Evangelismo

Em função de um curso de Treinamento oferecido aos participantes do Ministério Pesca da Igreja Batista Cidade Universitária, o autor deste blog achou interessante publicar parte dos seus esforços aqui na espectativa e esperança de que possam ser também úteis a outros que também gostariam de ensinar sobre, ou que gostariam de saber algo mais sobre esse privilégio-responsabilidade que temos como cristãos.

Treinamento para o Ministério Pesca

PRIMEIRA PARTE: Conceituação Bíblica


1. Breve Teologia da Evangelização

Quando evangelizamos alguém, todos nós cristãos carregamos conosco alguns pressupostos teológicos que norteiam o conteúdo da nossa mensagem, ainda que não tenhamos parado para analisar. Pressupostos estes que influenciam na forma em que proclamamos e nas expectativas que alimentamos com relação ao que é proclamado.

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2. A Evangelização Origina em Deus

Deus tem um propósito que foi expresso por todos os tempos. Em Salmo 57.5,11; 72.19; 102.15, notamos a presença de uma oração, onde a expectativa do salmista é: “que a glória do Senhor encha a terra”. Os salmos são expressões de louvor, de adoração e de exaltação. As orações dos salmistas eram baseadas em revelações. Tendo isso em mente, não podemos cometer o erro de interpretar os Salmos sem o contexto teológico do Antigo Testamento.

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3. O Interesse Universal de Deus

O Testemunho das Escrituras é claro em fornecer a Imagem de um Deus que se interessa pelo o homem e por todos os homens. O Deus apresentado nas escrituras não tem prazer na morte de ninguém (Ez.18.32), nem mesmo do perverso (Ez.18.23). Por essa razão ele mesmo se Deus em resgate da humanidade (At.20.28), para que o retorno, conversão, a Deus pudesse ser reestabelecido. Esse desejo universal de Deus é percebido no AT e NT.

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4. A Necessidade do Homem

Além de a evangelização iniciar em Deus e de Seu claro interesse por todos os homens, temos que considerar que existe no homem a completa ausência de mérito para alcançar a salvação. Em outras palavras estamos dizendo que o homem não é capaz de salvar-se, ou de produzir a salvação de alguém ou para alguém. Entretanto, é fundamental notar que tal necessidade é apenas real após a Queda, pois, o homem não foi criado assim.

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5. A Solução Divina para o Homem

Nós normalmente falamos sobre um PLANO DA SALVAÇÃO, principalmente quando estamos envolvidos na tarefa de anunciar o evangelho. O uso do termo “plano” é muito interessante, pois reconhece que alguém teve que organizar e planejar o que se propôs a cumprir. Ora, se Deus é o Arquiteto de tal projeto, reconhecemos que Ele o estabeleceu por completo, e que, por sua Graça e Soberania o executou na história. Segue-se que confirmamos que a Evangelização nasce em Deus, que Arquitetou o Plano da Salvação.

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SEGUNDA PARTE: 5 Posturas Fundamentais

1. Defina sua Identidade e Propósito

O primeiro passo a ser dado em uma vida evangelizadora é o reconhecimento da sua identidade como filho de Deus, de seus benefício, privilégios e responsabilidades para com Deus, nossos irmãos e com o mundo.

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2. Reconheça quem é o Seu Senhor (Mt.28.18)

O segundo passo é o reconhecimento de quem é o nosso Dono e Senhor. Quando estávamos mortos em nossos delitos e pecados (Ef.2.1-3), o que nos governava era o pecado (Rm.6.17) e a ele éramos submissos. Contudo, em Cristo Jesus nós fomos feitos servos da Justiça (Rm.6.17-18). Agora, livres do pecado, nós fomos feitos servos de Deus (Rm.6.22), declarados justos (Rm.5.1), santificados (1Co.1.2) e preparados para a realização de boas obras (Ef.2.10). Por essa razão, devemos submeter nossa vida ao serviço Daquele que nos tirou das trevas para sua maravilhosa luz (1Pe.1.9), para realizar Sua Vontade.

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3. Entenda Sua Missão (Mt.28.19-20)

Um passo importante na realização ministério é o entendimento da missão que nos foi delegada. A ação ministerial dos seguidores de Cristo é marcada pela presença de quatro atitudes: Pró-Atividade, Fazer Discípulos, Mentorear, Sem Restrições. Todos os termos ressaltados tem suas peculiaridades e vamos observá-las com cautela com o objetivo de ressaltar do texto aplicações para a prática ministerial relevante e em conformidade com a vontade do nosso Soberano Senhor que tem toda a autoridade.

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4. Entenda Sua Mensagem

Um passo importante a ser dado na evangelização é reconhecer o que de fato é o Evangelho. Como vimos acima, a missão que Cristo espera de nós vai muito além do simples levar o evangelho, mas, também temos a responsabilidade de anunciar a grande salvação de Deus.

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5. Comece a Evangelizar

De nada adianta tomar as quatro posições anteriores se você não colocar em prática tudo o que já sabe. Por isso, é fundamental que você inicie sua evangelização e incorpore essa prática cristã em sua vida, pois temos certeza que cristãos resgatados por Deus deverão dedicar suas vidas para alcançar outras pessoas. Por isso, os conselhos abaixo servem para norteá-lo no início da sua caminhada.

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TERCEIRA PARTE: A Evangelização

1. Por que Evangelizar?

O cristão encontra nas escrituras diversas razões para levar o evangelho. Aqui apresentamos algumas delas.

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2. Como Evangelizar?

tualmente existem muitos métodos usados para a proclamação do evangelho, alguns mais eficientes que outros. De um modo geral, todos têm o seu devido valor. As pessoas possuem qualidades, personalidades e habilidades diferentes, e o desejo de Deus é que cada um use daquilo que Ele deu para levar as Boas Novas. Na Bíblia encontraremos vários exemplos de personagens que foram usados por Deus para que muitos viessem a crer no Senhor Jesus, cada um usando o seu próprio estilo. Destacaremos apenas alguns dos métodos que podem ser usados tanto pelo cristão como membro, quanto pela igreja como corpo.

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3. Tipo de Pessoas Encontradas pelo Caminho

A evangelização nos leva ao encontro de diversas pessoas, com diferentes questões, posturas, por isso é importante que o cristão esteja ao menos preparado para o tipo de abordagem a realizar com essas pessoas. Abaixo separamos alguns tipos de pessoas que podemos encontrar em nossa evangelização.

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QUARTA PARTE: Sugestões Práticas

1. Sobre a Dificuldades para se Aceitar a Mensagem do Evangelho

As escrituras nos ensinam que não é possível para o homem salvar-se, porém, é possível para Deus salvar o homem. (Mt.19.16-26). Ou seja, a salvação não é administrada segundo o querer do homem, mas segundo a benevolência de Deus (Jo.1.12-13; Tg.1.18). Contudo, algumas idéias não bíblicas sobre a salvação trazem a falsa sensação de Salvação é por mérito, ou por obras realizadas. Dessa forma, muito chegam a errônea conclusão de que é possível chegar a salvação pela bondade, pela igreja ou pelo trabalho na igreja.  Vamos observar isso com mais cautela.

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2. Sobre a Mensagem

Um conceito que não pode ser perdido na evangelização é que a mensagem não pode ser adulterada. Enquanto o método muda  de contexto para contexto, época para época, a mensagem do evangelho não pode ser adulterada: “Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão” (1Co.15.1-2). Ou seja, alterar a mensagem do evangelho implica em impedir que pessoas tenham acesso a salvação oferecida por Deus por intermédio de Jesus Cristo.

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3. Sobre o Evangelista

Para ser um proclamador do evangelho há algum pré-requisito? Certamente. Em primeiro lugar o evangelista deve ser um cristão resgatado pela graça monérgica de Deus. Não há ministério se não há ministro. Em segundo lugar, devemos dizer que todas as recomendações morais das escrituras são mandatórias para o evangelista. É por isso que Paulo diz: “esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (1Co.9.27).

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4. Sobre a Comunicação

Diz-se que comunicação não é o que se diz, mas o que se entende. Se isso é fato, nossa comunicação do evangelho deve levar em conta o que nosso alvo evangelístico é capaz de entender. Devemos ser cônscios de que a linguagem bíblica, especialmente a da maioria das traduções que usamos, é ultrapassada e repleta de vocábulos não mais usados na conversação diária.

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5. Sobre a Conversão e Rejeição

Quando se fala em evangelizar, algumas pessoas já associam esse conceito com o “converter” pessoas. Entretanto, essa não é nossa missão: Nossa missão é levar o evangelho. Converter alguém é obra do Senhor.

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6. Sobre a Atitude do Evangelista

Uma coisa é ser persistente, outra insistente e muitas vezes nós nos perdemos nessa definição. Todos devemos persistir na proclamação do evangelho, afinal essa é nossa missão. Contudo, devemos entender quando o pecador não quer aceitar a mensagem do evangelho. A salvação é uma decisão pessoal e se o pecador decide por não querer, devemos saber respeitar essa atitude sem desistir de levar o evangelho. Isso significa que devemos aprender a sermos adequados em nossa comunicação, além de mantermos nossos joelhos dobrados em oração por essas pessoas

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7.  Sugestões de Melhoria da Comunicação do Evangelho

Sempre que você comunicar a mensagem para alguém, faça depois uma análise tentando identificar onde houve dificuldade na comunicação. Pode ser que encontre dificuldades em explicar alguns termos usados nas Escrituras (ex.: remissão, justificação, fé, etc.), ou então você fala rápido demais e a pessoa não consegue acompanhar a sua linha de raciocínio. Enfim, identificar as falhas ou dificuldades ajudarão a comunicar-se melhor e facilitar para que seja entendido. Muitas pessoas não melhoram sua comunicação porque vivem constantemente cometendo os mesmo erros.

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Textos Analisados

Mateus 28.18-20

1. O Fundamento da Ação Evangelística

O verso 18 é comumente excluído de considerações cristãs normais quando se fala em evangelização. É normal observar que os cristãos trabalham facilmente com a idéia do “IR” (mesmo quando não vão), mas poucos são os que enfatizam o fundamento de tal ordenança.

2. A Descrição da Ação Evangelística

A descrição da Ação Ministerial dos seguidores de Cristo é marcada pela presença de quatro termos que vamos analisar com atenção: Ir, Fazer, Batizar e Ensinar. Todos os termos ressaltados tem suas peculiaridades e vamos observá-las com cautela com o objetivo de ressaltar do texto aplicações para a prática ministerial relevante e em conformidade com a vontade do nosso Soberano Senhor que tem toda a autoridade.

3. A Delimitação Geográfica da Ação Evangelística

Talvez essa declaração seja uma das mais importantes nesses versos, e se mal compreendida pode produzir alguns problemas para prática ministerial da igreja local. Observe a frase: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações“. Como já observamos a descrição da ação evangelística, nos cabe, então, intuir sobre a abrangência de tal declaração.