A história, Jesus e a Trindade

Um dos desafios de se manter um blog de teologia na Internet, é responder algumas perguntas teológicas de pessoas que não participam da fé cristã. É muito difícil estabelecer um campo conceitual em comum para dialogar sobre um assunto que temos como verdade com pessoas que a priori a rejeitam. Nesses pouco mais de oito anos de Teologando, já aprendi muito nesses diálogos, e acredito que ainda posso aprender mais. Continue lendo “A história, Jesus e a Trindade”

O Maior Problema da Interpretação

Nos últimos post tenho enfatizado o quanto uma metodologia hermenêutica adequada é fundamental para a Teologia. No post Escravidão, Escritura e Hermenêutica tentei demonstrar que existem alguns pressupostos hermenêuticos que não são adequados para a interpretação bíblica, mesmo quando são defendidos por cristãos zelosos e apaixonados pela escritura. Nesse artigo, pretendo continuar falando sobre hermenêutica, e gostaria de demonstrar o que acredito ser o maior problema da hermenêutica bíblica. Continue lendo “O Maior Problema da Interpretação”

A Escravidão, a Escritura e a Hermenêutica

“Se essa fosse uma questão a ser determinada por minha simpatia pessoal, preferência ou sentimento, eu seria tão rápido quanto outros homens a condenar a instituição do trabalho escravo, por que todos os meus preceitos educacionais, hábitos e posição social estão em completa oposição a escravidão. Entretanto, como cristão, eu sou compelido a submeter meu intelecto fraco e pecador à autoridade do Todo Poderoso. Por que apenas assim posso estar seguro das minhas conclusões” – John Henry Hopkins

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As citações de Isaías em Romanos 9-11

Um teste para as técnicas hermenêuticas Paulinas

por Carlos Osvaldo Pinto

O caso das citações do AT no NT já é um conhecido “campo de batalha” para a maioria dos ramos da erudição conservadora. Estudos recentes quanto à natureza, extensão e o método da inspiração têm sido motivados pelo uso das citações veterotestamentárias, estudos estes que refletem às vezes uma perspectiva um tanto frouxa do texto sagrado da parte dos autores levantados pelas citações não são, de modo algum, menos intrigantes. A tendência que prevalece, mesmo entre eruditos conservadores, tem sido de tornar os autores cristãos em grande parte dependentes dos métodos judaicos de interpretação, tais como o Pesher e o Midrash. Isso tem sido levado a tais extremos que Paulo parece não passar de um plagiador hermenêutico que procura no judaísmo palestino um modo de introduzir o “evento de Cristo” em todo canto e fresta do AT. 1 Continue lendo “As citações de Isaías em Romanos 9-11”

Perigos na Interpretação

Recentemente escrevi um artigo que chamou a atenção de muitas pessoas por seu conteúdo relativamente polêmico. No post O Papa, Pedro e a Pedra apresentei minha preferência na interpretação do texto de Mateus 16.18, e afirmei que a pedra referida por Cristo naquela passagem, refere-se a Pedro, e não à confissão de Pedro ou a Jesus Cristo. Por ser conhecida como uma interpretação oferecida pelos Católicos, recebi algumas reações à minha proposta de interpretação, afirmando que teria violado o texto, rasgado as escrituras e inserido nas escrituras uma terrível heresia.

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