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As citações de Isaías em Romanos 9-11

Um teste para as técnicas hermenêuticas Paulinas

por Carlos Osvaldo Pinto

O caso das citações do AT no NT já é um conhecido “campo de batalha” para a maioria dos ramos da erudição conservadora. Estudos recentes quanto à natureza, extensão e o método da inspiração têm sido motivados pelo uso das citações veterotestamentárias, estudos estes que refletem às vezes uma perspectiva um tanto frouxa do texto sagrado da parte dos autores levantados pelas citações não são, de modo algum, menos intrigantes. A tendência que prevalece, mesmo entre eruditos conservadores, tem sido de tornar os autores cristãos em grande parte dependentes dos métodos judaicos de interpretação, tais como o Pesher e o Midrash. Isso tem sido levado a tais extremos que Paulo parece não passar de um plagiador hermenêutico que procura no judaísmo palestino um modo de introduzir o “evento de Cristo” em todo canto e fresta do AT. 1 Continuar lendo “As citações de Isaías em Romanos 9-11”

Fé e Obediência

De início pode-se dizer simplesmente que a pistis é a condição para o recebimento da dikaiosyne, que vem a substituir os erga nos quais, segundo a compreensão judaica, consiste aquela condição. De início também deve ser dito simplesmente que essa pistis, de acordo com o uso lingüístico do cristianismo helenista formado na missão, é a aceitação da mensagem cristã. A compreensão dessa aceitação ou o conceito da pistis, desenvolvido múltiplas vezes também nas demais passagens além de por Paulo, foi cunhada por ele de modo decisivo” – Rudolf Bultman, Teologia do Novo Testamento, pp.383. Continuar lendo “Fé e Obediência”

Como entender Filipenses 3.11?

“Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo, ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos. Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus”

Paulo de Tarso, Carta aos Filipenses. 3.8-11 Continuar lendo “Como entender Filipenses 3.11?”

Questões Introdutórias – Efésios

Antes de qualquer comentário exegético ou teológico, é necessário conhecer alguns aspectos anteriores com respeito a essa epístola. Assim, demonstrar-se-á dados a respeito do autor, da localidade a que escreve, bem como os problemas subseqüentes de ambos. Isto uma vez feito, ressaltar-se-á fatos gerais da epístola que marcam o propósito pelo qual o autor escreve o que escreve, enquanto destacar-se-á o conteúdo desta. Continuar lendo “Questões Introdutórias – Efésios”