A Figura Histórica de Jesus Cristo

Introdução

“Jesus Cristo foi apenas uma entidade ideal, criada para fazer cumprir as escrituras, visando dar sequência ao judaísmo em face da diáspora, destruição do templo e de Jerusalém. Teria sido um arranjo feito em defesa do judaísmo que então morria, surgindo uma nova crença” – La Sagesse – Jesus Cristo Nunca Existiu, pp.7 (http://pt.scribd.com/doc/17694243/La-Sagesse-Jesus-Cristo-Nunca-Existiu).

A pergunta sobre a existência de Cristo tem sido novamente colocada em pauta: Ela não é nova, mas apresenta-se como definitiva. Não são poucos os artigos, livros e revistas que tem investido nesse assunto nos últimos anos.

A razão para esse questionamento vindo dos críticos acontece por duas razões basicamente: (1) Segundo eles, não existem evidências históricas de Cristo fora dos livros do Novo Testamento e (2) não consideram o NT como fonte confiável por ter sido escrito por motivações religiosas e não históricas. Nossa intenção é de apresentar cada uma dessas questões e responde-las de acordo com os fatos que dispomos. Continue lendo “A Figura Histórica de Jesus Cristo”

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Cristo Realmente Existiu? – Parte 1

Jesus Cristo realmente existiu? – Parte 1 from Marcelo Berti on Vimeo.

Nesse vídeo trataremos da introdução do curso de cristologia oferecido por Marcelo Berti na Igreja Batista Cidade Universitária durante os meses de Maio e Junho de 2011.

A pergunta a ser respondida nesse vídeo é: Jesus Cristo realmente existiu?

Para responder a essa pergunta vamos discorrer sobre fontes não cristãs antigas e o testemunho que elas oferecem sobre Jesus Cristo.

No próximo vídeo iremos continuar a responder essa pergunta a partir do testemunho de cristãos antigos, fora do Novo Testamento.

Epístola a Diogneto e sua visão de Cristo

A Epístola a Diogneto é um belo e curto tratado apologético em favor do Cristianismo e não foi citado por nenhum cristão antigo ou medieval, e sobreviveu por meio de um único manuscrito que foi destruído em 1870. O autor é desconhecido e anônimo e sua data tem sido apresentada em algum lugar entre os pais apostólicos e o período de Constantino. A razão para se atribuir a um período anterior a Constantino é o fato de que tal carta apresenta um claro peso de uma severa perseguição contra os cristãos, que com a consolidação do cristianismo como religião oficial do Império Romano, veio a desaparecer.

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A Epístola de Barnabé e sua visão de Cristo

O documento antigo conhecido como Epístola de Barnabé é uma carta preservada pelo Códice Sinaítico datado entre o terceiro e quarto século depois de Cristo. Trata-se de uma versão completa do Novo Testamento, que tem anexada após Apocalipse, juntamente com a obra do Pastor de Hermas. Entretanto, a antiguidade do documento é atestada pelas citações que outros pais da Igreja fazem dela bem antes do Códice mencionado.

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Inácio de Antioquia e sua visão de Jesus Cristo

Inácio foi Bispo de Antioquia nasceu na Síria por volta do ano 50dC e morreu entre 98 e 117 dC. Também conhecido como Teodóforo, Inácio foi provavelmente amigo pessoal de Policarpo e discípulo pessoal de João, o discípulo amado. Segundo Eusébio de Cesaréia, ele foi o terceiro bispo em Antioquia depois de Pedro e o sucessor imediato de Evódio (Eusébio, História Eclesiástica, II3.22). A data de sua morte é incerta, mas sabe-se que foi condenado à morte ao ser lançado aos leões no Coliseu no período do Imperador Trajano (98-117dC).

O número total de epístolas com o nome de Inácio é quinze, mas elas são de datas e valores muito diferentes. Sete delas, ou seja, aquelas que conhecemos como sendo cartas enviadas a Éfeso, Magnésianos, Tralianos, Romanos, Filadéfia, Esmirna e a Policarpo, sobreviveram em duas versões, uma curta e uma longa. As três últimas cartas mencionadas foram, provavelmente, escritas originalmente em latim.

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É possível afirmar a historicidade de Cristo?

Nos últimos dias no Teologando publicamos alguns artigos sobre a historicidade de Cristo fundamentado basicamente em evidências encontradas em escritores não cristãos. Embora outros pudessem ser considerados, os que mencionamos aqui oferecem um claro esboço da evidência extra bíblica favorável à existência de Cristo. Sabemos, entretanto, que esse esboço apenas inicia a apresentação de Cristo em fontes fora das escrituras, mas, com esses artigos intencionamos fornecer um sumário introdutório a uma realidade costumeiramente ignorada: Existem evidências da existência de Cristo em literatura antiga confiável, apesar de muitos movimentos (da internet) tentarem apresentar o oposto. Continue lendo “É possível afirmar a historicidade de Cristo?”

Talmude e a Historicidade de Cristo

Talmude é a transliteração da palavra hebraica que significa “instrução, aprendizado”, proveniente da raiz do termo que significa “ensinar” ou “aprender”. O Talmude é composto por dois diferentes compêndios: (1) com a produção de citações anteriores ao ano 200dC., e provavelmente posteriores a 70dC., é conhecida como Mishná; (2) com a produção possivelmente posterior ao ano 500dC, que é conhecida como Gemará, que nada mais é do que o comentário à Mishná. Continue lendo “Talmude e a Historicidade de Cristo”

Celso e a Historicidade de Cristo

Celso foi um filósofo grego neoplatonista opositor do Cristianismo do segundo século que escreveu seu principal ataque pouco depois de Luciano ter escrito The death of Pelegrinus. O seu trabalho ficou conhecido como o primeiro escrito, dentre os que conhecemos hoje, que ataca o cristianismo: The True Word. Sua principal tese é demonstrar que Jesus Cristo não era de Deus, mas em nenhum momento Celso atacou a historicidade de Cristo. Continue lendo “Celso e a Historicidade de Cristo”

Luciano de Samosata e a Historicidade de Cristo

Luciano de Samosata foi um escrito sírio que escrevia em grego ático e em suas obras aproveita para tratar com escárnios e sátiras o cristianismo e o seu fundador, Jesus Cristo. Poucos detalhes da sua vida são facilmente verificáveis, inclusive, suas próprias palavras em relação a si mesmo são aparentemente controversas: Ele se denomina sírio, assírio e bárbaro, o que Keith Sidwell entende com uma evidência de que Luciano seria um daqueles moradores de Samosata provenientes da população genuinamente síria, e não grega (SIDWELL, Keith, Introduction to Lucian, Penguin Classics, 2005 p.xii).

Em uma obra intitulada The Death of Peregrinus, na qual trata de satirizar a vida de Peregrinus Proteus, Luciano apresenta uma informação interessante a respeito de Cristo e dos cristãos: Continue lendo “Luciano de Samosata e a Historicidade de Cristo”

Mara Bar-Serapião e a Historicidade de Cristo

Mara Bar-Serapião era um filósofo estoico da província romana da Síria que tornou-se amplamente conhecido em função de uma carta que teria escrito a seu filho, também chamado Serapião, que segundo Robert E. Voorstpor fora escrita volta do ano 73 dC (VOORST, Robert E. Jesus outside the New Testament: An introduction to the ancient evidence. Eedermnans, 2000, pp.53). Em função dessa carta tornou-se uma das primeiras referências não judaica e não cristã a se referir a Jesus Cristo. Ela foi publicada pela primeira vez no século XIX por Willian Cureton, que acreditava que Mara Bar-Serpaião era cristão sofrendo perseguição, opinião que os mais recentes acadêmicos rejeitam veementemente. Sobre essa carta, F.F. Bruce atesta: Continue lendo “Mara Bar-Serapião e a Historicidade de Cristo”

Talo e a Historicidade de Cristo

Talo é normalmente reconhecido como um antigo historicista samaritano que escreveu em grego koinê, possivelmente entre 50 e 55dC. Sabemos isso em função da menção de Julio Africano (Fragments, XII), Lactantius (Divine Institutes, XIII), Teófilo (To Autolycous, III, XXIX), Tertuliano (Apology, X), Justino Mártir (Horatory to address to the greeks, IX; todos alistados em: ROBERTS, Alexander, DONALDSON, James, Ante-Nicene Fathers) e Flávio Josefo (JOSEFO, Flávio, História dos Judeus – CPAD, 2000, pp.424), pouco depois de sua controversa citação de Jesus Cristo. Continue lendo “Talo e a Historicidade de Cristo”

Suetônio e a historicidade de Cristo

Gaio Suetônio Tranquilo foi um historiador romano que também deve ser lembrado na pesquisa sobre a historicidade de Cristo. Gary Habermas em seu livro The Historical Jesus, afirma que “pouco se sabe sobre ele, exceto que ele era o secretário chefe do Imperador Adriano (117-138 dC) e que tinha acesso aos registros imperiais” (HABERMAS, Gary, Historical Jesus, College Press, 1996; pp.190).

Um dado interessante sobre Suetônio é que ele desenvolveu uma amizade com Plínio o Jovem, que o descreve como um homem “quieto e estudioso, um homem dedicado a seus estudos”. Provavelmente em função desse relacionamento, que Suetônio recebeu favor de Trajano, de quem recebeu uma propriedade na Itália, e de Adriano, a quem serviu como secretário chefe. Continue lendo “Suetônio e a historicidade de Cristo”