ARTIGO: Era Júnia uma Apóstola?

Na edição desse mês da revista Teologia Brasileira foi publicado o meu primeiro artigo acadêmico intitulado Era Júnia uma Apóstola?. Esse artigo é a versão expandida do post publicado no Teologando com o mesmo nome. Uma versão em PDF também foi colocada na minha conta do Academia.edu. Nessa versão paginada o leitor terá acesso as notas de rodapé e às referências bibliográficas com mais facilidade.

ABSTRACT

Nesse artigo o autor se propõe a apresentar diferentes elementos relacionados ao problema interpretativo de Rom16.7, especialmente referentes ao gênero de Júnia(s) e o lugar que lhe cabe no ministério apostólico. Em primeiro lugar, o autor examina o texto do ponto de vista de sua forma textual e sua influência na identificação do gênero e lugar de Júnia(s) em relação aos apóstolos. Em segundo lugar, analisa os problemas relacionados ao estudo da identificação do gênero de Júnia(s). Por fim, analisa a posição que Júnia(s) ocupa em relação ao ministério apostólico. O autor conclui que as evidências apontam para o fato de que Júnia era de fato uma mulher que era notável pelos apóstolos.

Leia a versão publicada na revista Teologia Brasileira aqui.

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Era Júnia uma apostola?

Saúdem Andrônico e Júnias, meus parentes que estiveram na prisão comigo. São notáveis entre os apóstolos, e estavam em Cristo antes de mim – Romanos 16.7 [NVI]

Com a recente decisão da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil para aceitar mulheres como integrantes do ministério pastoral na denominação, pessoas de todo o Brasil passaram a se perguntar a respeito da validade de tal decisão. Blogs, Sites, Páginas do Facebook foram criadas para dialogar sobre o assunto. Até mesmo Augustus Nicodemos, um pastor presbiteriano, sentiu a necessidade de apresentar sua opinião a respeito do assunto no artigo Resposta a Argumentos Usados em Favor da Ordenação de Mulheres. Entre os argumentos respondidos pelo Reverendo Augustus Nicodemos encontra-se a questão sobre Júnias: Era ou não era ela uma apóstola? Se Júnia era de fato uma apóstola, isso não seria uma excelente evidência das escrituras sobre a validade do ministério pastoral feminino na igreja local? Continue lendo “Era Júnia uma apostola?”

Liderança Pastoral Feminina na Igreja Local

Vivemos dias em que a conversa sobre a validade ou a não validade do ministério pastoral feminino tem sido acirrada. Desde que se tornou público que a Convenção Batista Brasileira se manifestou favorável a inclusão de pastoras na denominação, defensores ferrenhos de ambos os lados tem enchido a internet de vídeos, artigos, comentários, notas explicando a razão de suas crenças. Nesse sentido o Teologando não é diferente.

Continue lendo “Liderança Pastoral Feminina na Igreja Local”

A vida do ministro é a vida do seu ministério

Albert Martin

“A vida de um ministro é a vida de seu ministério.” Este provérbio é tão verdadeiro hoje quanto sempre foi. De fato, integridade ministerial é um elemento indispensável para que se sustente qualquer credibilidade entre um povo com discernimento com o qual tenhamos intimidade pastoral. Tal intimidade nos deixa vulnerável para sermos conhecidos por quem e o que nós realmente somos em relação à verdade salvadora na qual trafegamos. Em um relacionamento de pastor-rebanho caracterizado pela descrição bíblica, no qual intimidade mútua é essencial (João 10.14), integridade consistente e compreensiva é um imperativo para qualquer um que deseja ter um ministério que seja atrativo e de credibilidade. Continue lendo “A vida do ministro é a vida do seu ministério”

Ferramentas Indispensáveis ao Pastor

por Kevin DeYong

Que ferramentas todo pastor deve possuir? Que habilidades ele precisa ter? Ou, perguntando com franqueza: o que um pastor tem de fazer razoavelmente para ser um bom pastor?

Observe o que não estou perguntando. Não estou perguntando sobre a teologia do pastor. Ou sobre a sua santidade pessoal. Ambas são essenciais e mais importantes do que algum dom específico. Todo pastor precisa cuidar bem de sua vida e de sua doutrina (1 Tm 4.16). Mas, o que um pastor tem de fazer? Esse é o assunto deste artigo. Admitamos que ele está indo bem nas áreas de caráter e de convicção. Mas, o que se exige dele quanto à competência? Continue lendo “Ferramentas Indispensáveis ao Pastor”

A pregação superficial

por John MacArthur

Estou comprometido com a pregação expositiva. Tenho a convicção inabalável de que a proclamação da Palavra de Deus sempre deve ser o âmago e o foco do ministério da igreja (2 Timóteo 4.2). E a pregação bíblica correta deve ser sistemática, expositiva, teológica e teocêntrica.

Esse tipo de pregação está em falta nestes dias. Há abundância de comunicadores talentosos no movimento evangélico moderno, porém os sermões de hoje tendem a ser curtos, superficiais e tópicos. Fortalecem o ego das pessoas e centralizam-se em assuntos completamente insípidos como relacionamentos, vida de sucesso, problemas emocionais e outros temas práticos, mas seculares. Continue lendo “A pregação superficial”

A urgência da pregação

por Albert Mohler

A pregação atravessa tempos difíceis? Hoje está sendo travado um debate sobre o caráter e a centralidade da pregação na igreja. O que está em jogo é a integridade da adoração e da proclamação cristã.

Como isso chegou a acontecer? Levando em conta a centralidade da pregação na igreja do Novo Testamento, parece que a prioridade da pregação bíblica jamais deveria ser contestada. Afinal de contas, como observou John A. Broadus — um dos docentes fundadores do Seminário Batista do Sul dos Estados Unidos —, “a pregação é característica peculiar do cristianismo. Nenhuma outra religião tem realizado reuniões freqüentes e regulares de grupos pessoas para ouvirem instrução e exortações religiosas, uma parte integral do culto cristão”. Continue lendo “A urgência da pregação”

O Supremo Dever do Pastor

“Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja” (1Tm 3.1)

Tom Ascol

A palavra-chave nesse versículo é “obra”. O ministério pastoral é uma obra árdua. Paulo comparou a vida do pastor à do soldado e à do lavrador. Ele encorajou o jovem Timóteo a participar “dos sofrimentos” no ministério (2 Tm 2.3,6).

No cerne desta obra árdua está a santa tarefa de pregar. D. Martyn Lloyd-Jones afirmou que “a mais urgente necessidade da igreja cristã é a verdadeira pregação”. Seu antecessor, G. Campbell Morgan, também sustentava esse mesmo ponto de vista sobre a pregação, quando a chamou de “a suprema obra do ministro cristão”.

Na introdução de sua clássica obra sobre homilética, A Treatise on the Preparation and Delivery of Sermons (Um tratado Acerca do Preparo e Entrega de Sermões), John Broadus argumenta que “a pregação é o grande meio designado para espalharmos as boas-novas de salvação através de Cristo”. Espera-se que um pastor seja muitas coisas. Ele tem de ser um conselheiro para aqueles que necessitam de orientação, um encorajador para aqueles que estão desanimados e um confortador para os que estão angustiados. Precisa ser um administrador da vida e do ministério de uma igreja local e um líder que dirige a igreja nos caminhos adequados. Porém, dentre todas essas e outras responsabilidades, o pastor é, primeiramente (e sobre todas as demais coisas), um pregador. Continue lendo “O Supremo Dever do Pastor”