7; Tg.2.24)

b.    Adoção: Paulo ensina que o presente de justificação traz com isto o estado de filiação por adoção (i.e., intimidade permanente com Deus como o Pai divino da pessoa, Gl. 3:26; 4:4-7).   Justificação é a bênção básica na qual adoção é fundada; adoção é a bênção de coroamento para a qual justificação é direcionada. O status de adotado pertence a todos que recebem o Cristo (Jo.1:12). Agora, os crentes estão debaixo do cuidado paternal de Deus e de sua disciplina (Mat.6:26; Hb.12:5-11) e é dirigido, especialmente por Jesus, a viver suas vidas levando em conta o reconhecimento de que Deus é seu Pai celestial. Adoção e regeneração acompanham um ao outro como dois aspectos da salvação que o Cristo traz (Jo.1:12-13), mas eles serão distinguidos. Adoção é o favor de uma relação, enquanto regeneração é a transformação de nossa natureza moral. Ainda a ligação é evidente; Deus quer que seus filhos, a quem ama, adotem o Seu caráter, e para isso, Ele entra em ação adequadamente.

c.    Santificação: Santificação é uma transformação contínua dentro de uma consagração mantida, e gera real retidão. Por “santo” entende-se aqui como um portador de uma verdadeira semelhança com Deus. Santificação é o estado de ser separado permanentemente para Deus, e aflora desde a cruz, onde Deus, em Cristo, nos comprou e nos conduziu para Ele (At.20:28; 26:18; Hb.10:10). Santificação implica em renovação moral (Rm.8:13; 12:1-2; 1Co.6:11, 19-20; 2Co.3:18; Ef.4:22-24; 1Ts.5:23; 2Ts.2:13; Hb.13:20-21).  Ou seja, somos santos e chamados à santificação (1Co.1.2).

d.    Perseverança: Diante do que já foi anunciado uma pergunta precisa ser feita: “Aquele que foi justificado, adotado, santificado persistirá para sempre neste estado?”. Ou melhor: “Será um cristão sempre um cristão?”. Ou ainda: “Existe possibilidade de se perder a salvação?”. Historicamente a resposta para a questão em pauta sempre correu para dois lados distintos: o sim (arminianos)  e o não (calvinistas). Ainda que o debate ainda subsiste nas conversas teológicas, é importante notar que as evidências bíblicas testemunham a favor da indestrutibilidade da salvação:

i.    Pedro: Em 1Pe.1.3-5 lemos: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo.”

ii.    Paulo: Paulo testemunha que nada pode nos separar do amor de Deus: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8.38-39). Em Fl.1.6 lemos: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus”. Na sua segunda carta a Timóteo também atesta: “…estou sofrendo estas coisas; todavia, não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia” (2Ti.1.12).

iii.    Cristo: O próprio Cristo testemunhou essa verdade quando falou que aqueles que o Pai lhe dá, irá até ele e Ele de modo nenhum os jogará fora (Jo.6.37). Neste mesmo trecho é anunciado por Ele que a vontade de Deus Pai é que todo o que crer tenha a vida eterna e seja ressuscitado por Ele no último dia (v.39, 40, 44; cf. Jo.10.27-30)

e.    Glorificação: A Glorificação é a confirmação dessa certeza obtida pela doutrina da Perseverança dos Santos. A Glorificação é o estágio final da salvação e é aplicado a todos os salvos incondicionalmente, observe: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm.8.28-39). Se analisado com cautela o texto, notar-se-á que todos os verbos relacionados a Salvação são ativos e reportam para uma atividade realizada por completo no passado: Conheceu, Predestinou, Chamou, Justificou, Glorificou. Ou seja, aquele que é salvo, já era conhecido por Deus e predestinado por ele para a salvação, mesmo que ainda seria chamado, justificado e glorificado. O que nota-se com clareza aqui é que Deus, quando resolveu conceder salvação eterna aos homens ele o fez de maneira completa. Logo, aquele que já foi Predestinado para salvação, já está Glorificado, mesmo que isso seja um evento futuro.

2 comentários sobre “Solução Divina para o homem

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