A Exclusividade de Cristo

Bruce A. Ware

Três concepções estão em evidência hoje sobre a questão de Jesus ser ou não o único caminho para salvação. Todas as três podem ser analisadas a partir da resposta que cada uma delas tem para estas duas questões fundamentais: Primeira questão: Jesus é o único Salvador? Mais explicitamente: A vida de Cristo sem pecado e sua morte expiatória representam o único meio pelo qual a punição pelo pecado é paga e o poder do pecado derrotado? Segunda questão: para ser salvo, é necessário ter fé em Cristo? Ou de forma mais precisa: o conhecimento convicto da morte e ressurreição de Cristo e a fé inequívoca em Cristo são necessários para que recebamos os benefícios da obra redentora de Cristo e assim sermos salvos? Continue lendo “A Exclusividade de Cristo”

A morte de Cristo: Heresias e Teorias

A morte de Cristo: Heresias e Teorias from Marcelo Berti on Vimeo.

Nessa aula iniciaremos a organizar as informações relacionadas a humanidade e divindade de Cristo e suas implicações na morte de Cristo. Também trataremos de 5 diferentes teorias a respeito da Morte de Cristo, buscando demonstrar nas escrituras suas qualidades e desvios.

Na próxima aula trataremos da necessidade da morte de Cristo e seu significado teológico de acordo com as escrituras.

Impossível renová-los para arrependimento – Hebreus 6

por Antônio Lazarini Neto

Resumo: O presente artigo examina o texto de Hebreus 6.4-8, utilizando-se de instrumentos exegéticos para analisar as hipóteses de interpretação levantadas acerca dessa complexa passagem que faz parte da composição literária de Hebreus, definida pelo autor da mesma como “palavra de exortação” (13.22) e considerada pelos estudiosos um escrito cujo estilo é muito elevado dentre a literatura neotestamentária. Por essa razão, leva em conta o vocabulário próprio de Hebreus, com toda sua linguagem dualista e sacrificialista, as circunstâncias do autor e seus leitores, e seu modo singular de repensar o Antigo Testamento a partir de uma interpretação que se aproxima à tradição alexandrina ligada à Filo, para elucidar o texto objeto do estudo. Analisa ainda as expressões gregas que compõem a passagem a fim de entender a identidade, condição e limitações daqueles ali considerados “iluminados em queda”. Continue lendo “Impossível renová-los para arrependimento – Hebreus 6”

Pregar o Evangelho: O Plano A de Deus

Olhar para as escrituras sempre tem sido um grande prazer para mim, mas decobrir o que Deus espera de mim é certamente tem sido muito mais prazeroso. Saber que Deus não precisa de mim (Jó.42.2) para realizar sua obra é reconfortante (Jo.15.5), mas descobrir que Ele me quer e espera de mim um engajamento com seu propósito é maravilhoso (1Co.3.9). Continue lendo “Pregar o Evangelho: O Plano A de Deus”

O Conceito de Redenção no Novo Testamento

O Novo Testamento, ao contrário do Antigo, tráz conceitos mais claros para os cristãos mas, não perde de vista seu significado original. Como sabemos, o Novo Testamento aplica eficazmente o conceito vétero-testamentário à Jesus Cristo, como o Redentor do homem. Sobre isso, Ray Summers diz que “o Novo Testamento centra a redenção em Jesus Cristo. Ele comprou a Igreja com seu póprio sangue (At.20.28), deu-se pela vida do mundo (Jo.6.51), como Bom Pastor deu sua Vida por suas ovelhas (Jo.10.11) e demonstrou seu grande amor dando sua vida por seus amigos (Jo.15.13). O propósito de Jesus na terra foi realizar um sacrificío de Si mesmo para libertação do homem do pecado[1]“. Isso parece estar em concordancia com Merril  C. Tenney, quando diz que “o coração da mensagem bíblica da redenção é a libertação do povo de Deus do domínio do pecado por meio do sacrifício substitutivo de Jesus Cristo e a sua consequente reconciliação com Deus e Seu Reino Celeste[2]“. Continue lendo “O Conceito de Redenção no Novo Testamento”

Por que o Cristianismo escolheu a Cruz?

É bem verdade que os símbolos não tem um significado único, mas conforme o tempo e a época, carregam um significado particular. Um exemplo disto é a flor de Lótus, que é normalmente associadoa ao budismo, mas já foi usada  por chineses, egípcios e hindus antigos. Contudo apesar de sua variedade de significados, os símbolos sempre representam uma idéia central de determinado pensamento. E o cristianismo histórico não foi uma exceção a esse fato. Continue lendo “Por que o Cristianismo escolheu a Cruz?”

Conceito de Redenção no Velho Testamento

O Livro International Standard Bible Encyclopedia, organizado por James Orr, diz que “a idéia de redenção no Antigo Testamento tem início a partir do conceito de propriedade (Lv.25.26; Rt.4.4)[1]“. Um preço era pago em dinheiro, em conformidade com a Lei, para comprar novamente uma propriedade que necessitasse ser liberta ou resgatada (Nm.3.51; Ne.5.8). E a partir deste uso, o termo no Antigo Testamento foi usado normalmente com um senso de libertação, embora a idéia de pagamente sempre estivesse presente. Continue lendo “Conceito de Redenção no Velho Testamento”