VINHO: Bandido ou Vilão?

[Parte 1]

Talvez você já tenha passado por uma situação similar. Você está na igreja em uma aula do grupo de jovens da Escola Dominical. O assunto é relacionado a vida cristã, namoro, decisões e o futuro. No fim da aula, o professor ainda tem alguns minutos sobrando e decide abrir aquele momento para perguntas. Então, lá no fundo, um jovem com barba por fazer, cabelo por lavar e com a camiseta do Nirvana pergunta: “Professor, o que o sr. acha de bebidas alcoólica? A bíblia proíbe o cristão de beber cerveja?“. Ele mal termina a pergunta, e já se ouve aquele “Aww” em um misto de susto e escândalo pelo tipo da pergunta. É como se esse questão estivesse fora do escopo de perguntas permitidas na Escola BíblicaContinuar lendo

SÉRIE: Vinho, as Escrituras e o Cristão

Não é fácil falar sobre bebidas alcoólicas no contexto da responsabilidade cristã. Poucos temas são tão polêmicos e controvertidos como esse, e infelizmente, ainda existe muita desinformação sobre o assunto. Beber é pecado ou não? Qualquer bebida alcoólica é proibida ao cristão? Pode o cristão beber socialmente? É prudente para o cristão ingerir bebidas destiladas? Essas e tantas outras perguntas precisam ser respondidas. Entretanto, nessa série pretendo responder a essas perguntas do ponto de vista de como entendo as Escrituras. Não tenho qualquer pretensão de escrever uma resposta definitiva para o assunto. Minha intenção é apresentar a coerência bíblica sobre um assunto extremamente controvertido.
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Nós Cremos na Bíblia

Carlos Osvaldo Pinto*

Trata-se de um livro incomum. Escrito durante um período de mais de 1500 anos por homens que, na maioria dos casos, sequer se conheceram, ela permanece hoje, mais de 2000 anos depois que sua última porção foi escrita, como o maiorbest-seller da literatura mundial.Não que seus assuntos sejam particularmente atraentes. Embora contenha páginas de grande beleza literária e forte dose de emoção, a maior parte de seu conteúdo seria rejeitada por qualquer editor moderno como “destinada ao fracasso”. Continuar lendo

Jesus na Oração da Igreja Primitiva

por Larry Hurtado

Em vários textos neotestamentários, Jesus é mostrado como o intercessor ou advogado celestial em benefício dos crentes. Esta é uma ênfase bem conhecida na epístola aos Hebreus, é claro(por exemplo, 2:14-18; 4:14-5:10; 7:15-8:7; 9:11-22; 10:11-14). Mas esta ideia também tem reflexos tão cedo quanto na passagem da epístola de Paulo aos Romanos(8:34), onde Jesus é “aquele que intercede por nós”. Aqui, a intercessão de Jesus parece agir antes de tudo para estabelecer os crentes como aceitáveis a Deus. A carta de Paulo e a referência abreviada à ideia sugere que ele já a considerava familiar entre seus pretendidos leitores, sugerindo que ela era “propriedade comum” entre os vários tipos de círculos cristãos primitivos. Isto parece ser confirmado na referência a Jesus como o “advogado com o Pai” dos/para os crentes em 1 João 2:1. Da mesma forma, a referência em João 14:16 de “outro advogado” (ali identificado como o Espírito Santo) parece aludir à noção de que o Jesus ressurreto é advogado. A defesa de Jesus a Deus em benefício dos crentes, e a defesa do Espírito de Jesus aos crentes. Continuar lendo

“Adorar a Jesus é idolatria”

Adorar a Jesus é idolatria,” de acordo com a Sociedade Torre da Vigia [STV]. De acordo com essa entidade religiosa, “a Bíblia deixa bem claro [...] que a adoração — no sentido de reverência e devoção religiosas — deve ser dirigida unicamente a Deus. Moisés o descreveu como ‘um Deus que exige devoção exclusiva’.” [É correto adorar a Jesus? - Despertai, 2000, pp.27]. Oferecer adoração a Jesus Cristo seria uma violação desse princípio, e portanto, um ato de idolatria. De acordo com a STV, Jesus é digno da nossa homenagem, mas não da nossa adoração, afinal, apenas Jeová é digno de adoração. Continuar lendo

Como Chegar a uma Conclusão Teológica?

Normalmente as conversas, debates e discussões sobre teologia giram em torno das diferentes perspectivas apresentadas: Pessoas apresentam suas conclusões e dialogam sobre suas diferenças na tentativa de clarificar sua própria opinião e apontas os possíveis equívocos da opinião do outro. Entretanto, pouco tempo é investido no diálogo relacionado ao processo de formação de uma opinião teológica. Por isso, nesse artigo gostaríamos de responder a pergunta: Se a Bíblia é a fonte de informação para a Teologia Cristã, como as pessoas chegam a diferentes conclusões teológicas? Continuar lendo

Bíblia – Alimento Divino para Alma

bible

A Bíblia, palavra de Deus é o meio pelo qual nós podemos nos alimentar espiritualmente. Quando ela deixa de ser um livro chato, de difícil entendimento, e passa a ser o nosso alimento espiritual, temos a alegria e prazer em observar tudo o que ela diz. Nela encontramos a voz de Deus dizendo: “Eu sou o pão da vida”; “Eu sou a água da vida”; “Quem de mim se alimenta por mim viverá”.Outra coisa que Deus diz: “Vocês vão me buscar e me encontrarão, quando buscarem de todo o coração”. Nós encontramos vários exemplos e passagens na Bíblia que mostram essa realidade. Continuar lendo

Bíblia aqui, não!

Escada do Ateísmo

Certa vez, participando de uma reunião administrativa numa igreja local, a tensão tomou proporções maiores que precisei intervir. Um quadro típico nas igrejas democráticas e congregacionais, infelizmente. Abri minha Bíblia para ler um trecho da Escritura e pedi a palavra. Até que, de súbito, o mais acalorado e destemperado cristão do recinto bradou em alta voz: “Bíblia aqui, não!” Fiquei horrorizado, claro. Hoje, a história é motivo de brincadeiras. Mas pensei que há algo de semelhante entre esta contumaz declaração e o liberalismo teológico presente em alguns seminários e igrejas de Cristo. Continuar lendo

Contradições na Bíblia

Para muitos cristãos e ateus, a veracidade do Cristianismo e de suas afirmações está intimamente ligada à veracidade das escrituras. Por isso não é surpreendente que os mais contundentes ataques ao Cristianismo nos nossos dias sejam direcionados às escrituras. Se as escrituras não forem confiáveis, se seus ensinos não forem coerentes, se não forem inerrantes, logo os críticos dirão que também não pode ser inspirada: “Como um livro tão contraditório, incoerente e equivocado pode ser resultado de um Deus todo-conhecedor, todo-poderoso e interessado em se revelar aos homens?“, poderia se perguntar um cético. Continuar lendo