Tipo de pessoas encontradas pelo Caminho


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AVISO AOS LEITORES

É fundamental  ter lido os seguintes artigos, antes de aplicar os conceitos apresentados nesse post:

1. Necessidade do HomemArtigo que descreve a necessidade do homem de ter um salvador e de sua incapacidade de salvar-se;

2. Solução Divina para o homemArtigo que trata da exclusividade de Cristo na salvação do homem;

3. Entenda sua MensagemArtigo que trata de como transmitir essa idéia a outras pessoas.

É fundamental a leitura desses materiais em função de que abaixo oferecemos apenas ênfases importantes a serem tratadas na evangelização.

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A evangelização nos leva ao encontro de diversas pessoas, com diferentes questões, posturas, por isso é importante que o cristão esteja ao menos preparado para o tipo de abordagem a realizar com essas pessoas. Abaixo separamos alguns tipos de pessoas que podemos encontrar em nossa evangelização.

A.    Os que são Indiferentes:

Existem pessoas que parecem não se importar com sua situação diante de Deus, e eventualmente encontramos pessoas assim quando evangelizamos. Essas pessoas muitas vezes são indiferentes por não compreenderem  a distância que estão de Deus. Por isso, o cristão deve:

a.    Apresentar visão que Deus tem sobre o pecador: As escrituras apresentam um quadro muito negro sobre aqueles que ainda não foram redimidos: Morto (Ef.2.1-3), destituído da graça de Deus (Rm.3.23), destituídos de justiça (Rm.3.10), condenados à morte eterna (Jo.3.36), por mérito pessoal (Rm.6.23a).

b.    Apresentar a necessidade que ele tem de um Salvador: Já temos visto que a pecaminosidade é um exemplo da necessidade da Graça e Misericórdia de Deus. Se o primeiro passo for compreendido, será necessário demonstrar que apenas Jesus Cristo pode resolver o Seu problema, pois diferente de todas as religiões, que buscam chegar a Deus, o cristianismo prega um Deus se achega ao homem, enviando a Cristo para viver como homem, entre homens, sofrer e morrer no lugar da humanidade, para que aqueles que crêem em sua morte e ressurreição sejam feitos filhos de Deus.

c.    Apresentar o perigo da Rejeição: Apresente para essa pessoa que a rejeição da mensagem do evangelho implica em condenação (Jo.5.24), sofrimento com a Ira de Deus (Jo.3.36; 18), sem contar na continuidade da vida no pecado (Jo.8.24). Ajude-o a perceber que ignorar a mensagem do evangelho é uma forma de rejeição.

d.    Ilustre: Imagine que você está viajando em outro país de carro e não se dá conta da velocidade limite na rodovia. Pouco a frente um guarda pede que você encoste seu carro. Ao aproximar-se o policial o avisa que você estava acima do limite da velocidade permitida. Você até pode alegar que não sabia, que não tinha encontrado a informação, ou que estava desapercebido, mas isso não o fará menos culpado por sua violação.

B.    Os que se acham Pecadores Exagerados:

Eventualmente nós nos encontramos com pessoas que acham que já realizaram tantas coisas ruins que jamais serão aceitos por Deus. Esse é o tipo de pessoa que agora tem consciência de sua vida cheia de pecados do passado e acredita estar sem chance diante de Deus. Esse pode ser o homem que abandonou sua família, a mulher que realizou um aborto, o adolescente que sob uso de entorpecentes já realizou tanto mal quanto achava que era possível, entre outros. Essas  pessoas normalmente já tem consicência do mal que realizaram, mas não sabem como desfrutar do perdão de Deus. A essas pessoas devemos enfatizar:

a.     Que Deus é um Deus perdoador: Algumas vezes as escrituras chamam a Deus de perdoador (Ex.34.6-7; Nm.14.18-19; Sl.25.18; 78.38; 103.3; ) e essa é uma de suas características. Ajude-o a entender que Deus está pronto a perdoá-lo e que ele é capaz de perdoar qualquer pecado, exceto a rejeição do Sacrifício de Cristo (Jo.3.18; 36).

b.    Que em Cristo, todos os pecados são perdoados: As escrituras falam que em Cristo nós somos perdoados, redimidos, comprados de volta pra Deus e podemos ter acesso à Graça de Deus (Ef.1.3-7)

c.    Que Jesus veio para salvar pecadores: A missão de Jesus é diversas vezes apresentadas nas escrituras como “buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc.19.10). Ajude essa pessoa a conhecer a Jesus Cristo como aquele que veio ao mundo, não para chamar justos, “mas, os pecadores ao arrependimento” (Mt.9.13). Talvez o testemunho de quem era o apóstolo Paulo e o que ele se tornou em Cristo, ajude essa pessoa a enxergar melhor a grandiosidade do perdão de Deus: “Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, do qual eu sou o principal” (1Tm.1.15).

d.    Ilustre: Imagine que uma mulher estivesse com um valioso anel em sua mão enquanto andava pelo jardim da sua casa. Desapercebida, ela o deixa cair nas fezes que o cachorro do seu vizinho tinha feito. Então, ela desnuda seu braço, mete a mão na massa até encontrar o anel. Ela certamente não faria isso se o anel não lhe fosse extremamente valioso. Do mesmo modo Deus não enviaria Seu Filho para morrer no seu lugar se você não lhe fosse valioso. Não interessa quanta coisa errada você já fez, Deus está pronto a resgatá-lo de onde estiver. Lembre-o que “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm.5.8).

C.    Os que se acham Imperdoáveis:

Algumas pessoas acreditam que sua vida de pecado é tão grande que não serão perdoados por Deus. Algumas vezes essas pessoas já perderam a esperança de terem suas vidas resgatadas por Deus. Eventualmente essas pessoas consideram a salvação como fruto do mérito pessoal, e como elas se vêem extremamente pecadoras, acreditam que nunca serão perdoadas.

a.    Ajude-a a entender que a Salvação é por Graça: A má compreensão da salvação como dádiva de Deus, atrapalha essas pessoas a confiarem em Deus. Lembre do conceito e Ef.2.8-9.

b.    Ajude-a a entender que ninguém tem mérito: A má compreensão do que é pecado faz essas pessoas supervalorizarem seu erros de tal modo que se acham mais pecadoras do que outras. Na verdade as escrituras demonstram que pequenos atos de violação da vontade de Deus são suficientes para a condenação eterna, como o xingamento (Mt.5.22), os maus pensamentos (Mt.5.28-30), ou qualquer outra violação da Lei de Deus (Tg.2.10). Essa percepção o ajudará a perceber que ele não é diferente dos demais.

c.    Ajude-o a entender que o Sacrifício de Cristo é Suficiente para perdoá-lo: O texto de 1Jo.2.2 pode ajudá-lo nessa hora, pois demonstra claramente que o sacrifício de Cristo é suficiente para o mundo inteiro. Ou seja, se é suficiente para todas as pessoas do mundo, certamente ele também pode ser salvo.

d.    Ilustre: Considere por um momento um veneno muito perigoso, chamado cicuta. Diz-se que uma gota desse veneno é suficiente para matar um ser humano. Contudo, se você tomar alguns litros desse veneno seu estado não será mais morto que o que tomou apenas uma gota. Assim é o pecado: Não interessa a quantidade deles, um simples pecado já é suficiente para condená-lo diante de Deus. “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Ef.2.4-6).

D.    Os que acham que é tarde demais:

Outras pessoas acham que já ultrapassaram a cota de perdão de Deus e que não existe mais tempo para recuperar o tempo perdido. Esses eventualmente consideram que a salvação é por mérito, e será proveitoso auxiliá-lo a compreender a Salvação pela Graça.

a.    Insista com ele que nunca é tarde demais: Conte para ele que Deus é longânimo, e paciente conosco e que ele não quer que ninguém se perca, mas que todos se arrependam (2Pe.3.9).

b.    Insista com ele que hoje é o dia de acertar as contas com Deus: Nesse momento lembre-se do recado de Pedro: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (Act 2.38-39).

c.    Ilustre: Conte que na crucificação de Cristo dois pecadores foram crucificados com Ele, um a sua direita outro a sua esquerda. Um deles desprezou a Cristo, o outro reconheceu que sua punição era merecida, mas que Jesus nada devia. Depois ele pediu que Jesus se lembrasse dele no Seu Reino. E a esse pecador Jesus assegurou: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso” (Lc.23.39-43).

E.    Os que acham que não ficarão firmes:

Algumas pessoas que acabam de ouvir o evangelho ficam temerosas com sua reação à Graça de Deus. Por considerarem que a salvação tem uma grande parcela de esforço pessoal, essas pessoas tem medo, ou estão receosas, de tomar uma posição com Cristo por que não se sentem habilitadas a levar uma vida de acordo com o padrão de Deus.

a.    Ajude-as a compreender a Graça de Deus: É possível que essa pessoa não tenha entendido sua completa falta de mérito para recebe a Salvação. Tente ajudá-la com o texto de Ef.2.8-9. Veja também 2Co.12.9, 10; Fp.4.13.

b.    Ajude-as a compreender que é Deus quem garante nossa salvação: É fundamental que essa pessoa saiba que a Salvação é mantida pelo poder de Deus: “porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia” (2Tm.1.12). Deus é quem garante nossa salvação: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp.1.6).

c.    Ajude-as a compreender que o Espírito Santo é a garantida da nossa Salvação: Paulo nos ensina que quando cremos, somos selados com o Espírito Santo da Promessa, “o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória” (Ef.1.13-14).

d.    Ajude-as a compreender que é Deus que nos mantém salvos: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória” (Jd.24). “Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.” (Jo.10.29). “O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial. A ele, glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (2Tm.4.18)

e.    Ilustre: Se você tivesse todos os recursos disponíveis, e todo o tempo do mundo, você deixaria faltar alguma coisa a qualquer um dos seus filhos? Certamente não. Pois então, Deus tem todos os recursos disponíveis e todo o tempo do mundo para investir na sua vida. Por isso, Ele é capaz de mantê-lo firme no Seu caminho. Tudo o que você precisa fazer e estar disposto a viver com Ele.

F.    Os que não querem abandonar a vida pecaminosa:

Algumas pessoas têm tamanho prazer em na vida pecaminosa que levam que não estão dispostas a abandoná-la. Essas pessoas provavelmente tem uma visão muito errada sobre o prazer e o significado da rejeição de Cristo.

a.    Demonstre que o prazer segundo o mundo não satisfaz: Uma das promessas mais freqüentes do pecado é que ele pode satisfazer sua vida com o prazer que esse mundo oferece. Contudo, esse prazer nunca é recebido e que buscá-lo se mostrará inútil (Ec.1.2, 8; 2.1-2). Lembre essa pessoa do exemplo de Salomão: “Tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o coração de alegria alguma, pois eu me alegrava com todas as minhas fadigas, e isso era a recompensa de todas elas. Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol” (Ec.2.10-11)

b.    Demonstre que somente Deus pode dar prazer a vida: Uma das verdades sobre Deus é que Ele é o único que pode tornar a vida de alguém prazerosa. Observe a conclusão de Salomão: “Para o homem não existe nada melhor do que comer, beber e encontrar prazer em seu trabalho. E vi que isso também vem da mão de Deus” (Ec.2.24). “pois, separado deste, quem pode comer ou quem pode alegrar-se?” (v.25). “Descobri também que poder comer, beber e ser recompensado pelo seu trabalho é um presente de Deus” (Ec.3.13). Veja também Ec.5.18-19.

c.    Demonstre que o resultado de sua vida é a ausência Eterna de Deus: As escrituras ensinam que “inclinação da carne dá para a morte” (Rm.8.6) e que Deus trará todas as coisas a Juízo (Ec.11.9). Essa vida desregrada culminará no futuro no Inferno, que trata-se de um fogo eterno (Mt.18.8; 25.41; Mc.9.4; 9.45; cf. Jd.1.7). Assim, todo o que não tem o seu nome escrito no livro da vida será lançado no lago de fogo (Ap.20.15) eternamente.

d.    Demonstre que ninguém pode saber o que acontecerá amanhã: E que amanhã pode ser tarde demais. As escrituras ensinam que não podemos saber o que acontecerá no dia de amanhã (Pv.27.1) e que a vida do homem é tão breve e frágil que não poderemos garantir o que acontecerá amanhã (Tg.4.13-16). Ou seja, pode ser que o seu dia seja hoje, ou amanhã, e se for, o que você terá a oferecer: “Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lc.12.20).

e.    Ilustre: Conta-se a história de um trabalhador que ouviu dos seus companheiros de trabalho sobre o evangelho em diversas ocasiões. Ele afirmava ter entendido, mas não estava disposto a renunciar sua vida de festas para aceitar o evangelho. Sua atitude sempre era adiar sua decisão. Certa vez, saindo do trabalho, perdeu o controle do carro e entrou de frente com um ônibus. Sua morte foi instantânea. Para ele, não existe mais solução, pois “aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hb.9.27). Você quer mesmo confiar na incerteza do futuro, ou quer tomar uma decisão agora?

G.    Os que confiam em sua riqueza:

Via de regra o ser humano é um ser egoísta. De alguma forma todos nós sofremos desse mal, mesmo após a conversão. Entretanto, algumas pessoas colocam esse fato como uma barreira para não receber a Salvação Graciosa de Deus. Eventualmente, essas pessoas se opõem a salvação por medo de perder negócios, recursos, dinheiro, etc. A essas pessoas precisamos ajudar do seguinte modo:

a.    Identificar o problema de depender do dinheiro: As escrituras ensinam que a riqueza é instável e por isso não é prudente depender dela (1Tm.6.17). Também ensinam que ela não é garantia de provisão (Pr.23.5). Além disso, sabemos que nada pode comprar o favor de Deus, nem mesmo muita riqueza.

b.    Perceber que tal ordem de valores não é aconselhável: Aqueles que consideram a Deus e sua Graça de menor importância do que seus interesses pessoais estão em apostando suas fichas de modo errado. Observe a orientação de Jesus: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mc.8.36).

c.    Perceber a necessidade de receber a salvação: Se essa pessoa mudar todos os seus hábitos em relação ao dinheiro, sua visão sobre ele, mas não depositar sua fé em Jesus Cristo, nada teremos feito em benefício do pecador. Por isso, devemos ser atentos a maior necessidade do pecador que é a Jesus Cristo. Para isso, é importante demonstrar que a avareza é um pecado que precisa ser perdoado. Sobre a avareza, considere os seguintes textos: Mc.7.21-23; Lc.12.15; Rm.1.28-32; Cl.3.5. Ajude essa pessoa a perceber que ela ama e serve ao dinheiro e que esse tipo de vida é um tipo de vida que leva à condenação.

d.    Ilustre: Em Mateus 19.16-26 conhecemos a história do Jovem Rico, que se considerava uma pessoa boa, mas quando confrontada por Jesus sobre sua riqueza, reconheceu que não poderia herdar a vida eterna, por que tinha muitas riquezas e não queria se desfazer delas. Com essa história, você pode demonstrar que tipo de domínio o dinheiro exerce sobre as pessoas e como ele se coloca entre Deus e o pecador.

H.    Os que confiam em sua própria bondade:

No mundo existem muitas pessoas de conduta e até caráter muito elevado. Existem pessoas que se dedicam a filantropia e auxiliam muitas pessoas a mudar de vida através da assistência social. Pessoas com esse tipo de perfil se consideram pessoas boas, e tendo em vista o padrão da nossa sociedade, é bem provável que sua visão pessoal seja justificável.

a.    Ajude-as a perceber que o padrão de bondade é o próprio Deus: As pessoas que avaliam suas vidas pela vida de outras pessoas podem se considerar boas, mas quando colocadas lado-a-lado com Deus, todo ser humano se achará faltoso. Considere a pergunta do Jovem Rico e a Resposta de Jesus: “Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus.” (Mt.19.16-17).

b.    Demonstre que aos olhos de Deus ninguém é bom o suficiente: As escrituras falam claramente que diante da Bondade de Deus nenhum homem é suficientemente bom para agradá-lo: “como está escrito: Não há justo, nem um sequer não há quem entenda, não há quem busque a Deus todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Rm.3.10-12). Essa é nossa condição, desde o nascimento: “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl.51.5). Considere o padrão de Deus em Tg.2.10.

c.    Demonstre que todas as justiças do homem não são capazes de comprar o favor de Deus: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam” (Is.64.6). “Quem da imundícia poderá tirar coisa pura? Ninguém!” (Jó.14.4).

d.    Demonstre que, ainda que ele se ache uma pessoa boa pelo que faz, o seu coração é corrompido pelo pecado: Ainda que a pessoa possa ter alguma razão para se considerar uma pessoa boa diante dos seus olhos, precisamos ajudá-las a olhar para seu próprio coração e demonstrar que ele é desesperadamente corrupto (Jr.17.9), que dele sai toda sorte de pecado (Mt.15.19) e que no coração dele, ele certamente já pecou contra Deus (Mt.5.22, 27, 34, 39, 44).

e.    Demonstre que para o homem é impossível se salvar: “Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível” (Mt.19.26). O homem é incapaz de salvar-se.

f.    Demonstre o amor e a graça de Deus em Cristo: Ainda assim Deus o ama tanto que deu seu Filho (Jo.3.16) para morrer em seu lugar (Mt.20.28), pagando o preço do seu pecado (1Jo.2.2), para que ele pudesse ter vida eterna com Deus (Jo.3.36).

g.    Ilustre: Conta-se a história de um lugar que tinha um grande rio que cortava uma região montanhosa, fazendo nas suas margens um abismo para que olhasse do topo da montanha. Entre as pessoas que moravam na região dizia-se que se alguém conseguisse chegar ao outro lado poderia viver eternamente. Muitos se aventuraram nessa tarefa, mas por não terem os instrumentos necessários, ou condição pessoal, todos que se aventuraram foram levados pela correnteza e morreram. Essa é a nossa história: Estamos separados de Deus por causa do pecado, e não há nada que possamos fazer para vencê-lo. Por isso, Deus enviou seu Filho para estabelecer uma ponte entre esses dois lados. Aqueles que confiam na Obra de Jesus Cristo são convidados a mudar de margem por meio da ponte estabelecida por Deus. Ainda assim, algumas pessoas rejeitam a ponte, e tentam por suas próprias forças. E você, em quem quer confiar?

I.    Os que acham que fazem mais bem do que mal:

Esse é um grupo de pessoas relativamente grande. Eles acreditam que existe algum tipo de balança cósmica que irá avaliar a quantidade de coisas boas e ruins que fazem, e que se a quantidade de coisas boas for maior, eles irão para o céu. Esse grupo precisa ouvir basicamente o mesmo que o grupo anterior, mas convém usar outra ilustração:

a.    Ilustração: Vamos considerar que a partir de hoje, todos nós cumpramos cabalmente a Lei de Deus. Será que isso resolveria nossa situação diante de Deus? Será que isso é suficiente para pagar as infrações anteriores? Para ilustrar esse fato, vamos pensar em um “Assassino”, um Serial Killer. Durante cinco anos ele vitimou dezenas de crianças. Mas, um dia achou que sua vida era um vívido malefício à sociedade. Então, resolveu cumprir toda a Lei de seu País, e tornou-se um cidadão exemplar. Isso seria suficiente para apagar o débito que este homem tem com a sociedade? É evidente que não. Se ele resolver cumprir toda a Lei de seu País, ele não está fazendo nada além da sua obrigação. O mesmo se aplica a sua situação com Deus: boas ações não apagam as más, por que, quando fazemos o bem não estamos fazendo nada além da nossa obrigação.

J.    Os que acham que Deus é muito bom para condenar:

Muitas pessoas entendem a Deus como uma figura muito parecida com a de um Papai Noel: Ele sempre presenteia os bons, mas jamais condenaria os maus. As pessoas que pensam assim acham que Deus é Todo Amor, Todo Bom, cheio de misericórdia e por isso aceitará qualquer ser humano em qualquer situação, pois não faz parte da sua natureza condenar. Essas pessoas precisam entender:

a.    Que Deus é Justo: Uma das verdades sobre Deus é que Ele é completamente Justo e poderoso Juiz para exercer essa justiça: “Mas, ó SENHOR dos Exércitos, justo Juiz, que provas o mais íntimo do coração” (Jr.11.20). “Ele mesmo julga o mundo com justiça, administra os povos com retidão” (Sl.9.8). O exercício de Sua Justiça implica em usar de sua ira contra o pecado: “Mas, se a nossa injustiça traz a lume a justiça de Deus, que diremos? Porventura, será Deus injusto por aplicar a sua ira?” (Rm.3.5).

b.    Que Deus não pode conviver com o Pecado: Por que Deus é Santo ele não pode deixar de punir o pecado. Esta punição é vista na Bíblia como Deus derramando a sua ira contra os pecadores. Deus deixa isto estampado claramente nas escrituras: Dt.32.39-43; Ex.22.23, 24; Nm.11.1, 10, 32, 33; 1Sm.15.3 cf. Dt.7.2-8; Rm.1.18. Deus odeia o pecado por que é Santo; e por que odeia, seu furor se acende: “Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias. Se o homem não se converter, afiará Deus a sua espada; já armou o arco, tem-no pronto; para ele preparou já instrumentos de morte, preparou suas setas inflamadas”. (Sl.7.11-13).

c.    Que Deus não pode aceitar aqueles que o rejeitam: As escrituras deixam claro que aqueles que rejeitam a Jesus Cristo estão condenadas: “Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (Jo.3.18); “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (Jo.3.36).

d.    Que por Amor Deus resolve o problema do homem: As escrituras dizem que Deus amou o mundo de tal maneira que enviou Seu Filho, não para puni-lo, mas para salvá-lo (Jo.3.16-17). Também fala que o amor de Deus é grande e sua misericórdia abundante (Ef.2.4), e por não desejar a morte no pecado (1Tm.2.4), oferece uma substituição justa para o seu pecado.

e.    Que Deus oferece uma substituição Justa: Em Gálatas 3.10 lemos: “Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las”. Ou seja, todos os que pecaram contra Deus em um só ponto (Tg.2.10) estão condenados eternamente por todos os mandamentos. Mas, “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro)” (Gl.3.13). Ou seja, Cristo assumiu nosso pecado, se fez maldição em nosso lugar, para que pudéssemos ser livre da nossa merecida punição. Em outras palavras: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”  (2Co.5.21).

f.    Ilustre: Imagine um julgamento com júri popular envolvendo um pai que, ao que tudo indica, matou sua própria filha. No decorrer do julgamento ficasse claro que tal pessoa fosse culpada da ação que é acusada, e todos têm consciência disso. Então o Juiz pede para que todos fiquem em pé e inicia a declaração de sentença: “Sabemos que esse pai matou sua filha, e esse fato foi claramente demonstrado pelas evidências apresentadas. Entretanto, por acreditar no perdão, estou o liberando para que continue sua vida sem a culpa do seu ato. Portanto, a partir de agora ele é um homem livre”. Você acharia isso justo? Certamente não. Você sabe que todo criminoso deve pagar por seus erros. Essa é sua situação espiritual: Se você pecou contra Deus, você está condenado à morte eterna (Rm.3.22; 6.23). Isso é a Justiça de Deus. Mas, por amor ele proporcionou um substituto para sofrer sua punição em seu lugar para que você pudesse ser livre. Isso é o Amor de Deus. Contudo, se você não receber esse presente de Deus, você continuará debaixo da sentença de morte. Então, o que você quer fazer com o presente de Deus?

K.    Os que acham que não precisam de Jesus:

As razões para uma pessoa pensar que não precisa de Jesus podem ser muitas: Ela pode confiar em sua bondade, riqueza, rejeitar a religião, a igreja ou a bíblia, entre várias outras. Nesse caso, devemos apresentar todos os pontos do Evangelho, mas com especial atenção ao conceito do pecado, pois certamente essa pessoa não compreendeu quais as implicações do pecado em relação a Deus.

a.    Demonstre que todo pecado é uma ofensa contra Deus: As escrituras são claras em demonstrar que todo o pecado, por mais insignificante que pareça ser, é uma ofensa direta a Deus. Jesus fala que até um xingamento é capaz de garantir o Inferno ao homem (Mt.5.22). Ou seja, apesar de o xingamento ser orientado contra uma pessoa, a maior ofensa é feita contra Deus. É oportuno lembrar dos seguintes exemplos e conceitos: José e a mulher de Porifar (Gn.39.9), do reconhecimento do Faraó (Ex.10.16),  o exemplo de Acã (Js.7.20), Davi (2Sm.12.13; 24.10; Sl.41.4; 51.4), Israel (Mq.7.9), Filho Pródigo (Lc.15.18, 21), da situação do homem (Rm.8.7).

b.    Demonstre que o grau da gravidade de uma ofensa depende a dignidade do ofendido: Se o pecado é um mal orientado contra Deus, temos que entender o que significa ofende-lo. Para apresentar esse conceito, ilustre do seguinte modo:

i.    Ilustre: Imagine que você está a andar na rua e vindo em sua direção aproxima-se um cachorro pulguento e sarnento. Incomodado com o cão, você o chuta para que se afaste de você. Certamente, o chute não deixaria os defensores dos animais contentes, mas, ninguém o poderia prender por isso. Mas, a cena mudaria de figura se, ao invés de chutar um cachorro, você tivesse chutado uma criança. Por essa ofensa você poderia ser preso. Qual é a diferença nos dois casos? A ofensa não foi a mesma? O que mudou foi a dignidade do ofendido, que tornou a ofensa ainda maior. Se o pecado é uma ofensa à dignidade de Deus, qual é o tamanho da minha dívida com Ele?

c.    Demonstre que sua dívida com Deus é impagável: A dívida que o homem tem com Deus pode ser vista de dois pontos de vista: Por sua condição e realização:

i.    Condição Insuficiente: Se os homens sempre dessem a Deus o que lhe é devido, nunca pecariam, pois pecar nada mais é do que não conceder a Deus o que lhe é devido.  Se pecar é não dar a Deus o que lhe é devido, estamos desonrando a Deus, e tiramos-lhe o que lhe é devido. Segue-se que, enquanto não for restituído, a culpa permanece. Se, porventura, resolvemos conceder tudo o que é devido a Deus, não estamos fazendo mais do que a nossa obrigação, e assim, não cancelamos a dívida lançada anteriormente.  Ou seja, a dívida que o homem tem diante de Deus é impagável por sua condição.

ii.    Realização Abundante: Se o grau da gravidade da ofensa depende do nível de dignidade do ofendido, e o pecado é uma ofensa direta a infinitude da dignidade de Deus, segue-se que a culpa do homem é infinita, e para supri-la exige uma satisfação infinita.  Se isto é verdade, o homem nunca poderá supri-la, pois é finito.

d.    Demonstre a necessidade de Jesus Cristo: Uma vez que fica claro que o homem é incapaz de salvar-se, passamos a depender exclusivamente de Deus para sanar essa dívida (Mt.19.26). Mas, a culpa não pertence a Deus, mas ao homem. Logo, Deus não deveria pagá-la, pois isso seria injusto. Ou seja, o homem deveria pagar, mas não pode. Deus poderia, mas não deve. Segue-se que é necessário um Homem-Deus, pois como homem assume a dívida, e como Deus paga a dívida. Por que o que não é assumido não é redimido. Caso seja necessário demonstrar nas escrituras esses conceitos, abaixo deixamos algumas sugestões:

i.    Humanidade de Cristo: No Antigo Testamento vemos claras indicações de que o Messias prometido seria um ser humano: Gn.3.15; 49.10; Dt.18.15; Sl.2.2; 45.2; 132.11; Is.11.10; 42.1; 49.6; 52.14; 53.2; 55.4; Jr.23.5. Neste ponto o Novo Testamento é claro: Jo.8.40; At.2.22; Rm.5.15; 1Co.15.21; Jo.1.14; 1Tm.3.16; 1Jo.4.2; Mt.26.26,28, 38; Lc.23.46; 24.39; Jo.11.33; Hb.2.14; Lc.2.40, 52; Hb.2.10, 18; 5.8; Mt.4.2; 8.24; 9.24; 9.36; Mc.3.5; Lc.22.44; Jo.4.6; 11.35; 12.27; 19.28, 30; Hb.5.7.

ii.    Divindade de Cristo: No Velho Testamento existem evidências de um Messias divino: Sl.2.6-12, 45.6-7, 110.2; Is.9.6; Jr.23.6; Dn.7.13; Mq.5.2; Zc.13.7; Ml.3.1.  O Novo Testamento é muito mais enfático e claro nesse sentido. Os escritos joaninos expõem esse fato incansavelmente: Jo.1.1-3, 14,18; 2.2,25; 3.16-18, 35, 36; 4.14,15; 5.18, 2-22,25-27; 11.41-44; 20.28; 1Jo.1.3, 2.23; 4.14, 15; 5.5, 10-13, 20. O mesmo acontece com Paulo: Rm.1.7; 9.5; 1Co.1.1-3; 2.8; 2Co.5.10; Gl.2.20; 4.4; Fp.2.6; Cl.2.9; 1Tm.3.16. O autor de Hebreus, além de ter por propósito demonstrar a supremacia de Cristo, evidencia esse fato: Hb.1.1-3, 4.14; 5.8 entre outros. Os evangelhos sinóticos são versados sobre essa idéia: Mt.5.17; 9.6; 11.1-6, 27; 14.33; 16.16, 17; 25.31-46; 28.18; Mc.8.38; 13.35-37; Lc.10.22 entre muitas outras.

iii.    Deus Homem: Alguns versos das escrituras deixam clara a completa natureza de Cristo como Deus e Homem, sendo Deus sem detratar sua humanidade e sua humanidade sem diminuir sua divindade:

1.    Is.7.14 (cf. Mt.1.22-23): Fala de um menino que nasceria e seria chamado Deus entre nós. Se o descendente da mulher é Deus entre nós, deve ser Deus Homem.

2.    Is.9.6: Fala de um menino que nasceria e seria chamado Deus Forte e Pai da Eternidade. Ora, se é descendente da mulher (Gn.3.15) e Pai da Eternidade, só pode ser considerado Deus-Homem.

3.    Lc.2.10-11: O texto nos diz que o menino que nasceu é o Salvador, Messias e Senhor. No AT somente Deus é Salvador (Is.43.11, 15,21), mas as escrituras chama a Cristo de único salvador (At.4.12). O termo Senhor é usado para descrever a Deus e a Jesus Cristo, o que reforça a idéia de que Jesus é Deus. Segue-se que esse menino é Deus homem entre nós.

4.    Jo.1.1-3, 14: Nesse texto lemos que Jesus Cristo é chamado de Verbo (Logos) e que Ele estava com o Pai desde a eternidade passada (v.2), que é Criador de todas as coisas (v.3; cf. Cl.1.16) e portanto não é criado, e que é plenamente Deus (v.1). Entretanto, o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e verdade.

5.    At.20.28: Nesse verso vemos que Deus comprou a igreja com seu sangue. Ora, sabemos que o sacrifício foi efetuado por Cristo, o Verbo encarnado, e por isso é que houve verdadeiro derramamento de sangue. Portanto, vemos nesse texto a natureza Divina e Humana de Cristo apresentada em um mesmo verso.

6.    Rm.9.5: Nesse texto lemos que o Messias é segundo a carne, descendente dos judeus, mas é Deus sobre todos.

7.    Fp.2.5-11: Esse texto usa um claro contraste entre os termos “forma de Deus”, que Paulo entende como a descrição da igualdade com Deus,  e “forma de servo”, que Paulo explica como sendo a semelhança de homens, reconhecido em figura humana. Portanto, está claro que “forma de servo” implica em completa humanidade, do mesmo modo que “forma de Deus” implica em completa divindade.

8.    1Jo.1.1: Jesus é chamado de o que era desde o princípios, em alusão ao texto de Jo.1.1, o que fala sobre sua Eternidade e Pré-existência. O texto também fala que Jesus é aquele que foi ouvido, visto, contemplado e apalpado (Lc.24.39), o que deixa bem claro sua humanidade.

L.    Os que acham que todas as religiões levam a Deus:

Muitas pessoas estão equivocadas quanto a salvação, e muitas delas acreditam que qualquer religião pode levar a Deus. Essas pessoas precisam compreender o peso do pecado e a exclusividade de Cristo. Os tópicos anteriores têm material suficiente para essa abordagem, e portanto, é aconselhável voltar seus olhos para os exemplos anteriores. Ainda assim, algumas sugestões são importantes:

a.    Demonstre a incoerência dessa afirmação: Se todas as religiões levam a Deus, por que elas são tão diferentes? O grande problema das pessoas que defendem essa posição é que não conhecem outras religiões, e quando analisadas a distância e com pouca informação, essa afirmação parece verdadeira. Ajude-o a compreender que existem religiões cujo foco nem é achegar-se a Deus. Observe alguns exemplos de diferenças de objetivos religiosos:

i.    Budismo: Essencialmente o budismo trata da transcendência da alma e seu fundador, Gautama, negava a existência de divindades, embora a considerasse útil para o cotidiano. Eles defendem a reencarnação e que a salvação é a possibilidade de interromper o ciclo da reencarnação em um estado elevado. O Budismo é centrado na disciplina prática e portanto não tem qualquer relação com Deus e sua vontade, mas com o homem e seu auto-controle e disciplina. Portanto, os que se aventurarem no Budismo, jamais chegarão a Deus, pois jamais findarão por sua própria disciplina o pecado e suas conseqüências.

ii.    Kardecismo: Fundado por Alan Kardec (1804-1869) é uma das religiões mais influentes em nosso pais. É uma religião que aceita a fusão de outras religiões e por isso, é facilmente acessível a católicos nominais. O Kardecismo é fundamentado na evocação dos espíritos (em geral pessoas falecidas), que é recebido pelo médium (que faz a conexão entre o mundo natural e espiritual) e pode através dele se comunicar com pessoas vivas. Em nenhum momento a questão é centrada em Deus, ou preocupada em levar pessoas até Ele, o foco, é a vida na terra, cheia de boas obras para auxiliar homens a transcenderem seu estado atual a um melhor, até atingir a perfeição por méritos pessoais, pois “fora da caridade não há salvação”. Portanto, o objetivo final não é Deus, mas o homem, e em nenhum momento há qualquer preocupação com a resolução do problema do pecado. Segue-se que aqueles que se aventuram nesse caminho não são orientados para Deus, e trilhando o não chegarão até Ele.

iii.    Catolicismo: Muito embora o catolicismo apresente a Cristo, utilize as escrituras, defenda a divindade de Cristo, a Trindade, entre diversos outros distintivos teológicos cristãos, o católico (praticante ou não) acredita na salvação pelas obras. O católico praticante e devoto de algum santo, normalmente defende a idéia das penitências, da oração para determinados santos para busca de algum bem, cura ou proveito pessoal, como demonstração de piedade e busca a Deus. Entretanto, todas essas iniciativas não resolvem o problema do pecado, e os que insistem nesse caminho não poderão achegar-se a Deus. Para se demonstrar isso a um católico, pergunte a respeito da sua certeza sobre a vida futura: Normalmente um católico não sabe se passará a eternidade com Deus. Nesse momento é oportuno falar sobre a exclusividade de Cristo. Se puder, utilize a bíblia católica para demonstrar esses fatos, pois os versos estão nos mesmos endereços e a mensagem é clara e bem traduzida.

iv.    Seitas pseudo-cristãs: São várias as seitas falsamente cristãs: Testemunhas de Jeová, Mórmons, Adventistas, entre outras. Todas essas tem alguma visão distorcida sobre Deus, Cristo e a Salvação, e embora o alvo pareça ser Deus, em geral, eles buscam um Deus que eles mesmos fabricaram, e se acham os únicos verdadeiramente salvos.

b.    Demonstre a insuficiência da Religião: Nesse tipo de diálogo, as pessoas pensam que estamos diminuindo a religião de outras pessoas para valorizar a nossa. Ajude essa pessoa a entender que a questão fundamental não é o lugar que você vai, o livro que você lê, ou o tipo de cerimonial que você participa. Demonstre que todas as atitudes dos homens em direção a Deus é insuficiente para resolver o problema do pecado. Ilustre esse fato com sua própria Igreja: Não é por que as pessoas vão à sua igreja é que elas são salvas.

i.    Evangélicos: Ilustre esse fato perguntado se ele já ouviu falar de evangélicos que foram presos, ou acusados de escândalos, envolvidos em escândalos sexuais entre diversas outras situações.  É claro que já ouviram. Isso demonstra que não é a filiação a uma determinada igreja que salva. Também demonstra que a religião, pela religião não resolve o problema do pecado.

ii.    Judaísmo: Conte o caso do rabino Henry Sobel que foi preso nos EUA por tentar roubar gravatas. Segundo investigação (local) ele teria furtado gravatas de três lojas e possivelmente uma quarta, teria sido preso, pagado a fiança (U$ 3.000,00) e o preço das gravatas (U$ 680,00). (Fonte: Folha, Cotidiano, 29/03/07). Se religião resolvesse o problema do pecado, os líderes religiosos não cometeriam esse tipo de crime.

iii.    Catolicismo: Lembre seu amigo dos casos de pedofilia que estão sendo revelados em todo o mundo. A crise moral pública da Igreja Católica serve para ilustrar a idéia de que a religião não resolve o problema do pecado, e que a liderança religiosa está vergonhosamente afirmando esse conceito com suas vidas. Uma visita ao Google e ao Youtube auxiliam na demonstração desses fatos.

iv.    Testemunhas de Jeová: São inúmeras as acusações de pedofilia e estupro entre os Testemunhas de Jeová. Há alguns anos atrás uma pessoa influente na Sociedade Torre da Vigia (Barbara Anderson) apresentou, acidentalmente, ao mundo uma verdade escandalosa sobre sua organização: Casos de estupros, pedofilia que aconteciam nos Salões do Reino que não eram denunciados nem tratados. Uma visita ao Google e ao Youtube pode elucidar esses fatos.

v.    Conceito: Ainda que todas as religiões preguem virtudes, boas obras, ela não é capaz de resolver o problema do coração do homem e de seu pecado. As religiões podem abafar o coração e minimizar os efeitos do pecado, mas não pode redimi-los, perdoá-los e muito menos levar o homem a Deus. Todas as religiões demonstram por fato que são insuficientes. Por isso, é importante demonstrar o peso do pecado e  a exclusividade de Cristo.

c.    Demonstre a abrangência do pecado: Demonstre que o pecador é totalmente depravado, incapaz de achegar-se a Deus, que em seu estado natural está condenado eternamente ao inferno e que todas as iniciativas pessoas para resolver esse problema são insuficientes.

d.    Demonstre Exclusividade de Cristo: Não existe outra possibilidade de Salvação, senão por Cristo. Ninguém tem acesso ao Pai fora de Jesus Cristo: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At.4.12; cf. 1Tm.2.5-6; Rm.3.19-20; Gl.3.11; Hb.7.25).

e.    Demonstre a exclusividade da Fé: Fé refere-se tanto à crença intelectual quanto à confiança ou compromisso pessoal em um relacionamento. Normalmente, os autores bíblicos não fazem essa distinção de maneira explícita, mas é evidente que para salvação ambos sentidos estão envolvidos (Rm.3.28; At.26.16-18; Rm.5.1-2).

f.    Demonstre a s exclusividade da Graça de Deus: A graça de Deus exclui todo mérito e sentimento de auto-suficiência. É por meio da graça e não por meio da capacidade ou produção pessoal. A salvação é um presente (Rm.3.23-24; Tt.3.3-5; Ef.2.8-9).

M.    LEMBRETE:

Sempre que tiver o privilégio de evangelizar uma pessoa, deixe claro que diante dessa informação a pessoa tem que tomar uma decisão, e só tem três alternativas para isso:

a.    Rejeitar: A rejeição pode acontecer de diversas formas: A omissão, indiferença também são formas de rejeição, embora pareçam mais brandas. Entretanto, as conseqüências são as mesmas. Caso a pessoa que você está a evangelizar tomar qualquer uma dessas atitudes, ajude-a a compreender a gravidade dessa escolha diante de Deus. Sugira que, avançar um estágio (pensar melhor) é muito mais aconselhável.

b.    Pensar melhor: Aqueles que optam por pensar melhor no assunto podem sofrer de falta de condições/ferramentas para avaliar melhor sua situação. Portanto, você deve estar preparado para ajudá-lo a pensar no assunto. Sugira um estudo bíblico, ou até mesmo a manutenção dessa conversa em outras oportunidades, mas lembre-se sempre: Embora pensar melhor no assunto é um estágio melhor do que rejeitar, nosso foco e objetivo é que essa pessoa possa decidir-se por Cristo genuinamente.

c.    Aceitar: Aqueles que chegam a esse ponto e estão dispostos a tomar uma posição ao lado de Cristo, nem sempre compreendem tudo o que significa esse comprometimento. Por isso, em alguns casos, pessoas tomam uma posição com Cristo em um dia, mas se convertem posteriormente. Por isso, é importante que você esteja disponível para ajudar essa pessoa no início da sua caminhada

Um comentário sobre “Tipo de pessoas encontradas pelo Caminho

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