Porque Eu Acredito no Nascimento Virginal

Nessa aula, Marcelo Berti se propõe a:

  1. Identificar a fundamental importância teológica para a doutrina do nascimento virginal
  2. Avaliar o silêncio do NT a respeito do nascimento virginal de Jesus
  3. Comparar as principais sugestões de similaridade entre a história do nascimento de Jesus e alguns mitos greco-romanos
  4. Avaliar a plausibilidade histórica do nascimento virginal de Cristo

A versão em PDF da apresentação usada na aula pode ser vista aqui.

A história, Jesus e a Trindade

Um dos desafios de se manter um blog de teologia na Internet, é responder algumas perguntas teológicas de pessoas que não participam da fé cristã. É muito difícil estabelecer um campo conceitual em comum para dialogar sobre um assunto que temos como verdade com pessoas que a priori a rejeitam. Nesses pouco mais de oito anos de Teologando, já aprendi muito nesses diálogos, e acredito que ainda posso aprender mais. Continue lendo “A história, Jesus e a Trindade”

#5 Conselhos para Cristãos que Estarão nas Ruas no Próximo Domingo 

1- Lembre-se que seu protesto precisa ser regado de oração pela nação e pelas autoridades constituídas (cf. 1Tm 2.1-4);

2- Faça seu protesto de maneira pacífica e ordeira, como convém ao cristão, sem incitação a qualquer tipo de manifestação violenta (cf. Mt 5.9; Rm 12.18);

3- Seu protesto precisa ser respaldado por uma conduta moral e civil irrepreensível. É hipocrisia exigir retidão dos outros (inclusive das autoridades), sem antes considerar sua própria condição diante de Deus e dos homens (cf. Mt 7.5);

4- Antes de ser cidadão brasileiro, você é cidadão da pátria celestial. Ainda que seja legítimo protestar e desejar um governo sério e íntegro, sua esperança deve estar em Cristo e não em algum governante, ou pior, em uma ideologia política – cristãos verdadeiros não dividem sua lealdade e esperança com uma bandeira, partido ou governante! (cf. Is 33.22; Fp 3.20; Mt 22.21; At 5.29);

5- Observe sua língua e testemunho. Lembre-se que convém ao cristão um linguajar saudável. Ainda que seu protesto seja cheio de paixão e emoção, não use palavras de baixo calão. Cuide para que enquanto protestar, sua conduta seja digna de Cristo, dando bom testemunho para outros irmãos que também estarão presentes e, principalmente, para os não-cristãos (cf. Ef 4.29; Cl 4.5-6);

Eu estarei na Av. Paulista em São Paulo junto com minha esposa e amigos! Portanto, se você me encontrar, venha dar um “oi!” para que possamos juntos orar pelo nosso país! :)

Teologando Sobre o Jesus Histórico – Parte 2

No post anterior tive a oportunidade de iniciar um diálogo sobre e o Jesus Histórico  com o pessoal do Bibotalk, mas como a conversa foi longa, um segundo podcast sobre o assunto foi colocado no ar hoje. Nesse episódio chamado A Busca do Jesus Histórico nós conversamos sobre questões conceituais ligadas à pesquisa do Jesus Histórico, como pressupostos, métodos de pesquisa, diferentes abordagens e em especial como nós cristãos podemos fazer parte desse empreendimento histórico-teológico.

Se você quiser baixar o audio dessa conversa, clique aqui.

É o nascimento virginal de Cristo resultado de um problema de tradução?

Talvez você não saiba, mas um nascimento virginal não é tão raro quanto você imagina. 

De acordo com um estudo recente, nos Estados Unidos, cerca de uma em cada 200 mulheres afirma que engravidou virgem, como demonstra a pesquisa Like a virgin (mother)” – “Como uma (mãe) virgem” –  da Universidade da Carolina do Norte realizada em Chapel Hill e publicada pouco antes do Natal em 2013. O conceito de um nascimento virginal é tão inacreditável que foi necessário um estudo para descobrir as razões por trás dessas afirmações improváveis ​​em nossos dias. O fato é: Um nascimento virginal é simplesmente impossível. Continue lendo “É o nascimento virginal de Cristo resultado de um problema de tradução?”

A Versão Copta Saídica e a Divindade de Cristo

Em Março de 1923, a cerca de 45 kilômetros ao sul de Asyult, entre Cairo e as montanhas de Aswan no lado leste do rio Nilo próximo ao vilarejo de Hamamieh, num antigo cemitério do período Romano, Guy Brunton encontrou um vaso de barro enterrado perto de antigas sepulturas Coptas. Nesse vaso, Brunton encontrou um grupo de manuscritos que pareciam serem feitos de papiros que estavam enrolados e bem preservados. Tratava-se de um documento com características litúrgicas (ou seja, um documento utilizado por uma comunidade cristã e não por um indivíduo), que parecia ter sido usado por um bom tempo e que, por sua grafia defeituosa e desgaste, teria sido enterrado naquele cemitério. Naquele momento não se tinha a dimensão da grandiosidade daquela descoberta: Entretanto, esse documento veio mais tarde a ser identificado como o mais antigo manuscrito do evangelho de João em língua Copta jamais encontrado. Continue lendo “A Versão Copta Saídica e a Divindade de Cristo”

Jesus na Oração da Igreja Primitiva

por Larry Hurtado

Em vários textos neotestamentários, Jesus é apresentado como o intercessor ou advogado celestial em benefício dos crentes. Esta é uma ênfase bem conhecida na epístola aos Hebreus, é claro(por exemplo, 2:14-18; 4:14-5:10; 7:15-8:7; 9:11-22; 10:11-14). Mas esta ideia também tem reflexos tão cedo quanto na passagem da epístola de Paulo aos Romanos(8:34), onde Jesus é “aquele que intercede por nós”. Aqui, a intercessão de Jesus parece agir antes de tudo para estabelecer os crentes como aceitáveis a Deus. A carta de Paulo e a referência abreviada à ideia sugere que ele já a considerava familiar entre seus pretendidos leitores, sugerindo que ela era “propriedade comum” entre os vários tipos de círculos cristãos primitivos. Isto parece ser confirmado na referência a Jesus como o “advogado com o Pai” dos/para os crentes em 1 João 2:1. Da mesma forma, a referência em João 14:16 de “outro advogado” (ali identificado como o Espírito Santo) parece aludir à noção de que o Jesus ressurreto é advogado. A defesa de Jesus a Deus em benefício dos crentes, e a defesa do Espírito de Jesus aos crentes. Continue lendo “Jesus na Oração da Igreja Primitiva”

O Reino de Deus na mensagem de Cristo

“A erudição moderna revela quase que uma unanimidade ao afirmar que o Reino de Deus constitui-se na mensagem central de Jesus. Marcos introduz a missão de Cristo com as palavras: ‘Ora, depois que João foi entregue, veio Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho de Deus, e dizendo: O tempo está cumprido e é chegado o Reino de Deus. Arrependei-vos e crede no evangelho’ (Marcos 1.14-15). Mateus sumariza seu ministério com as palavras: ‘E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do Reino’ (Mateus 4.23). A cena introdutória de Lucas não menciona o Reino, mas, por outro lado, cita a profecia de Isaías a respeito da vinda do Reino e depois relata a afirmação de Jesus: ‘Hoje se cumpriu esta escritura aos vossos ouvidos’(Lucas 4.21)”.  (LADD, George Eldon, Teologia do Novo Testamento, Hagnos, 2001, pp.55) Continue lendo “O Reino de Deus na mensagem de Cristo”

A Figura Histórica de Jesus Cristo

Introdução

“Jesus Cristo foi apenas uma entidade ideal, criada para fazer cumprir as escrituras, visando dar sequência ao judaísmo em face da diáspora, destruição do templo e de Jerusalém. Teria sido um arranjo feito em defesa do judaísmo que então morria, surgindo uma nova crença” – La Sagesse – Jesus Cristo Nunca Existiu, pp.7 (http://pt.scribd.com/doc/17694243/La-Sagesse-Jesus-Cristo-Nunca-Existiu).

A pergunta sobre a existência de Cristo tem sido novamente colocada em pauta: Ela não é nova, mas apresenta-se como definitiva. Não são poucos os artigos, livros e revistas que tem investido nesse assunto nos últimos anos.

A razão para esse questionamento vindo dos críticos acontece por duas razões basicamente: (1) Segundo eles, não existem evidências históricas de Cristo fora dos livros do Novo Testamento e (2) não consideram o NT como fonte confiável por ter sido escrito por motivações religiosas e não históricas. Nossa intenção é de apresentar cada uma dessas questões e responde-las de acordo com os fatos que dispomos. Continue lendo “A Figura Histórica de Jesus Cristo”