Sugestões para Apologetas

Defender a fé cristã é parte do Cristianismo desde o seu nascimento. Homens e mulheres do presente e do passado dedicaram suas vidas para apresentar a fé cristã de modo compreensível e acessível especialmente para aqueles que são críticos da mesma. Foi Priscila e Áquila que defenderam e apresentaram a fé cristã a Apolo (At.18-19); foi Paulo quem defendeu a fé em Atenas entre filósofos (At.17); foi Pedro que defendeu e apresentou a fé cristã entre os judeus (At.2). Diferentes métodos e abordagens foram usadas nas escrituras, mas o objetivo era sempre o mesmo: Defender a Jesus Cristo como o centro da fé cristã.

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Aprendendo a lidar com o Câncer

 

Nesse vídeo a Amanda Franchini Berti, minha amada esposa, conta um pouco da história da descoberta do seu câncer e como esse processo foi a mesmo tempo difícil e proveitoso. Pela graça de Deus ela tem aproveitado esse tempo para conhecer mais o Senhor e viver a cada dia mais perto Dele.

Esse vídeo foi gravado como um testemunho a ser apresentado na Igreja Batista Cidade Universitária, Campinas – SP.

Sempre Cheque Suas Fontes!

Um autor que definitivamente me impactou largamente e me desafiou a aprimorar meu conhecimento teológico e minha habilidade de defender a fé foi Norman Geisler. Sua capacidade de pesquisa e síntese sempre me deixaram impressionado. Eu li quase todos os livros que ele publicou em português e garanto que ele estava presente em diversas das aulas que ministrei. Sua Enciclopédia de Apologética ilustra claramente o calibre desse homem: Ele é por excelência um Defensor da Fé Cristã.
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Como Chegar a uma Conclusão Teológica?

Normalmente as conversas, debates e discussões sobre teologia giram em torno das diferentes perspectivas apresentadas: Pessoas apresentam suas conclusões e dialogam sobre suas diferenças na tentativa de clarificar sua própria opinião e apontas os possíveis equívocos da opinião do outro. Entretanto, pouco tempo é investido no diálogo relacionado ao processo de formação de uma opinião teológica. Por isso, nesse artigo gostaríamos de responder a pergunta: Se a Bíblia é a fonte de informação para a Teologia Cristã, como as pessoas chegam a diferentes conclusões teológicas? Continue lendo “Como Chegar a uma Conclusão Teológica?”

O problema do rótulo teológico

Na minha opinião, rótulos teológicos são um problema. Não que eu os tenha em baixa estima, o que pense que são desnecessários. Nada disso. Apenas acho que rótulos teológicos são um problema na teologia brasileira. Talvez minha história ilustre a questão. Desde que comecei o Teologando já recebi rótulos dos mais diversos: Quando escrevi sobre a criação, fui chamado de religioso fundamentalistaquando escrevi sobre Pedro e a Pedra, fui chamado de liberal; quando escrevi sobre a eleição, fui chamado de calvinista; quando ensinei sobre Cristo, fui chamado de arminiano; quando citei Rudolf Bultmann fui chamado de herege; quando escrevi sobre o reino de Deus no ensino de Cristo fui chamado de neo-dispensacionalista; quando escrevi sobre o Espirito Santo, fui chamado de pentecostal; quando escrevi sobre a bíblia, fui chamado de fundamentalista. De duas uma: (1) ou eu sou bipolar ou (2) existe algum problema com a prática de atribuir rótulos teológicos a outras pessoas. Talvez, alguém diga que as duas opções não são mutuamente excludentes.

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A Teologia da Reforma Protestante

A Teologia da Reforma Protestante foi a base do ataque dos reformadores, em especial Calvino e Lutero, aos erros promovidos pela Igreja Católica durante o período conhecido como Idade das Trevas. A Reforma foi, de um ponto primeiramente eclesiástico, um chamada ao retorno das escrituras: Era o momento de romper com o paganismo religioso da Igreja Católica e estabelecer os valores e princípios das escrituras, centrados em Cristo, sua Graça, na Fé verdadeira e na Glória somente a Deus.

Estes cinco valores fundamentais conhecidos em Latim como Sola Scriptura, Solo Christus, Sola Gratia, Sola Fide e Soli Deo Gloria se tornaram o fundamento da Teologia Reformada, mas com o tempo veio a ser esquecida pela Igreja Evangélica no mundo. Por isso, em 20 de Abril de 1996 a Aliança de Evangélicos Confessionais reuniu-se em Cambrigde Massachusetts e na tentativa de resgatar os valores fundamentais da reforma redigiu uma explicação do que cada um desses princípios teológicos realmente significa, e conclamou a igreja evangélica no mundo a retornar a esses valores. Continue lendo “A Teologia da Reforma Protestante”

A Relevância Prática do Caráter de Deus

Bob Deffinbaug*

O estudo do caráter de Deus, porém, não é um assunto para pregadores e teólogos? Tal estudo tem realmente algum valor prático? J.I.Packer levanta esta pergunta e prontamente a responde:

Porque alguém precisa reservar tempo hoje para o tipo de estudo que você propõe? Certamente um leigo, de qualquer forma, pode ficar sem ele? Afinal de contas, estamos em 1972, não em 1855. É uma pergunta procedente, porém há, eu penso, uma resposta convincente para ela. A pergunta claramente assume que um estudo da natureza e do caráter de Deus não será prático nem relevante para a vida. De fato, contudo, é o mais prático projeto que qualquer um possa se envolver. Conhecendo Deus é crucialmente importante para o viver de nossas vidas… Desconsidere o estudo de Deus e você se condena a tropeçar e vagar através da vida com os olhos vendados, sem sentido de direção, sem entender o que lhe cerca. Desta forma você pode gastar sua vida e perder a sua alma. [9] Continue lendo “A Relevância Prática do Caráter de Deus”

A Teologia do Saci-Pererê

Luiz Sayão

Um dos quadros mais tristes da cristandade é a sua fragmentação absurda. Há provavelmente cerca de cem mil denominações evangélicas no mundo de hoje. Na verdade, a maioria delas é exatamente igual a muitas outras em termos de doutrinas e práticas. Infelizmente, muitos grupos se separam de seus irmãos na fé por motivos pouco cristãos. Todavia, apesar de tantos desencontros semelhantes, é fato que grande parte de nossas divisões teve origem em questões teológicas e doutrinárias. Continue lendo “A Teologia do Saci-Pererê”

Por que Deus se fez homem?

Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória. (1Ti 3:16 ARA)

As Escrituras não deixam dúvidas de que Cristo é divino. Mesmo no Velho Testamento existem evidências de um Messias divino: Sl.2.6-12, 45.6-7, 110.2; Is.9.6; Jr.23.6; Dn.7.13; Mq.5.2; Zc.13.7; Ml.3.1.  O Novo Testamento é muito mais enfático e claro nesse sentido. Os escritos joaninos expõem esse fato incansavelmente: Jo.1.1-3, 14,18; 2.2,25; 3.16-18, 35, 36; 4.14,15; 5.18, 2-22,25-27; 11.41-44; 20.28; 1Jo.1.3, 2.23; 4.14, 15; 5.5, 10-13, 20. Para Paulo a questão tem resposta clara, e por isso muitas evidências são declaradas em seus escritos: Rm.1.7; 9.5; 1Co.1.1-3; 2.8; 2Co.5.10; Gl.2.20; 4.4; Fp.2.6; Cl.2.9; 1Tm.3.16. O autor de Hebreus, além de ter por propósito demonstrar a supremacia de Cristo, evidencia esse fato: Hb.1.1-3, 4.14; 5.8 entre outros. Os evangelhos sinóticos são versados sobre essa idéia: Mt.5.17; 9.6; 11.1-6, 27; 14.33; 16.16, 17; 25.31-46; 28.18; Mc.8.38; 13.35-37; Lc.10.22 entre muitas outras. Continue lendo “Por que Deus se fez homem?”

O que significa ser filho de Deus?

Em que sentido nós somos filhos de Deus? O que isso significa? Quais são as implicações dessa afirmação teológica? Nesse post vamos observar essas questões para respondê-las do ponto de vista da Teologia de João. Ou seja, vamos responder a essas perguntas basicamente a partir das declarações do apóstolo João sobre o assunto.
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O Cristão e a Justiça social

Por Tim Keller

A razão bíblica para a eliminação da desigualdade social encontra-se na origem e destino potencial do homem, assim como no amor universal de Deus pelo mundo (Jo 3.16; Mt 5.43-48). As raízes da civilização ocidental acham-se profundamente arraigadas na revelação bíblica de que o homem descende de um único casal (pai e mãe) e foi criado à imagem de Deus.[1] A participação comum de toda a humanidade na imago dei significa que todos os homens são herdeiros dos direitos inalienáveis da dignidade e significado intencional. Concordar com Lincoln sobre o axioma de que todos os homens foram criados iguais, mas negar a participação na imago deisignifica que, em análise final, não há razão para uma responsabilidade comum entre os homens. Continue lendo “O Cristão e a Justiça social”