Introdução a Soteriologia e Eclesiologia – Aula 7

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As Heresias Favoritas dos Evangélicos

Não é novidade que a liderança da igreja evangélica contemporânea tem falhado no ensino e instrução de suas igrejas. Enquanto o apelo pelo funcional e prático transformou os cultos um modo de moeda de troca pelo benefício da popularidade, o moralismo e o legalismo se tornaram a referência da espiritualidade da igreja. Pouco tempo se investe em questões de natureza ontológica, e muito tempo em questões práticas. Não é à toa que tal inversão de valores [em comparação com a igreja dos primeiros séculos] tem criado um rebanho imaturo e despreparado para defender sua própria fé. Continue lendo “As Heresias Favoritas dos Evangélicos”

Impossível renová-los para arrependimento – Hebreus 6

por Antônio Lazarini Neto

Resumo: O presente artigo examina o texto de Hebreus 6.4-8, utilizando-se de instrumentos exegéticos para analisar as hipóteses de interpretação levantadas acerca dessa complexa passagem que faz parte da composição literária de Hebreus, definida pelo autor da mesma como “palavra de exortação” (13.22) e considerada pelos estudiosos um escrito cujo estilo é muito elevado dentre a literatura neotestamentária. Por essa razão, leva em conta o vocabulário próprio de Hebreus, com toda sua linguagem dualista e sacrificialista, as circunstâncias do autor e seus leitores, e seu modo singular de repensar o Antigo Testamento a partir de uma interpretação que se aproxima à tradição alexandrina ligada à Filo, para elucidar o texto objeto do estudo. Analisa ainda as expressões gregas que compõem a passagem a fim de entender a identidade, condição e limitações daqueles ali considerados “iluminados em queda”. Continue lendo “Impossível renová-los para arrependimento – Hebreus 6”

A queda dos iluminados? Hebreus 6

por Moisés C. Bezerril

“É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados e provaram o dom celestial e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que de novo estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus, e expondo-o à ignomínia”. Continue lendo “A queda dos iluminados? Hebreus 6”

Pregar o Evangelho: O Plano A de Deus

Olhar para as escrituras sempre tem sido um grande prazer para mim, mas decobrir o que Deus espera de mim é certamente tem sido muito mais prazeroso. Saber que Deus não precisa de mim (Jó.42.2) para realizar sua obra é reconfortante (Jo.15.5), mas descobrir que Ele me quer e espera de mim um engajamento com seu propósito é maravilhoso (1Co.3.9). Continue lendo “Pregar o Evangelho: O Plano A de Deus”

Conceito de Redenção nas Escrituras

Recentemente os símbolos tem sido grande foco de pesquisa e perguntas desde que Daniel Brown lançou o controvertido livro “O código da Vince” que fantasia a história de um professor de simbologia, Robert Langdon, que é acusado de assassinato no Louvre em Paris. Toda a trama policial, envolvendo idéias mirabolantes sobre o passado do cristianismo, é emoldurada por símbolos aparentemente desconexos. O autor deste romance aproveita do grande número de símbolos históricos para criar enigmas que serão solucionados a medida que os protagonistas compreendem o sentido primeiro de cada símbolo deixado. Continue lendo “Conceito de Redenção nas Escrituras”

O Conceito de Redenção no Novo Testamento

O Novo Testamento, ao contrário do Antigo, tráz conceitos mais claros para os cristãos mas, não perde de vista seu significado original. Como sabemos, o Novo Testamento aplica eficazmente o conceito vétero-testamentário à Jesus Cristo, como o Redentor do homem. Sobre isso, Ray Summers diz que “o Novo Testamento centra a redenção em Jesus Cristo. Ele comprou a Igreja com seu póprio sangue (At.20.28), deu-se pela vida do mundo (Jo.6.51), como Bom Pastor deu sua Vida por suas ovelhas (Jo.10.11) e demonstrou seu grande amor dando sua vida por seus amigos (Jo.15.13). O propósito de Jesus na terra foi realizar um sacrificío de Si mesmo para libertação do homem do pecado[1]“. Isso parece estar em concordancia com Merril  C. Tenney, quando diz que “o coração da mensagem bíblica da redenção é a libertação do povo de Deus do domínio do pecado por meio do sacrifício substitutivo de Jesus Cristo e a sua consequente reconciliação com Deus e Seu Reino Celeste[2]“. Continue lendo “O Conceito de Redenção no Novo Testamento”

Por que o Cristianismo escolheu a Cruz?

É bem verdade que os símbolos não tem um significado único, mas conforme o tempo e a época, carregam um significado particular. Um exemplo disto é a flor de Lótus, que é normalmente associadoa ao budismo, mas já foi usada  por chineses, egípcios e hindus antigos. Contudo apesar de sua variedade de significados, os símbolos sempre representam uma idéia central de determinado pensamento. E o cristianismo histórico não foi uma exceção a esse fato. Continue lendo “Por que o Cristianismo escolheu a Cruz?”

Conceito de Redenção no Velho Testamento

O Livro International Standard Bible Encyclopedia, organizado por James Orr, diz que “a idéia de redenção no Antigo Testamento tem início a partir do conceito de propriedade (Lv.25.26; Rt.4.4)[1]“. Um preço era pago em dinheiro, em conformidade com a Lei, para comprar novamente uma propriedade que necessitasse ser liberta ou resgatada (Nm.3.51; Ne.5.8). E a partir deste uso, o termo no Antigo Testamento foi usado normalmente com um senso de libertação, embora a idéia de pagamente sempre estivesse presente. Continue lendo “Conceito de Redenção no Velho Testamento”

Pré-conhecimento

Existe uma constante luta entre alguns termos bíblicos, a saber, pré-conhecer (Rm.8.29; 1Pe.1.2) e Predestinar (Ef.1.5). Todos os comentaristas que não adotam uma postura mais reformada em termos de soteriologia, tendem a agrupar os vocabulos alistados em referência a uma possível ordem para salvação. Ou seja, para eles Deus precisa conhecer alguém, e por seu conhecimento antecipado dos fatos, sabendo que este creria, então Ele predestinaria este. Continue lendo “Pré-conhecimento”