Como montar uma equipe ministerial saudável?


Uma boa identificação de uma equipe ministerial saudável nos oferece uma clara visão de um futuro almejado para nossos ministérios, mas não nos leva até lá. O que, então, é necessário para montar uma equipe ministerial saudável para a Glória de Deus? Essa é a pergunta fundamental.

Em nossa jornada ministerial temos percebido que para uma equipe ministerial saudável é necessário quatro conceitos fundamentais: Definição, Seleção, Associação e Desenvolvimento. Vamos conceituar brevemente cada um desses princípios fundamentais.

1. Definição

Por definição, estamos falando daquela característica essencial de um ministério que estipula as limitações e especificações do trabalho esperado: Missão, Visão, Valores, Metas, Ações, Plano de Ação, Funções ministeriais, Organograma, Cronograma e assim por diante. Parece elementar demais ter que falar sobre esses assuntos, mas é impressionante como esses princípios são esquecidos no ambiente do trabalho ministerial. Por uma questão de organização, nesse artigo, apresentamos esses princípios organizados abaixo:

A. Objetivo geral

Por objetivo geral do ministério estamos falando sobre:

  1. Consciência de Propósito: É fundamental que a equipe ministerial tenha clara percepção da razão de sua existência como indivíduos e como voluntários a serviço do nosso Supremo Senhor. Essa consciência de propósito é sempre primariamente doxológica, mas deve sempre incluir aspectos e características específicas para cada ministério. A pergunta fundamental a ser respondida é: Por que esse ministério existe?
  2. Missão: A missão é aquela declaração que estabelece e define o propósito do ministério. Uma boa descrição de missão deve ser ao mesmo tempo abrangente e limitadora, ou seja, representa a ampla gama de trabalho do ministério, do mesmo modo que apresenta claramente o que esse ministério não faz. É fundamental que a missão de um ministério seja completamente fundamentada nas escrituras, pois não é aceitável que um ministério exista sem o referendo das escrituras.
    Em nosso caso, a descrição da missão é delegada pela liderança da Igreja, pois cada ministério responde a uma ou mais características da Missão Geral da Igreja. Ou seja, é fundamental que o todo da Igreja tenha uma direção definida e que os diferentes ministérios da mesma, com seus objetivos menos abrangentes, também fluam em direção a esse cumprimento. A pergunta fundamental a ser respondida é: O que fazemos?
  3. Visão: A missão de um ministério é fundamental para se compreender que tipo de trabalho é esperado do ministério, entretanto não é suficiente para desenvolver um ministério saudável, é também necessário ter uma visão para o ministério. Por visão entendemos que é uma imagem mental clara e desejável de futuro que promove união, motivação e paixão. A pergunta essencial a ser respondida aqui é: “Onde queremos chegar?”. Existem inúmeras razões para se ter uma visão clara para um ministério:
    1. Motiva pessoas ao serviço: Uma descrição clara de onde se quer chegar num futuro próximo (tangível) impulsiona voluntários a dedicação do trabalho.
    2. Auxilia a seleção de voluntários: Quando temos uma visão clara, temos em mente as características almejadas para cara voluntário em cada parte do nosso ministério. Também nos auxilia a “despedir” voluntários que não estão dispostos a concretizar o que almejamos para o ministério.
    3. Capacita a orientação da liderança: Com uma visão clara para o ministério, o líder pode orientar com clareza e definição, e os voluntários podem ter confiança nessa orientação pois para eles também é claro o lugar onde querem chegar como ministério.
    4. Reduz a frustração da equipe: Também é possível que algumas derrotas não levem a frustração com o ministério, pois apesar de não terem sido bem sucedidos em determinada ação, a razão de ser do ministério, seu trabalho e seu futuro não são defeitos.
    5. Atrai ampla cooperação: Quando um líder sabe onde está indo e sua equipe está consciente disso, a equipe trabalha em cooperação. Quando a cooperação supera a competição ou a apatia, essa equipe pode finalmente correr em direção ao seu futuro almejado. Quando uma equipe exala essa cooperação em prol de um objetivo é normal que outras pessoas tenham interesse em fazer parte desse ministério.
    6. Auxilia a avaliação do ministério: Se não sabemos onde queremos chegar, como saberemos onde estamos para saber se nos desenvolvemos? Uma avaliação real do ministério exige uma clara visão de futuro.
    7. Encoraja a perseverança: Com uma equipe consciente de sua missão e com uma visão clara de ministério almejado é mais fácil que as dificuldades enfrentadas não se tornem obstáculos intransponíveis. Uma equipe que trabalha junta e em cooperação em direção de um objetivo maior a ser perseguido certamente incentivará seus membros a continuarem trabalhando.
    8. Estabelece claramente a hierarquia do ministério: Um líder com uma visão clara de ministério certamente terá voluntários que queiram trabalhar com ele. Bill Lawrence sobre isso diz: “Saiba onde você está indo e você atrairá pessoas a irem com você”. Se isso acontecer com nosso ministério teremos estabelecido o principal elemento da hierarquia ministerial: Quem é o líder!
  4. Valores: Os valores ministeriais são balizas orientadoras do processo do trabalho ministerial esperado da equipe. São aqueles princípios que nos definem e que se deixássemos de os perseguir deixaríamos de existir. Valores focam e definem nossa identidade. A pergunta essencial aqui é: “O que realmente importa?”.

B. Objetivos Específicos

Por objetivos específicos estamos considerando:

  1. Metas: São descrições ousadas, factíveis, mesuráveis e inspiradoras de objetivos específicos a serem perseguidos pelo ministério. Ex. Ter proporcionado a possibilidade para que 6.000 pessoas ouçam o evangelho. Nossas metas tem horizonte de 3 anos.
  2. Ações: São especificações claras de atividades que o ministério pretende realizar para alcançar uma meta específica. Normalmente são necessárias diversas ações para se realizar uma meta. Ex. Realizar um acampamento evangelístico com escolas públicas em 2011. Nossas ações tem horizonte de 1 ano.
  3. Plano de Ação: É o detalhamento particular de cada uma das ações definidas pelo ministério. Por exemplo, se a ideia é realizar um acampamento com escolas públicas, precisamos de várias especificações, como definição do local, da equipe, do trabalho, da divulgação e assim por diante. O horizonte de um plano de ação é a completa realização de uma ação específica.
  4. Rotinas: Diferentes de ações pontuais, as rotinas são práticas constantes na equipe de trabalho, e sua definição pode definir a diferença entre a realização e o fracasso. Por exemplo, um ministério deve desenvolver rotinas básicas de trabalho que serão repetidas até que se entenda que precisam ser alteradas. Algumas rotinas são essenciais e não podem ser minimizadas, como por exemplo a comunicação de uma equipe ministerial com sua igreja.

C. Estrutura definida

Organograma é um diagrama que representa a estrutura de uma Organização e mostra como estão dispostas as unidades funcionais, a hierarquia e as relações entre os seus membros. Num Organograma Clássico, todos os membros estão dispostos em níveis hierárquicos, ou seja, quanto mais alto for o nível, maior será a responsabilidade desse voluntário.

Quando pensamos em trabalho voluntário essa estrutura organizacional deve ser bem definida, pois há alguns benefícios que podem ser alcançados com esse tipo de organização:

  1. Define funções: Quando um organograma é bem planejado as diferentes funções ficam facilmente localizadas, bem como as diferentes equipes dentro do ministério. Isso facilita o trabalho da equipe e estabelece limites e responsabilidades para o trabalho dos voluntários.
  2. Define hierarquia: Uma hierarquia é claramente observada em um organograma e com isso todos os voluntários da equipe entendem a quem se reportam quando estão sendo liderados do mesmo modo que o líder identifica que são as pessoas que fazem parte da sua equipe. Nesse caso, o ideal é que mesmas pessoas não ocupem diferentes cargos, o que evita algumas confusões. Entretanto, sabemos que no ministério isso é relativamente difícil, pela escassez de voluntários.
  3. Oferece a visão do todo: Algumas equipes ministeriais ficam desmotivadas a tal ponto que alguns voluntários acabam por abandonar a equipe ministerial pelo simples fato de não saber o que está acontecendo além do seu próprio trabalho. O organograma nesse momento pode proporcionar uma visão de tudo o que acontece e tal visão ajuda o voluntário perceber o seu papel na equipe e o valor do seu trabalho, pois o ministério é uma grande engrenagem com diversas pessoas desempenhando diferentes papéis e todos são igualmente importantes.

 Para se montar um organograma eficiente, é importante seguir as seguintes especificações:

  1. Deve ser claro: Um organograma deve ser claro o suficiente para que todos os membros da equipe possam compreendê-lo. É importante que se evite o uso excessivo de siglas, códigos ou outro recurso que dificulte a compreensão da estrutura do ministério.
  2. Deve ser simples: Um bom organograma não deve incluir diversas interações, mas apenas o esboço da estruturação hierárquica para facilitar sua compreensão.

D. Descrição de função

Uma vez que as definições hierárquicas e funcionais estão estabelecidas, é fundamental que cada integrante da equipe saiba exatamente qual é o seu trabalho. Não trata-se apenas de saber o seu lugar na equipe, mas é fundamental saber exatamente o que deve fazer como parte dessa equipe. A descrição de funções tem as seguintes vantagens:

  1. Define foco: O detalhamento do trabalho de cada função deve ser feito pelo líder de cada área do ministério, e oferecido para cada integrante da equipe. É importante que seja escrito para poder ser armazenado por todos os membros da equipe. A especificação do trabalho oferece a descrição de um cargo (o que deve fazer) e determina suas limitações (o que não deveria fazer).
  2. Clarifica as expectativas: Quando uma descrição de função é claramente apresentada, o voluntário tem uma límpida visão das expectativas do seu líder sobre o seu trabalho e sabe exatamente o que é esperado dele. Essa simples definição também acaba por definir foco de atuação.
  3. Facilita a avaliação: Uma das grandes dificuldades na avaliação de um voluntário é a falta de critério ou critérios subjetivos. Quando uma avaliação é feita sem critérios ou com critérios subjetivos, normalmente o resultado é ruim: Ou a avaliação torna-se irreal ou um obstáculo para a continuidade do voluntário. Entretanto, com uma clara descrição de função a avaliação tem critérios reais e conhecidos para avaliar e torna-se uma avaliação mais adequada à realidade.

5. Proposta de calendário

Com as definições acima é ainda necessário acrescentar mais uma definição: o tempo. O ministério formado por voluntários tem grande valor e limitação, e talvez a mais agravante das situações é o caso do cristão que não tem tempo para dedicar-se ao ministério. Contudo, o culpado desse cenário não é apenas do cristão profissionalmente sobrecarregado, mas da falta de definição de agenda oferecida pelo ministério. Quando uma equipe ministerial tem definido seu objetivo geral, específico, estrutura e as diferentes funções ele tem condições de estimar o cronograma do ministério. Essa atitude simples pode auxiliar o ministério do seguinte modo:

  1. Estimar tempo investido no trabalhos: É importante para um voluntário (que tem compromissos pessoais, profissionais e familiares) saber qual é a exigência de tempo para se envolver efetivamente com o ministério. Mas, sem uma agenda definida é muito difícil precisar a quantidade de tempo necessária para cada atividade. Por isso, ter uma proposta de agenda é fundamental para o envolvimento de voluntários.
  2. Estabelecer tempo de trabalho: Alguns líderes ministeriais pensam no ministério como um compromisso até a morte, e espera que seus voluntários assumam esse compromisso ad infinitum. Entretanto, todos sabemos que são raríssimos os ministério que tem voluntários nesse padrão, por isso não é incomum encontrar mais voluntários entrando e saindo de ministérios que ficando. Com uma proposta de agenda adequada é possível permitir ao voluntário comprometer um período específico te tempo em determinada atividade. Nada impede que esse convite possa ser redefinido, mas é essencial que o líder saiba com quem pode contar e por quanto tempo ele pode contar.

2. Seleção

Como já vimos, uma equipe ministerial saudável é resultado da soma de um líder comprometido e um grupo de voluntários disponíveis e dispostos, portanto, não podemos deixar de pensar na equipe ministerial. Mas, para montar uma equipe ministerial não podemos deixar de pensar em três grandes princípios:

A. Caráter

Não podemos montar uma equipe ministerial saudável com pessoas espiritualmente obesas ou raquíticas. Não podemos ter uma equipe ministerial que tenha voluntários sem caráter. Bill Hybells sobre esse aspecto explica: “Preciso saber se são pessoas comprometidas com questões espirituais. Preciso ver evidência de honestidade, receptividade doutrinária, humildade, confiabilidade, uma saudável ética de trabalho e disposição de ser solícito” (Liderança Corajosa, 2002, pp.81).

Por caráter estamos aqui definindo a disposição do voluntário em viver uma vida em conformidade com Deus, Sua Palavra e Seu ministério, pois sabemos que essa disposição irá afetar cada um das áreas pessoais desse indivíduo de tal modo que seu serviço será excelente e em cooperação com a equipe.

B. Competência

Normalmente ministérios buscam voluntários por características específicas dependendo do tipo de trabalho que tem necessidade, e isso é muito importante. Mas, voluntários com competência e sem caráter não podem ser aceitos no ministério. Não é à toa que esse critério de seleção coloca em segundo lugar esse princípio.

Entretanto, é importante lembrar que embora diferentes vagas ministeriais exijam diferentes tipos de voluntários, existem ao menos cinco competências fundamentais que são necessárias a todos os voluntários:

  1. Responsabilidade: É fundamental para um voluntário ter responsabilidade, do mesmo modo que é vital para a equipe ministerial ter voluntários responsáveis. A irresponsabilidade não afeta somente a saúde de uma equipe, mas eventualmente pode afetar sua existência.
  2. Prontidão: Equipes ministeriais precisam de pessoas stand by, que eventualmente serão solicitadas e precisarão reagir. Não é saudável para a equipe ministerial manter voluntários morosos trabalhando, pois eventualmente eles serão mais um fardo para a equipe carregar.
  3. Disposição: Além de estar pronto para se engajar no ministério, é importante que o voluntário tenha disposição para manter-se no ministério. Essa competência também é essencial para a saúde da equipe ministerial.
  4. Ensinabilidade: Algumas tarefas e cargos ministeriais exigem habilidades específicas que nem sempre estão à disposição do voluntários. Entretanto, é melhor trabalhar com alguém com dificuldade técnica e ensinabilidade do que com grandes técnicos inensináveis e incapazes de trabalhar em equipe.
  5. Disponibilidade: Alguém poderia dizer que disponibilidade não é exatamente uma competência, mas trabalhando com voluntários repletos de compromissos você descobrirá que disponibilidade é resultado de planejamento e disposição. Fazer-se disponível é uma competência altamente desejável para um voluntário.

C. Combinação

Na busca de montar uma equipe, a combinação entre líder e voluntário é algo importante, mas não fundamental, desde que a relação entre eles tenham uma envergadura espiritual capaz de separar as diferenças pessoais do trabalho ministerial que desempenham juntos. Outro detalhe que deve ser lembrado é que uma equipe coesa tem um modo de trabalho que acaba por determinar o tipo de serviço esperado do voluntário, portanto, é importante que as pessoas que sirvam juntos tenham algum nível de combinação.

3. Associação

Quando temos a consciência do que realmente é o ministério e que temos critérios para os voluntários que gostaríamos de ter em nossa equipe, fica relativamente mais fácil saber quem associar ao ministério. Esse processo de associação merece ser feito com toda a atenção e cuidado, pois disso depende o sucesso da equipe ministerial. Vamos observar alguns conceitos da associação:

A. Convide

O primeiro passo para aproximar voluntários do seu ministério é convidá-los a se engajarem e esse convite pode ser feito de diferentes modos:

  1. Convite público:Muitos ministérios gostariam de realizar convites gerais e públicos para seus ministérios, quem sabe com o pastor principal da igreja fazendo o convite. Entretanto, sabemos que nem sempre é possível termos esse tipo de aviso nos cultos. Ainda assim, é importante dizer que esse tipo de convite tem grandes elementos positivos e negativos.
    1. Pontos positivos: O convite público é extremamente abrangente e diversas pessoas tem conhecimento da necessidade e, portanto, mais pessoas podem se engajar no ministério. Quando o líder da igreja apresenta uma necessidade a chance de participação no ministério é sempre maior, afinal o próprio líder da igreja é quem faz o convite.
    2. Pontos negativos: Por muitas pessoas ouvirem o convite e muitas pessoas se interessarem, pode acontecer de receber maus voluntários do que necessário. Se não existe uma estrutura definida e uma proposta de crescimento definida, isso pode ser um grande problema. Outro problema que pode advir desse tipo de situação é a chegada de pessoas desconhecidas do líder e da equipe para o ministério. Com isso podemos ter boas surpresas, mas não é isso que normalmente acontece.
  2. Convite individual:Esse é o modelo de convite mais eficiente. Ainda assim, existem pontos positivos e negativos:
    1. Pontos positivos: Quando uma necessidade é claramente identificada e a vaga ministerial é evidente, é mais fácil abordar pessoas com o perfil adequado para essa oportunidade ministerial. Nesse caso o convite pessoal não é apenas mais eficiente, é a melhor alternativa.
    2. Pontos negativos: O processo de convite individual demanda tempo e investimento do líder, e quando a necessidade é muito grande, o convite individual torna-se um grande obstáculo.

Ainda sobre os convites, uma observação é ainda necessária: Nunca subestime um voluntário chegando em sua equipe, pois nem sempre nossas impressões estão certas sobre as pessoas e podemos experimentar boas surpresas nesse processo.

Outra observação importante é sobre o modo como se faz o convite, pois o modelo utilizado pode definir a resposta de um voluntário. Por isso, evite contatos impessoais (email, telefone) ou até mesmo reuniões formais com novos voluntários; ao contrário valorize aproximar voluntários do serviço ministerial para que conheçam o tipo de trabalho e então se envolvam.

B. Conheça

Quando o convite para se juntar a equipe ministerial é feito individualmente é provável que já exista algum tipo de conhecimento do indivíduo. Entretanto, quando o convite é feito publicamente é fundamental que você tenha conhecimentos das pessoas que se aproximam do seu ministério. Outra situação, que tem-se tornado comum em uma igreja grande, é que pessoas manifestem interesse em participar de nossos ministérios mas não sejam conhecidas das equipes ministeriais. Seja qual for o caso, aumentar o conhecimento sobre um candidato ministerial é fundamental, observe algumas dicas:

  1. Busque informações: O primeiro passo para desenvolver um conhecimento sobre um candidato seria buscar informações sobre o mesmo com pastores da igreja, líderes de koinonia, pessoas engajadas em ministério na igreja. Fazer um levantamento de quem é essa pessoa é um ato prudente, mas seja sensato para não transformar a conversa em fofoca. É nesse passo que você identifica pessoas que não poderiam estar na sua equipe e pessoas que deveriam estar na sua equipe. Para esse grupo estenda pessoal o convite para um dia específico de ação do ministério para que ele conheça o ministério funcionando.
  2. Entreviste:O segundo passo seria realizar uma entrevista com esse candidato, expondo a estrutura do ministério, seu funcionamento, sua equipe e ouvir dele sobre suas expectativas com o trabalho com nosso ministério. Uma sugestão: Faça essa entrevista no dia que o voluntário tiver sua primeira experiência com o ministério após o encerramento das atividades. Algumas sugestões de perguntas:
    1. O que você achou do trabalho?
    2. Você se identifica com ele?
    3. Você se enxerga realizando esse tipo de trabalho?
    4. Você se sente realizado nesse ministério?
    5. Quanto tempo você acha que pode investir semanalmente nesse ministério?
    6.  Por quanto tempo você acha que pode servir nesse ministério?
    7. Como podemos contar com você?
    8. Quando podemos começar a contar com você?
  3. Esteja por perto: Muitas vezes voluntários recém-chegados a equipe precisam contar com a presença do líder por perto para realizar suas tarefas e atividades e desenvolver-se como voluntário nessa. Para esses faça-se presente ou aproxime alguém da equipe para estar com ele. Por outro lado, se essa pessoa é nova na igreja ou no convívio da equipe é importante estar por perto para aprofundar o conhecimento pessoal do voluntário.

C. Conviva

Outra característica importante para associar um voluntário a equipe é o convívio dele com a equipe, por isso, certifique-se que ele seja integrado à equipe e que o líder tenha um bom nível de interação com ele, especialmente no começo.

  1. Integre: O processo de integração de um novo voluntário exige um esforço em equipe. Em outras palavras, as nossas equipes ministeriais devem estar preparadas para receber um novo integrante com entusiasmo e trabalhar para que esse novo integrante faça parte da equipe e se sinta parte da equipe.
  2. Interaja: É importante que o líder exerça esse papel, especialmente no início do tempo ministerial. Entretanto, é fundamental que a equipe assuma isso com o passar do tempo, habilitando o líder a fazer o mesmo com outras pessoas.

4. Coopere

A cooperação com o novo voluntário deve ser uma disposição da equipe ministerial, mas deve ser modelada pelo líder. É importante que no início das atividades ministeriais do voluntário recém-chegado a equipe se adeque para auxiliá-lo. Essa cooperação pode tornar-se um excelente ambiente para o desenvolvimento de relacionamento entre as pessoas que trabalham juntas. Use intencionalmente esses momentos de trabalho em conjunto para estabelecer novos e bons relacionamentos.

4. Desenvolvimento

Uma equipe ministerial não inicia num estado de estabilidade e precisará de tempo até tornar-se uma equipe ministerialmente saudável. Não será do dia para a noite que as definições ministeriais, a seleção de voluntários e sua associa estarão funcionando a todo vapor, e em muitos casos, essa rotina do ministério precisará de experiências nessas áreas para descobrir o melhor modo para se realiza-las. Por isso, é fundamental ter em mente um plano de desenvolvimento do ministério para leva-lo a um patamar cada vez mais elevado de eficiência e qualidade. Para isso, alguns cuidados são necessários:

A. O exemplo inicia com o líder

Se uma equipe precisa se desenvolver, é o líder dessa equipe que precisa estabelecer o padrão de desenvolvimento esperado; é ele que determina o empenho da equipe e por isso deve estabelecer o exemplo. Eis algumas dicas para isso:

  1. Desenvolva-se: O líder envolvido com seu ministério deve buscar o desenvolvimento pessoal, seja no seu relacionamento com Deus seja na direção e relacionamento com a equipe. Sem um líder disposto a se desenvolver pessoalmente, será difícil que uma equipe ministerial venha a crescer.
  2. Incentive o desenvolvimento: Um líder que é exemplo na busca de desenvolvimento certamente terá autoridade para incentivar sua equipe ministerial a desenvolver-se.
  3. Dedique-se fielmente ao ministério: É fundamental que a equipe ministerial não tenha dúvidas sobre o empenho do líder no exercício do seu ministério. Ele deve estabelecer a envergadura do empenho ministerial, independente das dificuldades ou acertos da equipe. É responsabilidade do líder, diante de Deus, de dedicar-se fielmente ao ministério (1Co.4.1-2).
  4. Estabeleça o padrão espiritual da equipe: Modele aquilo em que você quer que eles se tornem. O líder deve estabelecer claramente o padrão de cristão que espera que sua equipe tenha. Ou seja, além de sua vida pessoal e devocional com o Senhor, o líder deve estabelecer o nível de participação na igreja e motivar sua equipe a fazer o mesmo.

B. Fragmente o desenvolvimento

Com um líder que serve como modelo para sua equipe, é importante que ele identifique com sua equipe quais são os passos necessários para que esse grupo se torne uma equipe ministerial saudável e de alto nível de trabalho. Para essa tarefa, alguns passos são necessários:

  1. Identifique necessidades de desenvolvimento: O primeiro estágio é identificar quais são as necessidades de desenvolvimento da equipe ministerial, e isso só pode ser realizado com o ministério em funcionamento. Ou seja, será necessário que o ideal traçado para a equipe seja de tal modo claro que a equipe possa perceber suas deficiências e áreas que, como equipe precisa desenvolver-se. É interessante que em uma ocasião oportuna a equipe se reúna e identifique quais são essas áreas. Também é importante que isso aconteça com alguma frequência, por exemplo, em caso de eventos é fundamental que isso aconteça após cada evento. Já a rotina ministerial carece ser avaliada constantemente.
  2. Priorize: Diante de uma lista com as principais necessidades de desenvolvimento, é importante selecionar as necessidades que carecem de maior atenção de acordo com o propósito da equipe ministerial.
  3. Invista conscientemente: Com a identificação e priorização realizadas, é importante que tanto líder como equipe se dediquem para suprir essas necessidades. O investimento deve ser intencional e consciente, não permitindo que uma área carente e fundamental para o ministério seja relegada ao segundo plano, muito menos ao esquecimento.

C. Valorize pequenas vitórias

Muitas vezes o ideal ministerial está tão longe de ser alcançado que muitas pessoas acabam por se desaminar só de perceber tal distância. Também pode acontecer de alguém desanimar e desistir simplesmente por que o processo de desenvolvimento de uma equipe ministerial é longo e exaustivo. Para remediar essas situações a equipe tem que aprender a celebrar pequenas vitórias. É fundamental que a percepção de avanço esteja ao alcance de todos os voluntários e que tal avanço seja celebrado. Pode ser um email animado do líder para a equipe, um momento de oração em grupo, uma comemoração (festa) promovida pela equipe ou até mesmo um dia de descanso juntos em uma chácara, mas é importante que se celebre essas vitórias.

A valorização das pequenas vitórias servirá com combustível para a equipe renovar seu empenho com o trabalho dedicado. Também servirá para demonstrar o processo de desenvolvimento e fazer a equipe voltar seus olhos para Deus para louvar por Sua graça e apoio na realização ministerial da equipe.

4. Valorize os fracassos

Os fracassos são inevitáveis, especialmente em equipes em desenvolvimento, mas eles não devem ser tomados como dificuldades, mas como o mais importante meio de aprendizado. Na verdade, são os fracassos que apontam claramente as necessidades da equipe, que apresentam necessidades de mudança, que apontam o empenho da equipe, que revelam voluntário sem empenho, e mais importante, que exige o desenvolvimento da perseverança da equipe.

Por isso, quando você enfrentar um fracasso ministerial, não desamine nem desista, mas valorize o aprendizado da dificuldade, mantenha-se firme e busque corrigir os erros identificados. Mais vale um fracasso bem absorvido pela equipe que uma pequena vitória desapercebida.

5. Conheça outros ministérios

Outra forma de desenvolver seu ministério é buscar conhecer outras equipes ministeriais que façam um trabalho semelhante ao da sua equipe. Esse conhecimento levantará novas ideias de como se fazer melhor o que já se faz, apontará ações que não são feitas e deveriam estar sendo realizadas, além de assinalar as ações que estão sendo bem realizadas e devem continuar.

Esse tipo de interação sempre apresentará boas práticas a serem adotadas bem como poderá aproximar ministérios que podem se tornar parceiros na execução ministerial. Nesse caso o ganho será mútuo.