Introdução ao Evangelho de João

O teste do tempo deu ao Quarto Evangelho a supremacia entre todos os livros do mundo. Se o Evangelho de Lucas é o mais bonito, o Evangelho de João é supremo em sua altura e profundidade e alcance do pensamento. A imagem de Cristo apresentada aqui é única e conquistou a mente e o coração da humanidade (…) Aqui encontramos o Coração de Cristo[1]. Continue lendo “Introdução ao Evangelho de João”

O que significa ser filho de Deus?

Em que sentido nós somos filhos de Deus? O que isso significa? Quais são as implicações dessa afirmação teológica? Nesse post vamos observar essas questões para respondê-las do ponto de vista da Teologia de João. Ou seja, vamos responder a essas perguntas basicamente a partir das declarações do apóstolo João sobre o assunto.
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Propósito do Quarto Evangelho

O Evangelho de João é o único entre os evangelhos canônicos que traz claramente sua declaração de propósito:

Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome – João 20.30-31

Nesse verso podemos encontrar ao menos quatro declarações de propósito do autor: (1) Propósito Evangelístico; (2) Propósito de Incentivar a Perseverança; (3) Propósito Teológico; (4) Propósito Apologético. Abaixo, passamos a observar como cada um desses se relaciona com o Evangelho como um todo. Continue lendo “Propósito do Quarto Evangelho”

Ocasião da Escrita do Quarto Evangelho

Do mesmo modo como a autoria, data e origem do evangelho, a questão da ocasião também está aberta a debates, especialmente por que não se pode discernir com especificidade detalhes sobre o Evangelho. Merril C. Tenney sobre o assunto afirma que no Quarto Evangelho

Falta o prefácio pessoal de Lucas. Também parece não ter sido escrito como uma simples uma obra com novidades informativas como Marcos. Não existe nenhuma dedicatória pessoal. Não é uma narrativa completa, nem um artigo. Não tem um forte apelo histórico no sentido de que reflete algum lugar particular no tempo ou espaço[1]. Continue lendo “Ocasião da Escrita do Quarto Evangelho”

Origem e Destino do Quarto Evangelho

A questão da origem do evangelho não é uma questão definida pela história da teologia cristã. A mais antiga evidência que temos sobre o assunto provém de Irineu:

Mais tarde, João, o discípulo do Senhor, que repousava sobre o peito, também escreveu um evangelho, enquanto ele residia em Éfeso, na Ásia[1]

Muito embora tal tradição também seja mantida por Eusébio[2], a teologia do século XIX parece ter colocado obstáculos para a aceitação dessa premissa. A rejeição de que João teria escrito de Éfeso é fundamentada em algumas observações sobre a origem conceitual do evangelho. Ou seja, em conformidade com as similaridades a que se associa o evangelho, demonstra-se a localidade de onde João provavelmente tenha escrito o evangelho. Continue lendo “Origem e Destino do Quarto Evangelho”

Considerações sobre a Autoria do Quarto Evangelho (3/3)

Evidências Internas

O próprio Evangelho também fornece uma excelente fonte de informações para a questão da autoria.  Westcott é normalmente reconhecido por estabelecer um modo de pesquisa sobre as evidências internas do Quarto Evangelho, de modo a ser seguido com freqüência em outras obras teológicas. Por isso, não faremos diferente em nossa análise. Segundo Westcott, o autor do Evangelho era um Judeu, da Palestina, uma testemunha ocular, um apóstolo e possivelmente João filho de Zebedeu. Continue lendo “Considerações sobre a Autoria do Quarto Evangelho (3/3)”

Considerações sobre a Autoria do Quarto Evangelho (2/3)

Evidências Externas

Tradicionalmente, teólogos agrupam citações dos Pais da Igreja como evidências para se compreender quem é o autor do evangelho. Como já demonstramos, são muitos os Pais da Igreja que citam, aludem ou defendem a autoria joanina do quarto evangelho.

A evidência histórica a partir do terceiro século (até fim do século XVIII) demonstra com clarividência que o autor do Quarto Evangelho é sem sombras de dúvida João, o discípulo a quem Jesus amava. As antigas versões (Sírias, Latinas e Coptas) existentes a partir do terceiro século já traziam informações sobre o seu autor. Alguns autores tendem a datar as antigas versões copta como provenientes de uma forma de texto já conhecida no segundo século[1], e portanto tal testemunho muito nos ajuda a considerar sobre a longa tradição da autoria joanina do Quarto Evangelho. Continue lendo “Considerações sobre a Autoria do Quarto Evangelho (2/3)”

Considerações sobre a Autoria do Quarto Evangelho (1/3)

Introdução

Não é possível falar em autoria sem referir-se à data do documento: Se esse evangelho de fato reflete a teologia tardia e a alta cristologia do segundo século, então o autor desse evangelho não pode ser João o apóstolo. Por outro lado, se o autor é João, temos que considerar que já no fim dos dias apostólicos a cristologia cristã já reconhecia a divindade de Cristo e que a teologia do segundo século na verdade seguia a tradição cristã e apostólica[1]. Continue lendo “Considerações sobre a Autoria do Quarto Evangelho (1/3)”

Milagres de Cristo no Evangelho de João

O uso quase exclusivo de “semeion” por João ao apresentar os milagres de Cristo evidencia que seu propósito está além do que relatar um caso miraculoso. Ele certamente o faz em caráter teológico, apologético e evangelístico: “Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo.20.31). Continue lendo “Milagres de Cristo no Evangelho de João”

Evangelho de João – Louis Berkhof

Louis Berkohof
LIVRO: Introdução ao Novo Testamento.
 

Conteúdo

 1. O advento e encarnação no logos (Jo.1.1-13)
2. O logos encarnado – a única forma de vida no mundo (1.14-6.71)
3. O logos encarnado – a vida e a luz, em conflito com trevas espirituais (7.1-11.54).
4. O logos encarnado – salvando a vida do mundo através da morte sacrificial (11.55- 19.42)
5. O logos encarnado -a ressurreição dos mortos, Salvador e Senhor de todos os crentes (20.1-21.25) Continue lendo “Evangelho de João – Louis Berkhof”