A Versão Copta Saídica e a Divindade de Cristo

Em Março de 1923, a cerca de 45 kilômetros ao sul de Asyult, entre Cairo e as montanhas de Aswan no lado leste do rio Nilo próximo ao vilarejo de Hamamieh, num antigo cemitério do período Romano, Guy Brunton encontrou um vaso de barro enterrado perto de antigas sepulturas Coptas. Nesse vaso, Brunton encontrou um grupo de manuscritos que pareciam serem feitos de papiros que estavam enrolados e bem preservados. Tratava-se de um documento com características litúrgicas (ou seja, um documento utilizado por uma comunidade cristã e não por um indivíduo), que parecia ter sido usado por um bom tempo e que, por sua grafia defeituosa e desgaste, teria sido enterrado naquele cemitério. Naquele momento não se tinha a dimensão da grandiosidade daquela descoberta: Entretanto, esse documento veio mais tarde a ser identificado como o mais antigo manuscrito do evangelho de João em língua Copta jamais encontrado. Continue lendo “A Versão Copta Saídica e a Divindade de Cristo”

Sempre Cheque Suas Fontes!

Um autor que definitivamente me impactou largamente e me desafiou a aprimorar meu conhecimento teológico e minha habilidade de defender a fé foi Norman Geisler. Sua capacidade de pesquisa e síntese sempre me deixaram impressionado. Eu li quase todos os livros que ele publicou em português e garanto que ele estava presente em diversas das aulas que ministrei. Sua Enciclopédia de Apologética ilustra claramente o calibre desse homem: Ele é por excelência um Defensor da Fé Cristã.
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O que Ehrman disse? O que Ehrman não disse?

O que Ehrman disse? O que Ehrman não disse? from Marcelo Berti

Nessa mensagem, Marcelo Berti fala sobre algumas das informações oferecidas no livro “O que Jesus disse? O que Jesus não disse? Quem mudou a bíblia e porque?“e como o autor as usa para demonstrar que o NT não é confiável. Também se propõe a demonstrar como alguns dessas informações são interpretadas e distorcidas por Ehrman, e como as investidas de Ehrman não parecem tão plausíveis, quando analisadas com atenção. Enfim, conclui sua sua mensagem demonstrando como as escrituras ensinam os cristãos a reagirem a esse tipo de ataque.

O evangelho segundo Bart Ehrman

por Daniel Wallace

Para a maioria dos estudantes do Novo Testamento, um livro sobre crítica textual é uma real chatice. Os detalhes tediosos não são matéria para um bestseller. Mas desde a publicação em 1 de Novembro de 2005, Misquoting Jesus2 tem circulado mais e mais alto até o pico de vendas da Amazon. Continue lendo “O evangelho segundo Bart Ehrman”

Jeremias ou Zacarias? O que Mateus quis dizer em Mt.27.9?

A questão da profecia de Jeremias em Mateus 27.9 não é muito simples. Os escritores neotestamentários em várias ocasiões citam o antigo testamento e muitas vezes em uma conflação de idéias. Veja o caso da citação de Pedro em Atos.1.20: Nesse caso ele cita dois Salmos isolados (69.25; 109.8) como uma alusão a Judas. Continue lendo “Jeremias ou Zacarias? O que Mateus quis dizer em Mt.27.9?”

O que dizer do problema textual de Jo.1.18?

Marcelo Berti

Um dos problemas textuais mais controvertidos é provavelmente o encontrado em Jo.1.18: Liberais e Ortodoxos tem suas impressões sobre ele, e todos tem seus motivos bem declarados. Aos que têm em mãos várias versões bíblicas já puderam perceber as possíveis leituras desse texto:

“Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou” (ACF)

“Nenhum homem jamais viu a Deus, o deus unigênito, que está [na posição] junto ao seio do Pai, é quem o tem explicado” (TNM) Continue lendo “O que dizer do problema textual de Jo.1.18?”

Xiitismo Textual

O título desse artigo é um trocadilho com o termo Criticismo Textual. A razão pela qual eu faço esse trocadilho é que fiquei impressionado com a o modo como alguns cristãos tratam as escrituras. São tão fundamentalistas em postura com sua fé, que a defendem de modo xiita. Quando uso a expressão xiita tenho em mente a percepção popular sobre o xiita: Alguém agressivo e irracional, que está disposto a explodir outras pessoas para defender sua fé. Continue lendo “Xiitismo Textual”

Princípios de Crítica Textual de Johannes Bergmann

Johannes Bergmann é atualmente professor no Seminário Bíblico Palavra da Vida em Atibaia-SP. É coordenador do departamento  de Novo Testamento do programa de pós-graduação. Também leciona Grego, Exegese do NT e Teologia Bíblica do NT. É Th.M em Teologia e doutorando em Teologia e co-autor do livro Noções do Grego Bíblico dom Lourenço Stelio Rega. Continue lendo “Princípios de Crítica Textual de Johannes Bergmann”

Ataques a Teoria de Westcott e Hort

O texto que segue é resuldado da leitura do autor nos textos de Wilbur Pickering (Qual o texto original do Novo Testemano) publicado em pdf e disponível na internet. Também fez parte da pesquisa o texto do Paulo Anglada (A Teoria de Westcott e Hort e o texto do Novo Testamento) publicado pela revista teológica Fides Reformata. Esse artigo também pode ser encontrado na internet. Continue lendo “Ataques a Teoria de Westcott e Hort”

A Teoria de Westcott e Hort

O texto que segue é resuldado da leitura do autor nos textos de Wilbur Pickering (Qual o texto original do Novo Testemano) publicado em pdf e disponível na internet. Também fez parte da pesquisa o texto do Paulo Anglada (A Teoria de Westcott e Hort e o texto do Novo Testamento) publicado pela revista teológica Fides Reformata. Esse artigo também pode ser encontrado na internet. Continue lendo “A Teoria de Westcott e Hort”

As regras de Crítica Textual de Johann Albrecht Bengel

No seu ensaio Prodromus Novi Testamenti recte cauteque ordinandi [Forerunner of a New Testament to be settled rightly and carefully], (Denkendorf, 1725), Johann Albrecht Bengel, um acadêmico luterano, publicou uma nova perspectiva para edição do Novo Testamento Grego, que já havia iniciado a preparar (publicado em 1734). Nesse material ele detalhou seus princípios de crítica textual que incluía uma nova classificação dos manuscrito em dois grupos primitivos: Asiático e Africano (em referência a Alexandria). O primeiro grupo ele supôs ser de origem Bizantina, e a esse grupo pertencia a maioria de manuscritos modernos e a Siríaca; o segundo grupo, de origem Egípcia, era representado pelo Códice Alexandrino e os manuscritos das mais antigas versões em Latim e Copta. No seu trabalho, Bengel, também apresentou uma das mais influentes regras de criticismo: a preferência por leituras mais difíceis. A regra foi expressa em quatro palavras: “proclivi scriptioni praestat árdua” [antes da leitura simples está a leitura difícil] Continue lendo “As regras de Crítica Textual de Johann Albrecht Bengel”