Que é um evangélico?

por Michael Horton

Os rótulos geralmente são confusos, especialmente quando o conteúdo da embalagem muda. Suco de uva pode virar vinagre com o passar dos anos na adega, porém o rótulo não muda junto com as mudanças na substância. 0 mesmo vale para o termo “evangélico”.

Desde o “Ano do Evangélico”, correspondente ao bicentenário de nossa nação (no caso os EUA) em 1976, o termo – pelo menos na América do Norte – veio a identificar aqueles que salientam um determinada marca da política, uma abordagem moralista e freqüentemente legalista da vida, e certo tipo de imitação, “cafona” de estilo de evangelismo. Para alguns o termo compreende o emocionalismo que eles vêem na televisão religiosa. Para outros, hipocrisia e justiça própria. E aí há as memórias que muitos de nós, que fomos criados como evangélicos, temos: ambientes familiares fortes e cuidadosos; um senso de pertencer a um mesmo lugar, com os amigos que gostam de conversar das “coisas do Senhor”. Continue lendo “Que é um evangélico?”

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A Igreja Ideal

por John MacArthur

1 Tessalonicenses 1.1-10

Fica bem evidente na Palavra de Deus que a finalidade principal de Deus, ao criar o homem, era ter um povo. sobre o qual pudesse dizer: “Eu sou deles, e eles são meus. Eu serei seu Deus e eles serão o meu povo.” Este é o plano geral de Deus que aparece continuamente através das Escrituras: chamar um povo para o Seu nome.

A notável história bíblica narra a maneira como Deus ainda continuou com o seu propósito de chamar um povo para o Seu nome, apesar, em primeiro lugar, da queda de Adão que corrompeu o plano inicial; e, em segundo lugar, do constante pecado e rejeição final de Israel, que fez com que Deus se voltasse para o que chamamos e a Bíblia chama de A Igreja, o Corpo constituído por aqueles que crêem. A Igreja é de Cristo. Ela é de fato, na terra, uma extensão visível da vida de Cristo. Continue lendo “A Igreja Ideal”

A Teologia Reformada da Pregação

por Paulo R. B. Anglada*

 A pregação, como uma forma distinta de comunicação da vontade de Deus revelada na sua Palavra, está em declínio. Em muitas igrejas ela tem sido substituída por um número cada vez maior de atividades. Há 30 anos atrás, o Dr. Martyn Lloyd-Jones foi convidado a proferir uma série de conferências no Westminster Theological Seminary, na Filadélfia. Nestas palestras, publicadas em 1971, com o título Pregação & Pregadores, ele enfatizou que a pregação é a tarefa primordial da igreja e do ministro; e explicou que estava ressaltando isso, “por causa da tendência, hoje, de depreciar a pregação em prol de várias outras formas de atividade.”[1] A situação não melhorou. John J. Timmerman observou, quase vinte anos depois, que “em muitas igrejas, o sermão é uma ilha diminuindo cada vez mais em um mar turbulento de atividades.”[2] Continue lendo “A Teologia Reformada da Pregação”

Qual é o problema em gostar um pouco de pornografia?

por Augustus Nicodemos

Afinal, o que é pornografia mesmo?

Alguém já disse que é mais fácil reconhecer a pornografia do que defini-la. Os dicionários nos dizem que pornografia é o caráter imoral ou obsceno de uma publicação. Material pornográfico é aquele que descreve ou retrata atos ou episódios obscenos ou imorais. Essas definições não ajudam muito pois conceitos como “obscenos” e “imorais” são bastante subjetivos no mundo de hoje. Classificar material pornográfico em “soft” (nudez e sexo implícito) e “hardcore” (sexo explícito contendo cenas de degradação, violência e aberrações) só ajuda didaticamente. Para muitos, Playboy é uma revista pornográfica. Para outros, não. Entretanto, da perspectiva da ética bíblica, a definição acima é mais que suficiente. Continue lendo “Qual é o problema em gostar um pouco de pornografia?”

Por que estou comprometido em ensinar a Bíblia?

por John MacArthur

Jamais aspirei ser conhecido como um teólogo, um apologista ou um erudito. Minha paixão é ensinar e pregar a Palavra de Deus. Embora tenha abordado questões teológicas e controvérsias doutrinárias, em alguns de meus livros, nunca o fiz sob o ponto de vista da teologia sistemática. Pouco me inquieta o fato de que algum assunto doutrinário se enquadra nesta ou naquela tradição teológica. Desejo saber o que é bíblico. Todas as minhas preocupações estão voltadas às Escrituras, e meu desejo é ser bíblico em todo o meu ensino. Continue lendo “Por que estou comprometido em ensinar a Bíblia?”

Como morre um filho de Deus?

por Rev. Noé Wey

Deuteronômio 34:5 – “Assim morreu ali Moisés, servo do Senhor na terra de Moabe, conforme ao dito do Senhor”.

Prezados ouvintes:

Entre as incertezas muitas que nos cercam neste mundo, reponta irrecusável a certeza da morte. O tempo se escoa veloz e o nosso fim se aproxima. Os dias, os meses e os anos vão se acabando, mas um dia virá o nosso fim. “Cada dia que passa, damos uma enxadada na nossa cova”, dizia Samuel Smiles. A ampulheta é o emblema da vida. Cai à areia, grão a grão e depois segue-se o silencio, a morte. O texto registra: “Assim morreu ali Moisés”. E de cada um de nós um dia também se dirá: “Morreu”. Reparemos: Continue lendo “Como morre um filho de Deus?”

O Antigo Testamento e a Bíblia

por Luiz Sayão

A Bíblia é a revelação escrita de Deus aos homens. Ela é clara em afirmar sua origem divina. As Escrituras são divinamente inspiradas e proveitosas para nos ensinar a verdade de Deus (2Tm 3.16). Seu próprio testemunho é uma obra plenamente confiável, pois ela é a Palavra de Deus. São 66 livros, 39 no Antigo Testamento, anteriores ao nascimento de Cristo, e 27 no Novo Testamento, escritos depois de Cristo. O Novo Testamento faz sentido quando lemos e entendemos o Antigo Testamento. Há nas Escrituras uma revelação progressista, culminando em Cristo, no Novo Testamento. Resumir o propósito das Escrituras não é fácil, mas podemos dizer que a essência da mensagem bíblica é a seguinte: Continue lendo “O Antigo Testamento e a Bíblia”

A arqueologia e o Antigo Testamento

por Luiz Sayão

Definição e história

A arqueologia é a ciência que estuda o passado humano e as civilizações antigas a partir de testemunhos concretos. Para a tradição judaico-cristã a arqueologia sempre teve um significado especial. Desde Justino Mártir (séc. II a.C.) já havia um interesse arqueológico incipiente entre os cristãos. Nos últimos duzentos anos a arqueologia bíblica tem se desenvolvido muito. Israel, Jordânia, Egito, Síria, Líbano, Iraque, Turquia, Grécia, Chipre e Itália são os principais países onde é realizada a pesquisa arqueológica bíblica, que procura relacionar descobertas arqueológicas com narrativas do texto sagrado. Continue lendo “A arqueologia e o Antigo Testamento”

Esboço de Filipenses

Recentemente visitando o blog Veritatis Verbum, organizado por Lucas Rangel, grande amigo de longa data, encontrei um post que muito me chamou a atenção: Um esboço da carta de Filipenses.

Como realmente gosto de esboços que representem o texto, mas também tenham seu toque de personalidade, encontrei nesse esboço um exemplo de trabalho bem feito disponibilizo para os leitores do Teologando.

Bom Proveito! Continue lendo “Esboço de Filipenses”

Impossível renová-los para arrependimento – Hebreus 6

por Antônio Lazarini Neto

Resumo: O presente artigo examina o texto de Hebreus 6.4-8, utilizando-se de instrumentos exegéticos para analisar as hipóteses de interpretação levantadas acerca dessa complexa passagem que faz parte da composição literária de Hebreus, definida pelo autor da mesma como “palavra de exortação” (13.22) e considerada pelos estudiosos um escrito cujo estilo é muito elevado dentre a literatura neotestamentária. Por essa razão, leva em conta o vocabulário próprio de Hebreus, com toda sua linguagem dualista e sacrificialista, as circunstâncias do autor e seus leitores, e seu modo singular de repensar o Antigo Testamento a partir de uma interpretação que se aproxima à tradição alexandrina ligada à Filo, para elucidar o texto objeto do estudo. Analisa ainda as expressões gregas que compõem a passagem a fim de entender a identidade, condição e limitações daqueles ali considerados “iluminados em queda”. Continue lendo “Impossível renová-los para arrependimento – Hebreus 6”