A Mensagem dos Apóstolos (1João 1:1-4)

– Série Cristianismo Convicto –
Estudos em 1João

Na primeira mensagem da série em 1João apresento três elementos que definem a mensagem Apostólica de acordo com o texto de 1João 1:1-4. O audio dessa mensagem podem ser ouvido aqui:

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A relação de autoria entre 1João e o Quarto Evangelho

Os livros de 1João e Hebreus são as únicas cartas do Novo Testamento que não tem seu autor descrito, ou seja, são anônimas. Por isso, não pouco esforço tem sido realizado para determinar com alto grau de certeza quem é o autor desses documentos. Continue lendo “A relação de autoria entre 1João e o Quarto Evangelho”

Para o cristão Obediência é Exigência (1Jo.2.3-11)

Um dos fenômenos lingüísticos que acontece nesse trecho e se repete na carta é o uso dos verbos sabemos e conhecemos. Nesse texto vemos o uso do verbo grego “ginosko“, que significa algo similar a “vir a saber” ou “perceber“. Entretanto, eventualmente vemos o emprego do verbo grego “oida“, que pode ser traduzido como “sabemos como fato“. Entretanto o que nos chama a atenção é o uso da expressão “nisto sabemos” no verso 5. A expressão grega nessa sentença é “en toutö ginöskomen” e é usada cerca de 7x (2.5; 3.16, 19, 24; 4.2, 13; 5.2) nessa carta. Essa expressão é interessante, pois revela o conceito de convicção que marca essa epístola. Continue lendo “Para o cristão Obediência é Exigência (1Jo.2.3-11)”

Crítica Textual 1Jo.1.7

Evidências

[Iησοῦ τοῦ υἱοῦ αὐτοῦ] Alex: א (IV) B (V) C (V) P(XI) Ψ (VIII/IX) 323 (XI) 1241 (XII) copsa (III/IV) copbo(ms) (III/IV) Ocid: 630 1505 itl vgst Biz: pc syrInd: 945 1739 Clement  VM: WH TIS8 ARA NVI

[Ἰησοῦ Χριστοῦ τοῦ υἱοῦ αὐτοῦ] Alex: A (V) 33 (IX) copbo (III/IV) Ocid: itt (XI) itw (XI) itz (VIII) vgcl (IV) vgww(IV) Biz: Byz syrh* (616)VM: TR Scrivener, Stephanus  TMRobertson-Pierpont ARC ARF

[Ἰησοῦ Χριστοῦ] Biz: pc Cassiodorus (580) Continue lendo “Crítica Textual 1Jo.1.7”

Crítica Textual 1Jo.1.5

Evidências

[ἀγγελία] Alex: (א*) (IV)  א2 (VII) A (V) B (IV) Biz: Byz VM: WH TIS8 TR Scrivener TMRobertson-Pierpont ARA ARC ARF NVI

[ἐπαγγελία] Alex: C (V) P (XI )33 (IX) 81 (1044) 323 (XI) 1241 (XII) copsa(ms) (III/IV) copbo (III/IV) Ocid: 614 (XIII) 630 (XIV) 1505 (XII) Biz: mss Ind: 69 945 1739 VM: TR Stephanus

[ἀγάπη τῆς ἐπαγγελίας] Alex: א1 (VI/V)Ψ (VIII/IX) Continue lendo “Crítica Textual 1Jo.1.5”

Crítica Textual 1Jo.1.4b

Evidências

[ἡμῶν] Alex: א (IV) B (IV) Ψ (VIII/IX) 181 (XI) 322 (XV) 326 (XII) 1175 (XI) 1241 (XII) 1409 (XIV) copsa (III/IV) Ocid: itar (XI) itp (VII) itt(pt) (XI) itz (VIII) vgww (IV) vgst (IV) Cæs: geo (V) Biz: L (IX) 049 (IX) 88 (XII) 436 (XI) 1067 (XIV) pm (V) Lect (IX) Ps-Oecumeniuscomm (VI) Theophylactcomm(1077) Ind: 69 VM: TRStephanus  TMRobertson-Pierpont TIS8 WH UBS4 NA27 ARA NVI

[ὑμῶν] Alex: A (V) C (V) P (IX) 6 (XIII) 33 (IX) 81 (1044) 104 (1087) 323 (XI) 330 (XII) 442 (XIII) 451 (XI) 1241 (XII) 1735 (XI/XII) 2298 (XI) 2344 (XI) copbo (III/IV) Ocid: 614 (XIII) 629 (XIV) 630 (XIV) 1292 (XIII) 1505 (XII) 1611 (XII) 1852 (XIII) 2138 (1072) 2412 (XII) 2495 (XIV/XV) itar (XI) itc (XII/XIII) itdem (XIII) itdiv (XII) itt(pt) (XI) vgcl (IV) Augustine (430) Cæs: arm (V) Biz: K (IX) 056 (X) 0142 (X) Byz 5 (XIV) 468 (XIII) 1844 (XV) 1877 (XIV) l422 (XIV) l598 (XI) l938 (XIII) l1021(XII) syrpal (VI) syrh (616) eth (VI) slav (IX) Bede (735) Ps-Oecumeniustext (VI) Theophylacttext (1077) Ind: 945 1739 1881 2464  VM: TRScrivener ARC ARF

[ἡμῶν ἐν ὑμῖν] Biz: syrp (V) Continue lendo “Crítica Textual 1Jo.1.4b”

Crítica Textual 1Jo.1.4a

Evidências

[ὑμῖν] Alex: Ac (V) 048 (V) 81 (XI) 104 (XI) 181 (XI) 322 (XV) 323 (XI) 326 (XII) 330 (XII) 451 (XI) 1175 (XI) 1241 (XII) 1243 (XI) 1409 (XIV) 1735 (XI/XII) 2298 (IX) 2344 (XI) copsa(ms) (III/IV) copbo(III/IV) Ocid: 614 (XIII) 629 (XIV) 630 (XIV) 1292 (XIII) 1505 (XII) 1611 (XII) 1852 (XIII) 2138 (XI) 2412 (XII) 2495 (XIV/XV) itar (IX) itc (XII/XIII)itdem (XIII) itdiv (XII) itp (VII) itt (XI) vg (IV) Augustine (430) Cæs: arm (V) geo (V) Biz: K (IX) L (IX) 056 (X) 0142 (X) Byz  88 (XII) 436 (XI) 1067 (XIV) 1844 (XV)1877 (XIV) Lect (IX) syrp (V) syrpal (VI) syrh (616) eth (VI) slav (IX) Bede (735) Ps-Oecumenius (VI) Theophylact (1077) Ind: 945 1739 1881 2464 VM: TRStephanus, Scrivener TMRobertson-Pierpont ARA ARC ARF

[ἡμεῖς] Alex: א (IV) A*vid (V) 0042 (IV) C (V) P (IX) Ψ (VIII/IX) 33 (IX) copsa(mss) (III/IV) Ocid: it VM: TIS8 WH UBS4 NA27 NVI Continue lendo “Crítica Textual 1Jo.1.4a”

1João 1.5-2.2 – Tradução e Crítica Textual

Certeza Obtida pelo Caminhar na Luz

5 Καὶ αὕτη ἐστὶν ἡ ἀγγελία[a] ἣν ἀκηκόαμεν ἀπ᾿ αὐτοῦ καὶ ἀναγγέλλομεν ὑμῖν, ὅτι ὁ Θεὸς φῶς ἐστι καὶ σκοτία ἐν αὐτῷ οὐκ ἔστιν οὐδεμία.

5 Esta é a mensagem que da parte dele ouvimos e anunciamos a vocês: Deus é luz e nele não existe escuridão nenhuma.

6 ἐὰν εἴπωμεν ὅτι κοινωνίαν ἔχομεν μετ᾿ αὐτοῦ καὶ ἐν τῷ σκότει περιπατῶμεν, ψευδόμεθα καὶ οὐ ποιοῦμεν τὴν ἀλήθείαν· Continue lendo “1João 1.5-2.2 – Tradução e Crítica Textual”

1João 1.1-4 – Tradução e Crítica Textual

Prólogo

1 ῝Ο ἦν ἀπ᾿ ἀρχῆς, ὃ ἀκηκόαμεν, ὃ ἑωράκαμεν τοῖς ὀφθαλμοῖς ἡμῶν, ὃ ἐθεασάμεθα καὶ αἱ χεῖρες ἡμῶν ἐψηλάφησαν, περὶ τοῦ λόγου τῆς ζωῆς·

1 O que era desde o princípio, o que nós ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos e nossas mãos apalparam, com respeito ao verbo da vida

2 – καὶ ἡ ζωὴ ἐφανερώθη, καὶ ἑωράκαμεν καὶ μαρτυροῦμεν καὶ ἀπαγγέλλομεν ὑμῖν τὴν ζωὴν τὴν αἰώνιον, ἥτις ἦν πρὸς τὸν πατέρα καὶ ἐφανερώθη ἡμῖν· –  Continue lendo “1João 1.1-4 – Tradução e Crítica Textual”

A Mensagem dos Apóstolos

Mensagem dos Apostolos

O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam – isto proclamamos a respeito da Palavra da vida. A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada. Nós lhes proclamamos o que vimos e ouvimos para que vocês também tenham comunhão conosco. Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo. Escrevemos estas coisas para que a nossa alegria seja completa – 1João 1.1-4

Continue lendo “A Mensagem dos Apóstolos”

Data e Ocasião

Material Extraído da Apostila de Teologia Bíblica do Novo Testamento de autoria de Carlos Osvaldo Pinto.

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1 João é um dos livros de mais difícil datação no Novo Testamento. A maioria dos comentaristas sugere uma data posterior à destruição de Jerusalém, aí por volta de A.D. 85, algum tempo depois do quarto evangelho, cuja linguagem e temas a epístola parece presumir.

     Com base em 2.19, Hodges sugere que o livro foi escrito de Jerusalém, pouco antes da destruição da cidade, antes de João se estabelecer em Éfeso[1].  A evidência interna sugere, mais provavelmente, que a frase “saíram de nosso meio” em 2.19, se refere não a deixar o círculo apostólico de influência em Jerusalém, mas a igreja cristã estabelecida em Éfeso.

     A carta foi escrita a uma igreja (ou a igrejas) em que falsos profetas e falsos ensinos haviam aparecido e feito progresso (4.1; 2.19). Esses indivíduos se inclinavam a uma forma antinomiana de docetismo incipiente, negando a encarnação de Cristo (2.22; 4.1), ao passo que reivindicavam íntima comunhão com o Pai (2.23). Tais heréticos também advogavam um estilo de vida moralmente frouxa (2.15-17), aparentemente alegando que seus atos não afetavam sua relação com Deus (1.5-10). A característica final de sua heresia era uma atitude de superioridade com base num conhecimento mais elevado (ou profundo), que os levava a uma atitude de desprezo para com os não-iniciados na confraria esotérica (4.7-21).

     Os leitores eram antigos pagãos (5.21), já com algum tempo de experiência cristã (2.7, 18, 20; 3.11). À vista do ministério tradicionalmente aceito de João na província da Ásia, parece ser lógico localizar seus leitores na mesma região, que mais tarde receberia Apocalipse. Como resultado do ensino falso, os leitores estavam em condição espiritual sofrível. Demonstravam uma tendência ao pecado e ao mundanismo (1.5–2.6), falta de amor fraternal (2.7-11; 3.13-24), e perda da certeza da salvação (5.13).

     Evidentemente os leitores ainda não estavam sob perseguição, o que leva a crer que a carta foi escrita no começo do reinado de Domiciano. Uma vez que Apocalipse refletia um Sitz im Leben de perseguição e é tradicionalmente datada da parte final do reinado de Domiciano, a data mais provável para 1 João é o meio da década de 80 no primeiro século.

 


 

[1] Zane C. Hodges, “1 John” em Bible Knowledge Commentary: New Testament Edition. pp.882