Pastor como esse não existe mais – Reverendo Noé Wey


Algo que poucos sabem a meu respeito é que além de filho de missionário, também sou neto de uma santa mulher chamada Celina filha do Reverendo Noé, homem respeitado por todos que o conheceram como um homem de Deus. Não era incomum encontrar pessoas que o conheceram e ouvir a frase: “Pastor como esse não existe mais“, de tal modo que sempre que ouvi algo sobre o Reverendo, também ouvia essa frase.

Como minhas fontes de conhecimento do Reverendo sempre eram de familiares, achava que isso tratava-se apenas de um apreço justificado pelos laços afetivos da família. Contudo, há poucos anos atrás estive em um encontro de pastores da Igreja Presbiteriana em Americana onde encontrtei um missionário já idoso calado no fundo do salão. Como não conhecia muitas pessoas e o silêncio introspectivo daquele senhor me parecia convidativo para uma conversa, fui até ele e me apresentei.

Em poucos minutos ele já estava me contando sobre seus anos de ministério em toda região do norte do estado e sul de minas. Quando o ouvia contar suas histórias, me ocorreu mencionar que meu bisavô foi um grande pastor que trabalhou nessa mesma região há um bom tempo atrás (tanto tempo que nem sei ao certo quando foi). Quando ele me perguntou o nome desse pastor, mais que depressa disse: Reverendo Noé Wey. Ao ouvir o nome do nobre pastor, lágrimas correram em seu rosto e ele me disse: “Eu me converti com ele” – e em seguida completou – “Reverendo Noé, pastor como esse não existe mais“.

É interessante notar como esse homem marcou as vidas de diversas pessoas. Meu pai conta que quando ele faleceu, vários pastores da região vieram até sua casa e acabaram levando de presente seus livros e mensagens transcritas. Na ocasião, meu pai não tinha interesse nesse material, mas com o passar dos anos sentiu não ter nenhum material escrito por seu avô. Mas, muitos anos depois algo inesperado aconteceu.

Enquanto visitava parentes e mantenedores do seu ministério, encontrou o Reverendo Edson de Oliveira Lima e sua esposa Cecília, que também haviam conhecido o Reverendo Noé. Conversando sobre suas memórias sobre o Reverendo, meu pai ficou sabendo que eles tinham os “autógrafos” (manuscritos originais) de mensagens do Reverendo Noé. Na hora meu pai ficou entusiasmado e perguntou se poderia ter acesso a alguns desses manuscritos. Prontamente Cecília se dipos a procurar onde estariam esses manuscritos e alguns meses depois enviou ao meu pai uma caixa com diversas mensagens do Reverendo Noé.

O material é de tão alta qualidade literária e teológica, que resolvi publicar alguns desses manuscritos aqui no Teologando. Por isso, te convido a ler e aproveitar dessas mensagens com dezenas de anos, que ainda são extremamente atuais para todos os cristãos.

Bom proveito!

Marcelo Berti

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