SÉRIE: Vinho, as Escrituras e o Cristão

Vinho - Teologando

Não é fácil falar sobre bebidas alcoólicas no contexto da responsabilidade cristã. Poucos temas são tão polêmicos e controvertidos como esse, e infelizmente, ainda existe muita desinformação sobre o assunto. Beber é pecado ou não? Qualquer bebida alcoólica é proibida ao cristão? Pode o cristão beber socialmente? É prudente para o cristão ingerir bebidas destiladas? Essas e tantas outras perguntas precisam ser respondidas. Entretanto, nessa série pretendo responder a essas perguntas do ponto de vista de como entendo as Escrituras. Não tenho qualquer pretensão de escrever uma resposta definitiva para o assunto. Minha intenção é apresentar a coerência bíblica sobre um assunto extremamente controvertido.
Continuar lendo

Sempre Cheque Suas Fontes!

IMG_0097ed

Um autor que definitivamente me impactou largamente e me desafiou a aprimorar meu conhecimento teológico e minha habilidade de defender a fé foi Norman Geisler. Sua capacidade de pesquisa e síntese sempre me deixaram impressionado. Eu li quase todos os livros que ele publicou em português e garanto que ele estava presente em diversas das aulas que ministrei. Sua Enciclopédia de Apologética ilustra claramente o calibre desse homem: Ele é por excelência um Defensor da Fé Cristã.
Continuar lendo

Divina Parceria

DivinaParceria1

O ministério cristão consiste em nada mais nada menos do que replicar (1Jo.2.3) e reproduzir (Jo.15.16) o ministério que Cristo iniciou durante seu tempo aqui na terra. Consiste em encarnar os valores do Rei (Mat.5.3-12), para então proclamar a mensagem do Reino (Mat.5.13-16). Consiste em fazer o que Ele fez do modo que Ele faria (Mat.28.19). E diferente do que se pensa, tal ministério não nos é pesado, nem enfadonho, pois sabemos que Aquele que nos convida a servi-lo é Aquele cujo jugo é suave e o fardo é leve (Mat.11.30). Continuar lendo

As Heresias Favoritas dos Evangélicos

worship

Não é novidade que a liderança da igreja evangélica contemporânea tem falhado no ensino e instrução de suas igrejas. Enquanto o apelo pelo funcional e prático transformou os cultos um modo de moeda de troca pelo benefício da popularidade, o moralismo e o legalismo se tornaram a referência da espiritualidade da igreja. Pouco tempo se investe em questões de natureza ontológica, e muito tempo em questões práticas. Não é à toa que tal inversão de valores [em comparação com a igreja dos primeiros séculos] tem criado um rebanho imaturo e despreparado para defender sua própria fé. Continuar lendo

As citações de Isaías em Romanos 9-11

COP1

Um teste para as técnicas hermenêuticas Paulinas

por Carlos Osvaldo Pinto

O caso das citações do AT no NT já é um conhecido “campo de batalha” para a maioria dos ramos da erudição conservadora. Estudos recentes quanto à natureza, extensão e o método da inspiração têm sido motivados pelo uso das citações veterotestamentárias, estudos estes que refletem às vezes uma perspectiva um tanto frouxa do texto sagrado da parte dos autores levantados pelas citações não são, de modo algum, menos intrigantes. A tendência que prevalece, mesmo entre eruditos conservadores, tem sido de tornar os autores cristãos em grande parte dependentes dos métodos judaicos de interpretação, tais como o Pesher e o Midrash. Isso tem sido levado a tais extremos que Paulo parece não passar de um plagiador hermenêutico que procura no judaísmo palestino um modo de introduzir o “evento de Cristo” em todo canto e fresta do AT. 1 Continuar lendo

Nos Braços do Leão

Narnia

CARLOS OSVALDO PINTO*

- Mestre por Excelência (23 de Janeiro 1950 – 15 de Outubro 2014)

Eu nunca fui um bom aluno, e disso o Carlos Osvaldo sabia muito bem. Foi no primeiro dia de aula que eu ouvi uma de suas teorias sobre o aprendizado: “O interesse do aluno pelo conteúdo da matéria é inversamente proporcional à distância do mesmo ao professor“. Bom, eu estava na última cadeira, no lugar mais distante do mestre possível. Continuar lendo

[In]Fidelix

large_4736519183

A igreja primitiva encontrava seu valor no simples fato de receber de Deus o direito de ser perseguida assim como aconteceu com seu Mestre. Foi o Mestre quem os advertiu: “Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes odiou a mim” (Jo 15:18). É interessante, entretanto, que a igreja primitiva parecia entender que a perseguição era injustificada. Ao ser morto a pedradas Estevão bradou: “Senhor, não os consideres culpados deste pecado” (At 7:60), uma expressão muito similar àquela feita pelo próprio Mestre: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo” (Lc 23.34). A ira e o ódio contra os cristãos não era merecida, assim como não foi com Cristo. Eles não sabiam o que estavam fazendo, e por isso não deveriam ser culpados por esse pecado. Bons tempos aqueles! Continuar lendo

O Cristão, a Política e o Governo

urna-eletronica-arquivoneide-carlos(1)

Princípios Bíblicos para uma Reflexão Necessária

Estamos em época de eleições presidenciais em nosso país e o calor do momento torna necessária uma reflexão sobre o cristão e a esfera política. Meu intuito é lançar luz sobre a questão apontando parâmetros para uma reflexão política e teológica à luz da Bíblia. Tenho ciência de que não esgotarei o assunto, e você poderá discordar livremente daquilo que não represente a clareza da Escritura. Apenas ela é verdadeira e inspirada para a nossa fé.

Continuar lendo

Era o Vinho do AT não alcoólico?

Vinho sem álcool

[Parte 1] [Parte 2]

Em nossa série de artigos sobre o vinho nas escrituras nós já apresentamos (1) os princípios que governam nossa visão sobre o assunto e (2) a visão geral do AT a respeito do vinho. De acordo com nossa pesquisa no artigo anterior, o vinho é apresentado como bênção na maioria das vezes em que é mencionado no AT. Também vimos que o vinho é apresentado nas escrituras não apenas bênção, mas como maldição; não apenas maldição, mas também como bênção. Diante das evidências apresentadas nós concluímos que afirmar apenas um dos pontos é ignorar a evidência das escrituras. Continuar lendo

Vinho de Acordo com o AT

Vinho Bandido

[Parte 1]

Talvez você já tenha passado por uma situação similar. Você está na igreja em uma aula do grupo de jovens da Escola Dominical. O assunto é relacionado a vida cristã, namoro, decisões e o futuro. No fim da aula, o professor ainda tem alguns minutos sobrando e decide abrir aquele momento para perguntas. Então, lá no fundo, um jovem com barba por fazer, cabelo por lavar e com a camiseta do Nirvana pergunta: “Professor, o que o sr. acha de bebidas alcoólica? A bíblia proíbe o cristão de beber cerveja?“. Ele mal termina a pergunta, e já se ouve aquele “Aww” em um misto de susto e escândalo pelo tipo da pergunta. É como se esse questão estivesse fora do escopo de perguntas permitidas na Escola Bíblica. Continuar lendo